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sábado, 4 de julho de 2020

"Carrie" de Stephen King [Opinião]


Carrie é o primeiro livro de Stephen King, o mestre da literatura de terror, e foi originalmente publicado em 1974.

Tendo já lido outros trabalhos do autor, e acabando de conhecer a sua primeira obra, posso afirmar que este livro nos oferece uma pitada do talento do autor para a escrita de terror.

Carrie é uma jovem de 16 anos que foi criada por uma mãe fanática pela religião e para quem tudo é pecado. A sua mãe é uma mulher completamente execrável e que me chocou com muitas das suas ações.
Desde muito cedo, a menina começou a ser gozada pelos colegas da escola, que sempre a viram como uma estranha. Na verdade, o ambiente sufocante em que foi educada acabou por reprimir as suas relações sociais, tornando-a também ignorante no que diz respeito aos temas mais naturais na vida de uma mulher.

Além disso, Carrie é detentora de um estranho dom: a telecinética, isto é, a capacidade de mover objetos com a mente. É a descoberta deste dom que ajudará Carrie a levar a cabo uma vingança após um episódio de extrema crueldade e humilhação que vai vivenciar.

[Fotografia da minha autoria] 

A estrutura do livro vai alternando a narrativa com excertos de artigos científicos, notícias e alguns testemunhos que ajudam a criar um ambiente de terror e uma sensação de mau presságio. Sabemos que algo de muito mau vai acontecer, algo que deixou incontáveis mortes e que mudou para sempre aquela cidade.

É um romance que deixa o leitor agarrado e se lê muito bem, não sendo uma história tão densa e demorada como outros trabalhos do autor. Claro que alguns leitores poderão sentir que há aspetos que poderiam ter sido mais desenvolvidos mas, ainda assim, é um excelente conto de terror.

Abordando a temática do bullying e do fanatismo religioso, este é um livro que deverá ter sido muito original na época em que foi escrito.
Gostei muito e fiquei curiosa por ver uma das suas adaptações cinematográficas.
Se ainda não leram nenhum trabalho deste autor, então aqui vos deixo a sugestão de começarem pelo Carrie.

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 13 de julho de 2019

"Cell - A Chamada da Morte" de Stephen King [Opinião]


Este está a ser o ano em que estou a apostar em mais obras de Stephen King, sendo já a terceira que leio do autor.

Imaginem que, de repente, um vírus se propagava por todos os utilizadores de telemóveis, deixando as pessoas violentas e com comportamentos semelhantes aos de zombies. Na verdade, se isso acontecesse, estávamos todos tramados pois quem é que não tem um telemóvel nos dias de hoje?

É esta ideia que Stephen King explora em mais um dos seus romances. Transportou-nos para um mundo pos-apocalíptico onde uma estranha epidemia ataca as pessoas como se fosse um vírus a atacar o software de um computador.

Um conjunto de sobreviventes veem-se assim desesperados, no meio de uma civilização que, de um momento para o outro, ficou caótica.

Esta é também a história de Clay, um artista do Maine que, quando tudo começou, se encontrava em Boston. Acabara de assinar um contrato para um livro de banda desenhada que lhe permitiria finalmente sustentar a sua família fazendo arte.

[Fotografia da minha autoria]

Quando as pessoas começararam a ficar loucas, tudo aquilo em que ele pensava era em encontrar o seu filho. Assim, esta é uma história sobre um pai e a sua busca pelo seu filho num mundo rodeado pelo caos e pela carnificina.

Confesso que esperava que este livro fosse mais violento. A sinopse caracteriza-o como «avassalador, sangrento e fascinante» mas, na verdade, acabei por não ficar assim tão impressionada com a violência nem senti um fascínio fora do normal.

É um livro bom, mas não é excelente. Creio que tem um início muito interessante mas que depois acaba por esmorecer um pouco até ao final que também me soube a pouco.

Li metade do livro em apenas uma tarde, mas depois demorei mais de uma semana a terminar o restante, portanto algo neste livro falhou e não me cativou o suficiente.

Não deixo de recomendar a sua leitura, embora não seja, na minha opinião, dos melhores livros do autor. Até agora, ainda nenhum chegou aos calcanhares de Misery, porém sei que ainda tenho imensas obras por explorar.

Classificação: 3/5 estrelas

domingo, 7 de abril de 2019

"Desaparecidas" de Tess Gerritsen [Opinião]


Tess Gerritsen é uma daquelas autoras cujos livros eu seria capaz de ler uns atrás dos outros sem me cansar.
Tem sido excelente acompanhar esta série e fiquei com pena de não ter relido os três primeiros volumes, uma vez que os livros são realmente bons.

Em Duplo Crime, o quarto volume da série, a história centrou-se sobretudo na doutora Maura Isles. Neste livro temos o regresso da detetive Jane Rizzoli.

Tudo começa na morgue quando um cadáver abre os olhos, provocando um susto terrível a Maura. Mas se pensam que isto já é suficientemente assustador, enganam-se. Pouco depois de levarem essa mulher desconhecida para o hospital, ela mata um segurança e faz alguns reféns. Um deles é Jane, prestes a entrar em trabalho de parto.

Este sequestro foi uma das partes que mais me causou aflição neste livro. Isto prolongou-se por mais de 200 páginas e cheguei mesmo a sentir-me agoniada e claustrofóbica enquanto, no exterior, a polícia e os negociadores decidiam a melhor forma de agir.

Para piorar tudo, seria extremamente perigoso para Jane se os sequestradores descobrissem que um dos reféns é uma agente policial.
Antes de tudo terminar, a mulher desconhecida diz a Jane três únicas palavras: «A Mila sabe».

Quem é Mila? Qual é o segredo que esconde?
Mesmo depois de dar à luz, Jane não descansa enquanto não resolve este mistério.

[Fotografia da minha autoria]

A autora abordou muito bem as dificuldades que as mães sentem após o parto, o cansaço, as poucas horas de sono, o sentimento de não ser capaz de perceber o seu bebé. Jane é uma mulher que não nasceu para estar em casa a cuidar dos filhos e o que mais deseja é poder voltar ao trabalho, voltar a perseguir criminosos. Contudo, por outro lado, não deixa de se sentir culpada por querer "fugir" da filha.

Acompanhamos também os novos medos de Gabriel, marido de Jane, que subitamente passa a não gostar tanto do trabalho da mulher.

Este livro tornou-se o meu preferido da série, o que não é difícil de acontecer visto que eles têm sido todos excelentes.
É uma leitura extremamente arrepiante e que se lê de um único fôlego.
Estou radiante por saber que tenho os três volumes seguintes ali na minha estante e estou desejosa de me atirar a eles.

Se ainda não leram Tess Gerritsen, não percam mais tempo. Experimentem! É uma autora que vale muito a pena!

Classificação: 5/5 estrelas

sábado, 23 de fevereiro de 2019

"Duplo Crime" de Tess Gerritsen [Opinião]


Passaram mais de dez anos desde que li os três primeiros livros da série Rizzoli & Isles, de Tess Gerritsen. Lembro-me de, nessa altura, ter ficado fascinada com esses livros que, possivelmente, foram dos primeiros policiais que li.

Só mais recentemente comecei a comprar os volumes que me faltavam e, com eles na estante, decidi que chegara o momento de dar continuidade à série. Peguei em Duplo Crime, que é o quarto livro, mesmo sem ter relido os anteriores (achei que seria um desperdício de tempo, tendo em conta a quantidade de livros que tenho para ler).

Bastaram os primeiros capítulos para e sentir totalmente cativada pela história. Este livro foca-se em Maura Isles, a médica-legista, e tudo começa quando é encontrado um cadáver de uma mulher exatamente igual a ela. A partir daqui, será também descoberto um crime do passado e, juntamente com a detetive Jane Rizzoli, Maura irá partir numa tenebrosa excursão ao seu passado, acabando por descobrir uma verdade dolorosa.

[Fotografia da minha autoria]

Gostei bastante de conhecer um pouco mais acerca de Maura, cuja vida tinha sido ainda fugazmente abordada nos livros anteriores, pelo pouco que me recordo. A autora conseguiu mostrar-nos todos os receios e dúvidas da personagem, ao mesmo tempo que nos conduzia por uma investigação alucinante.

Tal como tem sido hábito nos policiais de Tess Gerritsen, este também dá um particular destaque aos procedimentos policiais, à análise dos locais dos crimes e à descrição das autópsias. Este último ponto é talvez o que considero mais interessante nas obras da autora, dado que as descrições vêm acompanhadas de imensos detalhes técnicos.

É uma leitura entusiasmante, que prende o leitor e o faz mergulhar numa teia de acontecimentos, à medida que a autora vai desvendando pista por pista. Um livro que reforçou a minha vontade em pegar de imediato  nos volumes seguintes desta excelente série!

Classificação: 5/5 estrelas

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

"Misery" de Stephen King [Opinião]


Quis ler este livro todo de uma vez. E, por outro lado, quis poupá-lo para que durasse o máximo de tempo possível. Acabou por ganhar a segunda opção.
Demorei duas semanas a ler este livro e foram duas semanas de verdadeiro prazer... e terror!

Bastou-me ler a sinopse para perceber que a premissa deste livro é excelente. Tinha todos os ingredientes para ser bom. Apesar da minha primeira experiência com Stephen King não ter sido espetacular, achei que devia dar-lhe outra oportunidade. Com tantas obras à disposição e sendo ele um nome incontornável dentro do género terror, certamente eu iria encontrar um livro que me agradasse. Só não esperava que fosse tão rápido!

Misery conta a história de um autor que se tornou famoso pela personagem dos seus romances cor-de-rosa. Um dia, decide matá-la. Pouco tempo depois, sofre um grave acidente e é socorrido por Annie, uma ex-enfermeira, que por acaso é também a sua maior fã e está furiosa com a morte de Misery.

Este livro retrata aquele que deve ser o pior pesadelo de um escritor: ter um fã doentiamente obcecado pelo seu trabalho.

O que mais me impressionou, logo para começar, foi o facto de que praticamente toda a ação do livro se passa no mesmo local. Acredito que serão poucos os autores que conseguem fazer isto e mesmo assim apresentar um livro tão dinâmico como este.


Se quando li A Luz senti alguns períodos de aborrecimento e dificuldade em prosseguir a leitura, neste livro isso não aconteceu. Antes pelo contrário, senti-me presa desde as primeiras páginas. E este livro já me permitiu encontrar o inegável talento de King.

As personagens estão muito bem construídas, especialmente Annie, dado que o leitor consegue sentir o mesmo medo que Paul à medida que vai compreendendo que está refém de uma louca. Quando Paul se porta mal, Annie sente que tem de o castigar. Porém, quando esses castigos começam a tornar-se mais intensos, o próprio leitor quer fechar os olhos, parar de ler, tudo para não descobrir de que é que Annie é capaz. Não imaginam as vezes que eu implorei para que ela não lhe fizesse mal.

Este livro é tão claustrofóbico que se torna aflitivo para o leitor; mesmo assim, é ainda mais doloroso parar de ler.

Houve duas cenas que me surpreenderam muito. A primeira ocorre mesmo no fim da primeira parte e é uma cena super simples que o autor prolongou por mais de dez páginas, o que me deixou completamente agarrada. A segunda ocorre no final da segunda parte e é uma das coisas mais tenebrosas que já li. Foi como se eu estivesse lá a assistir a tudo.

Por fim, gostava ainda de referir um aspeto que me agradou imenso: encontrei, neste livro, uma referência ao livro A Luz e sei que existem referências de Misery no livro O Retrato de Rose Madder (que vai ser uma das minhas próximas leituras). Segundo o que andei a investigar, parece que o autor faz isto com frequência: mencionar nos seus livros personagens ou eventos de outros livros. Acho fantástico quando um escritor faz isto e gosto ainda mais de ser capaz de as encontrar.

Como conclusão, posso afirmar que Misery foi, sem dúvida, um dos melhores livros que li este ano; talvez possa até arriscar dizer que foi mesmo o melhor do ano. Por isso, é uma leitura absolutamente recomendada para os fãs do género!

Classificação: 5/5 estrelas

quinta-feira, 27 de abril de 2017

"Raptada na Noite" de Patricia MacDonald [Opinião]


Raptada na Noite é já o sexto romance de Patricia MacDonald que tenho oportunidade de ler.

A narrativa inicia-se durante umas divertidas férias em família. Tudo estava a correr bem até Tess, de 9 anos, presenciar o rapto brutal da sua irmã Phoebe, de 13 anos. Dias depois o corpo da adolescente é encontrado, apresentando marcas de violação. Lazarus Abott é identificado como o autor do crime, sendo condenado à morte e executado.

O segundo capítulo avança vinte anos no tempo. Surgem novas provas que sugerem que Lazarus não foi o assassino. Será que Tess foi a responsável pela execução de um inocente?

O regresso de Tess à cidade onde tudo aconteceu reabre as feridas que a sua família tentou sarar durante todos estes anos.
A autora é muito boa a retratar a dinâmica familiar, a dor das recordações e da perda e a tensão constante a que todos estão sujeitos com a reabertura deste caso.

Surgem novas situações de perigo, agora que Tess decide também investigar por si própria.

A leitura é bastante dinâmica, não há descrições exageradas e a ação decorre a bom ritmo. Não foi um dos meus preferidos da autora (possivelmente começo a ficar mais exigente com os thrillers), mas não deixa de ser uma leitura que entretém e nos espicaça a vontade de desvendar o caso.

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 9 de março de 2017

"Caçadores de Cabeças" de Jo Nesbø [Opinião]


Esta foi a minha primeira experiência com Jo Nesbø, autor que apenas conhecia de nome, portanto não tinha qualquer expectativa em relação a este livro.

O protagonista deste livro é Roger Brown, o caçador de cabeças mais bem sucedido da Noruega. Trabalha como recrutador, procurando e seleccionando altos quadros para as maiores empresas. Roger é um homem de sucesso: tem um emprego altamente remunerado, uma mansão luxuosa e uma mulher lindíssima que é dona de uma galeria de arte frequentada por pessoas de elite.
Contudo, por detrás desta fachada, Roger dedica-se ao perigoso jogo do roubo de obras de arte.

Roger é um protagonista incomum: é inteligente, calculista e com uma inabalável autoestima. Consegue ser desagradável, manipulador e ter atitudes nada dignas de respeito, mas isso não impede que o leitor simpatize com ele. Eu torci por ele e pela concretização dos seus objetivos.

O livro lê-se muito bem, tem uma boa estrutura e, embora o início seja lento, rapidamente a narrativa ganha ritmo e grandes doses de ação, suspense e perigo. Roger vê-se envolvido numa perseguição que o poderá levar à morte e tem de usar toda a sua inteligência para despistar este perseguidor.

O que mais gostei neste thriller foi o final e a forma como o autor nos manipulou. Leva-nos a ver os acontecimentos de uma forma e, posteriormente, apresenta um desfecho completamente diferente. Fiquei realmente boquiaberta com as reviravoltas deste livro!

Aconselho esta leitura a apreciadores do género e vou, certamente, procurar mais obras do autor para ler futuramente.

Classificação: 3/5 estrelas

sábado, 19 de dezembro de 2015

"Duas Meninas Vestidas de Azul" de Mary Higgins Clark [Opinião]

Peguei neste livro quando precisei de uma leitura para uma viagem de autocarro. Sabia que seria cativante e, dado que é um livro de bolso, é muito prático para transportar. E, desta forma, li mais um livro da minha estante.

Mary Higgins Clark é uma autora que consegue cativar rapidamente o leitor com os enredos das suas histórias. Este livro aborda um tema sensível: o rapto de duas meninas gémeas de três anos.

Para começar, acho que a sinopse revela de mais, isto é, resume o que acontece em um terço do livro. Eu tenho sempre por hábito ler as sinopses e, com este livro, senti que já sabia muito da história. Se quiserem desfrutar ao máximo da leitura, aconselho a não lerem a sinopse.

Apesar deste pequeno problema com a sinopse, o livro cativou-me imediatamente desde as primeiras páginas. A autora normalmente escreve capítulos pequenos, bastante dinâmicos, com uma grande variedade de personagens e onde o suspense predomina. Este enredo levou-me a ler quase compulsivamente e é isto o que eu mais admiro nos policiais/thrillers: esta capacidade de nos agarrarem às suas páginas.

A temática deste livro já de si é um pouquinho perturbadora e capaz de aterrorizar qualquer pai. Além disso, existe pelo menos uma personagem repugnante pela forma como trata as meninas e que deixa o leitor de coração nas mãos. O desfecho era previsível (para mim, dado que parti para a leitura esperando um final feliz) mas nem por isso deixou de ser satisfatório.

O que me fez mais confusão neste livro foi o facto da autora abordar a ligação telepática entre as gémeas; é verdade que não sei muito sobre este tema e talvez por isso me sinta mais cética em relação a ele. No entanto, acabou por ser abordado de forma suave, não prejudicando a minha leitura.

Em conclusão, é uma história dinâmica, arrepiante na medida em que poderia ser real e que proporciona algumas horas de entretenimento ao leitor.

Classificação: 3/5 estrelas

sábado, 10 de outubro de 2015

"Porque Te Amo" de Guillaume Musso [Opinião]

Guillaume Musso é um autor francês que tem conquistado um lugar no meu coração e do qual já vos falei várias vezes. Os temas que aborda nos seus romances são um pouco fora do normal: anjos, experiências de quase morte e regresso à vida, viagens no tempo... são sobretudo temas que nos permitem sempre refletir.

Porque Te Amo foi um livro que comprei este ano e cuja sinopse atraiu a minha atenção. Dediquei-me a ele por ser um livro pequeno, que me ajudou a fazer uma pausa de leituras maiores e mais cansativas.

Este livro conta-nos a história de Nicole e Mark, um casal que perdeu a filha de 5 anos, quando esta desapareceu misteriosamente sem deixar rasto. Mergulhados na dor, os pais acabaram por se separar: Nicole entregou-se à carreira como violinista, e Mark desistiu de tudo e todos e tornou-se um sem-abrigo.
Tudo muda quando, cinco anos depois, a menina, Layla, reaparece tão misteriosamente como tinha desaparecido.Contudo, vem envolta num estranho mutismo. O que lhe terá acontecido? Onde e com quem esteve Layla durante os últimos cinco anos?

Porque Te Amo não se trata apenas de um livro sobre duas pessoas que perderam a filha, nem sobre o estranho desaparecimento de uma criança. Este é um livro que retrata várias facetas do sofrimento, da dor e das repercussões que esta tem na vida de cada um.

Nesta história, iremos encontrar várias personagens em sofrimento, personagens essas cuja vida se irá interligar e que precisarão de ajuda para se salvarem. Há dias ouvi na televisão a frase "ninguém se salva sozinho" e associei-a de imediato a este livro, pois penso que define muito bem a história.

As personagens que Guillaume Musso nos apresenta são cativantes e é impossível ficarmos indiferentes ao seu sofrimento. A juntar a isto, temos a escrita magistral do autor, comovente e com um toque de suspense que nos mantém agarrados ao livro.
Tal como tem acontecido nos anteriores romances, o autor deixa sempre uma mensagem que nos permite refletir acerca da nossa vida e dos comportamentos que temos perante ela.

Este não foi o meu romance preferido do autor, porém não deixou de me comover e de me cativar com aquele final absolutamente surpreendente. Penso que é um livro especial e cuja leitura recomendo a todos os apreciadores deste género literário.

Classificação: 3/5 estrelas

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

"O Lírio Vermelho" de Nora Roberts [Opinião]

O Lírio Vermelho é o volume que conclui a trilogia No Jardim, a primeira que leio desta autora.

Depois de conhecermos as histórias da Stella e da Roz, chegou a vez de Hayley, a mais jovem das três mulheres. Hayley chegou a Memphis em busca de um novo começo para si e para a sua filha. Aqui irá encontrar um lar, um novo emprego e grandes amizades, onde se inclui Harper, que acaba por se tornar mais que um amigo...

Gostei da Hayley logo desde o seu aparecimento, no primeiro livro da trilogia. E, claro, as suas interações com Harper, filho de Roz, sempre foram divertidas e faziam prever o que sucederia neste volume.
Para mim, eles formaram um casal enternecedor e gostei tanto deles como já tinha gostado do Logan e da Stella.

Este livro traz ainda a conclusão da história da Noiva Harper, o fantasma que assombra a Harper House, e é finalmente desvendado todo o mistério que a envolve. Penso que ficou tudo bastante claro e coerente com o que já tinha sido adiantado nos volumes anteriores.

Sem dúvida que esta trilogia vai deixar saudades pela forma como a autora nos envolveu na história e nos apresentou personagens tão carismáticas. Estes três livros estão repletos de amor, amizade e ternura, num contexto em que as flores também têm um papel importante.
No geral, adorei conhecer estas três histórias tão românticas e tenho a certeza de que todas estas personagens vão permanecer na minha memória durante muito tempo. Recomendo absolutamente a leitura desta trilogia!

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"A Rosa Negra" de Nora Roberts [Opinião]

A Rosa Negra é o segundo volume da trilogia No Jardim e traz-nos a história de Rosalind Harper, uma mulher forte e determinada que enviuvou no primeiro casamento, resistiu a um segundo casamento desastroso e ainda conseguiu fundar o seu próprio centro de jardinagem, que prospera de dia para dia.

Roz tem a ajuda da organizada Stella, protagonista do primeiro livro, e da jovial Hayley, que além de ótimas funcionárias, se tornam também suas amigas e confidentes.

Neste livro conhecemos mais a fundo a história de Roz, o seu passado, os seus sentimentos, as suas vulnerabilidades. Depois de dois casamentos, Roz tem receio de se envolver novamente; porém, dá consigo a sentir-se fascinada por Mitchell Carnegie, o genealogista contratado para resolver o mistério da Noiva Harper.

Este não foi um casal que me tenha atraído muito; Roz sempre me pareceu uma mulher dura e um pouco fria e, apesar de tudo, derreteu-se nos braços de Mitchell. Sinceramente, não senti muita química neste casal e algumas situações pareceram-me forçadas.

A leitura, no entanto, é bastante agradável e sente-se uma atmosfera um pouco mais sombria, dado que a Noiva Harper se torna mais perigosa neste livro. O mistério ainda não ficou completamente desvendado mas são-nos dadas pistas para o desfecho que se seguirá.

Agora resta-me o terceiro volume e espero que corresponda às minhas elevadas expectativas; a Hayley é uma personagem que estou desejosa de conhecer melhor!

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"A Dália Azul" de Nora Roberts [Opinião]

A Dália Azul é o primeiro volume da trilogia No Jardim, da autoria de Nora Roberts, autora que dispensa apresentação.

Esta série decorre em torno de uma casa mergulhada em história e de um próspero negócio de jardinagem, onde três mulheres vão desenterrar as memórias do passado e descobrir um segredo avassalador.
A Dália Azul apresenta-nos a história da primeira dessas mulheres - Stella Rothchild - que perdeu precocemente o seu marido e agora, juntamente com os seus dois filhos pequenos, regressa às suas raízes e a uma nova vida na Harper House, onde encontra um emprego no centro de jardinagem. Ao mesmo tempo, sente uma forte atração pelo paisagista Logan Kitridge, mas há alguém naquela casa que não está contente com o romance e tudo fará para o destruir.

Esta é uma história contemporânea com um toque de sobrenatural, dado que existe um fantasma na mansão Harper que vai complicar imenso o romance entre Stella e Logan. Claro que eles não precisavam de nenhum fantasma para que a sua relação fosse complicada, isto porque Stella é uma mulher muito organizada, que planeia tudo ao pormenor, enquanto Logan é a desorganização em pessoa. Mais diferentes não poderiam ser!

Estas duas personagens deliciaram-me ao longo da história; inicialmente embirraram um com o outro e passavam o tempo a discutir e a autora escreveu as cenas tão bem que era possível sentir ali a faísca e a irritação que sentiam. Senti-me solidária com a Stella, pois também eu gosto imenso de ter tudo organizado e bem planeado.

O livro não se encontra centrado apenas em Logan e Stella; também conhecemos bastante bem a Rosalind Harper e a jovem Hayley (que serão protagonistas dos próximos volumes), bem como o filho de Rosalind, os dois filhotes de Stella e o fantástico David.

As partes relativas à jardinagem, às plantas e ao negócio não me aborreceram minimamente; pelo contrário, até gostei imenso de ler e perceber como se gere um negócio deste género.

É um livro repleto de personagens e de momentos que me aqueceram o coração. A autora tanto me fazia rir às gargalhadas, como no momento seguinte me deixava de lágrima no canto do olho. Compreendo a razão por que Nora Roberts é tão acarinhada, principalmente pelo público feminino. Ela escreve histórias realmente fantásticas!

Este primeiro volume desvenda apenas um pouco da história do fantasma, pelo que estou mesmo ansiosa por prosseguir a leitura.
Quanto a vocês, se são fãs da autora e ainda não leram esta trilogia, então não percam mais tempo. Prometo que este primeiro volume não vos vai desiludir!

Classificação: 4/5 estrelas

domingo, 7 de setembro de 2014

"Estarás Aí?" de Guillaume Musso [Opinião]

Guillaume Musso é um autor francês de quem já tive oportunidade de ler dois romances: Salva-me, uma história que me arrebatou, e E Depois..., que não me fascinou tanto como o anterior, mas que não me fez desistir do desejo de ler mais obras do autor.

As temáticas abordadas nos livros de Guillaume Musso são um pouco fora do comum, ora vejamos: em Salva-me temos um anjo que vem à Terra com uma missão; E Depois... trata-se de uma experiência de quase morte e o regresso à vida; em Estarás Aí? encontramos a temática das viagens no tempo, mais especificamente o regresso ao passado.

Destas três temáticas, a das viagens no tempo é, sem dúvida, a que mais entusiasmo me provoca, pelo que tive a certeza de que iria adorar este livro desde o momento em que o comprei. Só me arrependo de não o ter lido mais cedo.

Na história conhecemos Elliott, um médico que nunca se recompôs do desaparecimento de Ilena, a mulher que amava, morta há 30 anos. Um dia, uma situação extraordinária vai permitir-lhe recuar no tempo e encontrar o jovem que ele era há 30 anos. Ao regressar ao instante decisivo em que um gesto seu pode salvar Ilena, conseguirá ele modificar o destino implacável que determinara a sua vida desde então?

No início deste livro, encontramos algumas questões que servem tanto para nossa reflexão como para introduzir a história. Uma delas é a seguinte: "Já todos nos confrontamos com a questão pelo menos uma vez: se nos fosse concedida a oportunidade de voltarmos atrás, o que alteraríamos na nossa vida?".
O que Elliott mais desejava na vida era rever a mulher que perdeu há 30 anos atrás. No entanto, voltar ao passado e interferir com a mais pequena coisa, poderá trazer consequências imprevisíveis ao futuro.

Guillaume Musso tem um dom para nos prender às páginas do livro com a sua escrita fluida e com verdadeiros momentos de suspense. Por essa razão, este é um livro de leitura compulsiva que não desejamos largar e onde encontramos personagens carismáticas e envolventes e uma história extremamente bem estruturada.

A história é romântica e emocionante e certamente fará as delícias a leitores que, tal como eu, apreciem um toque de ficção científica aliada ao romance. Tenho a certeza de que vou recordar esta história e as suas personagens durante bastante tempo. Aconselho vivamente esta leitura!

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"A Rua Onde Vivem" de Mary Higgins Clark [Opinião]

"A Rua Onde Vivem" é o quarto policial que leio desta autora tão conceituada na literatura policial.

O livro conta-nos a história de Emily Graham, uma brilhante advogada em Nova Iorque que, além de ter passado por um traumático divórcio, foi perseguida por um homem que a considera responsável pela absolvição do assassino da sua mãe. Após estes acontecimentos, Emily compra uma mansão vitoriana em Spring Lake, onde espera poder refugiar-se durante uns tempos. Contudo, a construção de uma piscina na mansão levam a uma descoberta macabra: um esqueleto de uma mulher que desapareceu na vila há alguns anos e, num dos seus dedos, é encontrado um anel pertencente à família de Emily.

À semelhança da obra "Onde Estarás?", neste livro a autora também criou uma grande diversidade de personagens que vão sendo apresentadas ao longo dos primeiros capítulos. Um pouco confusas no início, mas rapidamente começam a interagir e a tornar a história mais misteriosa.

Neste policial, somos confrontados com crimes que aconteceram há cem anos e que estão novamente a acontecer no presente. Tendo em conta que um dos temas abordados na obra é a reencarnação, a autora deixa-nos constantemente com uma questão em mente: será que o assassino que cometeu os crimes há cem anos poderá ter reencarnado? Ou será que se trata apenas de um imitador?

A par destes assassinatos que deixam os habitantes de Spring Lake em constante preocupação (porque o assassino vai voltar a atacar), o misterioso perseguidor de Emily volta a aparecer para a atormentar.

Posso desde já dizer que este livro me desiludiu um pouco, na medida em que esperava sentir mais suspense, mais adrenalina e apanhar alguns sustos. Infelizmente, isso não aconteceu, embora o livro se leia muito bem e rapidamente. Além disso, a frase inscrita na capa do livro - "A perseguição aterradora de um psicopata pode levar à loucura..." - promete algo que acaba por ser enganador. Em primeiro lugar, o livro não é unicamente sobre a perseguição aterradora de um psicopata (eu diria que este é um aspeto secundário do livro); em segundo, a perseguição tem pouco de aterrador; e, em terceiro, a personagem perseguida não chega nem perto da loucura.

Esta frase fez-me esperar um thriller arrepiante mas, ao invés, acabei por ler um policial leve, com uma pitada de mistério e momentos imprevisíveis. Não foi, pelas razões que mencionei, uma leitura inesquecível, mas tenho a certeza que me esperam obras bem melhores desta autora.

Classificação: 3/5 estrelas

terça-feira, 2 de julho de 2013

"Três Metros Acima do Céu" de Federico Moccia [Opinião]

O primeiro livro que li de Federico Moccia foi "Desculpa, mas vou chamar-te amor" e, nessa altura, adorei-o!

Fiquei mesmo contente quando me deparei com o romance "Três Metros Acima do Céu" na biblioteca!
Tal como já é hábito neste autor, este é mais um romance que aborda a temática da adolescência, mais especificamente o fim da adolescência.
Babi e Step são dois jovens provenientes de dois mundos completamente diferentes. Babi vem de boas famílias, é uma rapariga certinha, bonita e endinheirada. Step é um rapaz problemático, de carácter violento e amante da velocidade e do risco.
Após alguns encontros casuais, os jovens vão sentir-se atraídos um pelo outro, nascendo entre eles uma linda história de amor.

Gosto imenso da escrita desde autor, por ser extremamente fluida, cativante e por captar muito bem tanto os momentos mais divertidos, como os momentos mais tristes e que comovem o leitor. Graças a esta escrita quase nada descritiva, é muito fácil ler o livro como se estivéssemos a ver um filme.

A história é muito bonita e acaba por nos relembrar a nossa própria adolescência, com os seus dramas, as amizades, as relações com os professores e com os pais, as aventuras e a descoberta do primeiro amor.
No início, estranhei um pouco as constantes cenas de violência, mas isso permitiu-me compreender o porquê de Step ter-se tornado um jovem tão problemático. Depois a história melhorou muito e li o livro num fôlego.
Só gostava de fazer uma referência ao final que, na minha opinião, foi demasiado brusco. Creio que era possível comover mais o leitor se fosse um pouco mais desenvolvido.

Para concluir, é uma história muito bonita, emocionante e que recomendo, principalmente ao público mais juvenil!

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Salva-me" de Guillaume Musso [Opinião]

Já há algum tempo que me recomendaram que lesse este autor e a oportunidade finalmente chegou. Escolhi este livro simplesmente porque era o único disponível na biblioteca.

Sam, um pediatra famoso e infeliz com a morte da mulher, e Juliette, uma jovem francesa que falhou o seu sonho americano, vão cruzar-se quando o carro de Sam quase a atropela. O que sentem é amor à primeira vista. Depois de viverem um fim de semana de paixão, Juliette tem de regressar a França. Mas nenhum deles contou a verdade acerca da sua identidade e, mesmo na hora da despedida, não têm coragem para repor a verdade.
Meia hora depois anunciam que o avião que partiu com destino a Paris se despenhou no mar. Sam fica destroçado, mas a história de ambos ainda está longe de chegar ao fim...

Depois de ler a sinopse (que achei bastante interessante) e de perceber que a história ia envolver um anjo, confesso que torci um pouco o nariz mas comecei de imediato a dar palpites sobre como achava que a história se ia desenrolar.

Comecei a ler e a adaptar-me à escrita do autor, o que não foi difícil pois ele escreve de forma fluida, tornando a leitura muito agradável. Achei os primeiros capítulos bastante calmos mas, ao fim de cem páginas, eis que surge uma reviravolta em que eu não tinha pensado. Isso surpreendeu-me muito e foi a partir desse momento que o livro se tornou impossível de largar. A história ganhou um novo rumo, com mais personagens, mistérios e ação à medida que se avançava na leitura.

Senti-me impelida a ler em todos os momentos pois só queria saber o que iria acontecer a seguir; por isso, cheguei ao fim num ápice. E fiquei apaixonada por esta história, onde as vidas das personagens se interligam de forma maravilhosa.

Recomendo verdadeiramente a leitura deste livro; a história é linda! Quanto a mim, vou de certeza dar atenção aos restantes livros do autor.

Classificação: 4.5/5 estrelas