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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Palavras Sentidas


"Na linha contínua do tempo que nos é atribuído, voltar atrás é uma quimera dos que não são capazes de viver sob a luz crua do dia."

Limões na Madrugada
Carla M. Soares

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Palavras Sentidas


"Talvez ninguém seja só uma coisa nesta vida, talvez coexistam em nós muitas pessoas, talvez sejam variações da mesma que se mostram conforme a luz que nelas incide, como as cores da madrepérola."

Limões na Madrugada
Carla M. Soares

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Palavras Sentidas


"As saudades não são portuguesas, são do mundo todo, mesmo quando para elas não existe uma palavra."

Limões na Madrugada
Carla M. Soares

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Livro do Mês: Janeiro

Aqui está o balanço literário do primeiro mês do ano.

Estes foram os livros que me acompanharam ao longo do mês:


Foram leituras diversificadas, desde o clássico ao infanto-juvenil e que me cativaram umas mais que outras. Nenhuma das leituras foi completamente arrebatadora, mas todas elas tiveram os seus pontos positivos.

Assim, este mês vou eleger um romance português, de uma autora bastante acarinhada pelos leitores e que merece ser lida. Apostem nele!

LIVRO DO MÊS

sábado, 27 de janeiro de 2018

"Limões na Madrugada" de Carla M. Soares [Opinião]


Limões na Madrugada é o mais recente trabalho da autora Carla M. Soares, publicado no final do ano passado. Da autora, já li Alma Rebelde e A Chama ao Vento. Ainda me falta ler O Cavalheiro Inglês e O Ano da Dançarina, o que farei assim que surgir oportunidade.

Comprei este livro no Natal para poder começar o novo ano a ler em português e também porque acho importante apoiarmos os nossos autores.

A autora tem-se destacado pelos seus romances históricos e de época, e agora apresenta-nos uma história num registo diferente, mais contemporâneo.
Apresenta-nos Adriana, que vive na Argentina, terra da sua mãe. A sua família paterna vivia no Porto, local onde nasceu. Quando recebe uma pequena herança, os últimos quadros que o seu tio pintou, regressa a Portugal para os vir buscar e conhecer a casa da sua família, assim como a sua história e os seus segredos.


Quando se inicia a leitura deste romance, é impossível o leitor não reparar de imediato na escrita sublime da autora. Uma escrita lindíssima, trabalhada mas deliciosa de ler, com um toque próprio da autora.
Ainda não li os dois romances históricos anteriores a este, mas sem dúvida que se nota uma evolução enorme, em comparação com o primeiro livro publicado.

Em capítulos pequenos, de leitura muito agradável, a autora vai desvendando o passado e o presente de Adriana, oferecendo-nos, aos poucos, a história desta mulher um pouco reticente em desvendar o passado da sua família. Também conhecemos os seus amigos, Chloe e Javier, e a sua família.

A autora foi mantendo o mistério até ao fim, cativando o leitor até que finalmente descobrimos o que de tão terrível aconteceu no seio daquela família e o que terá levado os pais de Adriana a fugir à pressa para a Argentina. Infelizmente, é uma temática muito atual ainda nos dias de hoje.

Adorei o pormenor dos limões, o seu significado e consegui, por várias vezes, imaginar o seu aroma ao longo da leitura. Li em algumas opiniões que houve quem não gostasse do título, mas eu gosto imenso. Parece-me um título elegante, que combina na perfeição com a escrita da autora e com a história desta páginas.

O final ficou em aberto, algo que não costumo gostar muito que aconteça. Porém, dá-nos também a possibilidade de imaginar como teria continuado a vida de Adriana e eu escolho acreditar que ela conseguiu voltar para os braços de Javier. Sou uma romântica, é verdade.

No geral, foi uma leitura agradável e que aconselho vivamente, quer conheçam ou não as obras desta autora. Se não apreciam romances históricos, podem experimentar este que é mais contemporâneo.

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Palavras Sentidas


"A mãe tinha-lhe prometido que a noite era só o dia voltado do avesso, diferente mas igual."

A Chama ao Vento
Carla M. Soares

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

"A Chama ao Vento" de Carla M. Soares [Opinião]


A Chama ao Vento é o segundo trabalho de Carla M. Soares que tenho oportunidade de ler. A autora já conta com quatro trabalhos publicados, dos quais li Alma Rebelde, em 2012.

Ultimamente, tenho-me aventurado a ler mais e-books (sabem que eu tenho uma relação difícil com e-books; por muito prático que seja ler um livro em formato digital, que não ocupa espaço nenhum, continuo a acreditar que não oferecem aquele prazer único de folhear as suas páginas, de senti-lo nas nossas mãos). Assim, decidi ler A Chama ao Vento, que só está publicado em formato e-book, e seria uma pena não o ler por causa disso.

O livro inicia-se com um prólogo enigmático, em que o corpo de um desconhecido é atirado ao mar, de um hidroavião que sobrevoa o Atlântico.

Seguidamente, é-nos apresentado Francisco, um homem atraído a uma casa onde viveu na infância, antes de ser abandonado pela mãe e deixado aos cuidados da avó, uma senhora calma e completamente apagada de vida.
Francisco não está preparado para enfrentar o passado mas tudo muda quando é abordado por João Lopes, um senhor de idade que se dispõe a contar-lhe a história da avó Carmo.

Assim, Francisco e nós leitores, somos transportados para uma Lisboa do século XX, que acolhe todo o tipo de estrangeiros que fogem da 2ª Guerra Mundial em busca de um refúgio seguro noutro lugar.

Confesso que início do livro estava a ser de mais difícil leitura devido à personalidade de Francisco, aos seus medos em descortinar o passado e a toda a insegurança por estar a perder o controlo de si próprio.

A história da avó Carmo cativou-me de imediato e rapidamente me senti agarrada e curiosa por descobrir o que transformara aquela jovem apaixonada e cheia de vida na idosa apática e apagada que Francisco sempre conhecera.

A narrativa está bem estruturada, alterna entre passado e presente e caracteriza bem a época histórica, sem se tornar exaustivo, dado que não se trata de um romance histórico.

A autora escreve muito bem e esse é um dos aspetos positivos do livro. A escrita é cuidada, bem trabalhada e madura. Há apenas algumas gralhas ao longo do livro, mas nada de preocupante, nem capaz de interferir na leitura. Talvez precisasse de mais revisão, de ser lido por outros olhos que detetam mais facilmente estas falhas do que o próprio autor.

Em conclusão, é uma história deliciosamente bem escrita e de uma autora que merece ser lida. Mesmo que não sejam apreciadores de e-books, não descartem a possibilidade de ler este livro. Prometo que ficarão surpreendidos e com curiosidade de explorar outras obras da autora.

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"O Cavalheiro Inglês" de Carla M. Soares [Divulgação]

Título: O Cavalheiro Inglês
Autora: Carla M. Soares
Edição: 2014
Editor: Marcador Editora
Páginas: 400
ISBN: 9789897541254

Disponível nas livrarias

Sinopse
PORTUGAL. 1892. Na sequência do Ultimato inglês e da crise económica na Europa e em Portugal, os governos sucedem-se, os grupos republicanos e anarquistas crescem em número e importância e em Portugal já se vislumbra a decadência da nobreza e o fim da monarquia.

Os ingleses que ainda permanecem em Portugal não são amados. O visconde Silva Andrade está falido, em resultado de maus investimentos em África e no Brasil, e necessita com urgência de casar a sua filha, para garantir o investimento na sua fábrica.

Uma história empolgante que nos transporta para Portugal na transição do século XIX para o século XX numa narrativa recheada de momentos históricos e encadeada com as emoções e a vida de uma família portuguesa.

NO SEIO DE UMA FAMÍLIA, HÁ CORAÇÕES QUE SE AGITAM ENTRE O CURSO DA HISTÓRIA E O IRRESISTÍVEL PERFUME DOS LIVROS.

A autora

Carla M. Soares nasceu em Moçâmedes em 1971. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras de Lisboa e tornou-se professora. Tem um mestrado em Estudos Americanos. A tese de doutoramento em História da Arte, começada na Faculdade onde se formou, aguarda dias mais tranquilos para uma conclusão cuidada. Publicou em 2012 o romance de época Alma Rebelde, com a Porto Editora, e embarcou em 2014 na aventura digital, publicando o romance A Chama ao Vento, com a Coolbooks.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

"Alma Rebelde" de Carla M. Soares [Opinião]

Alma Rebelde é o livro de estreia de Carla M. Soares, uma nova e promissora escritora portuguesa.

Tive oportunidade de poder ler este livro através de um empréstimo e confesso que estava com muita curiosidade, devido às opiniões positivas que tinha vindo a ler.

Esta história passa-se no século XIX, em Lisboa, onde vive Joana, uma jovem burguesa e demasiado inteligente para o seu próprio bem. O seu destino é traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
É com muito medo e contrariada que Joana percorre os quilómetros até à sua nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e sem esperança.
Mas quando finalmente conhece Santiago, o seu noivo, apercebe-se de que ele é completamente diferente daquilo que esperava. Além de bonito, é um jovem experiente e pouco convencional que rapidamente seduz Joana com promessas de respeito e igualdade.
Entre eles vai começar a nascer um amor imprevisto, mas poderá Joana confiar neste novo companheiro? E poderá ela atingir a liberdade com que sempre sonhou?

Este é um livro que facilmente nos conquista, apesar do seu início ser lento e bastante descritivo. Durante a viagem de Joana, somos confrontados com os seus medos, as suas dúvidas, a rebeldia escondida na sua alma, bem como o desejo por um futuro com esperança. Os excertos do seu diário ajudam-nos a compreender melhor os seus sentimentos e são uma pausa bem-vinda às descrições que fazem a narrativa andar mais devagar.

Após este início repleto de sentimentos, dúvidas e medos, a empatia que sentimos por Joana já é muita e a ânsia de conhecer Santiago é ainda maior. Quando finalmente nos é apresentado o noivo de Joana, é difícil resistir à sua personalidade. Santiago é um jovem encantador, cheio de energia, uma autêntica força da natureza, e nada convencional para os padrões daquela época.

Gostei imenso dos momentos em que os dois estavam juntos e de ver o jovem, pouco a pouco, a quebrar as barreiras de Joana e a dissipar os seus medos.

Ao longo da toda a narrativa, temos ainda contacto com as cartas que Joana trocava com a sua prima Ester, o que tornava a leitura ainda mais viciante.

Este é um livro que se lê muito bem e a escrita da Carla Soares é extremamente cuidada e organizada, com algumas partes bastante poéticas. É, sem dúvida, uma leitura muito agradável.

Só gostaria de apontar alguns aspetos que, não me tendo desagradado, deixaram-me com vontade de mais, nomeadamente o casamento e a noite de núpcias – gostava mesmo que tivessem sido mais explorados – e o final – apesar de pequeno, deu-nos um vislumbre da nova vida deste casal tão amoroso mas eu gostaria de ter lido um pouquinho mais!

Em suma, devo dar os parabéns à Carla e desejar que ela continue a presentear os seus leitores com histórias tão boas como esta! Irei certamente continuar a acompanhar os passos desta nova escritora no panorama português.

Classificação: 4/5 estrelas