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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

"O Exorcista" de Willian Peter Blatty [Opinião]


O Exorcista é um livro que dispensa apresentações, dado que praticamente toda a gente conhece o filme, de 1973, com o mesmo nome.

Pessoalmente, nunca vi o filme, pois não sou muito adepta de filmes de terror que envolvem religião e exorcismos, acho-os demasiado assustadores. Contudo, o meu namorado é viciado em filmes deste género e foi assim que surgiu a ideia de lhe oferecer este livro. Obviamente, aproveitei para o ler, o que foi a minha estreia total com um livro sobre a temática das possessões demoníacas e exorcismos.

Como nunca vi o filme, parti para a leitura sem quaisquer expectativas e de mente aberta. A verdade é que rapidamente me senti envolvida pela narrativa e muito curiosa por desvendar os acontecimentos seguintes.

Neste livro, conhecemos Regan McNeil, uma menina de 11 anos, normal e cheia de alegria, até começarem a ocorrer coisas estranhas com ela. A mãe leva-a ao médico, acreditando que a filha está apenas a querer chamar a atenção. Posteriormente pensa-se que ela poderá sofrer de outra patologia e Regan é sujeita a inúmeros exames, é vista por todos os médicos e psiquiatras da região, sem que nenhum consiga explicar aqueles comportamentos que, com o passar do tempo, se tornam mais estranhos e perigosos.
Completamente desesperada, a mãe de Regan acaba por recorrer a um padre jesuíta, pois o problema da menina parece estar para além da ciência e da racionalidade.

A narrativa avança a uma velocidade bastante rápida e achei muito interessante ler acerca dos exames que iam fazendo a Regan e das patologias das quais suspeitavam. Por outro lado, muitos dos seus comportamentos eram difíceis de explicar e associar a uma patologia, o que tornava tudo bastante mais intrigante.

As personagens pareceram-me bem construídas e reais. A que mais gostei foi Chris, mãe de Regan, pela sua evolução. O autor transmitiu muito bem a dor e a impotência desta mãe que nada consegue fazer para ajudar a sua filha, levando-nos a assistir ao aumento do seu desespero, à medida que o tempo passa.

As descrições do livro são excelentes, principalmente nos momentos de possessão, o que torna a leitura intensa e apavorante. É difícil distinguir a imaginação da realidade e, mesmo para os leitores mais céticos, será um livro difícil de digerir.

O final é absolutamente soberbo, violento e impressionante e penso que terá sido um dos melhores finais que já encontrei ao longo das minhas aventuras literárias.

Recomendo vivamente a leitura d' O Exorcista, quer tenham ou não visto o filme. Sem dúvida que o filme deve ser mais arrepiante, no sentido em que é muito visual, mas o livro merece ser lido e apreciado. Para mim, será sem dúvida um livro que pretendo reler um dia mais tarde. Leiam; vale realmente a pena!

Classificação: 5/5 estrelas

segunda-feira, 21 de abril de 2014

"União" de Ally Condie [Opinião]

Desde que comecei a ler distopias - Os Jogos da Fome, Divergente, Incarceron - que sinto curiosidade em descobrir novos autores e novos livros deste género.

União é mais uma distopia, uma história que decorre numa Sociedade que tudo controla. São os Funcionários quem decide tudo, desde onde as pessoas trabalham, com quem vão casar e quando vão morrer. Tudo o que acontece é calculado através de probabilidades, tudo se prevê, pelo que se alguém tem algum comportamento de desobediência, é castigado.

Este livro inicia-se com a cerimónia do Banquete de União de Cassia, uma jovem de dezassete anos. Muito simplesmente, nesta cerimónia, os jovens desta idade vão conhecer a pessoa a quem ficarão Unidos, isto é, com quem irão namorar, casar e ter filhos.
No ecrã de Cassia, aparece o rosto de Xander, o seu grande amigo de infância. Porém, antes do ecrã ficar negro, surge um outro rosto, o de Ky.

É a partir deste momento que Cassia se começa a questionar: quem será a sua verdadeira União? O aparecimento do rosto de Ky no ecrã terá sido um erro?

No seu dia-a-dia, Cassia vai convivendo com Ky e, aos poucos, começa a interessar-se por este rapaz misterioso. No entanto, apaixonarem-se um pelo outro nesta Sociedade controlada, poderá pôr a vida de ambos em perigo.

União é uma história de amor, onde os segredos são perigosos e onde se sente o medo que constantemente envolve as vidas dos protagonistas. Acaba por proporcionar-nos também uma reflexão acerca de escolhas, de livre arbítrio e de liberdade.

A autora demonstra na perfeição como funciona esta Sociedade e consegue cativar-nos com a sua escrita, deixando-nos desejosos de ler mais.

Gostei mesmo muito desta história e só tenho pena que a Gailivro não tenha publicado os dois volumes restantes da série (e possivelmente já não irá publicar). Terei de procurar os livros em português do Brasil ou em inglês, pois quero mesmo descobrir como continua a história de Cassia, Xander e Ky.

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 21 de julho de 2012

"Guerra Mundial Z" de Max Brooks [Opinião]

Agradeço desde já ao meu irmão que acedeu bondosamente a partilhar aqui no blog a sua opinião deste livro. Aqui fica ela:

“Perdemos muito mais do que apenas pessoas, quando as abandonámos às mãos dos mortos. É a única coisa que direi.”

Desde o foco de origem da infecção até ao pós-guerra, passando pelas imensas batalhas travadas entre os mortos e os vivos, Max Brooks conta-nos a história de uma guerra fictícia entre os humanos e os mortos-vivos através de relatos de pessoas espalhadas por todo o mundo. Sejam oficiais do Exército ou simples sobreviventes que tiveram sorte, cada entrevistado dá-nos a conhecer a sua experiência no terror que foi a Guerra Mundial Z, que dizimou grande parte do mundo.
Não se trata de um livro normal em que o narrador apresenta a história de forma fluida. Em vez disso, o narrador apenas tem o papel de introduzir o entrevistado. Se ainda não se sentiram curiosos em pegar no livro, peguem pelo menos por causa da forma original como a história é contada.
Não se trata também de um livro que heroifica um personagem ou um grupo de personagens, como se vê em muitos filmes e séries, mas que acaba por heroificar a humanidade em si e a geração que viveu esta guerra – a geração que conseguiu travar a ameaça dos zombies.

Lançado em 2006 e editado em Portugal em 2010, “Guerra Mundial Z” já tem uma adaptação para cinema prevista para o próximo ano. É uma obra imperdível para os amantes de zombies e aconselhável também para quem, por outro lado, não se interessa tanto pelo assunto.

Classificação: 5/5 estrelas

sábado, 16 de junho de 2012

"A Lenda de Despereaux" de Kate DiCamillo [Opinião]


Antes de mais quero dizer que fiquei maravilhada com este livro. Nunca tinha lido nada da autora e não sabia mesmo o que andava a perder.

Este é um livro infanto-juvenil mas que consegue de igual forma encantar adultos. Nele conhecemos a história de três personagens: Despereaux, um ratinho muito pequeno, com orelhas anormalmente grandes e que se apaixona por uma princesa chamada Ervilha; Roscuro, uma ratazana que anseia por sair da escuridão e viver num mundo cheio de luz; e Miggery, uma menina pouco inteligente com um desejo impossível.
As vidas destas personagens vão-se cruzar e culminar numa grande viagem pelas terríveis masmorras de um castelo cintilante. Uma aventura inesquecível.

Achei a escrita da autora simplesmente deliciosa e ternurenta; é uma narrativa onde não há nenhum pormenor deixado ao acaso e em quase todos os capítulos há aspetos que podem ser explorados com as crianças, seja a nível de valores, de sentimentos, de sonhos e desejos, das nossas ações e até mesmo de significados de palavras.
Por todas as sensações que este livro me proporcionou, só posso considerá-lo perfeito e atribuir-lhe, sem qualquer dúvida, a pontuação máxima. Adorei!

Classificação: 5/5 estrelas