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quarta-feira, 26 de março de 2014

Palavras Sentidas


"O toque dele tinha-a feito sentir-se simultaneamente fraca e forte, e, apesar de isto a confundir, havia qualquer coisa de que ela tinha a certeza: saber que ele estava vivo fazia o seu coração animar-se."

A Arca
Victoria Hislop

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Palavras Sentidas


"As coisas que já conheces são muitas vezes melhores do que as coisas que não conheces."

A Arca
Victoria Hislop

[Concordo com a frase no contexto do livro, no entanto, também acredito que muitas vezes é importante lutar pela mudança, dar um passo de fé e aventurarmo-nos em algo novo e desconhecido.]

domingo, 1 de dezembro de 2013

Livro do Mês: Novembro

Novembro chegou ao fim e dou por terminadas as leituras deste mês, que também se mostrou bastante calmo: li 5 livros. Conheci três novos autores e li outros dois livros de autores que já conhecia. Relativamente aos géneros literários, diversifiquei um pouco, tendo lido um policial, dois romances históricos, um romance erótico e um livro relacionado com psicologia.

O livro que pretendo destacar este mês é da Victoria Hislop, uma autora que me surpreendeu enormemente assim que lhe dei uma segunda oportunidade. Cá está ele!

LIVRO DO MÊS


A rubrica voltará no próximo mês, o último do ano; até lá, boas leituras!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

"A Arca" de Victoria Hislop [Opinião]

A minha relação com as obras de Victoria Hislop não começou nada bem! Foi no ano passado que li "O Regresso" e ainda me lembro de como o livro me custou a ler, devido a ser tão denso e descritivo e da história pouco me cativar.

A oportunidade de ler um outro livro da autora surgiu através de um empréstimo e, embora tenha feito a minha cara de esquisita e tenha pensado "será que desta vez vou gostar?", a verdade é que rapidamente me deixei envolver por esta história e por estas personagens definitivamente maravilhosas.
Aqui está a prova de que devemos sempre dar uma segunda oportunidade a um autor. Quem sabe se não é à segunda que seremos surpreendidos?

Este romance tem como ponto de partida a cidade de Tessalonica, no ano de 2007, onde um jovem anglo-grego se encontra com os avós e estes decidem que chegou o momento de lhe contarem a história das suas vidas.
Posteriormente, somos transportados para o passado, mais especificamente para o ano de 1917, quando Dimitri Komninos nasce e, no mesmo dia, um gigantesco incêndio devasta a próspera cidade grega.
Cinco anos depois, na Ásia Menor, a casa de Katerina Sarafoglou é destruída pelo exército turco. No meio de toda a confusão e caos que se instala, Katerina perde a mãe e acaba por embarcar rumo a um destino desconhecido na Grécia, onde a sua vida se cruza com a de Dimitri.

Isto é só o início de uma comovente e emocionante história, habilmente escrita e capaz de absorver o leitor desde os primeiros capítulos.

À semelhança do que acontece no romance "O Regresso", a escrita deste livro é igualmente densa e por vezes descritiva, no entanto cada página me dava um imenso prazer e, se houvesse mais para ler, eu teria lido!

A construção das personagens leva-nos a amá-las ou odiá-las, como é o caso do pai de Dimitri, por quem senti antipatia, repugnância e desprezo pela forma imperdoável como ele sempre tratou o filho.
Depois existe uma grande variedade de personagens que nos cativam desde o primeiro minuto, tal como a Katerina, a Eugenia, a Pavlina, a Olga e toda a família Moreno. São personagens capazes de nos suscitar variadíssimas emoções, à medida que vão enfrentando os acontecimentos das suas vidas, uns mais felizes e outros mais dramáticos.

Além das personagens, todo o contexto em que decorre a ação é rico e encontra-se descrito de forma magnífica. Tudo começa com o incêndio que devasta a cidade, deixando as pessoas sem nada e obrigando-as a lutar para serem novamente capazes de sobreviver. Anos depois, chegam à cidade milhares de refugiados, entre eles Eugenia e Katerina, e torna-se necessário conseguir espaço para os acomodar a todos. Aos poucos, a vida que começaram nesta nova cidade torna-se melhor, até que chegam os anos da 2ª Guerra Mundial e da influência dos alemães, que provoca medos, perseguições e muita pobreza.

São muitos os acontecimentos pelos quais acompanhamos as vidas destas personagens, o que faz com que a narrativa seja rápida e nos ofereça uma montanha-russa de emoções.

Vou referir mais uma vez que este livro me comoveu por diversas vezes e me deixou maravilhada. Tão cedo não vou esquecer a história de Katerina e Dimitri!

E quanto a Victoria Hislop, esta foi uma segunda oportunidade arrebatadora, da qual não me arrependo nada e, obviamente, sinto agora um enorme desejo de ler "A Ilha"!

Classificação: 5/5 estrelas

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

"O Regresso" de Victoria Hislop [Opinião]

Tinha imensas expetativas em relação a esta autora, que tem sido muito acarinhada e recebido críticas muito positivas aos seus livros. As pessoas com quem troquei ideias disseram-me que o melhor livro dela era "A Ilha", mas foi por este que comecei.

"O Regresso" conta-nos, paralelamente, duas histórias. A primeira passa-se em 2001, em Granada, quando Sonia Cameron vai passar uns dias a esta cidade para ter aulas de dança. Pouco depois, as conversas com o dono de um sossegado café e algumas fotografias antigas levam-na a querer conhecer a história da devastadora Guerra Civil Espanhola.
A segunda história decorre 60 anos antes, quando o café era a casa da família Ramirez. Em 1936, um golpe militar liderado pelo General Franco leva a uma guerra civil que acabou por destruir todo o país. É-nos dada a conhecer toda a história desta família dividida pela política e pela tragédia.

Desde já, devo dizer que achei este livro bastante difícil de ler e poucas vezes ele me conseguiu cativar. Uma grande parte do livro é dedicada à descrição da guerra espanhola, portanto são apresentados bastante factos históricos. A narrativa é densa, tem muita informação que não se assimila facilmente, daí que se torne cansativo ler vários capítulos seguidos.

As descrições da guerra e da política foram as mais maçadoras para mim. No entanto, comecei a sentir-me afeiçoada pelas personagens da família Ramirez e, apesar de esforço que a leitura requeria, continuei a virar as páginas para conhecer o final da história.

Dou os parabéns à autora pela vasta pesquisa que fez para a criação desta obra. Além de aspetos relacionados com a guerra, neste livro encontramos também bastantes descrições das danças espanholas, das touradas e da própria cultura do país.

A minha esperança de que o livro haveria de melhorar acabou por se concretizar na parte final (sensivelmente as últimas 100 páginas), que se revelou muito mais apelativa para mim e extremamente comovente.

Não quero, com a minha opinião, influenciar ninguém a não ler este livro. Acho que devem conhecer a autora (caso ainda não tenham lido nada dela), viver a experiência de leitura e formular a vossa própria opinião. Eu estou disposta a ler outro romance dela; assim que for possível, tentarei ler "A Ilha".

Classificação: 3/5 estrelas