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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"The Right Wrong Number", um conto de Barbara Delinsky [Opinião]


No passado mês de outubro, comecei a frequentar uma formação de inglês que, apesar de em termos didáticos não estar a corresponder às minhas expectativas, pelo menos ajudou-me a desenvolver uma rotina de estudar um pouco de inglês todos os dias.
Embora tenha lido imenso em inglês durante a universidade, continuo com bastantes dificuldades. Assim, decidi aventurar-me na leitura de histórias em inglês e, para não me assustar logo de início, resolvi começar pelos contos.

Já conhecia a autora Barbara Delinsky desde que li Uma mulher Misteriosa e fiquei muito contente por encontrar este e-book grátis.

A história é bastante simples: Carly Kelly é a proprietária de uma pequena mas bem sucedida loja de flores, que recebe uma proposta de emprego que poderá mudar a sua vida. Como só tem quatro dias para tomar uma decisão, ela decide cancelar o fim de semana que tinha combinado com os amigos. Assim que telefona à amiga, lança-se num excitado discurso acerca desta oportunidade e só dali a pouco se apercebe que marcou o número errado e que do outro lado da linha se encontra um desconhecido de voz sexy, curioso por ouvi-la falar da sua loja e da sua vida.
Será que neste número errado Carly vai descobrir o homem certo para si?

Antes de mais, fiquei surpreendida por não ter tido assim tantas dificuldades na leitura do conto em inglês. Só achei mais difícil o vocabulário sobre plantas que a autora colocou. Contudo, no geral, penso que compreendi bem toda a história, pelo que foi uma experiência positiva.

Achei o conto muito engraçado a partir do momento em que Carly marca o número errado e fica na conversa com um desconhecido. Depois, por acidente, ela deixa o telemóvel cair na água e perde a chamada. O resto não conto pois não pretendo estragar a leitura de ninguém.

Relativamente às personagens, gostei da Carly e de ver como se comportava frente a este dilema, os seus medos e dúvidas, bem como a vontade de arriscar.

Esta é uma história leve e descontraída, sem nada de excecional, mas que permite uma leitura interessante e divertida. Recomendo a quem quiser experimentar esta autora.

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"A Imagem" de Joel G. Gomes [Opinião]

Antes de mais, quero agradecer ao autor por me ter disponibilizado o livro em formato ebook para eu ler. Foi assim que conheci o autor Joel G. Gomes e que contactei pela primeira vez com um dos seus trabalhos.

A Imagem  é o segundo romance do autor e trata-se da sequela de Um Cappuccino Vermelho, ambos pertencentes à série intitulada Intersecção.
Este romance inicia-se com a apresentação de Lucas, que vive preso à sua rotina e que vive com medo que o menor deslize atraia atenções indesejadas, tanto para si como para os segredos que esconde. Um dia, vê uma imagem aparecer do nada e, embora seja uma imagem bizarra, o que mais o inquieta é o que ela representa. É aqui que a vida rotineira de Lucas vai mudar completamente pois enquanto existirem perguntas sem resposta, ele não conseguirá ter paz.

A primeira impressão que tive ao iniciar esta leitura foi que existiam demasiadas personagens, o que me deixou bastante confusa enquanto lia os primeiros capítulos. Rapidamente percebi que algumas eram personagens de Um Cappuccino Vermelho e, como eu comecei pelo segundo livro, não estava familiarizada com elas.
Apesar de neste livro o autor ir contextualizando o que aconteceu no romance anterior, eu senti que precisava de ter lido os livros pela ordem correta. É esta a recomendação que faço desde já aos leitores: se puderem e tiverem curiosidade em ler este autor, comecem por ler Um Cappuccino Vermelho e só depois A Imagem.

Ultrapassada este dificuldade inicial, comecei a prestar atenção a outros aspetos e gostaria de salientar dois que considero positivos: as descrições e o suspense. Começando pelas descrições, estas são muito reais e bastante pormenorizadas, por exemplo: uma personagem ia comprar uma bebida e uns parágrafos mais à frente, começava a bebê-la. Pode parecer demasiado pormenorizado e que não acrescenta nada de mais à história, mas esta atenção que o autor dá às ações das personagens acaba por tornar a narrativa bem interessante. Felizmente, a escrita do autor é cativante e leva-nos a querer ler sempre mais. Aqui surge o suspense, que é colocado tanto no final dos capítulos como durante os capítulos, quando o autor alterna entre as personagens.
Estas mudanças entre personagens e entre passado e presente só são confusas até conhecermos bem as personagens (já expliquei acima a dificuldade que tive); depois de nos sentirmos mais à vontade, a leitura torna-se bastante fluida.

Gostaria ainda de mencionar outros aspetos que considero menos positivos: a construção das personagens e os diálogos. Penso que o autor precisa de trabalhar e desenvolver melhor as personagens e as suas caraterísticas. A minha dificuldade com as personagens também se prendeu pelo facto de me parecerem todas semelhantes e de não haver muitos aspetos a distingui-las.
Pareceu-me também que os diálogos por vezes eram um pouco rudes, que as personagens eram mal educadas umas com as outras. Os acontecimentos do livro levavam as personagens a não se sentirem realmente muito contentes, mas eu fiquei com a sensação de que elas andavam sempre mal humoradas. Penso que os diálogos precisam de mais atenção e sensibilidade nos próximos trabalhos do autor.

No geral, posso afirmar que o balanço foi positivo e, após ponderar os vários aspetos que mencionei na minha opinião, decidi atribuir 3 estrelas a este romance do género fantástico (embora para mim se enquadre melhor no género de fantasia urbana). A ideia do autor é boa, há suspense e reviravoltas ao longo da história e apenas alguns pontos precisam de ser mais trabalhados no futuro.
Vou continuar atenta às obras do Joel G. Gomes e deixo aqui os meus votos de muito sucesso a nível profissional!

Classificação: 3/5 estrelas

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

"A Última Ceia - Um Conto de Terror Natalício" de Ana C. Nunes [Opinião]

Aos poucos tenho andado a aventurar-me com os e-books e a dedicar-me aos contos, pois são uma boa forma de explorar novos autores, principalmente portugueses.

Este conto atraiu-me pela sua capa e título; achei a ideia bem interessante e ainda mais assim que descobri que o conto oferecia também ao leitor uma pitada de sobrenatural.
A escrita da autora é muito cativante, algumas descrições estão narradas de forma excelente (nomeadamente a do sabor do prato do peixe) e esta história lê-se mesmo num instante.

Gostava que a parte natalícia tivesse sido mais explorada, pois não senti grande ligação com esta época do ano.
Em conclusão, é um conto de leitura agradável e que recomendo a todos os leitores, mesmo que não gostem muito de histórias de terror.

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"Lili", um conto de Manuel Alves [Opinião]

Lili é um conto infantil que retrata o tema dos medos das crianças, dos sonhos e pesadelos, e que nos deixa a mensagem de que devemos ser nós próprios a enfrentar e vencer os nossos medos.

Achei o conto uma verdadeira delícia, capaz de cativar tanto as crianças como os adultos. A escrita é simples, bonita, e os diálogos são muito ternurentos. As ilustrações, feitas pelo próprio autor, conferem-lhe um toque original e que me fez lembrar os livros de ilustrações que eu coloria na minha infância.

Esta história deixou-me com muita curiosidade em ler outros trabalhos do autor, bem como a continuação deste conto, intitulada Lili - O Natal no Fundo da Caixa.

Classificação: 4/5 estrelas