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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Palavras Sentidas


"Ao longo dos últimos anos, conseguira persuadir-me de que estava a escrever sobre uma página em branco, que a ignorância das minhas origens me permitia começar uma história totalmente nova, totalmente livre."

O Último dos Nossos
Adélaïde de Clermont-Tonnerre

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

"O Último dos Nossos" de Adélaïde de Clermont-Tonnerre [Opinião]


O romance O Último dos Nossos marcou a minha estreia com a autora francesa Adélaïde de Clermont-Tonnerre, e quero desde já agradecer à editora Clube do Autor por tão gentilmente me ter cedido este exemplar para leitura.

O Último dos Nossos passa-se em dois cenários distintos: em Dresden, Alemanha, em 1945, final da Segunda Guerra Mundial; e em Nova Iorque, nos anos 60/70.

Tudo começa quando Werner, um jovem empreendedor, conhece a mulher da sua vida, Rebecca, herdeira de um homem de negócios.
Enquanto acompanhamos a vida de Werner, na atualidade, vamos também conhecendo o seu passado, desde o seu nascimento, na agonia da 2ª Guerra Mundial, até à sua chegada aos Estados Unidos, onde foi adotado por um casal americano.

Um aspeto que achei interessante neste livro é o facto do presente (1969) ser narrado na primeira pessoa, na perspetiva de Werner, enquanto o passado (1945) apresenta uma narrativa na terceira pessoa. Inicialmente pensei que poderia ser confuso encontrar duas narrativas diferentes no mesmo livros, mas posteriormente pude constatar que isso não prejudicou em nada a minha leitura. A primeira pessoa ajudou-me a conhecer melhor o protagonista, as suas vivências, pensamentos e receios, enquanto a terceira pessoa proporcionou uma abordagem mais geral aos acontecimentos que se seguiram às 2ª Guerra Mundial.

Werner e Rebecca vivem uma paixão repentina e avassaladora, embora tão depressa estão abraçados, como rapidamente se separam. Isto acaba por irritar um bocadinho, porque passam imenso tempo a discutir, a fazer dramas e jogos de ciúmes. No entanto, todo este amor-ódio acaba por fazer sentido quando Rebecca aparece com importantes informações acerca do passado de Werner, que ele desconhece. É assim que partem em busca das suas origens, que poderão ser mais devastadoras do que Werner imaginava.

A escrita da autora é bastante trabalhada, roçando um pouco a poesia e, a par disso, a temática pesada da guerra faz com que este livro deva ser lido devagar. Não é fácil ler sobre as atrocidades cometidas durante o período do Holocausto, por isso este livro não é de leitura compulsiva.

No geral, é uma leitura cativante, com uma certa elegância, que aborda a relação das pessoas com o seu passado e a procura da identidade. Sem dúvida, é uma leitura recomendada para os fãs deste período tão conturbado da História Mundial.

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

"O Último dos Nossos" de Adélaïde de Clermont-Tonnerre [Divulgação]

Título Original: Le Dernier des Nôtres
Autora: Adélaïde de Clermont-Tonnerre
Edição: 2017
Editora: Clube do Autor
Páginas: 412
PVP: 18,00€

«Ao atravessar épocas e exaltar a volúpia do amor, O Último dos Nossos faz lembrar as sagas de outros tempos, perscrutando incansavelmente as relações das pessoas com o seu passado, bem como os elevados riscos da procura de identidade.»
L' Observateur

«Este livro barroco, elegante até nos seus excessos, é uma obra digna desse nome.»
Lire

«Aqui encontrarão de tudo um pouco: uma rajada de ar fresco, amor, raiva, drama, aventuras! Um conselho: o leitor que não comece a leitura deste romance ao fim do dia, ou terá pela frente uma noite em branco.»
Psychologies

«Este romance significa uma lufada de ar fresco. Vira as costas a Paris e recusa sacrificar-se à autoficção, para determinar, podemos dizer, o curso da história.»
Le Figaro Littéraire

Sinopse:

Dresden, 1945: sob um dilúvio de bombas, uma mãe agoniza para dar à luz o seu filho.
Manhattan, 1969: um homem encontra a mulher sua sua vida no coração da Big Apple.

Do inferno da Europa, em 1945, à Nova Iorque hippie. Neste romance premiado com o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa, Adélaïde de Clermont-Tonnerre conta a história dos anos loucos vividos na pele por dois genuínos filhos do século XX: Werner Zilch, nascido na Alemanha no estertor da Segunda Guerra Mundial, e Rebecca Lynch, herdeira de um homem de negócios e de uma mulher que logrou escapar com vida ao campo de concentração de Auschwitz. Uma paixão louca e proibida num cenário histórico repleto de reviravoltas e suspense.

Werner Zilch é um jovem carismático e empreendedor. Adotado desde tenra idade, vê-se confrontado com a descoberta das suas origens, tudo menos gloriosas. Aos olhos dos outros, pode ser considerado responsável pelos erros cometidos pelos seus antepassados? Como aceitar que o seu progenitor estivesse ligado ao nazismo?

A par das personagens, surgem nomes que os leitores por certo reconhecerão, todos eles figuras marcantes do seu tempo. A saber: Andy Warhol, Truman Capote, Tom Wolfe, Joan Baez, Patti Smith, Bob Dylan…

Uma complexa história de amor que é, ao mesmo tempo, um capítulo ficcionado da nossa História. O leitor não conseguirá pousar o livro enquanto não descobrir quem é, na verdade, «o último dos nossos». No fim, fica a pergunta: estaremos condenados a responder pelos crimes e pelo sofrimento dos nossos pais e avós?

Sobre a autora:

ADÉLAÏDE DE CLERMONT-TONNERRE nasceu em Neuilly-sur-Seine, a 20 de março de 1976. Educada num meio artístico, estudou na Escola Normal Superior de Paris. Fourrure, a primeira obra publicada em 2010, recebeu vários prémios literários, entre os quais o Maison de La Presse, Françoise Sagan e Bel Ami, e foi finalista dos conceituados prémios Renaudot e Goncourt (Primeiro Romance).

Jornalista e escritora, é atualmente chefe de redação da revista Le Point e participa em vários programas de rádio e de televisão. O Último dos Nossos é o seu segundo romance, vencedor do Grande Prémio do Romance da Academia Francesa e finalista do Grande Prémio do Romance Elle.