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sexta-feira, 22 de março de 2019

Top Five | Livros de escritoras portuguesas


A Silvana, do blog Por detrás das palavras, criou o seu próprio Top Five para partilhar listas de preferidos.
Gostei tanto da ideia que vou tentar participar sempre que puder.

Este primeiro Top Five surge na sequência do Dia Internacional da Mulher e convida-nos a eleger 5 livros escritos por mulheres portuguesas.
Aqui estão os 5 livros que escolhi, por me terem proporcionado bons momentos e cuja leitura recomendo.


Encontro em Itália - Liliana Lavado: Uma história muito bem construída dentro do género da fantasia urbana. Com uma escrita cativante e dinâmica, Liliana traz-nos amor, amizade, conflitos, ação e muitas reviravoltas.

A Trança de Inês - Rosa Lobato de Faria: Uma narrativa maravilhosa baseada na história trágica de Pedro e Inês de Castro. A escrita da autora é muito peculiar e adorei a forma como misturou romance histórico, romance contemporâneo e ficção científica. Um livro que desejo voltar a ler.

O Funeral da Nossa Mãe - Célia Correia Loureiro: Este livro tem um dos melhores títulos que já encontrei. Um livro intenso, com uma escrita apaixonante, que nos transporta para o meio de segredos familiares e nos mostra como por vezes o amor pode ser destrutivo.


Maresia e Fortuna - Andreia Ferreira: Um livro passado no norte de Portugal, aqui bem pertinho de onde eu vivo. O que mais destaco neste livro é o final: poderoso e surpreendente, conseguiu deixar-me boquiaberta.

Inês - Maria João Fialho Gouveia: Este livro é maravilhoso logo a começar pela capa. Com uma escrita incrível que transporta o leitor para a época sobre a qual está a ler, a autora oferece uma história tão intensa quanto o amor de Pedro e Inês.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Palavras Sentidas


"Há inúmeras formas de se expressar a saudade de alguém, o murro absurdo que constitui a perda de alguém."

O Funeral da Nossa Mãe
Célia Correia Loureiro

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Palavras Sentidas


"Por um instante, contemplaram-se mutuamente, como quem antevê uma desgraça, um desmoronamento, um naufrágio, a queda de uma ponte."

A Filha do Barão
Célia Correia Loureiro

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Livro do Mês: Março e Abril

Chegou ao fim o mês de abril e decidi juntá-lo ao mês de março, para assim eleger o livro do mês. Em março só li um livro completo e comecei outros dois, que só foram terminados no mês seguinte. 
No total, nestes dois meses, li 6 livros, todos de géneros literários diferentes: romance contemporâneo, thriller, ficção científica, jovem-adulto, romance histórico e new adult. Foram dois meses de leituras muito variadas e todas bastante boas.

Podia eleger vários destes livros, dado que é difícil comparar quando pertencem a géneros tão diversos, contudo vou escolher o de uma autora portuguesa que me tem surpreendido a cada livro que escreve e cujas obras recomendo vivamente.

LIVRO DO MÊS

quinta-feira, 21 de abril de 2016

"A Filha do Barão" de Célia Correia Loureiro [Opinião]


A Filha do Barão é o primeiro romance histórico publicado por Célia Correia Loureiro, autora dos romances Demência e O Funeral da Nossa Mãe.

Tinha muita curiosidade em ver como se sairia a autora a escrever um livro diferente do género com que se deu a conhecer, mas sempre acreditei que ela seria capaz de surpreender os leitores. E creio mesmo que o fez!

A ação deste romance decorre em Portugal, no período das invasões francesas. A história começa a ser narrada em 1805, prolongando-se depois por vários anos em que acompanhamos o desenrolar dos acontecimentos.
Percebe-se que houve uma pesquisa exaustiva por parte da autora, que conseguiu caracterizar na perfeição este momento histórico. Durante a leitura, somos transportados para aquela época, conseguimos vivenciá-la como se nós próprios fossemos uma personagem. Achei tudo muito bem explicado e, embora o livro seja denso, a leitura não se torna maçadora.

As personagens são muito diversas e todas elas apresentam características bem vincadas, portanto é fácil o leitor sentir empatia por umas e acabar por odiar outras. Além disso, elas vão mudando, vão-se desenvolvendo e, tal como acontece na vida, não são perfeitas e cometem erros. Estes erros e as motivações que levam as personagens as fazer o que fazem são muito bem explicados ao longo da narrativa.

No que diz respeito à escrita da autora, esta mostra-se claramente mais desenvolvida e trabalhada, e o vocabulário está adequado de forma excelente à época em que o livro se insere. Apesar do livro ser denso e necessitar de muitas horas de leitura, a escrita da Célia torna esta leitura prazerosa. Não é um livro para ler de forma compulsiva, mas sim para ler devagar e de forma concentrada, enquanto saboreamos cada palavra.

Senti-me indecisa entre atribuir 4 ou 5 estrelas; acabei por me decidir pelas 4, embora seja da opinião que ele merece as 5 estrelas. Quando avalio um livro, tento avaliar sempre a forma como ele me fez sentir e, na verdade, senti-me um pouco mais tocada e conquistada pelos anteriores romances contemporâneos da autora. É, contudo, inegável que a autora tem um grande talento e conseguiu demonstrá-lo em dois géneros literários diferentes.

Em conclusão, este é um excelente romance histórico que devia chegar ao maior número possível de leitores. O facto de retratar um período da história de Portugal torna-o ainda mais especial.
O final foi, de certa forma, de cortar a respiração e acredito que o livro que se seguirá será igualmente bom. Recomendo este romance a todos os apreciadores do género e a quem desejar apostar em ler autores portugueses.

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 9 de março de 2016

Palavras Sentidas


"Se havia coisa que deveria ter aprendido na adolescência, mas não chegara a fazê-lo, era que a vida tem sempre caminhos alternativos aos pouco problemáticos e que quando as coincidências acontecem, tantas vezes são para complicar e não para resolver."

O Funeral da Nossa Mãe
Célia Correia Loureiro

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Palavras Sentidas


«Como é suposto que alguém que amou durante a vida inteira a mesma pessoa seja feliz após a sua morte? Como, quando essa pessoa lhe ocupou, a todos os momentos, o pensamento? Como, quando quisemos tanto estar a seu lado para todas as eventualidades, para atravessarmos o mar a nado por ela, para caminharmos sobre o fogo por ela, para lhe darmos um rim, o fígado ou o coração se necessitasse de um transplante?»

O Funeral da Nossa Mãe
Célia Correia Loureiro

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Palavras Sentidas


"Talvez nem todos os homens fossem iguais e uma mulher apaixonada não fosse alguém cego, mas alguém que reconhece algo de bom num homem e que se prende a isso e se alimenta disso e se faz feliz assim."

O Funeral da Nossa Mãe
Célia Correia Loureiro

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Livro do Mês: Agosto

As leituras do mês de agosto foram muito boas, embora tenha contado apenas 4 livros lidos. Li uma autora portuguesa e conheci dois novos autores.
Os géneros desta vez não variaram tanto: li dois thrillers e dois romances contemporâneos.

Não foi difícil escolher o livro que desejo destacar, dado que se revelou uma leitura agradavelmente boa. Acredito que a autora merece o destaque e, claro, merece ser lida!

LIVRO DO MÊS

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

"O Funeral da Nossa Mãe" de Célia Correia Loureiro [Opinião]

Esta foi a minha leitura do mês de agosto para o desafio Português no Feminino que, confesso, me está a correr muitíssimo bem.

Desta autora, já tinha lido em 2013 o romance Demência e, no ano passado, aproveitei para comprar em promoção O Funeral da Nossa Mãe. Guardei-o na estante e lá ficou por mais de um ano, até que decidi que teria obrigatoriamente de o incluir neste desafio de ler em português. E assim foi.

A história transporta-nos para o Alentejo rural, mais especificamente para Vila Flor, uma aldeia fictícia. Tudo começa com o suicídio de Carolina Alves, aos 58 anos, acontecimento que deixa toda a povoação perturbada e surpresa, pois não esperavam semelhante reviravolta na vida de Carolina.
Ao tomar esta decisão, Carolina deixa um último pedido às suas três filhas: que se reúnam e participem na festa em honra da padroeira da vila e recuperem os laços de sangue que as unem.

As três irmãs não podiam ser mais diferentes: Luísa, a mais velha, emigrou para Paris, e é a mais destemida e pragmática das três, sendo também pouco dada a sentimentalismos e demonstrações de afeto. Cecília é a irmã sonhadora, tal como a mãe; é uma pianista muito talentosa e refugia-se na música para escapar aos problemas. Finalmente, Inês, a mais nova e mais insegura, que anda constantemente mal-humorada e não consegue confiar em nenhum homem.

Durante estes dias em que se juntam para o funeral da mãe, vão descobrir, com a ajuda da tia Elisa, os segredos e os erros que assombraram o casamento dos pais.

Eu já tinha ficado admirada com a escrita da autora ao ler a sua obra Demência, e este segundo livro só veio confirmar que estamos perante uma escritora extremamente talentosa. A escrita é muito madura, cuidada, bem estruturada e sem qualquer erro ortográfico e de construção frásica. Este é um livro para ler e saborear cada palavra, cada linha; é como se existisse uma melodia escondida em casa frase.

A história cativou-me imenso; eu gosto de segredos, de descobrir pouco a pouco o passado das personagens e fico extasiada quando esse passado se revela, de certa forma, dramático. O passado de Carolina revela as suas fraquezas e a forma como os seus atos, mesmo tendo sido feitos por amor, acabaram por trazer sofrimento à própria e às pessoas que a rodeavam.
Não diria que esta é uma história de amor mas sim a história de um amor destrutivo, um amor egoísta.

A narrativa alterna entre o presente e o passado, onde nos é contada ao pormenor a história de Carolina e Lourenço. A autora também teve o cuidado de contextualizar a época em que as personagens viviam e de dar a devia atenção aos comportamentos, costumes e pensamentos associados a essa época, aspeto que resultou muito bem e enriqueceu a narrativa.

Esta é uma história maravilhosa, cativante e intensa (o próprio título do livro chama a atenção) que recomendo sem qualquer reserva. As personagens são credíveis, a escrita transborda sensibilidade e a história acaba por tocar o coração do leitor e alojar-se num cantinho da sua memória. Adorei aquele final ternurento e desejo que esta história possa chegar ainda a muitos leitores.

Classificação: 5/5 estrelas

terça-feira, 11 de junho de 2013

"Demência" de Célia Correia Loureiro [Opinião]

Demência proporcionou-me a oportunidade de conhecer uma nova autora portuguesa. Ultimamente tenho tentado dar mais atenção à literatura nacional que tem vindo a crescer imenso e a trazer-nos boas novidades e surpresas.

Posso dizer que este livro, que nos transporta para uma aldeia beirã, me deixou curiosa desde o início. Estranhei um pouco a escrita durante as primeiras páginas, mas isso deveu-se unicamente ao facto da minha leitura anterior ser mais fluida. Quando se inicia um livro logo após se terminar outro, é necessário algum tempo de adaptação à escrita do novo livro, o que é normal, pelo menos para mim.

Como referi, apesar de ter estranhado a escrita no início, acabei por ler o livro em poucos dias. É bastante descritivo, mas a história não tem momentos parados, pelo que essas descrições são muito bem-vindas. A escrita é muito cuidada e dá para perceber que a autora está bastante à-vontade com as palavras.

A organização da história cativou-me principalmente pela forma como a autora foi alternando entre o presente e o passado. Estas mudanças temporais não geram qualquer confusão e foram inseridas no texto com grande habilidade. Foi um dos aspetos que mais despertou a minha admiração.

Gostei também das temáticas escolhidas a demência e a violência doméstica ambas muito atuais e nada fáceis de trabalhar. A violência doméstica é sempre um tema complicado e devo dar os parabéns à autora pela carga dramática que inseriu no seu livro.

As personagens estão muito bem construídas e de forma bem credível, tanto as principais como as mais secundárias. Gostei muito da Letícia, da sua força e determinação; das meninas Luz e Maria, tão amorosas; e do Sebastião, um velhote encantador. A história dele e da Olímpia comoveu-me imenso!
Depois existem as outras personagens, os habitantes da aldeia que, com toda a sua mesquinhez, chegavam a tornar-se irritantes. Infelizmente, na realidade atual, ainda existem pessoas com este tipo de mentalidade.

Em jeito de conclusão, esta é uma história sobre amor incondicional e sobrevivência, sobre amizade e perdão, sobre coragem e fé nas segundas oportunidades. O livro foi uma grande surpresa e merece absolutamente ser lido!
Parabéns à autora pela sua obra e eu cá estarei para acompanhar o seu percurso literário!

Classificação: 4/5 estrelas