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sábado, 31 de agosto de 2019

"O Clube Mefisto" de Tess Gerritsen [Opinião]


Tess Gerritsen é sempre uma autora segura quando não sei o que ler ou quando terminei um livro muito bom e tenho medo que me estrague a leitura seguinte. Foi o que aconteceu desta vez. Após ter terminado o excelente policial de Chris Carter, precisei de um livro com uma escrita e personagens já familiares, de forma a entrar bem na leitura.

Estou a gostar imenso de acompanhar a detetive Jane Rizzoli e a doutora Maura Isles e este é já o sexto livro da série.

O livro anterior - Desaparecidas - tornou-se o meu preferido da série e sei que vai ser um bocadinho difícil outro livro mostrar-se ainda melhor. A história centrou-se bastante em Jane e na sua aventura pela maternidade.

O presente livro já não dá tanto destaque à vida das personagens, centrando-se principalmente na investigação policial de um novo crime.
Estamos na altura do Natal e uma jovem aparece brutalmente assassinada. A vítima está ligada à psiquiatra Joyce O'Donnell, que é também membro de uma sociedade secreta: o Clube Mefisto.

Uma vez que este Clube se dedica à análise do Mal, a narrativa acaba por se debruçar por temáticas relacionadas. Será que os demónios deambulam pela Terra? Poderá o Mal ser explicado pela ciência?

À medida que este caso se vai tornando mais sinistro, os investigadores começam até a recear o próprio objeto de estudo.

A par da investigação, temos ainda alguns desenvolvimentos na vida amorosa de Maura, enquanto Jane se vê no meio de um problema no casamento dos seus pais.

Este é um bom livro para quem procura uma história de investigação e de caça ao assassino, não sendo, contudo, tão bom como o anterior.
É uma série e uma autora que merecem toda a atenção!

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 28 de junho de 2019

"A Última Vez que a Viram" de Harlan Coben [Opinião]


A Última Vez que a Viram foi um dos primeiros livros escritos por Harlan Coben, tendo passado já vinte e quatro anos desde a sua publicação original.

É o livro que dá início à série cujo protagonista é Myron Bolitar, um ex-desportista e atualmente agente desportivo.
Já tinha lido o quarto livro da série, Tacada Mortal, cuja história decorria no mundo do golfe. Este thriller, por sua vez, tem como cenário de fundo o futebol americano.

Myron encontra-se a representar o jovem Christian Steele, o seu mais valioso atleta. Contudo, este é surpreendido quando surgem pistas de que a sua namorada, desaparecida há mais de um ano e presumivelmente morta, pode afinal estar viva.

É desta forma que Myron se envolve numa investigação em busca da verdade, de tentar perceber o que aconteceu verdadeiramente a esta família.


Neste livro, já se nota perfeitamente o estilo que o autor viria a adotar nos seus futuros trabalhos, os diálogos rápidos, a ação constante e o suspense no final dos capítulos, atraindo-nos para continuar a ler. Os livros do autor tornam-se facilmente em page-turners, de tão dinâmicos que são.

Myron Bolitar é uma das personagens mais peculiares que já encontrei nos livros do autor. É divertido, mas de um modo parvo, e há sempre situações mais caricatas a envolvê-lo.

Confesso que este livro me custou um pouco a arrancar no início, talvez porque não gosto especialmente do mundo desportivo mas, assim que me embrenhei no mistério, a leitura avançou com mais rapidez.

Embora não seja um dos melhores livros do autor, é um livro bom para quando queremos adrenalina e mistério, sem nos depararmos com demasiado sangue à mistura, como é típico dos policiais. Não deixem de experimentar os livros deste autor!

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 6 de maio de 2019

"A Metade Sombria" de Stephen King [Opinião]


Já imaginaram como seria se o pseudónimo de um autor ganhasse vida própria? Esta é a premissa base em que assenta este livro de Stephen King.

Thad Beaumont é um escritor que já publicou diversos livros. Contudo, aqueles que mais fizeram sucesso foram os livros de terror que ele assinou com o seu pseudónimo, George Stark.
Mas é quando ele decide revelar a verdade e deixar de escrever sob esse pseudónimo, que coisas terríveis começam a acontecer.

Achei este livro um pouco diferente de outros que já li do autor. Creio que este se insere mais na categoria de horror, uma vez que apresenta descrições mais grotestas, assassinatos cruéis e visualmente sangrentos e repugnantes.

O propósito deste livro não é descobrir o assassino, dado que desde cedo sabemos quem ele é. O que precisamos de saber é o que pretende ele de Thad e como é que este poderá vencê-lo, antes que toda a sua família apareça morta.

Assim, A Metade Sombria é uma espécie de híbrido que mistura crime e horror, o que me agradou imenso. Existe investigação policial, os procedimentos estão muito interessantes, bem como o que é descoberto acerca do suspeito.


George Stark é um vilão extremamente repugnante e assustou-me por diversas vezes, embora, na minha opinião, não seja tão assustador quanto Annie Wilkes, de Misery, personagem que se tornou inesquecível para mim.

Penso que Stephen King consegue fazer uma reflexão curiosa acerca do que é escrever sob um pseudónimo, uma vez que ele próprio também já escreveu sob o pseudónimo de Richard Bachman. Será que quem o faz tem mais liberdade e à vontade para escrever sobre temas que provavelmente não abordaria se tivesse de assinar com o próprio nome? Serão os livros mais autênticos se o autor caracterizar o máximo possível o seu pseudónimo, pensando nele como se fosse uma pessoa real? Afinal, poderemos ser outra pessoa quando escrevemos sob pseudónimo?

Em suma, é mais um bom livro do mestre do terror que deveria, sem dúvida, receber mais atenção por parte dos fãs do autor.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

"Mortes Naturais" de Michael Palmer [Opinião]


Mortes Naturais é um thriller médico de Michael Palmel, autor que eu não conhecia até este livro me ter sido emprestado.

Neste thriller, uma série de mortes por hemorragia começam a ocorrer em mulheres grávidas, durante o trabalho de parto, no Centro Médico de Boston, e os casos levantam suspeitas e necessitam de ser investigados.

É um livro que se lê bem, embora haja partes mais descritivas do que outras e no início me ter parecido que a ação demorava a acontecer. No entanto, a história vai conseguindo manter a atenção do leitor.
A narrativa apresenta bastantes pormenores médicos, resultantes da experiência do autor como médico, o que me agradou bastante. Contudo, não deixa de ser assustador por envolver mulheres grávidas a sofrer todas aquelas complicações, algumas acabando mesmo por morrer.

Também gostei imenso do aparecimento da investigadora epidemiológica. Embora a ciência não seja o meu forte, foi interessante ver como ela desenvolveu toda a investigação em torno do caso.

No geral, é uma leitura que entretém, que deixa a leitor desconfiado, sem saber em quem pode confiar e com muita vontade de desvendar o mistério. Será uma boa leitura para quem aprecia thrillers médicos.

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"O Último Refúgio" de Patricia MacDonald [Opinião]


O Último Refúgio é já o terceiro livro de Patricia MacDonald que leio este ano. Comparando com todos os livros dela que já tive oportunidade de ler, penso que este foi um dos que me cativou menos.

A história dá-nos a conhecer Dena, que espera o seu primeiro filho de Brian, um namorado recente. Dena e Brian amavam-se mas, de um momento para o outro, Brian mudou bruscamente. Começou a beber e a maltratar Dena, levando a jovem mulher a fugir para se proteger.
Entretanto, uma amiga de Dena é encontrada assassinada e o medo aumenta.

Confesso que este livro não me prendeu tanto como outros da autora. Não senti o suspense muito presente e, em grande parte da história, a ação decorria lentamente, tornando a leitura aborrecida.

Nenhuma personagem se revelou particularmente interessante e as ações do chefe da polícia revoltaram-me por diversas vezes. Estas ações, mais tarde, foram justificadas, mas mesmo assim não consegui perdoar aqueles comportamentos e a forma como levaram as investigações.

O final acabou por me cativar um pouco mais, embora se mostrasse previsível. Gostava que a autora tivesse abordado de forma mais aprofundada os motivos do assassino e os tivesse relacionado com o prólogo.
O assassínio da amiga de Dena também ficou muito mal explicado, o que considero um erro grave por parte da autora. Gostava mesmo de ter compreendido como tudo aconteceu com esta personagem.

Em conclusão, apesar deste livro não ser um dos melhores da autora, continuo a acreditar que vale a pena explorar a sua vasta obra.

Classificação: 2/5 estrelas

sábado, 18 de junho de 2016

"Um Estranho em Casa" de Patricia MacDonald [Opinião]


Um Estranho em Casa foi o segundo livro de Patricia MacDonald que li este ano. Embora o livro tenha sido publicado pela primeira vez em 1983, continua a ter uma temática bastante atual: o desaparecimento de uma criança.

O início da história é angustiante, quando Paul, um menino de 4 anos, desaparece do jardim dos pais, sem deixar qualquer rasto. Todas as tentativas de busca são vãs.

O que torna este livro diferente é que a ação principal da história decorre onze anos depois, quando o menino, já adolescente, é devolvido aos pais. Só neste momento é que se coloca verdadeiramente o enigma do rapto.

Esta história não se prende tanto por uma investigação policial, centrando-se antes na vida desta família, destroçada pelo desaparecimento do filho mais velho, e que mais tarde precisa de se adaptar ao reaparecimento do mesmo. Tudo isto causa mudanças importantes e nada fáceis dentro de um núcleo familiar, e a autora conseguiu retratar muito bem esta dinâmica e as relações familiares.

As personagens estão também extremamente bem construídas. Anna é a mãe que nunca desistiu de procurar o seu filho; apesar da sua personalidade forte, percebem-se as fragilidades inerentes à perda de uma criança. Aquando do reaparecimento do filho, Anna mostra-se superprotetora, o que a leva por vezes a dar menos atenção à restante família.
O pai de Paul, sempre foi mais cético, convencendo-se de que o filho nunca mais iria voltar.
Assim, temos nestes dois adultos duas formas distintas de ver a mesma situação.
Por fim, a filha mais nova do casal - Tracy - parece-me ter uma caracterização menos congruente. É-nos dito que ela tem cerca de 2 anos quando o irmão desaparece portanto, 11 anos depois, ela terá 13 anos.  A autora deu-lhe uma personalidade bem afincada, o que não é normal no início da adolescência. Além disso, além das discussões com a mãe, já tem experiência com drogas e trabalha numa clínica veterinária. Isto parece-me bastante precoce, daí achar que a caracterização da jovem não está muito realista.

Em conclusão, este é um thriller empolgante, de leitura compulsiva e repleto de suspense psicológico. Com um final de cortar a respiração, acredito que é uma ótima escolha para os apreciadores deste género literário. Leitura recomendada!

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 9 de abril de 2016

"Até à Vista" de Mary Higgins Clark [Opinião]


Já conto com vários livros lidos da Mary Higgins Clark e é uma autora cuja obra literária continuo a gostar de explorar.

Consegui este livro numa troca e, como ando empenhada em dar mais atenção aos livros da minha estante, decidi que chegara o momento de o ler.

Como normalmente acontece nos romances desta autora, em Até à Vista voltamos a conhecer um grande número de personagens. No centro da história está Gary Lasch, um bem sucedido médico que é encontrado morto em casa. A principal suspeita é a sua jovem esposa, Molly, que deixa a comunidade de Greenwich chocada quando é presa pelo homicídio do marido.
Cinco anos e meio mais tarde, Molly sai em liberdade e promete fazer tudo para se recordar do que verdadeiramente aconteceu naquela noite e provar que não matou o marido.

Tal como aconteceu no anterior livro que li, A Segunda Vez, aqui também surge uma jornalista interessada em investigar este caso. Fran Simmons acredita na inocência de Molly e dá início a uma investigação que se vai tornar mais perigosa do que parecia.

Mais uma vez, a autora conquista o leitor com uma história intrigante, recheada de suspense e de pormenores que prendem a nossa atenção. Não conhecemos a identidade do verdadeiro assassino e são-nos dados muitos potenciais candidatos, pelo que podemos dar asas à nossa veia de detetives.

Não foi um dos meus livros preferidos da autora, mas a verdade é que normalmente sinto dificuldades em eleger os favoritos e mesmo em atribuir classificação aos livros deste género. Assim, posso concluir recomendando mais este thriller da autora, esperando que vos cative tanto como me cativou a mim.

Classificação: 3/5 estrelas

sábado, 20 de fevereiro de 2016

"Teia de Mentiras" de Patricia MacDonald [Opinião]


Este livro figurava na minha estante há mais de um ano e, após ter lido Casada com um Desconhecido e Imperdoável, achei que chegara o momento de pegar noutra obra da autora. E foi uma boa decisão, dado que o livro me envolveu de início ao fim e passou a ser o meu preferido desta escritora.

A história gira à volta da família de Lillie Burdette; tudo parece correr sem sobressaltos no dia a dia, até que a sua filha é assassinada. Cega pela dor, Lillie procura a todo o custo a verdade por trás da morte da filha, contudo, neste percurso, vai ver-se enredada numa teia de segredos e mentiras.

Este é um thriller com grande ênfase nas relações familiares e na dor e desespero desta mãe. Enquanto ela procura a verdade, o seu marido e o filho mais velho parecem estar conformados com a situação, acreditando que devem continuar a sua vida normal. Estas atitudes começaram de imediato a irritar-me e a ser motivo de desconfiança.

Com o aparecimento de algumas pistas e desenvolvimentos, fui tentando desvendar este crime, porém a minha imaginação não foi tão fértil quanto a da autora. O final surpreendeu-me imenso e deixou-me agarrada até à última página. Os motivos deste crime revelaram-se aterradores, tendo em conta a identidade do assassino, e aquele final foi forte, dramático e, por fim, presenteou-nos com um último fio de esperança.

Esta é uma história intrigante, onde impera o suspense psicológico, e que promete agarrar o leitor até às últimas páginas. Recomendo vivamente a sua leitura e, pela minha parte, estou desejosa de conhecer mais romances da autora!

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

"Gosta de Música, Gosta de Dançar" de Mary Higgins Clark [Opinião]

Gosta de Música, Gosta de Dançar é já o quinto thriller que leio desta autora e o único que li este ano. Creio que ainda tenho cá em casa outros dois livros a aguardar a sua vez.

Neste livro começamos por ter um vislumbre do assassino, que atrai as suas vítimas, todas mulheres, calça-lhes sapatos de dança e mata-as em seguida, deixando num dos pés um sapato de dança e no outro o sapato que cada uma delas trazia calçado.
Em seguida, conhecemos Erin e Darcy, duas amigas que, por brincadeira, decidem ajudar uma outra amiga nas pesquisas para um documentário acerca do tipo de pessoas que colocam e respondem a anúncios pessoais. Tudo parecia muito divertido e inofensivo, até Erin desaparecer e, dias depois, ser encontrada morta, com um sapato de dança num dos seus pés.
Darcy, sentindo-se culpada pela morte da amiga, decide que não descansará até ser encontrado o assassino. O que ela não sabe é que ele já a escolheu como a sua próxima vítima.

Tal como tem vindo a acontecer noutros livros da autora, nos primeiros capítulos somos apresentados a uma grande variedade de personagens, o que pode tornar a leitura um bocadinho confusa antes de nos familiarizarmos com cada personagem. À medida que o livro avança, começam a surgir as ligações entre as personagens e a trama mostra-se mais intensa.

Penso que nesta história não consegui sentir uma empatia tão grande pelas personagens, faltou qualquer coisa para elas me prenderem mais.

No entanto, o mistério de descobrir o assassino despertou-me imensa curiosidade. A autora consegue fazer-nos suspeitar da maior parte das personagens e o facto disto envolver anúncios pessoais e encontros com pessoas desconhecidas, tornou tudo um pouco mais assustador.

No geral, apesar de não ter achado o livro fascinante, a verdade é que não me desiludiu e proporcionou-me umas boas horas de leitura. Recomendo esta história a quem apreciar thrillers e for fã de Mary Higgins Clark.

Classificação: 3/5 estrelas

sexta-feira, 25 de abril de 2014

"Segunda Campa à Esquerda" de Darynda Jones [Opinião]

Após ter lido Primeira Campa à Direita, eis que finalmente consegui ter acesso ao segundo volume desta série, graças a um empréstimo!

Um ponto positivo é que adoro estas capas do Círculo de Leitores! Não sei se concordam comigo mas acho esta capa hipnotizante e atraente, é quase impossível desviar o olhar dela.

Já conhecia a fantástica Charley Davidson - detetive privada a tempo parcial e ceifeira negra a tempo inteiro - e as outras personagens, nomeadamente a Cookie e o Reyes, pelo que entrei de rompante nesta história, tal era a vontade que tinha de a explorar.

Este livro começa com um novo caso para Charley: tem de descobrir o paradeiro de uma mulher desaparecida, o que acaba por se tornar mais difícil do que parecia. Paralelamente tem de lidar com a sua vida pessoal quando descobre que Reyes quer livrar-se do seu corpo humano, visto estar a ser torturado por demónios que pretendem atrair Charley.
Com toda esta agitação, será que vai haver café suficiente para Charley se aguentar?

Esta leitura está recheada de ação e suspense, sendo equilibrada com uma boa dose de humor e sarcasmo. Já é difícil largar este livro; então se ele nos proporcionar momentos hilariantes, temos a combinação perfeita.

Os mortos à procura da luz e a sua interação com Charley continuam a manter a originalidade deste livro. Além disso, não falta também o romance ardente entre Reyes e a detetive, o que vai deliciar os leitores.

Pessoalmente, achei que este volume melhorou imenso em comparação com o anterior, facto que me deixa bastante empolgada e curiosa por ler a continuação!

Já recomendei o primeiro livro e agora recomendo mais este.
Sobrenatural, romance, suspense e humor... os ingredientes de uma série que acredito que irá continuar a surpreender!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"Primeira Campa à Direita" de Darynda Jones [Opinião]

Primeira Campa à Direita é a obra de estreia de uma série que se pode inserir na fantasia urbana e que inclui ainda uma pitada de sobrenatural, policial, suspense e sensualidade.

Charley Davidson é a protagonista, uma investigadora privada com uma particularidade especial: é uma ceifeira negra. Consegue ver os mortos e a sua função é convencê-los a "irem para a luz".

Charley é uma mulher irreverente, atrevida, muito sarcástica e com resposta pronta para tudo, o que me cativou de imediato. De início a leitura pode parecer um pouco estranha, mas garanto-vos que se vão divertir com este romance de Darynda Jones.

Apesar do livro incluir assassinatos, investigações policiais e casos de violência doméstica, não deixa também de estar carregado de situações caricatas e de humor negro, devido à personalidade de Charley e à sua capacidade de ver e conversar com os mortos.

Para além dos casos policiais que ocupam o seu dia-a-dia, Charley tem andado a ter uns sonhos extremamente sensuais com um ser misterioso. Quem será Reyes? E será ele humano?

A escrita da autora é ótima, proporcionando-nos uma leitura divertida e com suspense nos momentos certos.

Neste primeiro volume da série foram-nos apresentadas variadas personagens e, agora que já nos são familiares, acredito vivamente que os próximos livros poderão ser ainda melhores.

Se gostam de fantasia urbana, romance paranormal e policial, então não deixem de ler este livro!

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Imperdoável" de Patricia MacDonald [Opinião]

Depois de ter lido "Casada com um Desconhecido", a minha curiosidade pelas obras desta autora aumentou. Adquiri este livro através de uma troca, inseri-o logo nas minhas leituras e tive assim a minha segunda experiência com a autora.

Infelizmente, "Imperdoável" não correspondeu de todo às minhas expectativas.
Maggie é uma ex-presidiária que cumpriu uma pena de doze anos por um crime que não cometeu: o homicídio do homem que amou.
Assim que saiu em liberdade, mudou-se para uma ilha pacata ao largo da costa da Nova Inglaterra, de forma a iniciar uma nova vida num local onde ninguém conhecesse o seu passado.

Um aspecto de que gosto bastante nesta autora é o facto das histórias avançarem rapidamente. Neste livro, logo nos capítulos iniciais, o leitor apercebe-se de que a personagem principal, Maggie, está a ser vigiada por um sujeito desconhecido. No entanto, só mais tarde é que a identidade desse sujeito nos é revelada.

O suspense está presente em grande parte do livro, embora eu gostasse de ter sentido uma maior intensidade nas descrições. Gostava de me ter agarrado mais ao livro.

Nesta história existe também um envolvimento amoroso entre Maggie e Jess, um habitante da ilha. Confesso que este romance se iniciou demasiado rápido para o meu gosto, no entanto, acabou por ser bem desenvolvido ao longo da narrativa.

Em suma, esta provavelmente não é a melhor obra da autora, mas não diminuiu a minha curiosidade por continuar a ler os seus livros.

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 1 de abril de 2013

"O Clube das Sobreviventes" de Lisa Gardner [Opinião]

Este já é o 4º livro da autora que leio este ano; nota-se que ultimamente a minha vontade de ler policiais é grande!

"O Clube das Sobreviventes" dá-nos a conhecer três mulheres que sobreviveram a um violador, conhecido como o Violador de College Hill. Foram elas que, unidas, ajudaram na investigação que deteve Eddie Como, o homem que alterou as suas vidas.
Um ano depois, elas continuam a ser incapazes de ultrapassar esta tragédia. Meg, a mais nova das três, sofre de amnésia desde a violação, não se lembrando de nada do que aconteceu após aquela noite; Carol ainda vive apavorada; e Jillian, apesar de transmitir a imagem de uma mulher forte, vive atormentada com a imagem da irmã, que não conseguiu salvar do violador.

No dia do início do julgamento, Eddie Como é abatido a tiro à porta do tribunal e as três sobreviventes passam a ser vistas como suspeitas. Será que alguma delas se tornou homicida?
O detetive Roan Griffin regressou de uma pausa de 18 meses no trabalho e está encarregado da investigação deste caso.
Um dia após o tiroteio, outra mulher é brutalmente atacada... e é aqui que todo o caso ganha novos contornos.

Este não foi, para mim, o melhor livro de Lisa Gardner, de todos os que li até hoje. O prólogo não me deixou curiosa e o início foi bastante lento, com a apresentação das personagens e do seu passado. Após a leitura deste livro, percebo que esta apresentação mais demorada dos acontecimentos do passado e das personagens foi fundamental para o desenrolar dos acontecimentos.

De facto, as personagens, nomeadamente as três sobreviventes, estão muito bem exploradas, desde a sua violação até ao momento presente, sendo possível sentir a carga dramática que a autora colocou nesta história.
O próprio detetive Griffin também traz os seus fantasmas do passado, relacionados com o último caso em que trabalhou. Mais uma vez, como tem sucedido noutros livros desta autora, o passado do investigador vai acabar por se relacionar com o caso presente.

Tal como já mencionei acima, este não foi o livro da autora que mais me atraiu, devido ao facto de ter um início muito lento. Só após as primeiras 200 páginas é que surgem revelações interessantes e, pouco depois, a verdadeira ação. Aí sim, a autora demonstrou mais uma vez a sua mestria em prender o leitor, com surpresas atrás de surpresas. Decidi-me por atribuir as 4 estrelas, pois o desenrolar da história está realmente muito bom!

Já sabem que recomendo sem reservas esta autora! Pela minha parte, vou continuar a ler os seus policiais!

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 23 de março de 2013

"A Hora da Morte" de Lisa Gardner [Opinião]

Este é o 4º livro da série policial Quincy & Rainie, da qual já li os três volumes anteriores: "Minha Até à Morte", "O Assassino das Sombras" e "A Vingança de Olhos Negros".

Desta vez, a história passa-se 6 anos após os acontecimentos do terceiro livro da série e centra-se na personagem Kimberly Quincy, a filha do agente especial Pierce Quincy. Ela encontra-se na Academia do FBI a fazer um programa de dezasseis semanas para se tornar agente.
Um dia, num treino, ela dá de caras com o cadáver de uma jovem rapariga. Ao mesmo tempo, conhece o agente Mac McCormack, que pretende investigar aquele caso por ser semelhante a outros que ele investigou no passado. O assassino nunca foi descoberto.

Neste policial, temos um assassino que rapta as suas vítimas aos pares, normalmente estudantes universitárias. Mata a primeira e abandona-a num local onde possa ser encontrada rapidamente. Junto ao corpo, deixa pistas que levarão os investigadores ao local onde vai estar a segunda vítima, ainda vida, mas a aguardar uma morte lenta e certa. Se os detetives não forem rápidos a interpretar todas as pistas, poderão chegar tarde demais.

Kimberly, mesmo infringindo algumas regras da Academia, não quer ficar longe da investigação e alia-se a Mac, com o objetivo de descobrirem a segunda vítima.
Pouco tempo depois, o seu pai e Rainie Conner juntam-se a ela, procurando também prestar auxílio nesta investigação.

Além de ter sido muito bom rever as personagens dos volumes anteriores, foi ainda melhor vê-las a trabalhar em conjunto. Os detetives têm de recorrer a especialistas em geologia, espeleologia, linguística, entre outras, para interpretar as pistas que o assassino deixa, que podem variar desde folhas de uma determinada árvores a frascos com líquidos e, até, grãos de arroz.

Mais uma vez, a narrativa de Lisa Gardner está muito bem estruturada, sendo quase sempre de leitura compulsiva, aumentando o interesse do leitor à medida que avança nos capítulos e apresentando bastantes momentos de tensão.

Gostei imenso de toda a vertente de interpretação das pistas deixadas pelo assassino, bem como de ler as partes referentes ao passado do mesmo. Como seria de esperar, os seus crimes estão relacionados com um determinado momento traumático do seu passado.

Desta vez, para grande contentamento meu, fui capaz de descobrir o assassino antes dos investigadores. Não previ as reviravoltas que aconteceram depois mas o meu palpite esteve certo!

Após a leitura deste livro, a minha vontade de continuar a ler as obras desta autora é ainda maior. Os restantes livros desta série, que tentarei adquirir em breve, são "Desaparecida" e "Diz Adeus".

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 7 de março de 2013

"O Assassino das Sombras" de Lisa Gardner [Opinião]

Este é o segundo volume da série Quincy & Rainie, que teve o seu início com o título "Minha até à Morte".

Neste livro, é a agente Rainie Conner quem recebe um maior destaque, quando é chamada para investigar um tiroteio numa escola. Infelizmente, estes crimes têm sido cada vez mais comuns, principalmente nos Estados Unidos.
Para quem se interessa por esta temática, posso recomendar a leitura de "Temos de Falar Sobre o Kevin" de Lionel Shriver e "Dezanove Minutos" de Jodi Picoult, dois livros que já tive oportunidade de ler no passado e que, embora não sejam policiais, abordam este chocante tema dos massacres nas escolas.

Tal como mencionei, a ação inicia-se com um tiroteio numa escola, acontecimento que deixa a pacífica cidade de Bakersville completamente destroçada. Um aluno confessa imediatamente o crime, mas as pistas começam a revelar que talvez ele não seja o culpado.
A agente Rainie é a responsável pelo caso e vai fazer tudo para descobrir a identidade do verdadeiro assassino, mesmo que isso ameace expor o seu passado sombrio.

É neste livro que, num clima de tristeza e de choque que envolve os habitantes de Bakersville, a autora nos dá a conhecer o passado terrível de Rainie. Foram os acontecimentos do seu passado que motivaram o assassino a cometer este crime.

O agente Pierce Quincy desloca-se à cidade para ajudar a resolver este hediondo crime. Como psicólogo e especialista em perfis criminais, ele vai, não apenas compreender a mente do assassino, mas também criar uma relação empática com Rainie, ajudando-a a abrir-se e a expulsar alguns dos fantasmas que a perseguem.
Quincy encontra-se no momento a passar uma fase dolorosa, visto que a sua filha mais velha está no hospital ligada às máquinas de suporte de vida. Desta forma, ele e Rainie acabam por se apoiar mutuamente e iniciar uma relação que certamente terá mais desenvolvimentos nos livros seguintes desta série.

Lisa Gardner consegue estruturar as suas histórias na perfeição, centrando-se principalmente no lado psicológico, nas emoções e motivações das personagens, na dor e nos traumas do passado. Neste livro são ainda abordadas as relações familiares e os acontecimentos de vida que podem levar uma criança ou adolescente a cometer um assassínio em massa.

Cada vez estou mais fascinada pelas obras de Lisa Gardner, que têm tudo o que eu gosto! O 3º livro desta série, que já li, é "A Vingança de Olhos Negros"; o 4º intitula-se "A Hora da Morte" e tenciono lê-lo muito brevemente.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"A Vingança de Olhos Negros" de Lisa Gardner [Opinião]

"A Vingança de Olhos Negros" é o terceiro volume da série Quincy & Rainie, da qual já li o primeiro volume, "Minha até à Morte".
A desvantagem de ter lido os livros fora de ordem foi ter encontrado neste livro muitas referências a acontecimentos anteriores (possivelmente do segundo volume) e até um pormenor que me pareceu ser um grande spoiler. Mas sem contar com este aspeto, foi muito bom voltar a ler Lisa Gardner.

Este policial é mais focado no agente especial do FBI Pierce Quincy, que perdeu recentemente a filha, Amanda. O relatório oficial concluiu que a jovem conduzia embriagada quando perdeu o controlo do carro. Mas terá sido mesmo um acidente?
Rapidamente, Quincy começa a perceber que está a lidar com um assassino com uma implacável sede de vingança e que está disposto a destruir todas as pessoas que Quincy mais ama na vida.

A detetive Rainie Conner tem um papel mais importante nesta investigação, ajudando Quincy. A relação entre os dois (que terá talvez começado no volume anterior) vai-se desenvolver ao longo deste livro.

A autora apresenta-nos um policial muito bem estruturado e uma história que envolve cada vez mais o leitor, à medida que se avança nos capítulos. O assassino, que está presente ao longo de todo o livro mas que só conhecemos no final, é uma personagem deveras interessante e inteligente. Sabemos que planeia todos os passos com muito rigor e que não pretende apenas matar as sua vítimas mas principalmente entrar na mente delas, atraí-las com aquilo que mais desejam emocionalmente. Desta forma, todos os seus passos têm como objetivo causar a maior dor possível em Quincy.

O clímax final deste livro é de grande tensão e de leitura compulsiva, tal como eu adoro. Além das armadilhas do assassino e dos seus disfarces, também a polícia nos surpreende com algumas reviravoltas. Todos os pormenores são explicados e é espantoso como a autora constrói uma história tão bem arquitetada.

Definitivamente, Lisa Gardner é uma autora a acompanhar e tenciono ler brevemente mais policiais dela, começando pelos que existem na biblioteca e que estão à minha espera.

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"Casada com um Desconhecido" de Patricia MacDonald [Opinião]

Esta autora chamou a minha atenção quando li uma opinião de um dos seus livros. Assim que chegou a oportunidade, não hesitei em trazer comigo este livro da biblioteca.

Emma Hollis é uma psicóloga que trabalha num centro de crise para adolescentes. Além de amar o seu trabalho, está também apaixonada por David Webster, um jornalista sedutor que conheceu há pouco tempo.
Após engravidar, Emma e David casam rapidamente e vão passar um fim de semana numa cabana rústica nos montes isolados de New Jersey. E é aqui que começam os problemas.
Enquanto David vai cortar lenha para a lareira, um atacante mascarado, empunhando um machado, aproxima-se de Emma, com o objetivo de a matar.

Tudo isto acontece rapidamente nos primeiros capítulos. Após este brutal ataque, Emma é levada para o hospital e David é considerado o principal suspeito. Ela recusa-se a acreditar que o seu marido a quisesse morta, mas a verdade é que não o conhece assim tão bem. E nós também não, pelo que começamos a desconfiar dele.

Enquanto Emma se sente apavorada em ficar sozinha, ela e a polícia vão descobrindo pormenores intrigantes que não abonam nada a favor de David, como segredos e mentiras.
Entretanto, surge outro possível suspeito relacionado com o trabalho de Emma, o que se torna também bastante interessante.

Este livro oferece muito suspense e alguns momentos assustadores. Criei bastante empatia com Emma, devido ao facto de ser psicóloga e eu também estar nessa área. Por várias vezes, senti o medo dela, quando ficava sozinha em casa e se aterrorizava só de ouvir uma porta bater. E, nesses momentos, dava comigo agarrada ao livro, na ânsia de descobrir mais.

Passei praticamente todo o livro a desconfiar do marido dela. Não sabia nada acerca dele, as mentiras iam surgindo e o homem parecia-me um grande sonso. Mas seria ou não ele o atacante de Emma?

Gostei muito da escrita de Patricia MacDonald, intrigante e que proporciona uma leitura compulsiva. O final é surpreendente e estava totalmente longe das minhas teorias. O meu jeito para detetive é praticamente nulo mas nunca na vida eu teria desvendado este caso.

Só acho que no fim ficaram por explicar alguns pormenores; eu deduzi que eles tivessem acontecido de determinada forma mas, como não foram explicados, ainda estou na dúvida.

Esta é uma leitura que recomendo aos amantes de policiais e vou certamente procurar mais livros da autora!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 11 de julho de 2012

"Tacada Mortal" de Harlan Coben [Opinião]

Esta foi a minha terceira leitura de Harlan Coben, um autor que me agrada cada vez mais, à medida que vou descobrindo os livros dele.

Tacada Mortal é o quarto livro numa série cujo protagonista é Myron Bolitar, um agente desportivo. Como era o único da série que havia na biblioteca, requisitei-o, mesmo não tendo lido os anteriores.

Este policial, cujo plano de fundo é o mundo do golfe, começa com o rapto do filho de Linda Coldren, uma superestrela do golfe, no decorrer do Open dos Estados Unidos. Para Myron Bolitar, a sua prioridade é desvendar o mistério e encontrar o rapaz desaparecido. Desta forma, vai acabar por entrar num mundo de dinheiro, poder, mentira… e crime, onde as corrupções do passado também acabarão por ser descobertas.

Já me habituei à escrita fluida e direta deste autor, com muitos diálogos que ajudam a história a avançar mais depressa. Os capítulos são muito pequenos, o que significa que, quando terminamos um, queremos ler o seguinte, até não conseguirmos parar.
No início achei o enredo um pouco aborrecido, dado que girava tudo à volta do golfe, mas depois comecei a sentir-me mais cativada e, a partir de meio do livro, já estava completamente presa à história.

Myron Bolitar é também uma personagem muito peculiar, com um humor por vezes parvo. Foi a principal diferença que encontrei entre ele e outros investigadores criados pelo autor.

Em suma, este é mais um policial de leitura compulsiva; existem revelações a cada página que viramos e quase todas as personagens acabam por tornar-se suspeitas. No fim, não é deixado nenhum pormenor por explicar, tudo faz sentido e tudo está interligado.

Classificação: 4/5 estrelas