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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Palavras Sentidas


"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar."

O Conto da Ilha Desconhecida
José Saramago

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

"O Conto da Ilha Desconhecida" de José Saramago [Opinião]


Tinha este conto guardado no computador há alguns meses à espera que me surgisse a vontade de o ler.
No ano passado li, pela primeira vez, uma obra de Saramago - Claraboia - e decidi que precisava mesmo de conhecer outros trabalhos do autor.

Este pequeno conto já apresenta a escrita característica do autor, ou seja, a ausência de pontuação. Este era o principal aspeto que me fazia embirrar com a escrita do autor mas, curiosamente, é como se a pontuação não fosse assim tão importante, uma vez que o nosso cérebro consegue perfeitamente pontuar o texto e oferecer-nos uma narrativa com sentido.

Ultrapassada esta dificuldade, dei comigo a apreciar a leitura. O conto é bonito, há sensibilidade nas palavras do autor, assim como um convite à reflexão. Esta é uma história sobre a importância de seguir os nossos sonhos, de pensar de forma diferente, independentemente do que os outros dizem de nós.

Um conto que certamente irei reler e cuja leitura recomendo vivamente a qualquer leitor.

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Palavras Sentidas


"- Quando fores crescido, hás de querer ser feliz. Por enquanto não pensas nisso e é por isso mesmo que o és. Quando pensares, quando quiseres ser feliz, deixarás de sê-lo. (...) Quanto mais forte for o teu desejo de felicidade, mais infeliz serás. A felicidade não é coisa que se conquiste. Hão de dizer-te que sim. Não acredites. A felicidade é ou não é."

Claraboia
José Saramago

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Palavras Sentidas


"Só quero dizer que aquilo que cada um de nós tiver de ser na vida, não o será pelas palavras que ouve nem pelos conselhos que recebe. Teremos de receber na própria carne a cicatriz que nos transforma em verdadeiros homens."

Claraboia
José Saramago

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Palavras Sentidas


"Aprendi a ver mais longe que a sola destes sapatos, aprendi que, por detrás desta vida desgraçada que os homens levam, há um grande ideal, uma grande esperança. Aprendi que a vida de cada um de nós deve ser orientada por essa esperança e por esse ideal. E que se há gente que não sente assim, é porque morreu antes de nascer."

Claraboia
José Saramago

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Palavras Sentidas


"A palavra que queria pronunciar estava-lhe nos lábios, mas parecia-lhe que a profanaria dizendo-a. Há palavras que se retraem, que se recusam - porque significam demais para os nossos ouvidos cansados de palavras."

Claraboia
José Saramago

segunda-feira, 26 de março de 2018

"Claraboia" de José Saramago [Opinião]


Hoje comemora-se o Dia do Livro Português e decidi assinalar a data trazendo-vos a opinião de um livro de José Saramago.

Esta foi a minha primeira aventura com as obras de José Saramago. Tenho de confessar que sempre tive reservas em relação a este autor porque me fazia confusão o facto de ele não usar pontuação.
Creio que esta minha "mania" começou há vários anos, numa aula de Literatura, na universidade, em que o professor nos levou um excerto de um livro de José Saramago e nos propôs, como exercício, que colocássemos a devida pontuação no texto. Certamente que o professor não teve intenção de nos desencorajar de ler Saramago, mas penso que foi nesse momento que começou a minha embirração com o autor.

Entretanto, passaram vários anos e senti que não fazia muito sentido ler tanto e, contudo, nunca ter lido nenhuma obra do único autor português a receber o Nobel da Literatura. Assim, achei que devia dar uma oportunidade ao autor.

Comecei pelo romance Claraboia, uma das primeiras obras que o autor escreveu (foi terminada em 1953) mas que só foi publicada pelos seus herdeiros após o seu falecimento.

Claraboia é a história de vários inquilinos que vivem no mesmo prédio e cujas vidas se entrelaçam sucessivamente num enredo.
O primeiro capítulo dá-nos a conhecer todos os inquilinos, passando de uns para outros, como se uma câmara de filmar fosse captando imagens de todos eles à medida que se movimentam no seu quotidiano. Posteriormente, cada capítulo é dedicado a um inquilino diferente.

Senti-me rapidamente cativada por estas diferentes personagens e pela forma como o autor nos descrevia o seu dia a dia e os seus pensamentos. Era como se estivesse dentro de casa de cada uma destas personagens. Foi muito interessante conhecer as suas vidas, os mexericos, os segredos, as aparências.
Achei especialmente interessantes as conversas entre Silvestre e Abel, que deixam lições de vida sobre as quais vale a pena refletir.

No que diz respeito à escrita do autor, este romance ainda tem pontuação, a característica que desaparece posteriormente nos trabalhos do autor. Por esta razão, parece-me que é um bom livro para quem desejar estrear-se nas obras de Saramago.
Quanto a mim, prometo que vou continuar a explorar as obras deste autor. Dentro de algumas semanas, talvez me aventure com o Memorial do Convento.

Classificação: 3/5 estrelas