Este já é o segundo livro da Lesley Pearse que leio este ano, desde que me estreei com a autora.
Apesar da capa, do título e da frase "até onde iria por amor?" sugerirem que se trata de uma história romântica, a verdade é que o livro está muito longe disso.
Este livro baseia-se na história verídica de Mary Broad que, após roubar um chapéu, foi condenada à forca. A única alternativa possível para evitar este terrível destino foi a deportação para a Austrália, para fazer parte de uma colónia de condenados.
Tal como já me tinha apercebido no primeiro livro que li -
A Melodia do Amor - a autora escreve de forma muito cativante e, por mais dramática que a história seja, há sempre acontecimentos novos e a história não fica parada: surgem reviravoltas a qualquer momento.
Mary impressionou-me pela sua coragem extraordinária, pela sua personalidade decidida e por tudo o que estava disposta a fazer para sobreviver. Graças à sua força, ela conseguiu lutar por uma vida melhor, qualquer que fosse o local onde estivesse: nos vários barcos onde viajou, na colónia de deportados, na prisão...
Penso que a sinopse está um bocadinho enganadora, pelo menos quando refere que Mary encontra o grande amor da sua vida. Não concordo que Will tenha sido o grande amor de Mary; o casamento deles aconteceu por conveniência e muitas das atitudes de Will para com Mary não podem, na minha opinião, ser chamadas de amor.
Para mim, a única relação de amor que surge neste livro é aquela que Mary tem pelos filhos e foi por eles que Mary sempre lutou com todas as suas forças para ultrapassar as adversidades.
Como conclusão, esta é uma história cativante, um pouco dura e cruel e ainda mais impressionante por ser verídica. Contudo, ainda não foi desta que um livro da autora me encheu as medidas, mas mantém-se a minha curiosidade em continuar a ler os seus romances.
Classificação: 4/5 estrelas