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quarta-feira, 27 de julho de 2016

"O Assassínio de Cinderela" de Mary Higgins Clark e Alafair Burke [Opinião]


O Assassínio de Cinderela é o mais recente trabalho de Mary Higgins Clark, em parceria com a autora Alafair Burke.

Como a autora explica numa nota inicial, a ideia de escrever este livro surgiu do seu editor, que lhe propôs que escrevesse uma série de romances em coautoria, baseados nas personagens principais de O Azul dos Teus Olhos.

Laurie Moran é a personagem principal desta série, uma produtora televisiva delirante com o sucesso do seu programa Sob Suspeita. Este programa recria crimes que, passados muitos anos, continuam por resolver. Para tal, são reunidos testemunhas, amigos e familiares, que possam ajudam a encontrar pistas que escaparam das investigações iniciais.

Antes de mais, este romance contém muitos spoilers de acontecimentos do livro O Azul dos Teus Olhos, por isso, caso queiram evitar estes spoilers, recomendo que leiam primeiro o livro referido.
Ainda não tive oportunidade de ler O Azul dos Teus Olhos mas, apesar de já saber o que acontece, continuo curiosa em relação livro e espero lê-lo no futuro.

O Assassínio de Cinderela retrata o caso de uma jovem universitária que foi encontrada morta num parque, longe da universidade. O caso levantou muitas suspeitas mas nunca chegou a ser resolvido. Vinte anos depois, a sua mãe continua à procura de um desfecho para esta tragédia e aceita participar no programa de Laura Moran. O drama deste caso é perfeito para o pequeno ecrã, mas será que o assassino está pronto para um grande plano?

Mary Higgins Clark escreveu mais um thriller empolgante e repleto de suspense e penso que a parceria com Alafair Burke resultou lindamente. Mantêm-se os capítulos curtos, a escrita fluida, a ação e o suspense a que a autora já nos habituou.

Um aspeto interessante deste livro é percebermos como estão as personagens deste caso vinte anos depois e conhecer as suas motivações para participarem no programa: algumas desejam claramente que se faça justiça, enquanto outras podem ter segundas intenções.
Há muitos segredos envolvidos que deixam a imaginação do leitor a fervilhar. Este é um livro para ler compulsivamente até se chegar à identidade do assassino.

Muita intriga e suspense em mais um livro de uma das minhas autoras preferidas de thrillers. Recomendo vivamente esta leitura e vou certamente continuar atenta à continuação da série.
Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 9 de abril de 2016

"Até à Vista" de Mary Higgins Clark [Opinião]


Já conto com vários livros lidos da Mary Higgins Clark e é uma autora cuja obra literária continuo a gostar de explorar.

Consegui este livro numa troca e, como ando empenhada em dar mais atenção aos livros da minha estante, decidi que chegara o momento de o ler.

Como normalmente acontece nos romances desta autora, em Até à Vista voltamos a conhecer um grande número de personagens. No centro da história está Gary Lasch, um bem sucedido médico que é encontrado morto em casa. A principal suspeita é a sua jovem esposa, Molly, que deixa a comunidade de Greenwich chocada quando é presa pelo homicídio do marido.
Cinco anos e meio mais tarde, Molly sai em liberdade e promete fazer tudo para se recordar do que verdadeiramente aconteceu naquela noite e provar que não matou o marido.

Tal como aconteceu no anterior livro que li, A Segunda Vez, aqui também surge uma jornalista interessada em investigar este caso. Fran Simmons acredita na inocência de Molly e dá início a uma investigação que se vai tornar mais perigosa do que parecia.

Mais uma vez, a autora conquista o leitor com uma história intrigante, recheada de suspense e de pormenores que prendem a nossa atenção. Não conhecemos a identidade do verdadeiro assassino e são-nos dados muitos potenciais candidatos, pelo que podemos dar asas à nossa veia de detetives.

Não foi um dos meus livros preferidos da autora, mas a verdade é que normalmente sinto dificuldades em eleger os favoritos e mesmo em atribuir classificação aos livros deste género. Assim, posso concluir recomendando mais este thriller da autora, esperando que vos cative tanto como me cativou a mim.

Classificação: 3/5 estrelas

sábado, 13 de fevereiro de 2016

"A Segunda Vez" de Mary Higgins Clark [Opinião]


Sou fã de Mary Higgins Clark, autora apelidada de «Rainha Americana do suspense», e já tive oportunidade de ler alguns dos seus romances.

Naturalmente, gostei mais de uns do que de outros e, embora seja difícil eleger o meu preferido, devo dizer que este se revelou uma boa surpresa.

A história inicia-se com o desaparecimento de Nicholas Spencer quando o seu avião particular se despenha. Ele é o diretor de uma empresa que está a desenvolver uma vacina contra o cancro e que contou com o investimento de muito dinheiro, não só por parte de outras empresas como também de várias pessoas que apostaram as suas poupanças no êxito desta vacina.
Simultaneamente com o desaparecimento de Spencer, surge a terrível notícia de que milhões de dólares terão sido desviados da empresa. Será Nicholas Spencer um burlão? Ou será também ele uma vítima?

A personagem principal deste romance é Carley, uma jornalista igualmente lesada com a situação e que vai investigar a fundo este caso. Apesar das dificuldades e da sua ligação pessoas ao caso, Carley terá de ser objetiva para se mostrar útil na investigação e apresentar os verdadeiros factos.

O desvio de dinheiro da empresa deixou, obviamente, muitas pessoas furiosas e com desejo de vingança. Ned é uma dessas pessoas, um homem perturbado que está disposto a ir atrás de todos aqueles que, na sua opinião, foram culpados pela morte da sua mulher.

Assim, para além da investigação de Carley, acompanhamos em simultâneo os passos de Ned e os crimes que este começa a cometer. Sabemos o que ele planeia a cada momento e sentimos medo pelas personagens de quem ele deseja vingar-se.

A história torna-se muito intrigante à medida que se avança na leitura e o ritmo de escrita da autora cativa o leitor, impelindo-o a ler capítulo atrás de capítulo. O mistério do desaparecimento de Nicholas só é desvendado mesmo no fim.

Em suma, este livro consegue perfeitamente entreter-nos e manter-nos atentos e à procura de respostas. É misterioso e empolgante e recomendo a sua leitura a qualquer apreciador de thrillers.

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 19 de dezembro de 2015

"Duas Meninas Vestidas de Azul" de Mary Higgins Clark [Opinião]

Peguei neste livro quando precisei de uma leitura para uma viagem de autocarro. Sabia que seria cativante e, dado que é um livro de bolso, é muito prático para transportar. E, desta forma, li mais um livro da minha estante.

Mary Higgins Clark é uma autora que consegue cativar rapidamente o leitor com os enredos das suas histórias. Este livro aborda um tema sensível: o rapto de duas meninas gémeas de três anos.

Para começar, acho que a sinopse revela de mais, isto é, resume o que acontece em um terço do livro. Eu tenho sempre por hábito ler as sinopses e, com este livro, senti que já sabia muito da história. Se quiserem desfrutar ao máximo da leitura, aconselho a não lerem a sinopse.

Apesar deste pequeno problema com a sinopse, o livro cativou-me imediatamente desde as primeiras páginas. A autora normalmente escreve capítulos pequenos, bastante dinâmicos, com uma grande variedade de personagens e onde o suspense predomina. Este enredo levou-me a ler quase compulsivamente e é isto o que eu mais admiro nos policiais/thrillers: esta capacidade de nos agarrarem às suas páginas.

A temática deste livro já de si é um pouquinho perturbadora e capaz de aterrorizar qualquer pai. Além disso, existe pelo menos uma personagem repugnante pela forma como trata as meninas e que deixa o leitor de coração nas mãos. O desfecho era previsível (para mim, dado que parti para a leitura esperando um final feliz) mas nem por isso deixou de ser satisfatório.

O que me fez mais confusão neste livro foi o facto da autora abordar a ligação telepática entre as gémeas; é verdade que não sei muito sobre este tema e talvez por isso me sinta mais cética em relação a ele. No entanto, acabou por ser abordado de forma suave, não prejudicando a minha leitura.

Em conclusão, é uma história dinâmica, arrepiante na medida em que poderia ser real e que proporciona algumas horas de entretenimento ao leitor.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Palavras Sentidas


"Engraçado, quando por fim uma pessoa se dispõe a abrir os olhos, é espantoso como vê tudo com a maior clareza."

Gosta de Música, Gosta de Dançar
Mary Higgins Clark

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

"Gosta de Música, Gosta de Dançar" de Mary Higgins Clark [Opinião]

Gosta de Música, Gosta de Dançar é já o quinto thriller que leio desta autora e o único que li este ano. Creio que ainda tenho cá em casa outros dois livros a aguardar a sua vez.

Neste livro começamos por ter um vislumbre do assassino, que atrai as suas vítimas, todas mulheres, calça-lhes sapatos de dança e mata-as em seguida, deixando num dos pés um sapato de dança e no outro o sapato que cada uma delas trazia calçado.
Em seguida, conhecemos Erin e Darcy, duas amigas que, por brincadeira, decidem ajudar uma outra amiga nas pesquisas para um documentário acerca do tipo de pessoas que colocam e respondem a anúncios pessoais. Tudo parecia muito divertido e inofensivo, até Erin desaparecer e, dias depois, ser encontrada morta, com um sapato de dança num dos seus pés.
Darcy, sentindo-se culpada pela morte da amiga, decide que não descansará até ser encontrado o assassino. O que ela não sabe é que ele já a escolheu como a sua próxima vítima.

Tal como tem vindo a acontecer noutros livros da autora, nos primeiros capítulos somos apresentados a uma grande variedade de personagens, o que pode tornar a leitura um bocadinho confusa antes de nos familiarizarmos com cada personagem. À medida que o livro avança, começam a surgir as ligações entre as personagens e a trama mostra-se mais intensa.

Penso que nesta história não consegui sentir uma empatia tão grande pelas personagens, faltou qualquer coisa para elas me prenderem mais.

No entanto, o mistério de descobrir o assassino despertou-me imensa curiosidade. A autora consegue fazer-nos suspeitar da maior parte das personagens e o facto disto envolver anúncios pessoais e encontros com pessoas desconhecidas, tornou tudo um pouco mais assustador.

No geral, apesar de não ter achado o livro fascinante, a verdade é que não me desiludiu e proporcionou-me umas boas horas de leitura. Recomendo esta história a quem apreciar thrillers e for fã de Mary Higgins Clark.

Classificação: 3/5 estrelas

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"A Rua Onde Vivem" de Mary Higgins Clark [Opinião]

"A Rua Onde Vivem" é o quarto policial que leio desta autora tão conceituada na literatura policial.

O livro conta-nos a história de Emily Graham, uma brilhante advogada em Nova Iorque que, além de ter passado por um traumático divórcio, foi perseguida por um homem que a considera responsável pela absolvição do assassino da sua mãe. Após estes acontecimentos, Emily compra uma mansão vitoriana em Spring Lake, onde espera poder refugiar-se durante uns tempos. Contudo, a construção de uma piscina na mansão levam a uma descoberta macabra: um esqueleto de uma mulher que desapareceu na vila há alguns anos e, num dos seus dedos, é encontrado um anel pertencente à família de Emily.

À semelhança da obra "Onde Estarás?", neste livro a autora também criou uma grande diversidade de personagens que vão sendo apresentadas ao longo dos primeiros capítulos. Um pouco confusas no início, mas rapidamente começam a interagir e a tornar a história mais misteriosa.

Neste policial, somos confrontados com crimes que aconteceram há cem anos e que estão novamente a acontecer no presente. Tendo em conta que um dos temas abordados na obra é a reencarnação, a autora deixa-nos constantemente com uma questão em mente: será que o assassino que cometeu os crimes há cem anos poderá ter reencarnado? Ou será que se trata apenas de um imitador?

A par destes assassinatos que deixam os habitantes de Spring Lake em constante preocupação (porque o assassino vai voltar a atacar), o misterioso perseguidor de Emily volta a aparecer para a atormentar.

Posso desde já dizer que este livro me desiludiu um pouco, na medida em que esperava sentir mais suspense, mais adrenalina e apanhar alguns sustos. Infelizmente, isso não aconteceu, embora o livro se leia muito bem e rapidamente. Além disso, a frase inscrita na capa do livro - "A perseguição aterradora de um psicopata pode levar à loucura..." - promete algo que acaba por ser enganador. Em primeiro lugar, o livro não é unicamente sobre a perseguição aterradora de um psicopata (eu diria que este é um aspeto secundário do livro); em segundo, a perseguição tem pouco de aterrador; e, em terceiro, a personagem perseguida não chega nem perto da loucura.

Esta frase fez-me esperar um thriller arrepiante mas, ao invés, acabei por ler um policial leve, com uma pitada de mistério e momentos imprevisíveis. Não foi, pelas razões que mencionei, uma leitura inesquecível, mas tenho a certeza que me esperam obras bem melhores desta autora.

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 18 de abril de 2013

"Onde Estarás?" de Mary Higgins Clark [Opinião]

"Onde Estarás?" é um dos livros mais recentes de Mary Higgins Clark, tendo sido publicado em 2008.

Esta história aborda o desaparecimento de Charles MacKenzie (Mack), que há dez anos saiu do apartamento que partilhava com colegas e, desde aí, nunca mais foi visto. Contudo, todos os anos obedece ao mesmo ritual: telefonar à mãe no Dia da Mãe.
Carolyn, irmã de Mack, agora com vinte e seis anos, terminou o seu estágio em Direito e está determinada a encontrar o irmão, pois sente que não será capaz de seguir a sua vida enquanto não descobrir o paradeiro dele. Mas estará ela preparada para o segredo que vai descobrir?

Antes de mais, este é um livro que explora bastante o lado emocional, dado que temos uma família Carolyn e a mãe ainda muito transtornada com o desgosto de não saber onde se encontra o Mack, mesmo após dez anos. Para elas, todos os anos, o Dia da Mãe é uma tortura, pois ficam agarradas ao telefone na expectativa de ouvir a voz dele, embora sempre com medo que ele tenha desistido do telefonema habitual.

Carolyn inicia então a sua investigação, decidindo dar os mesmo passos que foram dados há dez anos, e entrevistando novamente as mesmas pessoas, de alguma forma relacionadas com Mack, na esperança de que lhe possam fornecer novas pistas.

Algum tempo depois, num dia à noite, desaparece uma jovem à saída de um bar. Mas esta rapariga não foi a única a desaparecer nos últimos anos. Assim, a investigação policial vai-se intercalando com a de Carolyn.

A autora criou uma grande variedade de personagens que, no início, me confundiu um pouco, pois estavam a ser apresentadas isoladamente. As relações entre elas só mais tarde é que se tornaram percetíveis e, por esta razão, o livro não me cativou muito durante as primeiras cem páginas.
A história tornou-se muito mais viciante à medida que iam surgindo as relações entre as personagens. Além disso, a autora foi distribuindo o suspense ao longo do livro e só explicou tudo mesmo no fim. Fiquei surpreendida com o final, que não era bem o que eu esperava, mas gostei imenso da forma como a autora arquitetou toda a história.

Em conclusão, recomendo vivamente, não só este livro, como também a sua autora que é obrigatória para quem é fã de policiais.

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 25 de março de 2013

"A Clínica do Terror" de Mary Higgins Clark [Opinião]

O primeiro livro de Mary Higgins Clark que li foi "A Hora do Mocho", já há vários anos e confesso que pouco recordo da história.
Obtive "A Clínica do Terror" através de uma troca e, tendo lido muito boas opiniões acerca deste livro, foi com grande expectativa que iniciei a sua leitura.

Logo no início, conhecemos Kate DeMaio, uma promotora de justiça que vai parar ao hospital após um acidente de carro. Nessa noite, a partir da janela do quarto, ela avista alguém a colocar o cadáver de uma mulher grávida na mala de um automóvel.
Algum tempo depois, é encontrado o corpo de Vangie Lewis, que aparentemente cometeu suicídio. O marido de Vangie começa a ser visto como suspeito, à medida que vão surgindo outras mortes de pessoas que poderiam dar alguma luz a esta investigação.

Apesar de sabermos durante todo o tempo quem é o assassino, o livro não deixa de ter interesse. O factor surpresa não está na identidade do assassino, mas sim na forma como a história se irá desenvolver e nas reviravoltas que poderão surgir.
Confesso que me foi muito difícil pousar o livro, tal é a mestria da autora em escrever com clareza e envolver o leitor numa grande aura de suspense.

Os capítulos vão mostrando o ponto de vista de várias personagens numa mesma situação, o que ajuda a compreender todos os pormenores da trama. De facto, é de aplaudir a imaginação da autora e a forma tão organizada como nos conta a história.

Este livro aborda temas como a gravidez indesejada, o aborto, a fertilização in vitro, bem como a negligência médica, temas que ainda hoje são muito atuais e que irão cativar os leitores interessados nestas temáticas.
Pessoalmente, achei esta história surpreendente e muito viciante e tenciono, no futuro, procurar mais livros da autora e continuar, espero eu, a sentir-me cativada com os seus policiais.

Classificação: 4/5 estrelas