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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

"Escrito na Água" de Paula Hawkins [Opinião]

 
De vez em quando surge um autor que causa um burburinho gigantesco com o lançamento de um dos seus livros. Foi o que sucedeu com A Rapariga no Comboio, em 2015, que recebeu uma campanha publicitária incrível e que eu tive oportunidade de ler ainda antes do lançamento. Tal como referi na minha opinião, acabei por não achar o thriller assim tão alucinante como eu esperava.
 
O segundo romance da autora, Escrito na Água, veio envolto no mesmo burburinho. Decidi lê-lo este ano, embora sem criar expectativas elevadas.

Esta história conduz-nos até uma pequena localidade, onde um rio já tirou a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos. Nel vivia obcecada com essas mortes e estava determinada a encontrar respostas. Contudo, agora é ela que aparece morta.
Será a sua irmã, Jules, quem terá de enfrentar terríveis recordações do passado, de forma a descobrir o que realmente aconteceu com Nel.

Não sei muito bem o que se passou entre mim e este livro. Demorei imenso a sentir-me cativada e precisei de insistir comigo mesma para continuar a ler, até chegar a um momento em que o próprio mistério foi o suficiente para manter a minha atenção até ao fim.

[Fotografia da minha autoria]
 
No livro anterior, a autora contou a história na perspetiva de três personagens. Aqui, temos o ponto de vista de nove ou dez personagens, alternando também entre a primeira e a terceira pessoas. Por um lado, resultou muito bem, pois foi possível ver como várias personagens reagiam a uma mesma situação. Contudo, por outro lado, achei esta constante mudança muito confusa. No início ainda não sabia quem era quem e, mais tarde, quando já reconhecia as personagens, sentia que continuava a precisar de um enorme esforço mental só para me situar com tantos saltos de personagens.

Talvez este não tenha sido o meu único problema com o livro. No geral, pareceu-me muito parado, com quase nenhuma ação. Não é que este aspeto seja mau de todo, uma vez que o livro se centra sobretudo nas memórias das personagens, nas recordações cinzentas do seu passado. Eu, como leitora, é que tenho uma especial preferência por thrillers mexidos, que me ofereçam adrenalina ao virar de cada página.

Devo reconhecer, no entanto, que a autora trabalhou muito bem as emoções das personagens, os instintos humanos e o medo de voltar a enfrentar os fantasmas do passado.
Gostei igualmente de toda aquela espécie de misticismo que envolvia o rio, como se ele fosse um pouco uma entidade sobrenatural com vontade própria.

Embora este thriller não me tenha fascinado, vou certamente ficar atenta a futuros trabalhos da autora.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Palavras Sentidas


"Às vezes dou por mim a tentar lembrar-me da última vez que tive alguma espécie de contacto físico relevante com outra pessoa, nem que tenha sido um abraço ou um aperto de mão caloroso, e sinto o coração estremecer-me."

A Rapariga no Comboio
Paula Hawkins

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Palavras Sentidas


"O grande problema de ser estéril é que não nos deixam fugir ao assunto."

A Rapariga no Comboio
Paula Hawkins

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Palavras Sentidas


"Perdi o controlo sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça."

A Rapariga no Comboio
Paula Hawkins

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Palavras Sentidas


"Nunca compreendeu que é possível sentir a falta daquilo que nunca tivemos; de o chorar, até."

A Rapariga no Comboio
Paula Hawkins

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Palavras Sentidas


"Eu nunca tinha percebido, pelo menos até há um ou dois anos, como é humilhante terem pena de nós."

A Rapariga no Comboio
Paula Hawkins

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Palavras Sentidas


"Nunca percebi como é que as pessoas são capazes de ignorar alegremente os males que provocam ao seguirem os seus corações. Quem disse que seria bom seguir o nosso coração?"

A Rapariga no Comboio
Paula Hawkins

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Livro do Mês: Junho

O mês de junho foi bastante calmo a nível de leituras, mas nem por isso foi menos prazeroso. Li 2 livros e 1 conto, e iniciei ainda uma quarta leitura que irá transitar para o mês de julho.
Assim, nas leituras deste mês inclui-se um thriller, um livro de não ficção e um conto dentro do género distopia.

O livro que vou destacar tem estado nas bocas do mundo e, conforme referi na minha opinião, vale bem a pena devido às personagens que a autora criou.

LIVRO DO MÊS


segunda-feira, 29 de junho de 2015

"A Rapariga no Comboio" de Paula Hawkins [Opinião]

Tal como certamente aconteceu com muitos leitores, eu também não consegui resistir ao apelo do livro sensação do ano - A Rapariga no Comboio. Com tanta publicidade, é perfeitamente natural que os leitores sintam curiosidade por esta história e que criem expectativas elevadas. Foi o que sucedeu comigo quando me emprestaram um exemplar de avanço, ainda antes do lançamento do livro em Portugal.

A Rapariga no Comboio é um thriller contado a três vozes: três mulheres dão-nos a conhecer as suas perspetivas dos acontecimentos. Rachel é a personagem com mais destaque e é com ela que tudo começa. Todos os dias, Rachel apanha o comboio para o emprego e observa o mesmo casal através da janela do comboio. E, na sua cabeça, imagina a vida deles perfeita, igual à que ela perdeu recentemente.
Um dia, o que vê da janela é inesperado e, intrigada, Rachel decide contar à polícia o que viu. Essa atitude vai envolvê-la numa imprevisível sucessão de acontecimentos que afetará todos à sua volta.

Como thriller, o livro acabou por não ser tão alucinante como eu esperava; o ritmo não é muito rápido mas sem dúvida que consegue cativar a atenção do leitor e, mais para o final, já se torna uma leitura viciante.

As personagens foram, na minha opinião, o aspeto que mais se destacou neste livro. Isto porque todas as personagens são problemáticas, todas lutam contra os seus demónios, e as suas personalidades estão muito bem construídas. Enquanto narradoras da história, acabam por tornar-se inconfiáveis, o que leva o leitor a desconfiar e a não acreditar em tudo o que é dito.

São estas personagens que conferem complexidade à história que, sozinha, acabaria por ser bastante banal. No entanto, permite-nos refletir acerca da curiosidade que sentimos pela vida dos outros e a forma como a vemos.

Em conclusão, este romance vale a pena sobretudo devido às personagens. Não prometo que a história vos faça ficar acordados a noite inteira, mas certamente vos proporcionará algumas horas de leitura acelerada.

Classificação: 4/5 estrelas