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sábado, 4 de julho de 2020

"Carrie" de Stephen King [Opinião]


Carrie é o primeiro livro de Stephen King, o mestre da literatura de terror, e foi originalmente publicado em 1974.

Tendo já lido outros trabalhos do autor, e acabando de conhecer a sua primeira obra, posso afirmar que este livro nos oferece uma pitada do talento do autor para a escrita de terror.

Carrie é uma jovem de 16 anos que foi criada por uma mãe fanática pela religião e para quem tudo é pecado. A sua mãe é uma mulher completamente execrável e que me chocou com muitas das suas ações.
Desde muito cedo, a menina começou a ser gozada pelos colegas da escola, que sempre a viram como uma estranha. Na verdade, o ambiente sufocante em que foi educada acabou por reprimir as suas relações sociais, tornando-a também ignorante no que diz respeito aos temas mais naturais na vida de uma mulher.

Além disso, Carrie é detentora de um estranho dom: a telecinética, isto é, a capacidade de mover objetos com a mente. É a descoberta deste dom que ajudará Carrie a levar a cabo uma vingança após um episódio de extrema crueldade e humilhação que vai vivenciar.

[Fotografia da minha autoria] 

A estrutura do livro vai alternando a narrativa com excertos de artigos científicos, notícias e alguns testemunhos que ajudam a criar um ambiente de terror e uma sensação de mau presságio. Sabemos que algo de muito mau vai acontecer, algo que deixou incontáveis mortes e que mudou para sempre aquela cidade.

É um romance que deixa o leitor agarrado e se lê muito bem, não sendo uma história tão densa e demorada como outros trabalhos do autor. Claro que alguns leitores poderão sentir que há aspetos que poderiam ter sido mais desenvolvidos mas, ainda assim, é um excelente conto de terror.

Abordando a temática do bullying e do fanatismo religioso, este é um livro que deverá ter sido muito original na época em que foi escrito.
Gostei muito e fiquei curiosa por ver uma das suas adaptações cinematográficas.
Se ainda não leram nenhum trabalho deste autor, então aqui vos deixo a sugestão de começarem pelo Carrie.

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Palavras Sentidas


"O mundo seria um sítio mais eficaz se todas as pessoas tivessem saído de um romance popular, pensou ele. Nos romances populares, as pessoas conseguiam sempre manter os pensamentos em ordem enquanto saltavam com ligeireza de um capítulo para outro."

A Metade Sombria
Stephen King

sábado, 13 de julho de 2019

"Cell - A Chamada da Morte" de Stephen King [Opinião]


Este está a ser o ano em que estou a apostar em mais obras de Stephen King, sendo já a terceira que leio do autor.

Imaginem que, de repente, um vírus se propagava por todos os utilizadores de telemóveis, deixando as pessoas violentas e com comportamentos semelhantes aos de zombies. Na verdade, se isso acontecesse, estávamos todos tramados pois quem é que não tem um telemóvel nos dias de hoje?

É esta ideia que Stephen King explora em mais um dos seus romances. Transportou-nos para um mundo pos-apocalíptico onde uma estranha epidemia ataca as pessoas como se fosse um vírus a atacar o software de um computador.

Um conjunto de sobreviventes veem-se assim desesperados, no meio de uma civilização que, de um momento para o outro, ficou caótica.

Esta é também a história de Clay, um artista do Maine que, quando tudo começou, se encontrava em Boston. Acabara de assinar um contrato para um livro de banda desenhada que lhe permitiria finalmente sustentar a sua família fazendo arte.

[Fotografia da minha autoria]

Quando as pessoas começararam a ficar loucas, tudo aquilo em que ele pensava era em encontrar o seu filho. Assim, esta é uma história sobre um pai e a sua busca pelo seu filho num mundo rodeado pelo caos e pela carnificina.

Confesso que esperava que este livro fosse mais violento. A sinopse caracteriza-o como «avassalador, sangrento e fascinante» mas, na verdade, acabei por não ficar assim tão impressionada com a violência nem senti um fascínio fora do normal.

É um livro bom, mas não é excelente. Creio que tem um início muito interessante mas que depois acaba por esmorecer um pouco até ao final que também me soube a pouco.

Li metade do livro em apenas uma tarde, mas depois demorei mais de uma semana a terminar o restante, portanto algo neste livro falhou e não me cativou o suficiente.

Não deixo de recomendar a sua leitura, embora não seja, na minha opinião, dos melhores livros do autor. Até agora, ainda nenhum chegou aos calcanhares de Misery, porém sei que ainda tenho imensas obras por explorar.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Palavras Sentidas


«Para mim, a ideia de um pseudónimo tinha este chamariz engraçado. De certa forma, transmitia a sensação de liberdade, como um alçapão secreto para onde pudesse escapar...» (...)
— Pensar em escrever sob um pseudónimo era como pensar em ser invisível.

A Metade Sombria
Stephen King

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Palavras Sentidas


"Rosie interrogou-se se a raça humana saberia realmente qual a importância de um abraço (...). Calculou que algumas pessoas o soubessem, mas duvidava que representassem a maioria. Para dar a verdadeira importância a um abraço talvez uma pessoa tivesse de passar muito tempo sem isso."

O Retrato de Rose Madder
Stephen King

segunda-feira, 6 de maio de 2019

"A Metade Sombria" de Stephen King [Opinião]


Já imaginaram como seria se o pseudónimo de um autor ganhasse vida própria? Esta é a premissa base em que assenta este livro de Stephen King.

Thad Beaumont é um escritor que já publicou diversos livros. Contudo, aqueles que mais fizeram sucesso foram os livros de terror que ele assinou com o seu pseudónimo, George Stark.
Mas é quando ele decide revelar a verdade e deixar de escrever sob esse pseudónimo, que coisas terríveis começam a acontecer.

Achei este livro um pouco diferente de outros que já li do autor. Creio que este se insere mais na categoria de horror, uma vez que apresenta descrições mais grotestas, assassinatos cruéis e visualmente sangrentos e repugnantes.

O propósito deste livro não é descobrir o assassino, dado que desde cedo sabemos quem ele é. O que precisamos de saber é o que pretende ele de Thad e como é que este poderá vencê-lo, antes que toda a sua família apareça morta.

Assim, A Metade Sombria é uma espécie de híbrido que mistura crime e horror, o que me agradou imenso. Existe investigação policial, os procedimentos estão muito interessantes, bem como o que é descoberto acerca do suspeito.

[Fotografia da minha autoria]

George Stark é um vilão extremamente repugnante e assustou-me por diversas vezes, embora, na minha opinião, não seja tão assustador quanto Annie Wilkes, de Misery, personagem que se tornou inesquecível para mim.

Penso que Stephen King consegue fazer uma reflexão curiosa acerca do que é escrever sob um pseudónimo, uma vez que ele próprio também já escreveu sob o pseudónimo de Richard Bachman. Será que quem o faz tem mais liberdade e à vontade para escrever sobre temas que provavelmente não abordaria se tivesse de assinar com o próprio nome? Serão os livros mais autênticos se o autor caracterizar o máximo possível o seu pseudónimo, pensando nele como se fosse uma pessoa real? Afinal, poderemos ser outra pessoa quando escrevemos sob pseudónimo?

Em suma, é mais um bom livro do mestre do terror que deveria, sem dúvida, receber mais atenção por parte dos fãs do autor.

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Palavras Sentidas


"Na escuridão, o que é racional torna-se estúpido, e a lógica reduz-se a um sonho. Na escuridão, pensa-se com a pele."

Misery
Stephen King

quarta-feira, 27 de março de 2019

Palavras Sentidas


"O melhor é sermos implacáveis com o passado. O que importa não são os golpes que nos atingiram, mas aqueles a que sobrevivemos."

O Retrato de Rose Madder
Stephen King

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Palavras Sentidas


"O desgosto, pensava, podia comparar-se a um rochedo na costa de um oceano.
Quando dormia, era como se a maré o tivesse coberto, e havia então um alívio da dor. Mas quando acordava, logo a maré descia e o rochedo reaparecia, massa incrustada de vidas que corroíam a sua própria existência, e ali se manteria eternamente, a menos que Deus decidisse fazê-lo desaparecer."

Misery
Stephen King

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

"O Retrato de Rose Madder" de Stephen King [Opinião]


Foi no ano passado que comecei a conhecer as obras de Stephen King. Depois de ter tido uma experiência fantástica com Misery, fiquei com vontade de ler o máximo possível de livros do autor.

O Retrato de Rose Madder fala-nos de uma mulher que foge ao marido, depois de catorze anos de violência doméstica. Dá início a uma vida nova noutro local, enquanto faz algumas amizades e encontra um novo amor. Mas o medo de que o marido volte a encontrá-la está sempre presente...

O livro inicia-se com um capítulo bastante chocante, mostrando-nos logo ali que o marido de Rose é extremamente violento. Isto é comprovado ao longo da narrativa, à medida que vamos conhecendo mais aspetos do casamento de ambos.

Foi uma situação de dimensão inferior que levou Rosie a decidir fugir ao marido. Todos os seus medos e angústias estão muito bem descritos; penso que o autor fez um excelente trabalho.

Por sua vez, Norman, o marido de Rosie, é uma personagem completamente asquerosa e, se o autor fez um bom trabalho a caracterizar a personagem feminina, conseguiu-o ainda melhor a caracterizar este vilão. Norman é bem capaz de ser um dos vilões mais sádicos e arrepiantes que já encontrei.

[Fotografia da minha autoria]

Este romance poderia ser uma história sobre violência doméstica, como tantas outras. Contudo, o autor introduziu uma componente de fantasia que tornou este livro um pouco diferente. Sinceramente, não apreciei tanto esta vertente. Sendo o tema que é, gostava que toda a história se tivesse passado no mundo real e que não tivesse o seu clímax no mundo de fantasia que o autor criou.

Um outro aspeto interessante é que neste livro foi mencionado Paul Sheldon (personagem de Misery) e alguns dos seus romances.
Devo dizer que, a cada novo livro que leio do autor, adoro procurar referências a personagens ou elementos de obras passadas.

No geral, o livro é bastante bom pela caracterização das personagens e pelo exemplo de coragem e superação que oferece a todas as mulheres vítimas de violência.
Não é, na minha opinião, um dos mais assustadores do autor, embora apenas possa comparar com os outros dois que li.
Sem dúvida que desejo continuar a explorar as inúmeras obras do autor.

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O que estou a ler?


Hoje dou início a uma nova rubrica do blogue que será publicada à segunda-feira e terá como objetivo dar-vos a conhecer a minha leitura do momento.

Iniciei 2019 com um livro de Stephen King, o incontornável autor do género de terror, cujas obras só comecei a explorar no ano passado. Depois de uma primeira experiência pouco satisfatória (A Luz), seguiu-se uma espetacular (Misery), o que me fez desejar ler todas as obras do autor.

O Retrato de Rose Madder fala-nos de uma mulher que foge ao marido, depois de catorze anos de violência doméstica. Dá início a uma vida nova noutro local, enquanto faz algumas amizades e encontra um novo amor. Mas o medo de que o marido volte a encontrá-la está sempre presente...

Já li sensivelmente metade do livro e sinto-me bastante cativada, embora este tenha uma ação que decorre de forma lenta. Contudo, as personagens estão extremamente bem caracterizadas, sendo o marido de Rosie totalmente asqueroso.
Estou à espera de algo com mais ação e suspense na parte final do livro.



quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

"Misery" de Stephen King [Opinião]


Quis ler este livro todo de uma vez. E, por outro lado, quis poupá-lo para que durasse o máximo de tempo possível. Acabou por ganhar a segunda opção.
Demorei duas semanas a ler este livro e foram duas semanas de verdadeiro prazer... e terror!

Bastou-me ler a sinopse para perceber que a premissa deste livro é excelente. Tinha todos os ingredientes para ser bom. Apesar da minha primeira experiência com Stephen King não ter sido espetacular, achei que devia dar-lhe outra oportunidade. Com tantas obras à disposição e sendo ele um nome incontornável dentro do género terror, certamente eu iria encontrar um livro que me agradasse. Só não esperava que fosse tão rápido!

Misery conta a história de um autor que se tornou famoso pela personagem dos seus romances cor-de-rosa. Um dia, decide matá-la. Pouco tempo depois, sofre um grave acidente e é socorrido por Annie, uma ex-enfermeira, que por acaso é também a sua maior fã e está furiosa com a morte de Misery.

Este livro retrata aquele que deve ser o pior pesadelo de um escritor: ter um fã doentiamente obcecado pelo seu trabalho.

O que mais me impressionou, logo para começar, foi o facto de que praticamente toda a ação do livro se passa no mesmo local. Acredito que serão poucos os autores que conseguem fazer isto e mesmo assim apresentar um livro tão dinâmico como este.


Se quando li A Luz senti alguns períodos de aborrecimento e dificuldade em prosseguir a leitura, neste livro isso não aconteceu. Antes pelo contrário, senti-me presa desde as primeiras páginas. E este livro já me permitiu encontrar o inegável talento de King.

As personagens estão muito bem construídas, especialmente Annie, dado que o leitor consegue sentir o mesmo medo que Paul à medida que vai compreendendo que está refém de uma louca. Quando Paul se porta mal, Annie sente que tem de o castigar. Porém, quando esses castigos começam a tornar-se mais intensos, o próprio leitor quer fechar os olhos, parar de ler, tudo para não descobrir de que é que Annie é capaz. Não imaginam as vezes que eu implorei para que ela não lhe fizesse mal.

Este livro é tão claustrofóbico que se torna aflitivo para o leitor; mesmo assim, é ainda mais doloroso parar de ler.

Houve duas cenas que me surpreenderam muito. A primeira ocorre mesmo no fim da primeira parte e é uma cena super simples que o autor prolongou por mais de dez páginas, o que me deixou completamente agarrada. A segunda ocorre no final da segunda parte e é uma das coisas mais tenebrosas que já li. Foi como se eu estivesse lá a assistir a tudo.

Por fim, gostava ainda de referir um aspeto que me agradou imenso: encontrei, neste livro, uma referência ao livro A Luz e sei que existem referências de Misery no livro O Retrato de Rose Madder (que vai ser uma das minhas próximas leituras). Segundo o que andei a investigar, parece que o autor faz isto com frequência: mencionar nos seus livros personagens ou eventos de outros livros. Acho fantástico quando um escritor faz isto e gosto ainda mais de ser capaz de as encontrar.

Como conclusão, posso afirmar que Misery foi, sem dúvida, um dos melhores livros que li este ano; talvez possa até arriscar dizer que foi mesmo o melhor do ano. Por isso, é uma leitura absolutamente recomendada para os fãs do género!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Palavras Sentidas


"A curiosidade era como um anzol no seu cérebro, uma espécie de sereia importuna, que era incapaz de se acalmar."

A Luz
Stephen King

quinta-feira, 31 de maio de 2018

"A Luz" de Stephen King [Opinião]


Estreei-me no género de terror/horror com o livro O Exorcista, de William Peter Blatty. Sempre foi um género literário ao qual não me dediquei tanto.
Há algumas semanas, senti necessidade de pesquisar livros de terror e foi nesse momento que fui à minha estante buscar A Luz, de Stephen King. Confesso que o livro se encontrava lá há vários anos, esquecido, e chegara o momento de o ler.

Este livro encontra-se em muitas listas dos melhores livros de terror e foi considerado pela crítica como o melhor romance de terror do século XX. Stephen King é apelidado de rei do romance psicológico de terror.
Por estas razões, as minhas expectativas eram elevadas e eu esperava realmente encontrar aqui um livro aterrorizador, capaz de me tirar o sono.

Infelizmente não foi isso que aconteceu. Logo desde o início, notei que o livro era denso, demorado de ler. Apesar dos meus esforços, não conseguia ler mais de vinte páginas por noite antes de ser vencida pelo cansaço. Apenas no final a história ganhou alguma energia e consegui avançar na leitura. Mesmo assim, o livro permaneceu duas semanas na minha mesa de cabeceira.

A história fala-nos da família Torrance - Jack, a esposa Wendy e o filho Danny - que vão morar para o Hotel Overlook, enquanto Jack aceita um trabalho como zelador de inverno. Ali, rodeados pela neve, os três rapidamente se apercebem de que não estão sozinhos no Overlook.

O início do livro explora o hotel e dá ao leitor informações acerca do passado das personagens, informações importantes para o decorrer da história.
Jack é um homem amargurado pela vida e pela forma como lidou com certos acontecimentos menos bons.
Danny é uma criança especial. Tem a luz, uma espécie de capacidade percetiva que lhe permite ver acontecimentos do passado e do futuro, ler pensamentos e saber coisas.

O hotel Overlook acaba por ser uma espécie de casa asombrada. As entidades que nele habitam querem apanhar Danny mas é Jack quem entra num estado de paranóia.

Gostava que certos pormenores tivessem sido mais desenvolvidos, como as habilidades de Danny e o quarto 217. A narrativa acabou por se centrar exageradamente em Jack.

Não houve assim momentos de terror que me tivessem tirado o sono, embora tenha encontrado bastantes cenas empolgantes. Infelizmente, o livro não despertou em mim todos esses sentimentos aterrorizadores que eu esperava encontrar.
Talvez o terror não funcione da mesma forma com todos os leitores.

Gostei imenso do final, que é bastante violento mas, terminada a leitura e decorridos alguns dias, o que sinto é uma certa indiferença em relação a esta história que não correspondeu às minhas expectativas.

Vou continuar a explorar as obras de Stephen King; certamente que encontrarei um livro que me cative.

Há algum livro de terror/horror que me recomendem?

Classificação: 3/5 estrelas