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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

"O Boss" de Vi Keeland [Opinião]


Nas duas últimas semanas de agosto devorei dois policiais e um thriller, pelo que, a certa altura, senti necessidade de um livro mais leve e divertido. Vi a lombada vermelha deste livro a sorrir-me da estante e percebi que chegara o momento ideal para pegar nele.

O início é extremamente divertido e demonstrou ser exatamente aquilo que eu precisava. Na minha estreia com Vi Keeland, deparei-me com um romance tão cativante que o li praticamente em dois dias.

Reese e Chase conhecem-se quando ela está num encontro com um homem para lá de aborrecido. Este é o primeiro passo para uma relação que se iniciará de forma muito divertida. Os vários encontros que se seguem entre ambos são tão hilariantes e repletos de peripécias que é impossível não soltar umas boas gargalhadas.

Também gostei muito da tensão sexual palpável que a autora conseguiu criar, mesmo quando Reese resistia com todas as suas forças. Na verdade, uma das coisas que mais aprecio nestes livros é de me sentir como se eu é que estivesse a ser seduzida.


A segunda metade do livro perde um pouco da ligeireza que encontramos na metade inicial, uma vez que começamos a perceber que Chase também tem algo negro no seu passado, algo doloroso que o fez tornar-se na pessoa que é.
Embora a história seja quase toda contada na perspetiva de Reese, existem alguns capítulos que nos mostram aquilo por que Chase passou.

Muitas vezes, este tipo de livros acaba por nos mostrar homens demasiado perfeitos e irresistíveis. Se, por um lado, como leitora romântica que sou, gosto de me permitir sonhar um pouco com estes personagens, por outro lado também sei que são irreais e que resultam muito melhor se tiverem falhas, medos e fraquezas, em suma, que sejam humanos.

Neste romance, tanto Reese como Chase têm as suas fraquezas, os seus tormentos, que somos capazes de ver assim que os conhecemos melhor. Este foi um dos aspetos que me permitiu sentir-me ligada a estas personagens.

Em suma, O Boss é um romance muito divertido, com uma boa dose de erotismo e algum drama, perfeito para aqueles momentos em que procuramos uma leitura mais rápida e que nos permita relaxar e abstrairmo-nos da realidade. Gostei mesmo muito!

Classificação: 5/5 estrelas

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

"O Assassino do Crucifixo" de Chris Carter [Opinião]


Fiquei fã deste autor após ter lido, no ano passado, O Escultor da Morte. Apesar de ter começado pelo quarto volume da série, fiquei com vontade de ler todos os seus livros, pelo que comecei a procurar promoções para adquirir os livros que ainda não tinha.

Atirei-me de cabeça ao primeiro livro da série de Robert Hunter - O Assassino do Crucifixo - onde temos um primeiro contacto com o detetive Hunter e de como ele começou a trabalhar com o seu novo parceiro, Carlos Garcia.

Os dois capítulos iniciais apresentam-nos uma situação de perigo de morte e uma escolha difícil para Hunter. Fez-me lembrar os filmes do Jigsaw e os tenebrosos jogos mortais que ele fazia, pelo que fiquei imediatamente agarrada.

Posteriormente, com a nossas personagens numa situação tão perigosa, o livro recua para cinco semanas antes, altura em que tudo começou.
Uma vítima é encontrada nua e presa pelos braços, tendo sido torturada até à morte. No seu corpo foi entalhada uma cruz: a assinatura de um psicopata conhecido como O Assassino do Crucifixo. Mas como é isto possível se ele foi condenado e executado dois anos antes?

Enquanto tentam perceber se este criminoso é um imitador ou se o verdadeiro assassino afinal anda à solta, Hunter e Garcia vão embarcar numa investigação violenta e perigosa, digna de um verdadeiro pesadelo.


Os capítulos pequenos resultam na perfeição neste tipo de histórias, conferindo dinamismo ao livro e fazendo com que se torne impossível largá-lo.
A autor já trabalhou vários anos como psicólogo criminal pelo que os seus romances se baseiam na sua experiência com criminosos. Gosto imenso da forma como o autor vai explicando a psicologia do comportamento criminal ao longo do livro, sem se tornar monótono. Também aprendi algumas técnicas de como detetar mentiras.

Robert Hunter é um personagem deveras intrigante que, embora pareça descontraído, esconde muitos fantasmas. Ainda há muito dele por descobrir.
Também gostei de conhecer Garcia mas senti que faltou ali qualquer coisa. Não sei muito bem explicar porquê mas parece que passei o livro a esperar mais dele, apesar de ter gostado da forma como ele e Hunter funcionavam.

A descoberta da identidade do assassino deixou-me completamente boquiaberta. Ao longo da narrativa, queremos mais rapidamente descobrir o porquê e as suas motivações do que propriamente quem é a pessoa por detrás de crimes tão macabros. Contudo, quando finalmente foi revelado, fiquei sem palavras. Não posso mesmo dizer mais nada para não vos dar spoilers mas, uau, ADOREI!

Este é um autor imperdível para os fãs de thrillers e policiais. Se gostam de livros negros e violentos, então vão certamente adorar!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

"Acordo com o Marquês" de Sarah MacLean [Opinião]


Sabem quando andam de volta de leituras mais densas e cansativas e, a certa altura, vos apetece um livro leve, divertido e relaxante?

Acordo com o Marquês chegou às minhas mãos quando eu me sentia exatamente assim. Este ano ainda não tinha lido nenhum romance de época e, embora eu ande mais numa fase de thrillers, de vez em quando sabe bem ler uma história mais romântica.

Este livro tem uma capa linda e bem sensual. A edição interior também está muito bonita, pelo que a Topseller está de parabéns pelo resultado final.

Neste romance conhecemos Sophie Talbot, uma jovem que chegou à aristocracia de uma forma pouco comum. Infelizmente, ela odeia a sociedade e tudo o que lhe diz respeito e o seu maior desejo é ser livre.
Rei é o Marquês de Eversley, um verdadeiro e escandaloso aristocrata que arruina a reputação das jovens da sociedade.

Ambos se vão conhecer em circunstâncias especiais e, embora se odeiem e pouco tenham em comum, os seus objetivos e a forma como vêem a sociedade acabam por aproximá-los.



A escrita da autora é bastante cativante e o livro oferece-nos diálogos intensos e repletos de humor. Os conflitos entre os dois protagonistas são constantes, assim como a tensão sexual, que vai aumentando de capítulo para capítulo. Isto é o que eu mais gosto neste tipo de livros!
Desta forma, o livro acaba por ter muito dinamismo e reviravoltas interessantes.

Gostei muito do Rei, uma personagem que não é assim tão canalha como parece à primeira vista. Na verdade, tem princípios e um coração de ouro que apenas está muito magoado com uma história dramática do seu passado.

No geral, esta é uma leitura divertida e romântica que conquista desde as primeiras páginas e que provocará uma avalanche de sentimentos no leitor. Recomendadíssimo para fãs de romances de época!

Esta série tem mais dois livros já publicados em Portugal. Felizmente, não são sobre as irmãs de Sophie (que me pareceram muito fúteis e pouco interessantes), mas sim sobre o escocês Warnick e o Duque de Haven. Estes sim, despertam-me curiosidade!

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 17 de maio de 2019

"A Ilusão de Merit" de Colleen Hoover [Opinião]


Fico sempre entusiasmada quando é publicado um novo livro da Colleen Hoover em Portugal. Curiosamente, estava convencida de que iriam publicar o seu mais recente livro, um thriller, e só descobri que não era o caso depois de ler a sinopse.

Este livro conta-nos a história de Merit, uma jovem de 17 anos que vive numa igreja reconvertida com a sua família disfuncional. A mãe, sobrevivente de cancro, vive num quarto na cave; o pai é casado com a antiga enfermeira da mãe; a sua irmã gémea e o irmão mais velho são a imagem da perfeição. E Merit sente que nunca conseguirá ser como eles.

Mergulhei nesta história sem qualquer receio; confio totalmente que a autora nos traz livros cativantes e que nos enchem o coração.

A primeira metade do livro foi divertidíssima. Senti-me conquistada logo desde o primeiro capítulo e, tal como tem sido habitual, adorei a forma como a autora me conseguiu prender de imediato. As situações caricatas foram inúmeras e ri-me tanto que, durante momentos, consegui alhear-me de tudo ao meu redor.


Contudo, sendo um livro da Colleen, sabemos que o drama não pode faltar e foi isso que começou a acontecer assim que ultrapassei a metade do livro. Ficou mais sério e capaz de nos fazer refletir.

Acabei por não me sentir tão fascinada por este livro como me senti com os anteriores da autora, talvez devido à faixa etária dos protagonistas. Dado que são jovens entre os 17 e os 20 anos, creio que terá sido normal não me ter identificado tanto com eles.

Sendo contado na perspetiva de Merit, somos levados a ver a sua família tal como ela a vê, o que pode não ser também a visão certa, uma vez que ela é uma jovem que se sente um pouco perdida e, de certa forma, invisível, no meio de toda aquela gente.

O livro aborda temas interessantes, tais como a depressão na adolescência, a imagem que os jovens têm do que é a perfeição e de como é importante compreendermos os outros e colocarmo-nos no papel deles antes de os julgarmos. Aborda ainda a sexualidade, a saúde mental e a importância de conversar e de abraçar.

Não é um dos melhores livros da autora, mas acredito que será uma leitura importante para os mais jovens.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 11 de abril de 2019

"Fantasmas da Mente" de Paul Tremblay [Opinião]


Quando vi este livro nas novidades editoriais da Topseller, soube de imediato que o queria ler. Duas coisas me atraíram nele: a sinopse, que nos prometia uma história com a temática do exorcismo, e a crítica de Stephen King que pode ser lida na capa do livro. Nem todos os autores se podem gabar de ter visto um livro seu ser elogiado pelo mestre do terror, ainda mais afirmando que a história o assustou verdadeiramente.

Desta forma, contactei a Topseller, que de imediato acedeu a disponibilizar-me um exemplar para leitura, a quem agradeço desde já a gentileza e a simpatia.

A narrativa de Fantasmas da Mente inicia-se quinze anos depois da tragédia se ter abatido sobre a família Barrett. Tudo começou quando a jovem Marjorie, de 14 anos, começou a demonstrar sinais de esquizofrenia aguda. Os médicos não conseguiam ajudá-la e, então, a família recorre à orientação de um padre católico, que acredita que ela está possuída por um demónio e que a única solução é executar um exorcismo.
A pedido do padre, que está interessado em documentar a presença demoníaca, toda a situação é transformada num reality show, que acaba por tornar-se um sucesso.

A história é-nos contada na perspetiva de Merry, a irmã mais nova de Marjorie, que na altura tinha apenas 8 anos. Uma autora pretende desenterrar a história e é através do testemunho de Merry que temos acesso a uma narrativa repleta de terror.

O livro inclui também algumas publicações num blogue que pretende analisar com algum humor e desconstruir os episódios da série televisiva.


O livro cativou-me bastante, embora o início mais lento tenha dificultado o meu envolvimento com a história. A verdade é que eu estava em pulgas por começar a descobrir os indícios de possessão demoníaca na jovem Marjorie.

Creio que o que mais gostei neste livro foi a voz da pequena Merry. Foi muito interessante ver como uma história tão trágica era contada pela perspetiva de uma criança.
Gostei igualmente da relação entre as duas irmãs e talvez o que mais me perturbou foi a forma como Marjorie assustava a irmã com o seu comportamento bizarro.

Este livro fala-nos também de dinâmicas familiares. Aqui, a família tem um papel importante e, no decorrer dos acontecimentos, vemos como estes podem afetar seriamente uma família que era considerada "normal". À medida que Marjorie piora, também os pais entram em colapso. Mais tarde, a presença das câmaras de televisão só vêm piorar ainda mais a situação.

O que eu achei mais interessante neste livro é a forma como ele permite que cada leitor tire as suas próprias conclusões. Estaremos na realidade na presença de algo sobrenatural? Ou estará Marjorie psicologicamente perturbada? O mal existe mesmo ou será um produto da natureza humana?

Nem todas as perguntas poderão ser respondidas. Eu própria ainda estou com dúvidas na forma como interpreto este livro e gostava imenso de poder discutir o mesmo com outros leitores que também o tenham lido.

Em conclusão, esta é uma história trágica sobre uma família em crise emocional a lidar com algo que não consegue compreender verdadeiramente.
Posso ainda afirmar que não considero o livro muito assustador, embora tenha algumas cenas mais chocantes e em que certamente ficarão boquiabertos. O terror está presente de forma mais subtil, portanto fica o desafio: atrevam-se a lê-lo!

Fantasmas da Mente é uma interessante aposta da Topseller que me deixou com vontade de descobrir outros trabalhos de Paul Tremblay.

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 29 de março de 2019

"Fantasmas da Mente" de Paul Tremblay [Divulgação]

Título Original: A Head Full of Ghosts
Autor: Paul Tremblay
Edição: 2019
Editora: Topseller
Páginas: 320
PVP: 17,69€

Um clássico do terror para fãs de O Exorcista e A Semente do Diabo.

«Fantasmas da Mente assustou-me verdadeiramente... e eu não me assusto com facilidade!»
Stephen King

«Um retrato credível de uma família em crise emocional enquanto lida com o impensável. Quer seja psicológico ou sobrenatural, é um livro de terror subtil e insidioso.»
Publishers Weelky

«A beleza de Fantasmas da Mente é o número de interpretações possíveis e a forma como cada leitor pode tirar a sua própria conclusão.»
This is Horror

Sinopse:

A vida da família Barrett fica virada do avesso quando Marjorie, de 14 anos, começa a demonstrar sinais de esquizofrenia aguda. E quando nem os médicos conseguem impedir os bizarros episódios e o declínio mental da jovem, a família, desesperada, recorre à orientação de um padre católico. Este, acreditando que Marjorie está possuída por um demónio, apresenta-lhes a solução: executar um exorcismo.

Interessado em documentar a presença demoníaca, o padre entra em contacto com uma produtora de televisão e convence o pai de Marjorie a permitir que o exorcismo seja transformado num reality show. Em pouco tempo, a casa torna-se um circo de horrores mediático, dissecado pelo público que, em choque, assiste a tudo.

Quinze anos depois do sucesso do programa e da tragédia que assolou os Barretts, uma autora decide desenterrar a história com o testemunho de Merry, a irmã mais nova de Marjorie. Ao recordar-se do que viveu quando tinha apenas 8 anos, Merry traz a lume uma narrativa repleta de terror psicológico. E ninguém vai ficar indiferente às questões que levanta: memória e realidade, ciência e religião… e a verdadeira natureza do mal.

Afinal, que fantasmas se escondem na antiga casa da família Barrett?

Sobre o autor:

PAUL TREMBLAY é um escritor norte-americano que se tem destacado na literatura fantástica e de terror. Venceu os prémios Bram Stoker, British Fantasy e Massachusetts Book, além de ter sido nomeado para os prémios de Melhor Romance do Worls Fantasy e do This is Horror, assim como para o prémio Goodreads para Melhor Livro de Terror.

Atualmente, faz parte da direção do júri do prémio Shirley Jackson. Os seus ensaios e contos surgem com frequência em diversos órgãos de comunicação social, como o Los Angeles Times e o Entertainment Weekly online, sendo frequentemente selecionados para antologia literárias.

Vive com a família nos subúrbios de Boston.

sábado, 29 de dezembro de 2018

"Às Cegas" de Josh Malerman [Opinião]


Não sei porque demorei tanto a ler este livro. Interessei-me por ele assim que foi publicado em Portugal, consegui adquiri-lo mais tarde através de uma troca, mas depois acabei por guardá-lo na estante. Só quando vi que o filme estava prestes a estrear na Netflix é que me decidi, por fim, e lê-lo.

E foi uma leitura incrível, que devorei em apenas três tardes e que me devolveu a vontade de ler durante horas.

Às Cegas apresenta-nos um mundo pós-apocalíptico onde uma espécie de epidemia fez com que as pessoas enlouquecessem e se matassem umas às outras. Havia teorias que diziam que a loucura começava quando as pessoas viam algo. Desta forma, os sobreviventes viviam em casas com as janelas tapadas, as portas trancadas e só iam à rua de olhos vendados.

A narrativa vai alternando entre o presente - altura em que Malorie sai da sua casa segura com os dois filhos, em busca de um refúgio melhor -  e o passado - depois da epidemia se ter alastrado e onde vemos como é a vida dos que tentam sobreviver.

Embora tenha gostado de ambas as linhas da narrativa, apreciei um pouco mais a do passado. O que posso salientar é que algo é comum a todo o livro: a mestria de brincar com o terror psicológico, a forma como o autor provoca sensações quase palpáveis, que deixam o leitor verdadeiramente inquieto. Por momentos, é como se nós também estivéssemos lá, juntamente com as personagens, de olhos igualmente vendados e impossibilitados de olhar para o que nos rodeava.

Não é que o livro tenha propriamente cenas chocantes ou violentas, quase tudo isso é sugerido ao leitor, o que pode tornar-se ainda mais assustador. E talvez tenha sido por isso que achei a leitura tão viciante!


No nosso dia a dia, se calhar nem pensamos tanto em como a visão é importante. Confesso que achei quase surreal como as personagens faziam quase tudo de olhos vendados. É verdade que muitas pessoas invisuais são capazes de ter uma vida praticamente normal, contudo, neste livro, há ainda a componente medo. As personagens não podem abrir os olhos porque, se os abrirem, será tarde demais...

A audição adquire então um papel muito importante dado que, sem visão, é a audição o sentido que nos guia. Malorie treinou os filhos para ouvir e são eles que a ajudam quando se mete num barco com eles para atravessar um rio.

Quero salientar que, embora tenha achado o livro excelente, fiquei com pena de não nos ter sido explicado como tudo começou e o que provocava exatamente a loucura nas pessoas. Talvez tenha sido deixado assim para que cada leitor tentasse imaginar...
O final também acabou por ser muito calmo, o que desiludiu um pouco depois de uma leitura tão intensa. Esperava mais, embora isso não tenha comprometido o meu sentimento global em relação ao livro.

Foi, sem dúvida, um dos melhores livros que li este ano e não posso deixar de o recomendar, principalmente aos fãs de terror. Este é um género que comecei recentemente a explorar e já me sinto fã e desejosa de descobrir novas obras e autores.
Quanto a Josh Malerman, espero que continue a ser publicado em Portugal. Esta é a sua obra de estreia, o que revela que estamos perante um escritor verdadeiramente promissor.

Classificação: 5/5 estrelas

sábado, 22 de dezembro de 2018

"À Conquista do Teu Coração" de Anna Bell [Opinião]


Este livro chegou-me às mãos numa altura em que eu estava mesmo a precisar de uma leitura leve e divertida. Tinha acabado de ler um livro que me provocou uma das maiores ressacas literárias que já tive, estava a trabalhar na revisão de um livro ainda mais complicado e, por isso, precisava de uma leitura que exigisse pouco de mim.

À Conquista do Teu Coração veio a revelar-se uma verdadeira lufada de ar fresco.

Abi é a personagem central da história. Quando o namorado acaba com ela, deixa-a mergulhada num poço de tristeza. Um dia, encontra uma lista com desafios que ele gostaria de fazer antes dos 40 anos e decide que, se se mostrar corajosa e realizar cada um desses desafios, conseguirá surpreendê-lo e reconquistá-lo.

É assim que inicia uma viagem com diferentes aventuras que vão exigir toda a sua determinação. Durante esse tempo, recebe a ajuda e encorajamento dos amigos, enquanto cresce e se transforma numa nova pessoa.


Mais importante do que conquistar estes desafios é que Abi vai melhorar a sua autoestima e aprender a conhecer-se melhor. De certa forma, este livro mostra-nos como é importante seguimos as nossas próprias escolhas. Se queremos fazer alguma mudança, devemos fazê-la apenas por nós próprios e não para agradar a alguém.

Ver Abi a conseguir todas estas conquistas deixou-me também com vontade de criar uma lista de objetivos para mim e certamente muitos leitores sentirão a mesma vontade.

Gostei muito da Sian, a melhor amiga de Abi, adorei o Ben e nunca simpatizei com o Joseph. Mais para o final, as atitudes dele eram realmente estúpidas, demonstrando que nunca gostara verdadeiramente de Abi.

No geral, foi um livro extremamente divertido, que me fez rir em todo o lado. Está repleto de situações caricatas e cumpre na perfeição a sua função de entreter o leitor. Recomendo e sem dúvida que gostaria de ler mais romances da autora.

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

"O Escultor da Morte" de Chris Carter [Opinião]


Este é o primeiro livro que leio de Chris Carter, autor que estava desejosa de experimentar devido aos imensos comentários positivos que tenho lido.

Imaginem um assassino que não só tortura as suas vítimas como também as corta aos pedaços e ainda constrói esculturas com as partes do corpo decepadas. Este é o assassino que encontrarão em O Escultor da Morte.

Logo desde o início, fiquei presa com o sentido de humor macabro do assassino. A escrita do autor e os capítulos bem curtos convidam a uma leitura voraz embora, na minha opinião, possam ser necessárias algumas pausas para digerir o conteúdo do livro.

Não costumo impressionar-me muito com os detalhes dos livros (embora tudo dependa da forma como está escrito), mas este livro deixou-me mal disposta por diversas vezes.
As breves aparições do assassino são brutais e apresentam descrições cruas e bem gráficas. As descrições dos resultados das autópsias são simplesmente dolorosas de ler e, por vezes, dei comigo a tentar imaginar o sofrimento da vítima. Concluí que não era sequer possível tendo em conta as atrocidades que foram cometidas


O foco principal deste livro consiste em tentar perceber o que vai na mente do assassino, quais as suas motivações para cometer crimes tão hediondos. É óbvio que perto do final estamos desejosos de conhecer a identidade dessa pessoa, mas o mais importante é compreender as suas razões.

É difícil descobrir a identidade do assassino até porque não nos são dadas muitas pistas. Os próprios detetives têm dificuldades na sua investigação e só as revelações dos últimos capítulos tornam possível completar o puzzle.

O Escultor da Morte encontra-se extremamente bem estruturado e organizado, mostrando-nos como deveria ocorrer uma investigação na realidade. Combina muito bem a parte pessoal e profissional das personagens, permitindo-nos conhecê-las aos poucos e mantendo sempre alguma curiosidade, dado que nem tudo acerca delas é revelado.
Este livro demonstra igualmente a grande capacidade criativa do autor, conjugada com a sua experiência em psicologia criminal.

Um livro e uma série imperdível para os fãs de thrillers negros e viscerais.

Classificação: 5/5 estrelas

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

"A Cada Dia" de David Levithan [Opinião]


Quando terminei o segundo volume de Erik Axl Sund, este livro veio mesmo a calhar. Estava a precisar de uma leitura mais leve e descontraída depois de uma leitura tão densa.

A Cada Dia trouxe-me isso mesmo: uma história cativante, com uma premissa que logo me chamou a atenção e que devorei em poucos dias.

A. é um jovem  que todos os dias acorda num novo corpo, numa nova vida. Sempre viveu assim e, por isso tem algumas regras:  Não se apegar muito, evitar ser notado e não interferir.
No entanto, tudo muda quando, um dia, acorda no corpo de Justin e conhece a sua namorada, Rhiannon. As regras deixam de se aplicar quando ele percebe que é com ela que quer estar a cada dia, todos os dias.

Penso que nunca tinha lido nada com esta premissa e, por essa razão, achei a ideia muito boa. O autor soube-a aproveitar muito bem e dava comigo, ao longo da leitura, a querer saber mais, a tentar perceber como era viver sendo A., sem um corpo fixo, sem poder ter uma família e sem tudo aquilo que nós geralmente tomamos como garantido.

A. mostra-nos como é viver em diversos tipos de corpos e pessoas, sejam rapazes ou raparigas, magros ou gordos, brancos ou negros, sejam pessoas boas ou más, pessoas com problemas mentais ou tendências suicidas, jovens com diferentes orientações sexuais.
É interessante na medida em que retrata o adolescente que não se sente bem no próprio corpo, bem como outras temáticas que afetam os jovens nestas idades.

Apesar de ter compreendido o conceito logo desde as primeiras páginas e de nunca ter achado a leitura confusa, acho que o autor passou logo para a mudança, sem nunca nos ter mostrado como era a normalidade da vida de A. Estes aspetos eram-nos contados aos poucos, mas nunca chegamos a ver o A. bem comportado; apenas conhecemos aquele que, de um momento para o outro, começou a desrespeitar todas as regras por si impostas.

Não me senti muito cativada pela história de amor que, na minha opinião, aconteceu muito depressa. Este amor tinha tudo para ser trágico, logo à partida, e acho que foi isso o que mais gostei: ver as formas que A. arranjava para ir encontrar-se com Rhiannon e perceber se haveria alguma forma de ficarem juntos.
O final não foi exatamente o que imaginei mas, para ser sincera, ainda não sei bem que final gostava de ter lido. Acho que precisava de mais respostas, de compreender melhor a condição de A., para poder imaginar um final que me fizesse mais sentido.

No geral, foi uma leitura interessante, que nos fala de empatia e que ajuda a quebrar alguns preconceitos. Recomendo a sua leitura tanto ao público juvenil como adulto.

Classificação: 3/5 estrelas

terça-feira, 15 de agosto de 2017

"Reencontro com o Amor" de Melissa Pimentel [Opinião]


Este livro chegou cá a casa no âmbito do projeto Empréstimo Surpresa e prometia uma leitura leve e descontraída.

A história centra-se no reencontro de um amor passado. Dez anos após terem terminado o namoro, Ethan e Ruby voltam a encontrar-se no casamento da irmã de Ruby. Será que ainda existem sentimentos entre os dois? Poderão eles retomar a sua história de amor passados tantos anos?

A narrativa vai intercalando presente e passado: no momento presente assistimos ao reencontro das personagens e à preparação para o casamento, e a parte do passado mostra-nos todos os momentos desde que eles se conheceram até às razão pelas quais o namoro terminou.

O livro é muito divertido, permite-nos bastantes gargalhadas e, no meu caso, revirar de olhos, devido às futilidades de Piper, a irmã de Ruby. Achei-a completamente ridícula, fútil até dizer chega e com atitudes muito infantis para a sua idade. Talvez a autora tenha exagerado propositadamente na sua caracterização mesmo por se tratar de um livro deste género.

Ao fim de algum tempo, começou a ser mais fácil aceitar estas personagens e pude concentrar-me na história. Gostei bastante da parte do passado, que acabou por me cativar mais.

No presente, gostava que tivesse havido maior interação entre Ruby e Ethan, que passavam quase todo o tempo a evitar-se. O final foi romântico, porém soube a pouco, resolvendo-se tudo apenas com uma conversa.

Em conclusão, posso afirmar que é um livro divertido, com um tom descontraído, ótimo para levar para a praia por não ser uma leitura exigente. Certamente será um bom companheiro para as vossas férias.

Classificação: 3/5 estrelas

domingo, 13 de agosto de 2017

"Isto Acaba Aqui" de Colleen Hoover [Opinião]


É sempre uma emoção quando é publicado um novo livro da Colleen Hoover.
Isto Acaba Aqui foi apresentado como o livro mais ambicioso da autora e que retrata o tema sensível da violência doméstica. Quando foi publicado em Portugal, o livro andava na boca dos leitores e eu não consegui sentir-me indiferente a esta curiosidade.

Tinha expectativas altas em relação a este livro, tal como tenho tido com romances anteriores da autora, desde que a conheci e me tornei fã.

A história começa de forma normal, dando-nos a conhecer Lily, uma jovem que, aos 23 anos, se mudou para Boston, pronta para começar uma vida e ter a sua independência.
Este é um aspeto comum em todos os livros que já li da autora: a personagem principal muda-se sempre para uma nova cidade, para começar uma vida nova ou fugir a algum acontecimento do passado.
É no terraço de um edifício que conhece Ryle, um neurocirurgião, bonito, inteligente, perfeito. Quase bom demais para ser real. Lily está convencida de que não o voltará a ver depois dessa noite e retoma a sua vida. Contudo, meses mais tarde, as suas vidas voltam a cruzar-se.

A autora dá-nos a conhecer personagens muito carismáticas. Gostei imenso do casal secundário - Allysa e Marshall. São divertidos e a Allysa é um doce de pessoa e tornou-se uma verdadeira amiga para Lily.
Quanto ao casal principal, achei Lily uma personagem com traços fortes, independente, lutadora e corajosa. Adorei ver o seu empenho em concretizar o seu sonho de abrir um negócio próprio, e como foi ousada em cada passo. A sua força revela-se também na forma como enfrentou as adversidades da vida, nomeadamente quando começou a ser maltratada fisicamente. Lily sofreu muito, mas também recebeu muito apoio por parte dos amigos e da mãe.
Por sua vez, Ryle não me cativou da forma como esperava, talvez por este livro só apresentar o ponto de vista de Lily, o que fez com que me sentisse mais ligada à personagem feminina, a todos os seus medos, dúvidas e emoções.
Por fim, o Atlas foi uma das personagens mais incríveis que já encontrei nas minhas viagens literárias. Apaixonei-me por ele quase desde o primeiro instante e enterneceu-me ver a dedicação e amor que ele tinha a Lily.

Embora as personagens sejam jovens adultos, este livro é bastante mais adulto que outros romances da autora. O tema da violência doméstica é retratado de uma forma credível e forte, mostrando-nos a devastação que pode provocar na vida das pessoas. Mais uma vez, a autora escreve com muita emoção, o que também se deve ao facto de este ser um livro mais pessoal, com aspetos baseados na vida dos pais da autora.

É um romance poderoso e extremamente inspirador, com uma narrativa intensa, que nos faz pensar em nós - nas consequências das nossas ações, no que somos capazes de suportar - e nos outros - nomeadamente na forma como tão facilmente julgamos a vida das outras pessoas estando a ver as situações de fora. Uma história incrível, que deveria ser lida por homens e mulheres. Absolutamente recomendado!

Classificação: 5/5 estrelas

sábado, 1 de julho de 2017

"O Casamento Escandaloso de Lady Isabella" de Jennifer Ashley [Opinião]


Esta foi a minha primeira experiência com a autora Jennifer Ashley, uma das autoras do romance de época publicadas pela editora Topseller.

Este romance centra-se em Lady Isabella e Lorde Mac Mackenzie. Lady Isabella chocou toda a sociedade quando, no seu baile de debutante, fugiu para se casar com um escocês que conhecera nesse dia. Três anos depois volta a escandalizar Londres quando se separa dele.

Assim, a história inicia-se alguns anos após a separação, quando Isabella se depara com uma pintura assinada com o nome do seu ex-marido, mas que sabe não ter sido pintada por ele. Isto que significa que há um falsificador a fazer-se passar por ele.

Isabella tenciona desvendar este mistério e é isso o que a leva a reaproximar-se de Mac. No momento em que a vê, Mac percebe que quer a sua mulher de volta e fará tudo para a reconquistar.

Quando iniciei o livro, estava com bastantes expectativas, dado que Mac é escocês e eu costumo adorar personagens escocesas. Não o achei tão divertido como esperava, mas apreciei a sua persistência em reconquistar Isabella.

É interessante descobrirmos aos poucos o que correu mal no seu casamento e que os levou à separação. O mistério também foi um ponto positivo, tendo em conta que permitiu criar algumas situações de perigo.

É um romance que se lê bem, que entretém e que consegue cativar o leitor. Gostei, mas não me marcou de forma especial. Fiquei, contudo, curiosa em ler A Loucura de Lorde Ian Mackenzie, também já publicado pela mesma editora.

Classificação: 3/5 estrelas

sexta-feira, 19 de maio de 2017

"Amor Cruel" de Colleen Hoover [Opinião]


Amor Cruel é já o terceiro romance que leio de Colleen Hoover, autora que me tem deixado apaixonada a cada livro que leio.

Neste romance, conhecemos Tate, uma jovem enfermeira que se muda para a casa do irmão para estudar e trabalhar; e Miles, que mora no mesmo prédio do irmão de Tate e que esconde um passado misterioso.
Após se conhecerem se forma bastante atribulada, Miles e Tate não conseguem resistir à atração que sentem um pelo outro, e envolvem-se numa relação estritamente física. Miles não deseja uma relação amorosa com ninguém e impõe duas regras a Tate: não fazer perguntas sobre o passado, nem esperar um futuro.
Mas o passado não fica em sossego e rapidamente Tate percebe que algo de grave se passou com Miles, deixando-o incapaz de se ligar emocionalmente às outras pessoas.

Inicialmente, as personagens deste livro parecem bastante banais e até já vistas noutros romances do género. Temos, por um lado, a jovem apaixonada que se concentra na carreira e não procura uma relação, e, por outro lado, o rapaz misterioso que esconde um passado terrível.

Colleen Hoover enche as suas personagens de sensibilidade, tornando-as realistas para o leitor, que rapidamente dá por si agarrado às suas vivências. Mesmo as personagens secundárias são cativantes e importantes para o progresso da narrativa. Eu adorei o Comandante, um ternurento velhinho de 80 anos, que ainda trabalha no prédio de Tate e se mostrou um grande amigo e confidente para ela.

A narrativa divide-se entre o passado e o presente, sendo que o passado é contado na perspetiva de Miles e o presente na de Tate. Ambas as linhas narrativas estão muito bem estruturadas e ajudam-nos a conhecer melhor as visões de ambos, assim como a assistir à sua evolução.

Este romance deixou-me com o coração nas mãos, fez-me sentir toda a angústia e tristeza de Miles pelo que sucedeu no seu passado. Nunca ninguém deveria passar pelo que ele passou, foi um sofrimento que nem consigo imaginar.

A autora trabalha as emoções de forma magistral. Torna as suas histórias tão reais, tão marcantes e inesquecíveis.
O final foi absolutamente de cortar o coração; assistir à queda das defesas de Miles, e à força do amor de Tate, foi algo arrebatador. Este livro fez-me chorar copiosamente e ultimamente tem sido raro o livro que me deixa neste estado.

Adorei, adorei, adorei e só posso recomendar que leiam este magnífico romance!

Classificação: 5/5 estrelas

sexta-feira, 17 de março de 2017

"Inês" de Maria João Fialho Gouveia [Opinião]


Agradeço desde já à Topseller, que tão gentilmente me ofereceu um exemplar deste livro, permitindo-me, desta forma, ter um primeiro contacto com uma autora portuguesa que eu não conhecia.

A história de amor entre D. Pedro e Inês de Castro sempre exerceu um fascínio sobre mim, contudo, nunca tinha lido um romance sobre o tema. O que sei foi o que aprendi nas aulas de História e o que, mais tarde, fui lendo em pesquisas para aprender mais.

Neste romance, Maria João Fialho Gouveia, deixa transparecer o seu amor pela História e apresenta-nos um trabalho resultante de uma pesquisa extensa. A narrativa parece-me estar muito bem documentada e, ao longo de todo o romance, são-nos oferecidos factos históricos que nos permitem conhecer melhor as vidas interligadas de Pedro e Inês, e de todos aqueles que lhes são próximos.

Além de uma leitura prazerosa, posso afirmar que este livro é também uma longa e interessante aula de História. Se esta não é uma disciplina que vos cative, poderão achar o livro um pouco maçador.

Para mim, o mais difícil nesta leitura foi adaptar-me à escrita da autora. Estando habituada a narrativas mais fluidas, este livro constituiu um desafio, dado que a autora se preocupou em adequar a escrita à linguagem utilizada naquela época. Não encontramos apenas algumas expressões e termos da época; todo o livro se encontra redigido desta forma cuidada.
Assim, embora seja uma leitura densa, assim que o leitor se adapta, começa a ver uma beleza incrível em cada palavra, em cada frase, em cada diálogo. A escrita da autora transporta o leitor para a época sobre a qual está a ler.

A história de Inês que encontramos neste livro é apaixonante! Conhecemos a menina desde tenra idade e assistimos a todo o seu percurso, começando muito antes de ser aia de Dona Constança. Todas as aventuras, momentos de felicidade e de sofrimento estão presentes neste livro, acompanhados de descrições dos diferentes locais por onde Inês passou, das longas e cansativas viagens que fez, de encontros e desencontros, amores e traições.
Apesar de conhecer a forma trágica de como Inês morreu, não consegui impedir uma lágrima de me rolar pela face quando li a negra descrição do assassínio desta bela mulher, cujo maior pecado foi amar D. Pedro com todo o seu coração.

Maria João Fialho Gouveia traz-nos uma história intensa que faz jus a este amor que foi maior que a vida. Uma leitura que recomendo absolutamente, quer sejam amantes de romances históricos, quer queiram apenas conhecer melhor estas personagens da História Portuguesa e Castelhana.

Classificação: 5/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

"Sissi - Coragem até ao Fim" de Allison Pataki [Opinião]


Há muito tempo que não sentia tanto prazer a ler um romance histórico. Foi uma experiência maravilhosa conhecer Sissi, uma personagem histórica fascinante.

Embora possa ser lido separadamente, este livro é o segundo de uma série da autora Allison Pataki. O primeiro livro - Sissi, Imperatriz por Amor - conta-nos como esta jovem se tornou imperatriz da Áustria-Hungria.
Eu não li o primeiro livro, mas aconselho a que, caso possam, os leiam por ordem, pois acredito que tornará a vossa experiência de leitura muito mais enriquecedora.

Antes de iniciar a leitura, eu não sabia nada sobre Sissi nem nunca tinha ouvido falar dela. Os livros históricos e baseados em acontecimentos reais permitem-nos, desta forma, aprender algo sobre o nosso passado.

A escrita de Allison Pataki é absolutamente maravilhosa! Ela consegue envolver o leitor e fazê-lo sentir a sua paixão por esta personagem. Já li um bom número de romances históricos e acredito que este foi um dos mais cativantes que encontrei. Apesar de a leitura ser densa, a narrativa está tão bem trabalhada e organizada que o leitor quase se esquece que está a ler um romance histórico e sente uma vontade compulsiva de continuar a ler.

A narrativa é muito pormenoriza e rica em acontecimentos, notando-se que teve como base um grande trabalho de pesquisa. Além disso, é bem visível a paixão e a admiração que a autora sente por esta personagem, e é isso que torna este livro tão fascinante.

Tal como a autora referiu na nota final, Sissi foi uma pessoa maior do que a vida. Sissi foi uma imperatriz amada e controversa, que também sentiu o ódio do povo. Era uma mulher inteligente, extremamente bela e com um destino trágico. Sissi nunca se adaptou às exigências do protocolo real e aproveitava todas as oportunidades para viajar e procurar refúgios onde pudesse viver de forma mais livre. É uma personagem cativante também por ser uma mulher solitária que nunca encontrou o seu lugar no mundo e que dedicou todo o seu amor à sua filha mais nova.

Todo o livro está recheado de personagens interessantíssimas e que me deixaram com uma enorme vontade de ler mais sobre elas. Espero ter oportunidade de ler o livro anterior a este e irei certamente ficar atenta a outras obras da autora.
Se são amantes de romances históricos, não percam a oportunidade de conhecer a história da fascinante Sissi, imperatriz Isabel da Áustria -Hungria.

Classificação: 5/5 estrelas

sábado, 28 de janeiro de 2017

"Lucrécia Bórgia: A Princesa do Vaticano" de C. W. Gortner [Divulgação]

Título original: The Vatican Princess: A Novel of Lucrezia Borgia
Autor: C. W. Gortner
Edição: 2017
Editora: Topseller
Páginas: 448 páginas
PVP: 21,98€

C. W. Gortner revela-nos a história fascinante de uma das mais poderosas famílias do Renascimento, que dominou a política e a sociedade da época.

Movidos por uma sede desenfreada de poder, os Bórgias cometeram os pecados mais cruéis, tornando-se sinónimo de intriga, perfídia e delito.

«Uma narrativa com assassinatos, mentiras, deceções e traições em quantidades dignas de Shakespeare.» Kirkus Reviews

A infâmia é um veneno que nos corre no sangue…
É o preço a pagar por ser um Bórgia.

Sinopse:

Com a controversa eleição de Rodrigo Bórgia como papa Alexandre VI, os Bórgias alcançam uma posição privilegiada na corte papal, dando início a uma nova era na cidade eterna. Mas Roma acaba por revelar-se tão encantadora quanto perigosa.

Perante a ameaça de uma invasão francesa, Rodrigo, pai da jovem e inocente Lucrécia, é obrigado a casá-la com um adversário poderoso, tornando-a um mero peão num perigoso jogo de poder.
Contudo, quando as acusações escandalosas de assassinato e incesto de que Lucrécia é alvo ameaçam aqueles que ama, somente a sua astúcia e inteligência a poderão salvar.

Conseguirá a jovem princesa fugir ao destino fatal que lhe foi imposto à nascença pelo seu sangue Bórgia?

Sobre o autor:

C. W. GORTNER possui um mestrado em Escrita na especialidade de Estudos Renascentistas, pelo New College of California.

Os seus romances históricos, sempre fruto de um intenso trabalho de pesquisa, têm-lhe granjeado elogios por parte da crítica internacional. Já foram traduzidos para 21 línguas com mais de 400 mil exemplares vendidos.
De ascendência espanhola, C. W. Gortner vive atualmente na Califórnia.

Saiba mais sobre o autor em www.cwgortner.com.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"O Crime do Vencedor" de Marie Rutkoski [Opinião]


Antes de mais, agradeço à Topseller, que muito gentilmente acedeu a oferecer-me um exemplar deste livro, permitindo-me, assim, dar continuidade à leitura desta série de Marie Rutkoski.

Tal como aconteceu no primeiro livro da trilogia - A Maldição do Vencedor - este segundo volume também apresenta uma capa deslumbrante, que de imediato prende a nossa atenção.

Esta série de fantasia dá-nos a conhecer um mundo onde habitam dois povos inimigos: os Valorianos e os Herrani. Após dez anos de escravatura, os Herrani tomaram a sua terra de volta.
Kestrel, a filha do general Valoriano, de forma a evitar um banho de sangue, aceita casar com o príncipe herdeiro de Valoria. Embora o noivado cause sensação no reino, Kestrel sente-se uma prisioneira no palácio, sob a vigilância apertada do imperador. Mesmo assim, arranja uma forma de passar informações secretas para ajudar o povo herrani, ficando perto de descobrir um segredo chocante.

Marie Rutkoski agarra o leitor desde os capítulos iniciais, com a sua escrita organizada e fluida. Sendo o segundo volume, já nos sentimos mais familiarizados com as personagens e o mundo apresentado. Agora, a narrativa cativa-nos pelos perigos que as personagens estão a vivenciar.

Ao longo deste livro, nota-se que a autora amadureceu e que imprimiu mais intensidade a estas páginas. A narrativa está repleta de perigosos jogos de poder, encontros e desencontros, política, traição, mentiras, mensagens secretas, e ainda uma pequena pitada de um romance difícil e onde imperam os contratempos.

O final foi muito mais intenso e impressionante do que o do primeiro volume e espicaçou a minha curiosidade. As minhas expectativas estão elevadas para o volume que concluirá esta trilogia. Espero que seja brevemente publicado em Portugal.

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

"O Crime do Vencedor" de Marie Rutkoski [Divulgação]

Título: O Crime do Vencedor
Autor: Marie Rutkoski
Edição: 2016
Editora: Topseller
Páginas: 352
PVP: 17,69€
(Comprar na WOOK)

Já disponível nas livrarias.
Leia os primeiros capítulos aqui.


Depois da Maldição, o Crime. A história de Arin e Krestel continua em O Crime do Vencedor, recheada de encontros e desencontros, revelações perigosas e reviravoltas emocionantes, elevando o suspense até ao derradeiro capítulo.


«Adorei... Lealdades duvidosas, amores proibidos, jogos de poder, amizades desfeitas, guerra, conquistas e família, O Crime do Vencedor tem tudo!» The Guardian


DOIS POVOS EM CONFLITO

UMA ALIANÇA PERIGOSA

UM AMOR DIVIDIDO

Sinopse:

Os Herrani, liderados por Arin, tomaram a sua terra de volta. Para impedir que a poderosa armada valoriana invadisse Herran e provocasse um banho de sangue, Kestrel aceitou casar com o príncipe herdeiro de Valoria.

O noivado causa sensação no reino, mas Kestrel sente-se uma prisioneira no palácio, sob a vigilância apertada do imperador que não confia totalmente nela. E com razão: Kestrel encontrou uma forma de passar informações secretas para ajudar o povo herrani, e está perto de descobrir um segredo chocante.

A paz com Valoria tem um preço demasiado alto e Arin procura novos aliados além-fronteiras. Ao mesmo tempo, ele debate-se com a decisão de Kestrel em se casar com o príncipe. Sem saber que ela é a espia que o está a ajudar no esforço de guerra, Arin decide arriscar tudo e tentar desvendar a verdade, mas esta poderá ser muito mais perigosa do que ele imagina.

«Envolvente, intenso, arrebatador!» − KIRKUS REVIEWS

Sobre a autora:

MARIE RUTKOSKI é autora de diversos livros bestsellers do New York Times.

Frequentou a Universidade do Iowa, viveu em Moscovo e em Praga, e estudou Shakespeare na Universidade de Harvard.

Atualmente é professora de Literatura Inglesa no Brooklyn College.
Vive com o marido e os filhos em Nova Iorque.

Saiba mais sobre a autora em www.marierutkoski.com.


Outros livros da autora:

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"9 de novembro" de Colleen Hoover [Opinião]


Antes de mais, renovo os meus agradecimentos à Topseller por tão gentilmente me ter cedido um exemplar deste livro. Fiquei extremamente curiosa assim que li a sinopse.

Pensar em ler Colleen Hoover é, de imediato, um motivo de felicidade. Fiquei tão rendida ao livro Confesso que tudo o que quero é poder conhecer todas as suas histórias.

9 de Novembro é uma história que apresenta uma premissa super interessante. Fallon e Ben conhecem-se no dia em que Fallon parte para Nova Iorque. A química entre ambos é tão grande que decidem, durante cinco anos, encontrar-se sempre no dia 9 de novembro.

Apesar de ter adorado a premissa, tive algumas dúvidas de como poderia um amor tornar-se tão intenso e sobreviver quando os dois protagonistas só se encontravam algumas horas, uma vez por ano. Contudo, a autora construiu duas personagens de características fortes e conseguiu tornar a história bem credível.

O primeiro encontro de ambos é extremamente divertido, o que me deixou imediatamente curiosa por saber como iam ocorrer os encontros seguintes. É também logo nas primeiras páginas que percebemos que Fallon é uma jovem que já sofreu bastante e as suas cicatrizes são a prova disso. Mais tarde, vamos perceber que Ben também tem as suas cicatrizes, embora estas não sejam visíveis.

Esta é uma história bem carregada de drama e com um segredo devastador que poderá separar os dois jovens apaixonados.
Adorei a forma como a autora pegou num dia aleatório do ano, em que algo de trágico aconteceu a ambos, e transformou esse dia em algo positivo, onde pudessem criar novas memórias agradáveis.

Outro ponto positivo foi a autora oferecer-nos o ponto de vista de ambas as personagens, não só ao longo do livro, como também no final, onde a história do Ben é recontada, dando-nos outra perspetiva da imagem que tínhamos formado desta personagem.

Em conclusão, só posso recomendar esta leitura completamente apaixonante! Preparem-se para ler uma história dramática, comovente e de leitura compulsiva. Espero que gostem tanto como eu!

Classificação: 5/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.