A história é narrada na primeira pessoa, por Humbert Humbert, que nos conta como conheceu e amou Lolita. O tema polémico foi mesmo o que mais gostei no livro e há algumas descrições que podem chocar os leitores mais impressionáveis. Houve momentos em que senti repulsa pela personagem masculina, afinal de contas ele é um pedófilo que se sente atraído por jovens a quem chama de “ninfitas”
O livro encontra-se dividido em duas partes: na primeira, H. H. relata-nos um pouco do seu passado até ao momento em que conheceu Lolita, bem como os acontecimentos que se seguiram. A segunda parte inicia-se com o relato de uma longa viagem de carro, aborda um misterioso perseguidor e desenvolve-se até ao final, não tão surpreendente como eu esperava, mas, ainda assim, inesperado.
A primeira parte é, sem dúvida, a mais interessante e que se lê melhor e de forma mais fluida. Por sua vez, a segunda é mais aborrecida, com pouca ação, descrições desnecessárias, personagens confusas, o que retira um pouco a vontade de pegar no livro.
Em suma, confesso que gostava de ter gostado mais deste livro e de ter sido capaz de o apreciar de outra forma. Não sei se terá sido de mim ou do momento que escolhi para o ler, mas a verdade é que não me senti arrebatada nem senti que esta tivesse sido uma leitura inesquecível.
Não deixo, no entanto, de o recomendar, pois acredito que Vladimir Nabokov seja capaz de conquistar outros leitores.
Classificação: 3/5 estrelas
