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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"O Crime do Vencedor" de Marie Rutkoski [Opinião]


Antes de mais, agradeço à Topseller, que muito gentilmente acedeu a oferecer-me um exemplar deste livro, permitindo-me, assim, dar continuidade à leitura desta série de Marie Rutkoski.

Tal como aconteceu no primeiro livro da trilogia - A Maldição do Vencedor - este segundo volume também apresenta uma capa deslumbrante, que de imediato prende a nossa atenção.

Esta série de fantasia dá-nos a conhecer um mundo onde habitam dois povos inimigos: os Valorianos e os Herrani. Após dez anos de escravatura, os Herrani tomaram a sua terra de volta.
Kestrel, a filha do general Valoriano, de forma a evitar um banho de sangue, aceita casar com o príncipe herdeiro de Valoria. Embora o noivado cause sensação no reino, Kestrel sente-se uma prisioneira no palácio, sob a vigilância apertada do imperador. Mesmo assim, arranja uma forma de passar informações secretas para ajudar o povo herrani, ficando perto de descobrir um segredo chocante.

Marie Rutkoski agarra o leitor desde os capítulos iniciais, com a sua escrita organizada e fluida. Sendo o segundo volume, já nos sentimos mais familiarizados com as personagens e o mundo apresentado. Agora, a narrativa cativa-nos pelos perigos que as personagens estão a vivenciar.

Ao longo deste livro, nota-se que a autora amadureceu e que imprimiu mais intensidade a estas páginas. A narrativa está repleta de perigosos jogos de poder, encontros e desencontros, política, traição, mentiras, mensagens secretas, e ainda uma pequena pitada de um romance difícil e onde imperam os contratempos.

O final foi muito mais intenso e impressionante do que o do primeiro volume e espicaçou a minha curiosidade. As minhas expectativas estão elevadas para o volume que concluirá esta trilogia. Espero que seja brevemente publicado em Portugal.

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

"O Exorcista" de Willian Peter Blatty [Opinião]


O Exorcista é um livro que dispensa apresentações, dado que praticamente toda a gente conhece o filme, de 1973, com o mesmo nome.

Pessoalmente, nunca vi o filme, pois não sou muito adepta de filmes de terror que envolvem religião e exorcismos, acho-os demasiado assustadores. Contudo, o meu namorado é viciado em filmes deste género e foi assim que surgiu a ideia de lhe oferecer este livro. Obviamente, aproveitei para o ler, o que foi a minha estreia total com um livro sobre a temática das possessões demoníacas e exorcismos.

Como nunca vi o filme, parti para a leitura sem quaisquer expectativas e de mente aberta. A verdade é que rapidamente me senti envolvida pela narrativa e muito curiosa por desvendar os acontecimentos seguintes.

Neste livro, conhecemos Regan McNeil, uma menina de 11 anos, normal e cheia de alegria, até começarem a ocorrer coisas estranhas com ela. A mãe leva-a ao médico, acreditando que a filha está apenas a querer chamar a atenção. Posteriormente pensa-se que ela poderá sofrer de outra patologia e Regan é sujeita a inúmeros exames, é vista por todos os médicos e psiquiatras da região, sem que nenhum consiga explicar aqueles comportamentos que, com o passar do tempo, se tornam mais estranhos e perigosos.
Completamente desesperada, a mãe de Regan acaba por recorrer a um padre jesuíta, pois o problema da menina parece estar para além da ciência e da racionalidade.

A narrativa avança a uma velocidade bastante rápida e achei muito interessante ler acerca dos exames que iam fazendo a Regan e das patologias das quais suspeitavam. Por outro lado, muitos dos seus comportamentos eram difíceis de explicar e associar a uma patologia, o que tornava tudo bastante mais intrigante.

As personagens pareceram-me bem construídas e reais. A que mais gostei foi Chris, mãe de Regan, pela sua evolução. O autor transmitiu muito bem a dor e a impotência desta mãe que nada consegue fazer para ajudar a sua filha, levando-nos a assistir ao aumento do seu desespero, à medida que o tempo passa.

As descrições do livro são excelentes, principalmente nos momentos de possessão, o que torna a leitura intensa e apavorante. É difícil distinguir a imaginação da realidade e, mesmo para os leitores mais céticos, será um livro difícil de digerir.

O final é absolutamente soberbo, violento e impressionante e penso que terá sido um dos melhores finais que já encontrei ao longo das minhas aventuras literárias.

Recomendo vivamente a leitura d' O Exorcista, quer tenham ou não visto o filme. Sem dúvida que o filme deve ser mais arrepiante, no sentido em que é muito visual, mas o livro merece ser lido e apreciado. Para mim, será sem dúvida um livro que pretendo reler um dia mais tarde. Leiam; vale realmente a pena!

Classificação: 5/5 estrelas

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"Noite de Reis" de Trisha Ashley [Opinião]


Estamos quase quase no dia de Natal, por isso nada melhor que uma opinião de um livro ótimo para a quadra natalícia e que poderá aquecer o coração de muitos leitores.

A capa do livro é lindíssima e conquista rapidamente. Para mim, foi a primeira experiência com uma obra da autora Trisha Ashley

Este livro conta-nos a história de Holly, uma conceituada chefe que, durante o Inverno, toma conta de casas de pessoas que estão ausentes. Dado que não celebra o Natal desde o falecimento do seu marido, achou que iria ter uns dias sozinha para relaxar, enquanto tomava conta da casa de Jude Martland. Mas enganou-se, e rapidamente dá por si a cozinhar para os familiares de Jude e outros idosos da aldeia, que estão entusiasmados com o Natal.

A história é lenta, a ação é quase inexistente e a narrativa mostra pouca criatividade. Capítulo após capítulo, Holly não faz mais nada senão cozinhar, cuidar da casa e dos animais, e voltar novamente para a cozinha.
Eu gosto de cozinhar, compreendo que a comida e os doces são uma parte integrante da época natalícia, mas achei enfadonho ler páginas e páginas de descrições pormenorizadas sobre uma personagem a cozinhar.

Foi interessante perceber o porquê de Holly não festejar o Natal, bem como ir acompanhando a sua leitura dos diários da sua avó. Arrisco-me a dizer que a história da avó de Holly salvou o livro, embora eu gostasse que tivesse sido mais desenvolvida.

A chegada de Jude Martland ajudou a tornar o livro mais agradável, tendo em conta que ele é uma personagem forte. Algumas personagens secundárias também se mostraram cativantes. Por outro lado, Coco foi a personagem mais fútil e inútil que alguma vez encontrei num livro.

O final foi bastante apressado e com pouco envolvimento romântico. Gostava que a autora tivesse explorado um pouco mais os sentimentos das personagens.

No geral, não foi uma leitura muito satisfatória para mim. Eu gosto de romances e de leituras leves, mas este livro pareceu-me leve de mais e com muitas páginas para tão pouco conteúdo. Contudo, houve muitos leitores que adoraram esta história e há opiniões bem mais positivas a este livro, pelo que não deixo de o recomendar a quem desejar uma leitura leve para ler junto à lareira durante a quadra natalícia.

Classificação: 2/5 estrelas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

"Inverno de Sombras" de L. C. Lavado [Opinião]


Apaixonei-me pelo trabalho desta autora quando li Inverso, em edição de autor. Fiquei fascinada pela história e, desde aí, tem-se mantido o meu desejo de ler outros trabalhos da autora.

Inverno de Sombras é um verdadeiro calhamaço; são quase 600 páginas repletas de aventura e magia. Trata-se de um romance de fantasia urbana e a acção decorre maioritariamente em Lisboa, embora nos transporte também para Paris.

É com uma escrita cativante e envolvente que a autora leva os leitores numa viagem alucinante, numa caça ao tesouro onde os perigos são reais e não é fácil perceber as motivações das personagens. Quem são os bons? Quem são os maus? Que segredos escondem?

Embora seja um livro grande, lê-se bastante bem e os capítulos pequenos dão uma ajuda e tornam a leitura compulsiva, em certos momentos. Não me apercebi de haver momentos mais parados, há sempre alguma coisa a acontecer, bastante ação, suspense e reviravoltas, pelo que a leitura não se torna maçadora.

As personagens formam um leque bastante diversificado, são complexas, bem trabalhadas e todas diferentes umas das outras. A evolução delas está presente ao longo da narrativa e é fantástico assistir ao seu crescimento.

No geral, gostei imenso desta leitura e adoraria ler uma continuação. Sem dúvida que vale a pena acompanhar e apoiar os autores portugueses, que nos entretêm com excelentes histórias! Uma leitura que recomendo aos fãs de fantasia urbana, e fantasia no geral, e a todos os que desejem aventurar-se por um género literário diferente.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

"Casamento em Veneza" de Elizabeth Adler [Opinião]


Este livro revelou-se uma boa surpresa e foi-me emprestado exatamente quando eu precisava de uma história mais leve, após algumas leituras mais demoradas.

Já tinha lido Verão na Riviera e adoro a forma como a autora conjuga mistério, romance e destinos de sonho.

Casamento em Veneza passa-se em Xangai, Paris e Veneza e transporta-nos para uma história verdadeiramente intrigante. Locais excelentes com descrições que nos fazem desejar entrar de imediato num avião e explorar o mundo.

As personagens são misteriosas e nem sempre são aquilo que parecem. Adorei a Lily e o Sam. Quanto à Precious, achei-a, por vezes, com atitudes um pouco imaturas. Achei-a demasiado ingénua por se deixar levar tão depressa pela paixão avassaladora, e imprudente, quando sabia estar em perigo e, mesmo assim, ia meter-se na boca do lobo.

A narrativa está bem estruturada e o livro tem imensa ação e cativa o leitor. Embora muitos aspetos do mistério sejam óbvios e previsíveis, a ação decorre a um ritmo acelerado, levando o leitor a querer ler sempre mais.
Pareceu-me que, neste livro, a parte policial ganha um bocadinho mais de destaque, tornando-se num thriller leve e cativante.

É um livro que aconselho aos leitores que precisem de uma história mais descontraída, apenas para relaxar durante algumas horas. Sabe sempre bem ler algo mais suave e tenciono dar atenção a outros livros da autora!

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

"A Nona Vida de Louis Drax" de Liz Jensen [Opinião]


A sinopse deste livro é extremamente interessante e foi a única coisa que li antes de iniciar a sua leitura. Não tinha expectativas, mas também não sabia muito bem o que esperar deste livro.

Louis Drax é um menino de 9 anos, muito dado a acidentes. Sofreu pelo menos um acidente ou doença em cada ano da sua curta vida, mas sobrevive sempre como o gato que cai sobre as quatro patas.
Por altura do seu nono aniversário, durante um piquenique familiar, Louis cai de uma falésia e afoga-se num rio, ficando num estado de coma profundo de onde poderá não regressar.

Este romance é contado a duas vozes: a do Louis, através do seu subconsciente, e a de Pascal Dannachet, o neurologista que cuida do menino.

Inicialmente o livro não estava a conseguir cativar-me, até o achei aborrecido em algumas partes mas, após alguma insistência, entrei finalmente na história e só queria saber o que aconteceu verdadeiramente ao Louis.

Tal como referi, não sabia o que esperar deste livro e ele acabou por mostrar-se algo bem diferente do que eu tinha imaginado. A certa altura, tornou-se bastante empolgante com o desenrolar de uma investigação policial e com novas pistas a surgir.

O final foi bastante perturbador e cruel, embora tenha deixado também uma pontinha de esperança. Apesar dos meus sentimentos contraditórios, acabei por gostar bastante e gostaria de ter oportunidade de conhecer outras obras da autora.

Classificação: 3/5 estrelas

sábado, 3 de dezembro de 2016

"Matéria Escura" de Blake Crouch [Opinião]


"Se existem mundos infinitos, como encontro aquele que é única e especificamente meu?"

Este livro foi-me enviado de surpresa pela editora Suma de Letras (Grupo Editorial Penguim Random House) e agradeço desde já este mimo e a oportunidade que me deram de me estrear com o autor Blake Crouch.

Muitos de vocês já devem estar familiarizados com a obra mais conhecida deste autor: refiro-me à série Wayward Pines, que, não só vendeu mais de um milhão de exemplares, como também deu origem a uma série de sucesso do canal Fox.

Lembro-me de ter começado a ver a série quando estreeou, mas ao fim de três episódios não me sentia nada cativada e acabei por desistir. Talvez naquela altura andasse cansada e sem paciência para uma série deste género.

Matéria Escura foi, assim, a minha verdadeira estreia com este autor. A sinopse é cativante e dá-nos algumas pistas do que poderemos encontrar neste livro, contudo, a história revelou-se muito diferente daquilo que eu imaginava e acabou por ultrapassar grandemente as minhas expectativas. Se tivesse de caracterizar este livro em apenas uma frase, diria que foi diferente de tudo o que eu já li.

A história inicia-se com o nosso protagonista, Jason Dessen, a ser raptado por um sequestrador disfarçado. Quando acorda, encontra-se numa maca, rodeado de estranhos que lhe sorriem e lhe dizem: "Bem-vindo de volta, Jason!".
É num estado de grande confusão que Jason começa a perceber que aquele não é o seu mundo. A sua mulher não é sua mulher, o seu filho nunca nasceu e ele próprio não é um professor numa faculdade medíocre, mas sim um génio reconhecido que foi capaz de algo notável.
O que se passou então? Estará Jason a viver um sonho? Será este mundo real? E, principalmente, o que poderá fazer para voltar para a família que ama?

A escrita do autor é bastante simples, com muitos diálogos, frases pequenas e bastantes parágrafos, o que até resultou muito bem, pois oferece dinamismo e ação à história. Não há partes exageradamente descritivas e o suspense está sempre presente.

O que torna este livro mesmo diferenciador é a ideia base e a forma com a narrativa foi construída e explorada. Matéria Escura é um livro sobre escolhas, decisões e caminhos não escolhidos. É um livro que nos permite verdadeiramente refletir acerca da nossa vida e se estamos realmente felizes com os caminhos que escolhemos. Como seria a nossa vida se tivéssemos tomado decisões diferentes? E se tivéssemos oportunidade de viver escolhas que nunca fizemos mas que desejaríamos ter feito?

Sem querer revelar muitos pormenores, este livro retrata a possibilidade da existência de mundos infinitos, de realidades alternativas. Não é no sentido de viagens no tempo, dado que não existe uma máquina que transporta o protagonista para outro mundo, mas baseia-se em conceitos e teorias científicas reais. Pode parecer estranho no início, mas o autor explica tudo muito bem e dá-nos imagens fáceis de imaginar.

Podia continuar a escrever acerca deste livro, que ainda hoje, mesmo duas semanas depois de ter terminado a sua leitura, continua a vir-me ao pensamento e a provocar-me imensas questões. Depois de ler um livro como este, é inevitável não analisarmos a nossa vida e todas as decisões que tomamos.

Se apreciam ficção científica, universos paralelos, não percam mais tempo e leiam este livro! Se, pelo contrário, não apreciam muito o tema, continuo a achar que vale mesmo a pena darem uma oportunidade ao autor. Eu fiquei abismada com a sua criatividade e completamente rendida! Tenciono dar uma nova oportunidade à série Wayward Pines e ficar atenta a novas obras que sejam publicadas no futuro.

Classificação: 5/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

"Cinder" de Marissa Meyer [Opinião]


Cinder é o primeiro volume da série Crónicas Lunares e chegou à minha estante há alguns meses. Confesso que estava ansiosa por lê-lo, não só pelas boas opiniões e recomendações, como também por adorar distopias e mundos futuristas.

Este ano ainda não me tinha dedicado a este género literário, pelo que a leitura de Cinder foi uma lufada de ar fresco. Revelou-se tão viciante que andei uma semana a deitar-me mais tarde do que o habitual, dado que não conseguia "ler só um ou dois capítulos". Desta forma, devorei o livro num instante.

Cinder é um re-telling do conto clássico da Cinderela, mas passado num mundo futurista onde existem robots, andróides e cyborgs.
Cinder é cyborg, é considerada um erro tecnológico pela sociedade, contudo essa condição traz-lhe a vantagem de ter excelentes capacidades para reparar aparelhos, o que faz dela a melhor mecânica de Nova Pequim. É essa reputação que leva o príncipe Kai a ir ter com ela, pedindo-lhe que repare um andróide antes do baile anual.
Entretanto, a sua irmã mais nova é contagiada pela peste fatal e a madrasta, culpando Cinder pela doença da filha, oferece-a como cobaia para as investigações relacionadas com a praga. Rapidamente os cientistas descobrem que Cinder apresenta características que a tornam única mas que também a colocam em perigo.

Adorei a forma como a autora adaptou este conto clássico e o transformou numa história futurista bastante original e com um mundo complexo. A narrativa está bem estruturada e permite-nos ir conhecendo todas as características deste mundo. Senti-me fascinada com a criatividade e imaginação da autora.

Além da vida na terra, este mundo apresenta-nos a evolução que permite a vida na Lua. Os seus habitantes, os Lunares, são governados por uma rainha temível que também ameaça o futuro terrestre.

A construção das personagens é outro aspeto positivo; estas conseguem cativar-nos ou repelir-nos com as suas personalidades. A relação entre Cinder e Kai deixa-nos de coração apertado de cada vez que aparece mais um dilema ou mais um segredo entre eles.

O final ficou um bocadinho em aberto, mas deixa-nos com uma vontade ainda maior de seguir para o volume seguinte. Pelo que me parece, o segundo livro trata-se do conto da Capuchinho Vermelho, contudo vai continuar a acompanhar as aventuras de Cinder. Espero conseguir lê-lo em breve para descobrir de que forma é que a autora continuou a história.

Em conclusão, este livro está recomendadíssimo; para mim foi uma grande surpresa e o meu único erro foi não o ter lido mais cedo.

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"9 de novembro" de Colleen Hoover [Opinião]


Antes de mais, renovo os meus agradecimentos à Topseller por tão gentilmente me ter cedido um exemplar deste livro. Fiquei extremamente curiosa assim que li a sinopse.

Pensar em ler Colleen Hoover é, de imediato, um motivo de felicidade. Fiquei tão rendida ao livro Confesso que tudo o que quero é poder conhecer todas as suas histórias.

9 de Novembro é uma história que apresenta uma premissa super interessante. Fallon e Ben conhecem-se no dia em que Fallon parte para Nova Iorque. A química entre ambos é tão grande que decidem, durante cinco anos, encontrar-se sempre no dia 9 de novembro.

Apesar de ter adorado a premissa, tive algumas dúvidas de como poderia um amor tornar-se tão intenso e sobreviver quando os dois protagonistas só se encontravam algumas horas, uma vez por ano. Contudo, a autora construiu duas personagens de características fortes e conseguiu tornar a história bem credível.

O primeiro encontro de ambos é extremamente divertido, o que me deixou imediatamente curiosa por saber como iam ocorrer os encontros seguintes. É também logo nas primeiras páginas que percebemos que Fallon é uma jovem que já sofreu bastante e as suas cicatrizes são a prova disso. Mais tarde, vamos perceber que Ben também tem as suas cicatrizes, embora estas não sejam visíveis.

Esta é uma história bem carregada de drama e com um segredo devastador que poderá separar os dois jovens apaixonados.
Adorei a forma como a autora pegou num dia aleatório do ano, em que algo de trágico aconteceu a ambos, e transformou esse dia em algo positivo, onde pudessem criar novas memórias agradáveis.

Outro ponto positivo foi a autora oferecer-nos o ponto de vista de ambas as personagens, não só ao longo do livro, como também no final, onde a história do Ben é recontada, dando-nos outra perspetiva da imagem que tínhamos formado desta personagem.

Em conclusão, só posso recomendar esta leitura completamente apaixonante! Preparem-se para ler uma história dramática, comovente e de leitura compulsiva. Espero que gostem tanto como eu!

Classificação: 5/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

"Teia de Mentiras" de Heather Gudenkauf [Opinião]


Iniciei a leitura deste livro sem qualquer expectativa, dado que não conhecia esta autora. Sentia-me apenas entusiasmada por se tratar de um thriller psicológico.

O título Teia de Mentiras adequa-se perfeitamente a esta história, pois nela encontraremos mentiras atrás de mentiras. Os protagonistas são Jack e Sarah, um casal que regressa à terra natal de Jack quando a tia deste sofre um acidente que a deixa em coma. Jack esteve ausente da sua terra durante 20 anos, altura em que a sua mãe fora assassinada.

Quando o acidente da tia Julia se torna um caso de polícia, Sarah começa a perceber que nada na família do marido é o que aparentava ser. Sarah, jornalista de profissão, levada pela curiosidade, começa a descobrir acontecimentos que o marido lhe ocultou durante todos os anos em que estiveram casados. As mentiras surgem umas atrás das outras e Sarah não sabe em que há de acreditar. Poderá o seu casamento sobreviver a tantas mentiras?

Este é um livro que deixa o leitor agarrado a cada página. O prólogo semeia a inquietação no leitor e a ação arranca rapidamente. A leitura é ávida e muitas vezes dei comigo a prender a respiração, de tantas que eram as mentiras e as falsas pistas. É um thriller sobretudo psicológico e extremamente bem construído, com boas doses de suspense.

Adorei o final e a identidade do vilão. Tendo em conta que o leque de suspeitos era restrito, não foi muito difícil descobrir o assassino. As sua motivações é que se revelaram surpreendentes e perfeitamente convincentes.

Fiquei agradavelmente cativada por esta obra da autora e espero, sinceramente, ter oportunidade de ler outros trabalhos seus no futuro. Se gostam de thrillers psicológicos, com mistério e reviravoltas, então esta leitura está recomendada e aprovada!

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 22 de outubro de 2016

"O meu nome é..." de Alastair Campbell [Opinião]


Este livro chamou inicialmente a minha atenção porque a capa me fez lembrar Os Filhos da Droga - livro que li na minha adolescência e que adorei. Há, contudo, diferenças entre os dois: Os Filhos da Droga apresenta uma história verídica e o tema principal é a adição à droga; por sua vez, O meu nome é... trata-se de ficção e o tema em destaque é o problema do alcoolismo.

Ambos os temas são importantes e dão-me prazer ler, apesar da sua seriedade, e este livro foi uma lufada de ar fresco.
O meu nome é... conta-nos a história de Hannah, uma adolescente que gosta de beber um copo e que usa o álcool para esquecer a dor e se sentir melhor. Contudo, quando para de beber, a dor regressa, muito mais intensa.

O ponto forte deste livro está na forma como a história é contada: não através de uma só voz, mas de várias: as vozes dos familiares, amigos, colegas e outras pessoas que estiveram presentes ao longo da vida de Hannah.
Este aspeto revela uma grande mestria por parte do autor na construção da narrativa, dado que nos permite ter acesso aos testemunhos de todas estas personagens e conhecer os seus diferentes pontos de vista e o papel que Hannah teve nas suas vidas, assim como o papel que desempenharam na vida de Hannah. Permite-nos compreender como são as dinâmicas familiares e como um alcoólico em negação pode destruir todos os que o rodeiam, além de destruir também a sua própria vida.

Embora se trate de ficção, o livro encontra-se bem estruturado e revela investigação e pesquisa, o que o torna mais credível. A história de Hannah, que poderia ser a história de qualquer alcoólico, jovem ou adulto, chama a atenção e sensibiliza para este grave problema da sociedade atual e também cada vez mais presente em mulheres.

Acredito que este é um livro que deveria ser lido por toda a gente e principalmente pelos jovens que, desde cedo, na adolescência, começam a ter acesso facilitado a álcool e drogas. Acredito até que seria um bom instrumento de estudo para as escolas. Tenho consciência de que é muito difícil cativar os alunos para a leitura de clássicos e, embora estes sejam importantes, pois fazem parte da nossa cultura, O meu nome é... não só é uma obra cativante como também instrutiva.

Este foi o meu primeiro contacto com o autor, que conseguiu prender-me à leitura e provocar a minha curiosidade relativamente a outras obras suas. Vou, com toda a certeza, apostar em mais livros de Alastair Campbell.

Classificação: 5/5 estrelas

domingo, 16 de outubro de 2016

"Quero-te Morta" de Peter James [Opinião]


Quero-te Morta é o primeiro livro de Peter James que tive oportunidade de ler, e deixo os meus agradecimentos à editora Clube do Autor, que me proporcionou essa mesma oportunidade.

Este é o 10º livro de uma série protagonizada por Roy Grace. Os primeiros quatro livros desta série foram publicados em Portugal pela já extinta editora Gótica, pelo que são bastante difíceis de encontrar.

De acordo com as informações do livro, esta história é parcialmente inspirada na vida do autor, vítima de stalking de uma fã ao longo de vários anos.

A história propriamente dita é sobre um homem obcecado por uma relação que terminou. Conhecemos a identidade deste vilão logo desde o início do livro e sabemos que o seu objetivo é matar a ex-namorada que o rejeitou e prejudicar todas as pessoas que lhe são próximas.

A maior parte dos acontecimentos acabam por ser previsíveis, mas é muito interessante ver como funciona a mente de um homem completamente obcecado. Algumas das suas atitudes são mesmo assustadoras, se pensarmos que não é de todo impossível isto acontecer na vida real.

Para além do vilão e da sua ex-namorada, Red, também conhecemos o detetive Roy Grace que, prestes a casar pela segunda vez, ainda vive atormentado pelo desaparecimento da sua primeira mulher.

A escrita do autor é fluida e os capítulos de duas ou três páginas convidam a uma leitura frenética. Este livro de quase 500 páginas devora-se num ápice!

Em conclusão, é um livro empolgante, que retrata muito bem o tema das relações obsessivas. Fiquei surpreendida e espero que a editora continue a publicar obras deste autor!

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

"Cartas por um Sonho" de Ángeles Doñate [Opinião]


Este livro chegou a minha casa sem eu estar à espera, o que foi uma ótima surpresa. Agradeço desde já à editora Suma de Letras (do Grupo Editorial Penguim Random House) pela oportunidade que me deu de conhecer esta história.

Cartas por um Sonho dá-nos a conhecer a pequena aldeia de Porvenir que, com a chegada do Inverno, recebe uma má notícia: vão fechar a estação de correios e transferir os funcionários para a cidade. Sara é a única carteira da aldeia e, com três filhos pequenos para sustentar, receia perder o seu emprego, ou ter de se mudar para a cidade, deixando assim a aldeia que tanto ama.
Rosa é a vizinha de Sara, uma senhora de oitenta anos, capaz de fazer qualquer coisa para evitar que Sara e os filhos sofram. E assim decide escrever uma carta...
Este pequeno gesto vai dar início a uma corrente de cartas, que mudará não só a vida de Sara como também de toda a aldeia.

Este livro acaba por ser uma homenagem às cartas, à palavra escrita, numa altura em que a comunicação virtual tem um enorme destaque na vida de todos nós.

Através das cartas, vamos conhecendo diversas personagens daquela aldeia, e todas acabam por partilhar o seu dia-a-dia, os seus sonhos, os medos e as frustrações. Vemos o seu entusiasmo quando recebem as cartas e, de certa forma, identificamos aquele sentimento.
A expectativa é sempre grande quando abrimos a caixa do correio, e a surpresa é ainda maior se encontramos lá dentro uma carta ou um postal escritos à mão.

Ángeles Doñate oferece-nos uma história ternurenta e aconchegante, ótima para ser lida em qualquer altura do ano. É um livro que recomendo a qualquer leitor, por ser uma leitura leve e capaz de provocar pequenos sorrisos.

Classificação: 3/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"O Último Refúgio" de Patricia MacDonald [Opinião]


O Último Refúgio é já o terceiro livro de Patricia MacDonald que leio este ano. Comparando com todos os livros dela que já tive oportunidade de ler, penso que este foi um dos que me cativou menos.

A história dá-nos a conhecer Dena, que espera o seu primeiro filho de Brian, um namorado recente. Dena e Brian amavam-se mas, de um momento para o outro, Brian mudou bruscamente. Começou a beber e a maltratar Dena, levando a jovem mulher a fugir para se proteger.
Entretanto, uma amiga de Dena é encontrada assassinada e o medo aumenta.

Confesso que este livro não me prendeu tanto como outros da autora. Não senti o suspense muito presente e, em grande parte da história, a ação decorria lentamente, tornando a leitura aborrecida.

Nenhuma personagem se revelou particularmente interessante e as ações do chefe da polícia revoltaram-me por diversas vezes. Estas ações, mais tarde, foram justificadas, mas mesmo assim não consegui perdoar aqueles comportamentos e a forma como levaram as investigações.

O final acabou por me cativar um pouco mais, embora se mostrasse previsível. Gostava que a autora tivesse abordado de forma mais aprofundada os motivos do assassino e os tivesse relacionado com o prólogo.
O assassínio da amiga de Dena também ficou muito mal explicado, o que considero um erro grave por parte da autora. Gostava mesmo de ter compreendido como tudo aconteceu com esta personagem.

Em conclusão, apesar deste livro não ser um dos melhores da autora, continuo a acreditar que vale a pena explorar a sua vasta obra.

Classificação: 2/5 estrelas

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

"Uma Voz na Noite" de Sandra Brown [Opinião]


Sandra Brown é uma autora que me tem cativado desde o primeiro livro que tive oportunidade de ler. Já li vários, gostei mais de uns do que de outros, mas no geral as histórias são originais e empolgantes.

Uma Voz na Noite dá-nos a conhecer Paris Gibson, a locutora de um popular programa de rádio noturno, que se mudou para Austin para mitigar a dor de erros trágicos do seu passado.
Paris vê o seu programa como uma forma de fugir ao contacto real com o mundo exterior. No entanto, a sua vida pacata vai ser ameaçada por um ouvinte, um homem que se identifica apenas como «Valentino».

A escrita da autora é excelente para nos cativar, agarrando a nossa atenção desde o início. É uma escrita misteriosa e repleta de suspense, sem descrições monótonas e com a ação a decorrer a bom ritmo.
São apresentadas várias personagens, cada uma com as sua personalidade complexa. Paris ainda vive atormentada pelos erros do passado e por isso nota-se o sofrimento dela. Gosto imenso de personagens assim, são muito mais realistas.

O enredo está bem construído e os crimes são interessantes, acabando por surgir vários suspeitos, o que deixa o leitor a pensar em diversas teorias para o assassino. E a autora consegue surpreender-nos mesmo até ao fim; quando pensamos que desvendamos o mistério, lá surge mais uma reviravolta.

A par do mistério, temos ainda romance, ambos em doses muito bem distribuídas. Um romance complicado e com alguns problemas, que oferece ao leitor momentos mais animados no meio de toda a tensão que envolve os crimes.

No geral, gostei bastante desta leitura, que terminei rapidamente. Não foi o meu preferido da autora, mas continuo cativada e curiosa pelas outras obras que ainda não li.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

"Dias de Ouro" de Jude Deveraux [Opinião]


Dias de Ouro é o segundo volume da série Edilean e retrocede a 1766 para nos contar como surgiu a cidade de Edilean, o local que protagoniza todos os acontecimentos desta série.

Já tinha gostado muito do primeiro livro mas penso que acabei por gostar ainda mais deste. Além de se passar noutra época, o livro combina personagens cativantes com personalidades fortes, momentos divertidos e um romance enternecedor. Jude Deveraux misturou todos estes ingredientes e ofereceu-nos uma história extremamente agradável e impossível de parar de ler.

O início da história decorre na Escócia, o que desde logo me agradou. Quando comecei a ler este livro, andava a ver a série Outlander, que também conta com muitos personagens escoceses, por isso não me foi nada difícil imaginar o Angus, com os seus hábitos, a forma de pensar, a sua responsabilidade para com o seu clã e até o maravilhoso sotaque escocês.

Edilean é uma jovem que pertence a uma classe social diferente da de Angus, contudo, apesar das diferenças que os separam, os sentimentos entre estes dois vão começar a crescer. O leitor sente isso, acompanha os altos e baixos e é impossível não torcer por estes dois.

Tanto Angus como Edilean passaram por muitas provações, e é através delas que vemos o amadurecimento de ambas as personagens, mas principalmente de Edilean. Ao início parecia apenas uma jovem rica e mimada, mas rapidamente dá provas da sua enorme força e conquista-nos com a sua ousadia.

Gostei imenso deste livro, que é perfeito para descontrair durante algumas horas. É divertido, doce, com peripécias engraçadas e com um romance capaz de deixar a suspirar qualquer coração romântico. Sem dúvida que vou querer ler os próximos volumes desta série!

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

"As Raparigas Esquecidas" de Sara Blaedel [Opinião]


Este ano tenho apostado bastante nos thrillers, dado que são um género literário que adoro mas que, por vezes, acabo por lhe dar pouca atenção.

As Raparigas Esquecidas é um thriller nórdico, da autora dinamarquesa Sara Blaedel. Ainda não tenho muita experiência com a literatura nórdica, mas sei que tem vindo a conquistar muitos leitores portugueses.

Este livro inicia-se com um crime pouco complexo, que começa a ser investigado por Louise Rick e pelo seu parceiro Eik. À medida que novas informações vão surgindo, Louise e Rick entram no mundo de Eliselund, uma antiga instituição para doentes mentais. Tudo se torna mais complexo quando Louise começa a descobrir segredos terríveis relacionados com esta instituição, enquanto novos crimes são cometidos no mesmo local onde aconteceu o primeiro.

A história tem mistério suficiente para manter o leitor cativado e, em certas partes, é mesmo de leitura compulsiva. Achei muito interessante a forma como a autora abordou os tratamentos que eram dados antigamente às crianças com atrasos mentais e senti uma certa repulsa ao ver como estas crianças eram facilmente "esquecidas", ao serem internadas. Os pais eram levados a esquecer os próprios filhos e era-lhes pedido que se afastassem das vidas deles. A temática não deixa de ser interessante, mas também é perturbadora.

Em relação às personagens, gostei imenso da dupla Louise e Rick e das suas personalidades sombrias. Tendo em conta que este livro é o 1º de uma trilogia, mas o 7º de uma série, senti que faltava muita informação relativa às personagens, o que me deixava ainda mais curiosa. Espero que sejam publicados mais livros da autora, pois fiquei com vontade de os ler e de conhecer um pouco melhor estas personagens.

Se gostam de thrillers e de literatura nórdica, ficam aqui com mais uma boa sugestão de leitura. Espero que gostem!

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"A Maldição do Vencedor" de Marie Rutkoski [Opinião]


Começo por deixar os meus agradecimentos à Topseller (chancela da 20|20 Editora) por me ter cedido um exemplar deste livro, permitindo-me dessa forma conhecer uma nova autora dentro de um género literário que aprecio bastante.

A capa deste livro chama de imediato à atenção; não só é deslumbrante como também apresenta uma textura muito suave, assemelhando-se a cetim.

A Maldição do Vencedor apresenta-nos uma história de fantasia, onde encontramos um mundo com dois povos inimigos: os Valorianos e os Herrani. O povo de Herran foi conquistado pelo Valorianos há dez anos e, desde aí, os Herrani tornaram-se escravos dos Valorianos.

Este livro, que marca o início de uma trilogia, começa quando Kestrel, a filha rebelde do poderoso general de Valoria, vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Intrigada e fascinada, Kestrel acaba por comprá-lo a um preço tão alto, que se torna alvo de mexericos na sociedade.
Contudo, Arin tem um segredo, e rapidamente Kestrel vai perceber que o preço que pagou poderá custar-lhe tudo aquilo que ama.

A autora conquista-nos desde o início com uma escrita organizada, concisa e fluida, apresentando o mundo que criou e as diferentes personagens. A narrativa é cativante e vai prendendo o leitor à medida que avança nos capítulos.

Encontramos dois mundos muito diferentes, que se desprezam e que, inevitavelmente, entram em confronto. Esta é uma história sobre vencedores e vencidos, sobre guerra e paz, amor e traição, onde se torna difícil escolher vítimas e vilões, dado que os papéis são invertidos de um momento para o outro.

A história encontra-se recheada de intrigas, jogos de poder, segredos e traições. Apesar de Kestrel e Arin serem jovens, as suas personalidades são já bastante maduras e ambos são capazes do melhor e do pior.

Esta é uma história com traços de crueldade e uma complexidade que me deixou intrigada e desejosa de conhecer mais. Esperava um final mais intenso mas, de qualquer forma, fiquei suficientemente cativada para querer ler os próximos volumes da trilogia. Espero não ter de esperar muito até serem publicados em Portugal.

Classificação: 3/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sábado, 20 de agosto de 2016

"Para Sir Phillip, Com Amor" de Julia Quinn [Opinião]


Há dois anos que não lia nada de Julia Quinn e fiquei toda contente quando me emprestaram este livro, que é o 5º da série dedicada à família Bridgerton.

Neste romance, temos como protagonistas Eloise Bridgerton e Phillip Crane. Conheceram-se quando se começaram a corresponder, após a morte da mulher de Phillip. Após alguns meses de correspondência, Phillip convida Eloise a visitá-lo, de forma a poderem conhecer-se e ver se as suas personalidades combinam num futuro casamento.

É assim que se inicia esta história, com uma espécie de blind date do século XIX. Eloise aparece em casa de Phillip sem avisar, o que desde logo provoca gargalhadas no leitor. Phillip mostra-se um homem reservado e um pouco bruto, sem maneiras, uma vez que não a esperava tão repentinamente.

Gostei do espírito aventureiro de Eloise, embora tenha gostado mais da evolução de Phillip, que guarda ainda alguns fantasmas do passado que acabam por condicionar a sua vida presente. Phillip não consegue lidar com os filhos, cada vez mais indisciplinados, e Eloise torna-se uma grande ajuda, ao fazê-lo compreender que as crianças apenas precisam de mais atenção e acompanhamento.

Ao contrário do que acontece noutros romances anteriores da série, em que encontramos protagonistas masculinos que fogem ao compromisso, aqui temos uma situação diferente: um homem que procura, com alguma urgência, uma mulher para ser sua esposa e mãe dos seus filhos.

Para mim, o livro não foi tão bom como os primeiros livros da série, talvez porque não me senti tão conectada a este casal. Eles tiveram alguns momentos ternurentos, é verdade, mas não senti ali a mesma magia que encontrei nos livros anteriores.

Obviamente, este romance continua a ter aspetos positivos: a escrita dinâmica da autora, as situações caricatas, o aparecimentos de outros elementos da família Bridgerton, entre outros aspetos que tornam a leitura muito agradável. No geral, é uma história que vale a pena conhecer e que permite uma leitura divertida e relaxante.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

"Um Estranho Caso de Culpa" de Harlan Coben [Opinião]


Harlan Coben é um dos meus autores de eleição no que diz respeito a thrillers, e este é já o sétimo livro que leio do autor.

Tinha este livro cá por casa, há mais de dois anos, e ainda estava por ler. Decidi pegar nele para levar comigo numa viagem longa de autocarro, pois sabia que rapidamente ficaria agarrada e conseguiria dar um avanço na leitura.

Esta história apresenta-nos Matt Hunter que, enquanto estudante universitário, mata acidentalmente outro jovem para defender um amigo. Após quatro anos na prisão, Matt é um homem feito e determinado a recuperar o tempo perdido. Aos poucos, consegue reconstruir a sua vida, trabalhando numa firma de advogados e acabando por casar com a encantadora Olive, que está grávida do primeiro filho de ambos.
Mas o destino prega-lhe uma nova partida quando um homem perigoso começa a segui-lo, uma freira aparece morta e Matt vê-se novamente suspeito de homicídios perpetrados à sua volta.

Este livro inicia-se com um prólogo escrito na segunda pessoa, o que considero que deu um toque bastante interessante à narrativa, de forma a que o leitor se pudesse colocar no lugar da personagem principal - Matt - e perceber o que o levou à prisão e como, mais tarde, refez a sua vida.

A história em si parte de um estranho vídeo de Olive que Matt recebe no seu telemóvel com câmara fotográfica, acabadinho de comprar. Acho sempre fantástico a forma como o autor inicia as histórias com algo absolutamente banal, como um vídeo ou uma fotografia (tal como acontece no livro Apenas um Olhar).

A vida de um ex-condenado não é fácil; Matt é olhado de lado e há sempre pessoas que estão à espera que ele tenha uma recaída, portanto não é de estranhar que os crimes comecem a ser associados a ele.

Harlan Coben presenteia-nos com mais um livro repleto de reviravoltas inesperadas e surpresas ao virar de cada página. O passado de algumas personagens volta a receber um papel importante, tal como já é comum nos thrillers do autor.

Um Estranho Caso de Culpa é uma leitura frenética, impossível de parar e que deixará o leitor sem respiração até à última página. Recomendo absolutamente!

Classificação: 4/5 estrelas