quarta-feira, 1 de julho de 2020

Palavras Sentidas


"― O que se sente quando se ama?
(...)
― Sentimos que faríamos qualquer coisa para que essa pessoa se sinta feliz. Faz-nos sentir contentes e quentes por dentro."

O Cliente
Vi Keeland

terça-feira, 30 de junho de 2020

Aquisições: Junho

É impressão minha ou este ano está a passar a correr? No entanto, com tudo o que já aconteceu devido à pandemia, também fico com a sensação de que este ano está a ter meses a mais. Sentem o mesmo que eu?
Continuo bastante contida no que diz respeito a aquisições literárias. Vamos ver o que chegou este mês?

- O mês de junho trouxe o novo romance da querida Colleen. Claro que não resisti e aproveitei a promoção da WOOK para o trazer cá para casa. Já foi lido e a opinião pode ser encontrada no blogue.

No final do mês fui visitar o Mercado do Livro do Porto e trouxe comigo A Maldição de Hill House. Tenho uma certa curiosidade pela série da Netflix e assim poderei ler o livro primeiro.

COMPRAS


Agora partilhem comigo: este mês chegaram novos moradores para a vossa estante?

sábado, 27 de junho de 2020

"Sempre Tu" de Colleen Hoover [Opinião]


«Traições, segredos e instáveis lealdades familiares.
Isto é Colleen Hoover no seu melhor.»
Publishers Weekly

As minhas expectativas em relação a este livro eram bastante elevadas, tal como acontece sempre que é publicado um novo romance da Colleen Hoover, uma autora bastante acarinhada pelas leitoras portuguesas.

Sabia que o livro teria um registo diferente do Verity (que se insere na categoria de thriller e que adorei!), por isso parti para a leitura consciente de que não podia fazer comparações.
Outro aspeto que poderá também ter mexido com as minhas expectativas foi ter criado uma ideia na minha imaginação, tendo em conta o título original da obra: Regretting You. Sabia que era uma história sobre uma mãe e uma filha e, com base nesse título, imaginei algo bastante diferente daquilo que acabei por encontrar dentro destas páginas.

Devo ainda confessar que não gosto muito do título português; não me soa bem e não há propriamente uma explicação na história para ele.

Sempre Tu é a história de uma mãe e de uma filha que parecem ter pouco em comum. Morgan foi mãe demasiado cedo e viu-se obrigada a adiar os seus sonhos. Por sua vez, Clara não quer seguir os passos da mãe, que considera demasiado prevísivel,
Quando uma tragédia se abate sobre esta família, mãe e filha irão ver o seu mundo abater-se e o equilíbrio entre ambas quebra-se.

O livro vai alternando entre as diferentes perspectivas da mãe e da filha. Apreciei bastante o ponto de vista da mãe, embora eu e a Morgan não tenhamos praticamente nada em comum, exceto a idade bastante próxima. Contudo, senti bastante mais empatia pelos seus dilemas, pela sua história de vida, as suas dúvidas e incertezas e a forma como se tentou endireitar após sofrer a pior das tragédias.

Por outro lado, os capítulos dedicados à Clara formam praticamente um romance jovem-adulto dentro de uma história mais dramática. Gostei, mas confesso que dificilmente me sinto fascinada com histórias sobre adolescentes. Na minha atual fase enquanto leitora, tenho uma maior preferência por personagens e temáticas mais adultas.

[Fotografia da minha autoria]

Por muito que me custe admitir isto, Sempre Tu foi o livro da Colleen que menos me surpreendeu. Soube-me a pouco. Achei-o muito morno, sem surpresas e com reviravoltas praticamente inexistentes. A cena mais dramática acontece por volta do capítulo 5 e depois não há mais nada que deixe o leitor boquiaberto, que lhe tire o chão. À medida que me aproximava do final, estive sempre à espera que a autora lançasse uma das suas bombas, como ela tão bem sabe fazer. Mas não houve bomba, nem explosão... nem um bocadinho de fumo sequer.

Os segredos que vão existindo ao longo da história tornam interessante a dinâmica entre mãe e filha, isto é, provocam imensos mal-entendidos que causam ressentimentos entre as duas e que poderiam ser resolvidos se elas se limitassem a conversar. Esta falta de comunicação entre mãe e filha acaba por ser a única coisa que faz avançar a história.

Irritei-me várias vezes com as atitudes rebeldes da Clara; nem imaginam as vezes que tive vontade de gritar com ela ou de lhe dar um par de estalos. Contudo, ela estava a sofrer e rebelar-se foi a única forma que encontrou para tentar lidar com esta terrível perda.

Por fim, tive pena de não ter sabido mais sobre o Chris e a Jenny e de nunca vir a conhecer o conteúdo das cartas.

Para concluir, este foi o livro da Colleen que até agora menos me entusiasmou, talvez por não ser tão dramático, embora a temática do luto seja, só por si, complicada. Não deixo, no entanto, de recomendar a sua leitura, até porque diferentes leitores terão diferentes pontos de vista. Acredito que quem aprecia o género jovem-adulto (Young-Adult) vai gostar imenso de conhecer a Clara e o Miller.
Leiam, desfrutem e partilhem comigo a vossa opinião!

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Palavras Sentidas


"Lembro-me de ser pequena e do amor que eu sentia pela minha mãe, preso à enorme ingenuidade que tinha na altura. Ainda é o mesmo amor que sinto hoje. Um amor pequenino, crédulo e básico, que me esmaga por dentro só de pensar no abstrato concreto da sua existência e na hipótese de um dia ter de lidar com a inevitabilidade da sua ausência, da sua morte."

Cassiopeia
Joana Ferraz

terça-feira, 23 de junho de 2020

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


O projeto de empréstimo surpresa que partilho com a Silvana esteve numa pausa forçada devido à pandemia. Eu demorei mais tempo que o habitual a ler o anterior livro que recebi e depois, com a quarentena e as restrições, não quisemos arriscar ir aos correios e decidimos esperar mais algumas semanas.

Há alguns dias, enviei-lhe finalmente um novo livro.

Aqui está o escolhido:


Motivos da minha escolha:

Decidi-me por um livro seguro, de uma autora que a Silvana adora e que lhe permitirá continuar esta excelente série. Será também um livro que ela poderá incluir no seu desafio de ler policiais e thrillers.

Que seja uma ótima leitura, Silvana!

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Palavras Sentidas


"(...) quando encontramos alguém que faz com que toda a negatividade da nossa vida desapareça, é difícil não nos alimentarmos dessa pessoa."

Verity
Colleen Hoover

quinta-feira, 11 de junho de 2020

"A Morte do Papa" de Nuno Nepomuceno [Opinião]


A Morte do Papa foi lançado em janeiro deste ano e é o novo thriller religioso de Nuno Nepomuceno. Entretanto, mesmo há poucos dias, foi lançada um reedição de A Célula Adormecida, um dos seus trabalhos anteriores, e cuja opinião publiquei aqui.

Neste thriller, o catolicismo volta a estar em grande plano. Nuno inspirou-se na vida do Papa João Paulo I e em todo o mistério que envolveu a sua morte, 33 dias depois de ter sido eleito Papa.

A par disso, incluiu na narrativa o desaparecimento da jovem Gabriella Accardi, inspirada na história de Emanuela Orlandi, uma jovem que desapareceu com 15 anos, pouco tempo depois de sair da aula de música. De acordo com a pesquisa do autor, o desfecho deste caso continua atualmente por explicar, pelo que o desfecho que encontramos no livro partiu da imaginação do autor.

Cheguei a referir que A Última Ceia teria sido um dos meus livros preferidos do autor por apresentar um registo diferente, mas devo dizer que mudei novamente de ideias. A Morte do Papa surpreendeu-me imenso e, após ultrapassar alguns obstáculos iniciais, conseguiu agarrar-me e tornar-se uma leitura bastante frenética.

[Fotografia da minha autoria]

Este livro volta a confirmar a excelente trabalho de pesquisa que o autor leva a cabo em cada um dos seus livros. Somos conduzidos para dentro do seio da Igreja Católica, conhecendo o seu modo de funcionamento bem como as intrigas e o ocultar da verdade por parte das personagens.

Adorei reencontrar o Professor Catalão e a sua esposa Diana Santos Silva. Ambos vão colaborar com Paolo, um jornalista italiano que se encontra a investigar o desaparecimento da jovem Gabriella.

Conhecemos também outra faceta humana e insegura do Professor, quando tem um ataque de ciúmes por acreditar que anda a ser traído. Esta atitude deixou, contudo, algumas feridas neste casal e estou curiosa por descobrir como será o desenrolar da história destes dois, num futuro livro.

Voltei a encontrar o fantástico humor do autor em introduzir personagens de outros livros e em referir-se a ele próprio. Confesso que estou sempre à espera destes momentos quando pego nos seus livros novos.

No que diz respeito à escrita, acredito que o autor continua a evoluir. Tive a confirmação neste livro de que os seus diálogos são muito bons. É difícil escrever diálogos, torná-los claros, reais, coerentes, sem excesso de floreados, e o Nuno consegue isso muito bem.

Em conclusão, A Morte do Papa é mais um excelente trabalho deste autor que já é tão acarinhado pelo público português. Se nunca leram nada do autor, creio que está mais do que na hora de finalmente experimentar. Apoiem e leiam os autores portugueses!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Palavras Sentidas


"Não existe nenhuma razão no mundo para um pai abandonar voluntariamente um filho, sem mais nem menos. Abandonar de perder. Abandonar de não querer saber. Esse abandonar, palavra forte, vestida de crueldade e tristeza."

O Rio de Esmeralda
José Rodrigues

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Palavras Sentidas


"Enquanto escritor, sempre acreditara que nunca devíamos revelar as nossas histórias até estarem concluídas. Se o fizéssemos, perderíamos um pouco a vontade de as transcrever para o papel, quase como se a história precisasse de ser contada de uma certa maneira, e, quanto mais vezes a contássemos, menos pressão sentiríamos."

O Homem dos Sussurros
Alex North

terça-feira, 2 de junho de 2020

Momentos WOOK

O mês de junho trouxe uma novidade que quero muito: o novo livro da Colleen Hoover.

A WOOK volta a oferecer-nos 20% de desconto em livros, incluindo as tão desejadas novidades.

mw-mrec

Clica na imagem e aproveita também este desconto!

Eu vou adquirir este livro. E tu, vais aproveitar?

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Aquisições: Maio

Este ano está a ser especialmente atípico em aquisições de livros, devido ao momento que estamos a viver. Não deixo, contudo, de me sentir muito satisfeita com os novos moradores da minha estante.

Aqui estão os livros que chegaram em maio:
- Logo no início do mês, aproveitei os 20% de desconto da Bertrand Online e adquiri estes dois para a minha coleção. O livro do Manuel Monteiro já há muito que andava a prender a minha atenção e, como li opiniões positivas que referiam que é um bom livro para quem escreve e quem faz revisão de texto, decidi-me finalmente a comprá-lo. O segundo ficou por apenas 4€ e adicionei-o à encomenda para não pagar portes de envio. Estou também muito curiosa com ele.

COMPRAS


E agora contem-me, como foi o vosso mês a nível de aquisições literárias?

sexta-feira, 29 de maio de 2020

"A Agência" de Ally O'Brien [Opinião]


No meu compromisso de ler os livros da estante, decidi pegar neste que está comigo há tanto tempo que nem consigo precisar. Penso que o ganhei num passatempo, pois não me recordo de o ter comprado.

Este é um daqueles livros com uma capa medonha que não chama a atenção e que não damos nada por ele. No entanto, a sinopse é interessante.

Ally O'Brien é o pseudónimo de um duo de escritores: Brian Freeman, autor americano de suspense psicológico, e Ali Gunn, uma agente literária londrina já falecida.

Em A Agência, conhecemos Tess Drake, uma jovem mulher que trabalha numa Agência Literária que opera em Londres e Nova Iorque. Agora que o seu patrão acabou de morrer, ela sente que está na altura de se lançar por conta própria. Mas a indústria do entretenimento é feroz e Tess vai-se meter em grandes sarilhos.

[Fotografia da minha autoria]

Simpatizei com a temática deste livro logo desde o início. Em Portugal praticamente não há agências literárias, mas na América não faltam agentes à procura de novos autores, o que torna este mundo muito competitivo. Gostei de todos os pormenores que encontrei no livro acerca do funcionamento das agências, pormenores estes que acredito que sejam verdadeiros, uma vez que o livro também foi escrito por uma agente literária.

Tess é uma personagem muito carismática, toda cheia de energia e com a língua um pouco afiada. As suas peripécias fizeram-me dar umas boas gargalhadas, mas também torcer por ela. Tess move-se num mundo onde abunda o dinheiro, a ambição, a fama, o sucesso, o sexo, a imoralidade e a vingança. Vale tudo para encontrar e representar os autores com mais chances de se tornarem grandes sucessos.

Apesar de me parecer que este livro foi muito mal divulgado, não deixa de ser uma leitura interessante, embora também não seja propriamente um fenómeno. Não é hilariante, não é um dos livros mais divertidos que já li, mas lê-se muito bem. Parece ótimo para uma tarde descontraída.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Palavras Sentidas


"Percebera a importância que o perigo podia ter como força motivadora, em parte através da sua própria vida, em parte devido à sua pesquisa sobre os assassinos em série."

Segredos Obscuros
Hjorth & Rosenfeldt

sábado, 23 de maio de 2020

"Os Pássaros" de Célia Correia Loureiro [Opinião]


Os Pássaros é o mais recente trabalho publicado de Célia Correia Loureiro.
A Célia é uma autora que adoro acompanhar. Já li tudo o que ela publicou e, naturalmente, fiz questão de comprar este livro assim que me foi possível.

Segundo palavras da autora, este é um livro diferente de tudo o que já escreveu. Concordo. É um romance muito intimista, escrito a duas vozes e com grande carga dramática. Acredito que poderá não ser para todos os leitores devido à tristeza presente em toda a narrativa. Talvez precisemos de estar com o humor certo para ler este livro.

Em Os Pássaros, conhecemos Manuela e Diogo, um casal que se separou há seis anos. Volvido esse tempo, eles vão refletir sobre os terríveis acontecimentos que levaram a esse desfecho.

O livro está escrito a duas vozes, numa espécie de cartas ou entradas de diário. Logo nas primeiras páginas percebemos que eles escrevem para o filho de ambos.

[Fotografia da minha autoria]

As vozes de Manuela e Diogo são diferentes mas só consegui entendê-las e distingui-las melhor ao fim de um bom conjunto de capítulos. O que achei muito curioso é que ambos são escritores com estilos e objetivos diferentes. Diogo quer ser o melhor, escrever algo genial que fique para a posteridade; por sua vez, Manuela quer dar o melhor aos seus leitores, algo que os entretenha, e isso passa por romances mais simples.
O tipo de escrita de cada um está presente nas suas vozes e foi assim que interpretei as diferenças entre ambos.

A escrita de Célia é incomparável. Nota-se uma grande maturidade neste livro. Não é simples de ler, exige pausas e reflexão, embora por vezes me sentisse tão mergulhada na história que só queria continuar a ler até encontrar todas as respostas.

Este livro trabalha muito bem a dor das personagens, a sensação de vazio e angústia que os acompanha. Eles querer ser capazes de esquecer e superar, mas será que há mesmo forma de viver depois da perda que eles sofreram?

Durante esta leitura, senti quase sempre um tom sombrio, como se o céu por cima da minha cabeça estivesse coberto de nuvens negras. Esse tom adensou-se à medida que me aproximava do final. As minhas perguntas eram muitas. Fui percebendo logo desde o início o que aconteceu, mas queria saber como e quando. E as respostas chegam-nos finalmente num final capaz de nos destroçar o coração.

Gostei mesmo muito deste livro. É cruel, triste e extremamente duro, mas aconselho vivamente a sua leitura. Se vos apetecer explorar uma obra carregada de dor e dramatismo, então leiam Os Pássaros. Vale muito a pena!!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Palavras Sentidas


"Deves prestar sempre atenção aos teus sonhos, ensinara-lhe a mãe. São vozes que te dizem o que já sabes, sussurrando-te conselhos que ainda não seguiste."

Lembranças Macabras
Tess Gerritsen