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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Palavras Sentidas

[Foto de Specna Arms na Unsplash]
 
«O homem não muda na guerra, muda depois da guerra. Muda quando olha, com os mesmos olhos que viram o que houve lá, para o que há aqui.»

Rapazes de Zinco
Svetlana Alexievich

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Palavras Sentidas

[Foto de Stijn Swinnen na Unsplash]
 
«O direito do homem a não matar. A não aprender a matar. Este direito não está consagrado em nenhuma constituição.»

Rapazes de Zinco
Svetlana Alexievich

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Palavras Sentidas

[Photo by Reto Gerber from Pixabay]

"O que mais me surpreendeu foi a combinação de beleza e medo. O medo deixou de separar-se da beleza, e a beleza do medo."

Vozes de Chernobyl
Svetlana Alexievich

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Palavras Sentidas


"Os meus avós lembram-se de não terem infância, havia guerra. A sua infância é a guerra, a minha é Chernobyl."

Vozes de Chernobyl
Svetlana Alexievich

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Palavras Sentidas


"A morte é a coisa mais justa do mundo. Ninguém escapou pagando. A terra recebe toda a gente: os bons, os maus, os pecadores. À parte isso, não há nenhuma justiça nesta vida."

Vozes de Chernobyl
Svetlana Alexievich

sábado, 9 de maio de 2020

"Vozes de Chernobyl" de Svetlana Alexievich [Opinião]


«A sua técnica é uma mistura vigorosa de eloquência e de silêncio, descrevendo a incompetência, o heroísmo e o luto: a partir dos monólogos dos seus entrevistados, cria uma história que o leitor consegue de facto palpar.»
The Telegraph

Vozes de Chernobyl chegou à minhas mãos ainda antes do início da pandemia em Portugal e acabou por se revelar uma leitura bastante difícil para ler em tempos de Covid-19.

Svetlana Alexievich ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 2015 e afirma-se que criou um novo género literário que é inteiramente seu: os «romances de vozes». O seu trabalho consiste em realizar centenas de entrevistas e depois trabalhá-las, organizá-las num fio narrativo, oferecendo-nos uma história com alma.

Vi no ano passado a série Chernobyl, da HBO, e fiquei com imensa curiosidade de ler algo sobre esta tragédia que eu não conhecia assim tão bem.

O livro de Svetlana Alexievich é extremamente rico em testemunhos e igualmente doloroso de ler. Um texto neste formato, composto por entrevistas e monólogos, já de si não é fácil de ler. Tratando de um tema sensível como este, ganha uma dimensão muito maior.

Precisei de intercalar esta leitura com outros livros pois senti que era demasiada informação e necessitei de muitas pausas para digerir o que estava a ler.

[Fotografia da minha autoria] 

O livro está muito bem estruturado. Inicia-se com uma pequena introdução histórica e depois dá lugar a uma solitária voz humana: o testemunho da mulher do bombeiro Ignatenko. Esta história de amor e de perda destroçou-me o coração.
Seguidamente, o livro encontra-se dividido em três capítulos e, o que achei mais interessante é que todos terminam com um Coro, ou seja, o Coro dos Soldados, o Coro Popular e o Coro das Crianças, todos agrupando diversos testemunhos.
Por fim, termina um outra solitária voz humana, desta vez o testemunho de Valentina, mulher de um liquidador.

Como referi mais acima, acabei por ler este livro durante as piores semanas da pandemia em Portugal e não consegui deixar de encontrar algumas semelhanças de certa forma assustadoras. Algumas partes fizeram-me lembrar a irresponsabilidade das pessoas, o facto de ser mais difícil convencer os idosos a aderir à mudança, o medo de ver pessoas.
Foram dias e semanas em que poderíamos não estar tão bem a nível psicológico, daí ter considerado este livro um verdadeiro desafio.

A história do desastre nuclear de Chernobyl é arrepiante, terrível e monstruosa. Mas é importante ler sobre ela pois faz parte da história mundial. Um livro soberbo e impactante que deveria ser lido por todos!

Classificação: 5/5 estrelas