segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Terminei recentemente o livro Perfume de Jasmim, que já regressou a casa da Silvana, e chegou o momento de responder ao desafio que ela criou.

DESAFIO:

Entraste no livro, e agora?

A Fada dos Livros atirou-te para dentro deste livro.
Que personagens serias? Qual seria o teu papel nesta história?

A MINHA RESPOSTA:

Quando chegamos às últimas páginas do livro, a história avança 1 ano para nos dar a conhecer o final das personagens. Fiquei com muitas questões porque gostava de ter conhecido melhor Lilith e perceber o que aconteceu nesse período de tempo, embora a autora tenha dado as explicações necessárias.

Assim, agora que a Fada dos Livros me atirou para dentro deste livro, eu decidi que quero ser uma investigadora, uma espécie de jornalista. Irei acompanhar Alex para o poder entrevistar e ter acesso a todas as informações sobre o seu casamento que acabou em tragédia. Também quero conversar com Lilith para conhecer a sua versão da história. A minha intenção será escrever um artigo sobre Alex e o seu crime, de forma a ajudá-lo a provar a sua inocência.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Desafio de Escrita dos Pássaros #2.3 | A alma gémea


Tema: Manual para iniciar relacionamentos

          A alma gémea

A primeira coisa que fez ao acordar foi olhar para o telemóvel.

14 de fevereiro, disse, em voz alta, para ninguém.

Suspirou, resignada. Atirou o telemóvel para o lado vazio da cama e fitou o teto.

Aquele era só o 26º Dia dos Namorados da sua vida em que acordava sozinha, sem um companheiro a seu lado. Não ia receber nenhuma das prendas lamechas que, por esses dias, inundavam as montras das lojas.

Algo de realmente preocupante se passava com ela. Como é que era possível que nunca tivesse tido um namorado? Que nunca se tivesse apaixonado?

Seria assim tão difícil encontrar a sua alma gémea? O tal que lhe provocaria as tão almejadas borboletas na barriga?

Existe uma alma gémea para cada um de nós. Esta era a frase que a sua youtuber favorita dizia todos os dias. Tornara-se famosa por dar conselhos amorosos nos seus vídeos e publicou, mais tarde, o Manual para iniciar relacionamentos, um livro para todos aqueles que procuram a sua alma gémea.

Contudo, nem os conselhos desta especialista funcionavam consigo. E acreditem, já tentara de tudo.

Atirou com os cobertores para trás e levantou-se. Não tencionava ficar nem mais um segundo na cama a lamentar-se da sua falta de sorte no amor.

Afinal, todos os dias eram bons para encontrar a nossa alma gémea.

Enquanto se vestia, ouviu o som de uma notificação no seu telemóvel. Agarrou nele. Era um lembrete para visitar a nova loja que abria nesse dia no centro da cidade.

Entusiasmada, acabou de se preparar, agarrou numa peça de fruta para comer pelo caminho e saiu de casa. Queria ser a primeira a chegar.

Pelo caminho, sorriu a todas as pessoas com quem se cruzou. Sentia no ar uma sensação de bom augúrio.

Não foi a primeira a chegar à loja, mas isso acabou por não ter importância. No momento em que se aproximou da montra para espreitar para o interior, todos os fracassos da sua vida desapareceram.

A sua barriga deu um salto. Sentiu um arrepio percorrê-la. Só podiam ser as tais borboletas.

Encontrara-o. O tal. Tinha a certeza, apesar de ainda não o conhecer.

Aproximou-se da porta, sem nunca desviar os olhos dele, e deu o primeiro passo.

Assim que entrou, ele fitou-a. Oh meu Deus, ele tinha o nariz mais amoroso que vira em toda a sua vida! E os olhos, tão vivos que pareciam sorrir! Ok, era um bocado peludo e talvez um pouco magro demais, mas o amor não se importa com o aspeto físico.

O amor sente-se.

Acabara de encontrar a sua alma gémea.

Sorriu, maravilhada.

Ia adotar aquele cãozinho.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

"Lembranças Macabras" de Tess Gerritsen [Opinião]


Tem sido fantástico acompanhar esta série de Tess Gerritsen! Por um lado, apetece-me ler o mais depressa que consigo; por outro, quero poupar os livros, uma vez que já só tenho mais dois por ler na estante.

Lembranças Macabras inicia-se com a descoberta de uma múmia numa cave de um museu em Boston. Acredita-se que terá cerca de dois mil anos. Contudo, durante a tomografia que é feita à múmia, a Doutora Isles faz um achado terrível: este cadáver é afinal uma vítima de homicídio dos tempos modernos.

À medida que aparecem outros cadáveres, torna-se claro para os investigadores que estão perante um assassino perigoso. E tudo se complica quando Josephine Pulcillo, uma das arqueólogas do museu, começa a ser perseguida.


Gostei imenso da temática deste livro. A autora fala bastante de arqueologia e de técnicas de mumificação e conservação de cadáveres. Assim, a par de uma história repleta de suspense, encontramos também um lado mais didático, o que, no meu caso, me permitiu adquirir alguns conhecimentos acerca de uma área sobre a qual pouco ou quase nada sei.

Este livro debruçou-se bastante sobre a investigação, centrando-se também na vida de Josephine, uma personagem misteriosa com um passado complicado e muitos segredos.

Os últimos capítulos revelaram-se extremamente bons, uma vez que, após Josephine ter sido raptada, os detetives se viram numa autêntica corrida contra o tempo para a encontrar com vida.

Lembranças Macabras conseguiu cativar-me bem mais do que o livro anterior da série, o que aumenta as minhas expectativas em relação aos livros seguintes.

Para quem nunca leu Tess Gerritsen, fica aqui a recomendação: é uma autora obrigatória para os fãs de policiais e thrillers!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Palavras Sentidas


"... nem sempre as pessoas mentem para nos esconderem a verdade. Por vezes, fazem-no para se protegerem."

O Cliente
Vi Keeland

sábado, 8 de fevereiro de 2020

"Perfume de Jasmim" de Jude Deveraux [Opinião]


«Jude Deveraux traz-nos as habituais discussões entre amantes e reviravoltas num cenário exótico, onde a ameaça de um coração destroçado parece tão mortal como os jacarés e as cobras venenosas.»
Publisher's Weekly

Perfume de Jasmim é o quarto volume da série de Jude Deveraux passada em Edilean.
Esta série tem alternado as suas histórias entre presente e passado.

Este quarto volume decorre em Charleston, em 1799, e a protagonista é Catherine, filha de Augus e Edileen (que conhecemos no 2º volume).

Sentia-me bastante entusiasmada perante esta leitura. Assumi erradamente que a história se passaria na Escócia, o que não foi o caso. Embora Alexander McDowell seja um escocês de sotaque carregado, a história decorre numa cidade da Virginia.

Gostei imenso de conhecer Catherine, uma jovem aventureira que vai ajudar um fugitivo acusado de assassinar a mulher. No entanto, o plano que parecia simples, acaba por correr mal e a jovem vê-se em fuga com Alexander, rumo à Florida.


Jude traz-nos novamente um romance de época repleto de aventuras e com algumas cenas que nos permitem boas gargalhadas. A sua escrita é muito simples e este é um daqueles romances que se lê facilmente numa tarde, uma vez que não exige muito de nós.

Pode ser intercalado com leituras mais densas e exigentes, o que foi o que eu fiz. Peguei nele após três leituras muito boas e, sinceramente, até estranhei por ser tão simples. Quando estamos acostumados a leituras mais envolventes, é como se o nosso cérebro não quisesse colaborar ao pegarmos num livro mais relaxante.

Embora sinta também que ando com uma ligeira aversão a romances, acabei por me afeiçoar a estas personagens. Gostei de toda a química que se criou entre eles, dos arrufos, dos momentos de mais sinceridade, de como ambos confiaram um no outro. No final, o meu coração derreteu-se um bocadinho e fiquei com uma sensação de bem-estar.

Em conclusão, esta é uma história leve, romântica e divertida, ótima para uma tarde de verão!

Classificação: 3/5 estrelas

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Desafio de Escrita dos Pássaros #2.2 | O cadáver


Tema: É que isso de médicos, nunca fiando

          O cadáver

Se havia coisa de que a Doutora Lara se orgulhava era do seu trabalho. Vivia para compreender a morte e ajudar aqueles que não se podiam defender.

Aproximou-se do corpo que repousava na mesa de metal. Levantou respeitosamente a cobertura e dobrou-a para baixo até à zona da cintura.

Observou o corpo que tinha diante de si. Tratava-se de um jovem que não teria mais de 25 anos. Sentiu-se invadida por uma tristeza profunda. Não havia autópsias mais fáceis do que outras, mas era tão errado ter naquela mesa um jovem com a vida toda pela frente.

Através de uma rápida análise ao corpo, percebeu que não havia feridas visíveis. O jovem era muito bem-parecido e o corpo musculado indicava uma prática regular de exercício físico.

Segurou o bisturi na mão direita e, com segurança, aproximou a ponta afiada do peito do jovem.

― O que está a fazer?

A voz esganiçada assustou-a. Parou de imediato e voltou-se para trás. O seu assistente teria certamente chegado da pausa matinal.

Contudo, não havia ninguém na sala. Afastou-se da mesa de autópsia e deu uns passos em frente, apenas para constatar que ninguém entrara ali.

Sentiu um arrepio mesmo antes de se virar.

Nunca, em toda a sua vida profissional, assistira a um momento daqueles.

Atrás de si, o cadáver levantava-se da mesa, levando a mão direita ao cabelo para o compor, como se o facto de ter estado deitado tivesse arruinado a disposição dos seus cabelos castanhos.

― Oh meu Deus! ― A voz de Lara quase não se ouvia. ― Você está vivo!

― Vivo e de boa saúde.

Lara olhava-o estupefacta. Ele caminhava em direção a si. Ainda por cima todo nu!

― O que é que se passa?

― Isso pergunto eu. Você ia espetar-me um bisturi!

Ela quase gritou.

― Era suposto você estar morto!

Ele aproximava-se cada vez mais, parecendo procurar algo.

― O Rogério não tinha mencionado bisturis ― disse, enquanto agarrava um par de calças.

Como raio é que aquela roupa apareceu ali?, perguntou-se Lara.

― Desculpe? O que é que o Doutor Rogério tem a ver com isto?

Sentia agora a indignação a apoderar-se de si. Não podia ser coisa boa se vinha da parte do seu novo namorado, um cardiologista com pouca preocupação pela saúde das pessoas, uma vez que estava sempre a tentar provocar ataques cardíacos a toda a gente. Aquele médico não era de fiar.

― Ele queria fazer-lhe uma surpresa ― respondeu o jovem, já completamente vestido. Tirou um envelope do bolso e entregou-lho. ― Pediu que lhe entregasse esta mensagem.

Virou costas e foi-se embora, como se os últimos vinte minutos nunca tivessem acontecido.

Irritada, Lara abriu o envelope e leu a mensagem.

Olá querida! Feliz aniversário! Jantas comigo logo à noite? 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

"Louca" de Chloé Esposito [Opinião]


«Chloé Esposito apresenta uma anti-heroína cativante e sem censura neste seu primeiro romance.»
US Weekly

Recordo-me de ter ficado muito curiosa acerca deste livro quando ele foi publicado em Portugal, no início de 2018. Acabei por não o comprar e, de certa forma, esquecer-me dele. Tive agora oportunidade de o ler, uma vez que me foi emprestado.

Antes de iniciar a leitura, reparei que a sua classificação no Goodreads é baixa, dado que tem uma grande percentagem de classificações de uma estrela. Pensei logo que seria um livro pouco consensual, que tanto podemos amar como odiar.
Mesmo assim, parti para a leitura sem qualquer preconceito.

E o que encontrei acabou por me surpreender. Este livro é completamente hilariante!

Trata-se de um thriller um pouco fora do normal e admito que poderá não agradar a todos os leitores. A sua principal característica é o humor, que está presente ao longo de toda a narrativa.

Nos capítulos iniciais, conhecemos Alvina Knightly e a sua vida completamente desinteressante. É uma personagem fútil, que bebe demais, não tem objetivos na vida e está prestes a ser despedida do emprego e a ficar sem casa.
É completamente diferente da sua irmã gémea, Beth, que, além de ser perfeita, é casada com um italiano lindo e rico e tem um bebé maravilhoso. Sempre foi a preferida da mãe de ambas.


Esta personagem tem tudo para ser detestável mas, à medida que a conhecemos e soltamos gargalhadas a cada peripécia que lhe acontece, torna-se impossível não torcer por ela. 

Alvina tem inveja e ciúmes da irmã, o que até se torna compreensível, uma vez que ela passou toda a infância a ser menosprezada pela mãe de ambas. Os flashbacks que recebemos da sua infância ajudam-nos a conhecer melhor estas circunstâncias e a sentir alguma empatia por ela, embora nada disto justifique as suas atitudes.

Confesso que, durante toda a leitura, só consegui fazer duas coisas: ou rir à gargalhada ou ficar estupefacta com a quantidade de situação caricatas, mirabolantes e rebuscadas em que esta personagem estava metida. A ironia, o sarcasmo e o humor negro são constantes e foi uma das coisas que mais me agradou neste livro. Alvina é completamente louca e temos acesso a todos os seus pensamentos, mas mesmo todos, sem qualquer tipo de censura.

Para além do humor, este livro tem um pouco de tudo: drogas, romance, violência, suspense, crime, sexo explícito... É um livro ousado e que entretém na perfeição.

Tal como referi acima, não será do agrado de todos os leitores. Se não têm paciência para personagens tresloucadas, possivelmente vão detestá-lo. Mas se adoram sarcasmo e querem dar uma boas gargalhadas, então apostem nele.

Eu adorei e, se tivesse nas minhas mãos a continuação, já estaria a devorá-lo com toda a certeza!!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Palavras Sentidas


"— O amor é um sentimento poderoso. Pode levar-nos a fazer coisas das quais nunca julgávamos ser capazes."

A Última Ceia
Nuno Nepomuceno

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Momentos WOOK

Parece que a WOOK me ouviu dizer há uns dias que "quero muito o novo livro do Harlan Coben mas não preciso de o comprar já, posso esperar mais algumas semanas" que decidiu aliciar-me com 20% de desconto.

Na verdade, era mesmo de uma promoção destas que eu estava à espera! Não sei se vou conseguir resistir!

mw-mrec

Clica na imagem e aproveita também a oportunidade de adquirires aquele livro que tanto queres!

Boas compras!

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Aquisições: Janeiro

O interminável mês de janeiro chegou ao fim! Felizmente, comecei o ano com imensa vontade de ler e aquisições mesmo boas. Vamos ver?

- Logo nos primeiros dias do ano, fui dar um passeio com a melhor amiga e fizemos a nossa habitual troca de livros - ela emprestou-me o Louca.
Mais tarde, recebi da Silvana o primeiro livro do ano no âmbito do nosso empréstimo conjunto.
Ambos os livros já estão lidos no momento em que escrevo esta publicação. As opiniões sairão em breve no blogue.

EMPRESTADO


- Por outro lado, desgracei-me um bocadinho em compras! Adquiri o novo thriller do Nuno Nepomuceno na pré-venda e, mais tarde, comprei no OLX os outros dois livros, como novos. O Messias custou-me apenas 4€!

COMPRA


Não me posso queixar, foi um mês mesmo bom a nível de aquisições!
Como correu o vosso?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Desafio de Escrita dos Pássaros #2.1 | O salto


Tema: Acho que a coisa não vai correr bem

          O salto

Estou aterrorizada.

Olho para baixo, por cima das grades de metal, e tento calcular a distância entre os meus pés e a água salgada. Diria que serão mais de quarenta metros mas não consigo precisar.

Do local onde me encontro, a água revela-se demasiado escura, embora se veja um leve brilho provocado pelo embate dos raios solares.

Nunca o rio me pareceu tão intimidador. Mas, para ser sincera, também é a primeira vez que o fito deste exato local, enquanto pondero atirar-me da ponte.

Todo o meu corpo treme. As minhas mãos estão pegajosas e suadas. Os meus joelhos fraquejam. O sangue corre depressa demais pelas minhas veias.

Não sei o que me passou pela cabeça para me desafiar a fazer bungee jumping. Na verdade, quando redigi a lista das “dez coisas a fazer antes de morrer”, nunca pensei que chegasse tão depressa ao último item. Acreditei que simplesmente não teria tempo. É pessimista pensar desta forma, eu sei, mas esta lista foi a primeira coisa que escrevi assim que cheguei ao carro, depois do médico me dar o diagnóstico que ninguém quer ouvir.

Agora, volvidos quase dois anos, acho que toda aquela quimioterapia me fritou o cérebro.

Sinto agitação à minha volta. Oiço alguém dizer que está tudo pronto. Olho por mim abaixo. Vejo um emaranhado de cordas. Um arnês rodeia-me a cintura. O capacete pesa-me na cabeça. Estou pronta para a guerra.

Acho que a coisa não vai correr bem, penso. Mas depois apercebo-me de que devo ter falado em voz alta, porque a mão do meu namorado agarra a minha e oiço a voz dele a sussurrar-me ao ouvido.

— Vai correr tudo bem! É o último item da tua lista.

Ele está claramente mais animado do que eu. Nunca viu esta lista como algo fatalista, mas sim como um conjunto de objetivos em que nos podíamos concentrar durante o combate à doença.

Dou alguns passos em frente, percorrendo a plataforma de madeira que me dá acesso à aventura. Sinto a adrenalina a envolver-me. E finalmente salto…


Acordo suavemente e olho para o relógio. Nove horas. Todos os dias acordo à mesma hora. E todos os dias pego na fotografia com as minhas mãos enrugadas, olho para o meu rosto jovem e feliz e recordo aquele dia longínquo em que dei o salto.

Sorrio porque sobrevivi.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Palavras Sentidas


"A confiança é assim. Podemos quebrá-la por um bom motivo. Mas mesmo assim permanece quebrada."

Invasão de Privacidade
Harlan Coben

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

"O Carrasco do Medo" de Chris Carter [Opinião]


«Não escolha este livro a menos que tenha tempo livre, porque não vai conseguir parar de o ler. Cinco estrelas!»
Crimesquad

Chris Carter é, na minha opinião, um dos melhores autores contemporâneos de romance policial. Consegue oferecer-nos histórias viciantes e repletas de suspense, aplicando nelas os conhecimentos que adquiriu durante os anos em que trabalhou como psicólogo criminal.

O Carrasco do Medo é o segundo volume da série iniciada com O Assassino do Crucifixo.
Este livro inicia-se com o aparecimento de um cadáver. Trata-se de um padre que foi decapitado. O seu corpo foi dilacerado e no seu peito está desenhado o número 3 com sangue.

É aqui que tem início uma investigação que nada terá de fácil. Novos corpos começam a aparecer mais depressa do que as respostas e os detetives Hunter e Garcia sentem que o tempo escasseia.

Chris Carter recorre a capítulos mesmo muito pequenos para garantir que o leitor não consegue parar de ler. O suspense aliado aos terríveis assassinatos e à vontade desenfreada de descobrir tudo o que eles escondem são de facto ingredientes que funcionam na perfeição.

Os crimes perpetrados neste livro são aterradores. Noto que, a cada novo livro, o autor se supera na descrição, no tipo de crimes, na maldade a que o ser humano consegue chegar. Por vezes questiono-me como é que o autor consegue inventar tantas formas diferentes e macabras de matar pessoas. É arrepiante, é verdade, mas também é incrível conhecer tão bem a mente dos assassinos.
Neste livro, temos um assassino que recorre ao pior medo das suas vítimas para as matar. Tenebroso, não é?


As descrições do autor são extremamente gráficas, o que poderá causar desconforto em alguns leitores. Eu adoro este tipo de livros, quanto mais negros, melhor, mas não deixo de me sentir agoniada em certas partes. Confesso que, após ter lido este livro, já não sou capaz de olhar para a lareira cá de casa da mesma forma!

O que eu acho mais interessante nos livros do autor é que os motivos do criminoso até nem são nada de especial. Por vezes as pessoas matam pelas razões mais fúteis, e os livros não diferem muito da realidade. O incrível aqui é ver como o autor desenvolve a narrativa, transferindo toda a espetacularidade para o tipo de crimes e respetiva explicação.

Ainda não é neste livro que se descobre mais acerca da vida de Robert Hunter, embora já tenha sido levantada a ponta do véu. Estou mesmo desejosa de conhecer melhor o passado desta personagem tão intrigante.

Em conclusão, se adoram policiais com crimes muito violentos e descrições gráficas, este autor é imperdível. Se possível, leiam a série por ordem; permite-vos conhecer bem melhor as personagens.

Classificação: 5/5 estrelas

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Pré-desafio de Escrita dos Pássaros


Pré-desafio: Contem-nos as razões que vos levaram a inscrever no desafio de escrita dos pássaros e o que dele esperam.

Os pássaros aproximam-se. Os seus chilreios ainda são suaves, mas consigo ouvi-los do lado de fora da janela, enquanto escrevo estas palavras.

Vou participar num desafio de escrita.

Acompanhei a primeira edição do Desafio dos Pássaros porque uma amiga minha participou. Todas as semanas visitava o blogue dela para conhecer mais uma história. Achava engraçado ver como ela interpretava cada temática, dando asas à sua imaginação. Sempre que sentia necessidade de acalmar a minha curiosidade, colocava-lhe perguntas acerca do desafio. A cada semana que passava, via-a mais entusiasmada e comprometida com esta aventura.

De certa forma, esse entusiasmo acabou por me contagiar e dei comigo a inscrever-me na segunda edição do Desafio. Agora que ele está prestes a ter início, cresce a vontade de conhecer a primeira temática.

Os pássaros aproximam-se. Desvio a cortina e observo, cada vez mais perto, uma massa com contornos coloridos. São dezenas e dezenas de pássaros. E voam todos na minha direção.

Aceitei este desafio porque preciso de um exercício diferente e original que me permita voltar à escrita. Após vários meses sem escrever de forma regular, sinto-me mais enferrujada, menos paciente, menos criativa. Afinal de contas, a escrita é como um músculo, precisa de ser treinada todos os dias para se tornar forte.

Espero que este desafio me ajude também a treinar a minha capacidade de síntese. Os nossos textos não devem ultrapassar as quatrocentas palavras, o que é um problema para mim. Quando me entusiasmo com a escrita, não consigo respeitar limites. Recordo-me de quando participei num concurso para uma antologia, em que o limite máximo era de dez mil palavras. Recostei-me, despreocupada, na cadeira, e desatei a escrever, pensando que não havia razões para me preocupar. Assim que redigi a palavra fim, deparei-me com quase quinhentas palavras a mais. O limite não podia ser ultrapassado; não queria correr o risco de ver a minha participação excluída por esse motivo, por isso tive de cortar aqui e ali, até o número de palavras ser aceitável.

São estas as razões que me levam a querer participar. Acredito que será algo bem desafiante!

Os pássaros aproximam-se. Os seus chilreios são agora mais ruidosos. Curiosamente, o barulho não me parece ensurdecedor. Estou preparada. Abro a janela e deixo-os entrar.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Palavras Sentidas


"Naquele momento ele reconheceu o valor da vida, o seu prodígio: como pode um homem ser tão louco ao ponto de desperdiçar até ao último momento um presente tão precioso, um presente tão imenso e tão fugaz."

O Filho de Thor
Juliet Marillier

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


A Silvana já me enviou o primeiro livro do ano no âmbito do nosso projeto de empréstimo surpresa.

Contou-me que desta vez teve dificuldade em escolher-me um livro. Eu comecei o ano com duas leituras muito boas e ela teve receio de que eu ficasse com ressaca e pudesse arruinar qualquer leitura que se seguisse.
Após trocar várias vezes de livro, eis que finalmente decidiu enviar-me este:


Foi uma boa surpresa. Eu não tinha nenhuma pista ou palpite do que pudesse vir. Confesso que o livro anterior desta série não me cativou muito, mas tenho mais expectativas em relação a este, uma vez que é um romance de época cuja ação se passa na Escócia. E eu adoro histórias passadas neste país!

Espero gostar! Obrigada Silvana!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Palavras Sentidas


"Conseguia ficar horas a olhar para o mar. Está sempre a mudar, mas, ao mesmo tempo, mantém-se constante. Por vezes, ficava de costas para o mar só para o poder cheirar, ouvir e sentir as deslocações de ar."

Conta-me o Teu Segredo
Dorothy Koomson

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

"Verity" de Colleen Hoover [Opinião]


«Isto não é um livro, é uma experiência visceral!»
B. B. Easton, autora bestseller

Colleen Hoover é uma autora que dispensa apresentações. Eu sou uma enorme fã dela desde 2016, altura em que pela primeira vez li um dos seus livros.

Os seus romances repletos de amor, drama e personagens credíveis nunca me deixaram indiferente. Acho que ela faz magia com as palavras. Embora tenha uma escrita bem simples, consegue trabalhar as emoções de forma magistral, prendendo-nos completamente a cada uma das suas histórias.

Quando este livro foi publicado, despertou-me de imediato a curiosidade pois vi que ela se tinha aventurado a escrever um thriller. Este é o género que mais me fascina atualmente, portanto estava desejosa de descobrir como é que a autora se tinha saído.

Comprei o livro pouco tempo depois de ser publicado em Portugal e não resisti muitos dias sem me atirar a ele. E, depois de ler a primeira linha, não consegui parar mais. Apetecia-me trancar-me num quarto e só sair de lá quando chegasse à última página.

Verity é uma história completamente diferente do registo habitual da autora. Para mim, este é o melhor livro dela e será difícil ultrapassá-lo. Eu sei que sou um bocadinho suspeita porque adoro thrillers e quanto mais perturbadores, melhor, mas foi a autora que elevou a sua própria fasquia.

Muito resumidamente, nesta história conhecemos Lowen, uma escritora com grandes dificuldades financeiras, até lhe surgir uma trabalho irrecusável. Ela aceita escrever os últimos três livros de uma série de sucesso de Verity Crawford, uma vez que a autora se encontra incapacitada após ter sofrido um terrível acidente.
Lowen aceita o convite do marido de Verity e muda-se temporariamente para a casa deles, de forma a poder estudar todas as anotações da autora. Contudo, nunca esperaria encontrar uma autobiografia inacabada de Verity com páginas e páginas de confissões arrepiantes.


Se tivesse de caracterizar este livro em duas palavras, diria que é perturbador e arrepiante. Há qualquer coisa nele que nos prende desde as primeiras linhas e nos vai deixando num estado de ansiedade crescente. Não me lembro do último livro que me deixou neste estado de nervos. Só queria ler e ler, depois sentia-me escandalizada e fechava o livro com força, mas não resistia a abri-lo logo de seguida.

Este livro arrepiou-me verdadeiramente. Para começar, adorei a temática que a autora escolheu. Não pretendo escrever nenhum spoiler que vos estrague a leitura, mas ela aborda de forma incrível o tema da gravidez e da maternidade, mas vistos de uma forma completamente desequilibrada.
Fez-me pensar na forma como a sociedade e as próprias mulheres "impõem" que a gravidez é algo maravilhoso e que as mulheres têm de adorar, sentem-se quase obrigada a adorar. Então e o que acontece quando uma mulher odeia esta experiência? Será correto fazê-la sentir que o problema está nela?

Mas este livro é muito mais perturbador do que isto. À medida que Lowen vai avançando na autobiografia de Verity, vai ficando mais desconfiada e paranóica. E o leitor é apanhado nessa paranóia, tornando-se difícil perceber onde está afinal a verdade.

Por diversas vezes, senti os pelos dos meus braços eriçarem-se durante a leitura. E é maravilhoso quando um livro nos provoca estas sensações!

Acreditem, este livro é incrível! É uma experiência completamente do outro mundo! Imperdível!
O final deixa-nos espaço para fazer a nossa própria interpretação, fazer a nossa escolha, decidir como queremos afinal ver esta personagem, onde queremos ver a verdade. Nem sempre gosto de finais abertos, mas depende muito do tipo de final e neste livro achei que fazia todo o sentido.

Por favor, Colleen, deixa de parte os romances lamechas (que eu também adoro!) e escreve mais thrillers como este!!
E vocês, leitores, o que é que ainda estão aqui a fazer? Toca a ler este livro!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Palavras Sentidas


"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar."

O Conto da Ilha Desconhecida
José Saramago

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Desafio Literário Ataque à Estante 2020

Hoje apresento-vos o meu desafio literário para 2020: o Ataque à Estante!
Já não me recordo da última vez que criei um desafio, por isso sinto-me bastante entusiasmada com este.

Com o passar dos anos, tenho vindo a acumular livros na estante que ficam imenso tempo à espera de serem lidos. Aparecem todos os dias novidades no mercado e nem sempre conseguimos resistir a comprar um livro novo, já para não falar das boas compras que por vezes se fazem em segunda mão.

Desta forma, o objetivo deste desafio é controlar as compras e incentivar à leitura dos livros da nossa estante.

Assim, por cada livro comprado em 2020, vamos ler 2 livros da estante que tenham sido adquiridos até ao final de 2019.
Os livros comprados este ano não contam para o desafio. O que se pretende é dar atenção aos livros que já estão na nossa estante.

Elaborei uma tabela simples para ir anotando o progresso.

C = Compra; L = Leitura da estante

1 livro comprado equivale a 2 livros lidos da estante. A tabela tem espaço para 40 compras e 80 leituras.
Podem preencher a tabela com cruzinhas ou então numerar todos os livros.

Sintam-se à vontade se também quiserem participar no desafio e assim atacarmos juntos a estante. Peço-vos só que me digam se vão participar, para eu poder acompanhar o vosso progresso!

Por fim, deixo um agradecimento à Silvana, que batizou este desafio!

domingo, 5 de janeiro de 2020

Desafio Mestre do Crime 2020

Este ano decidi não me inscrever em demasiados desafios para não me sentir tão pressionada com as leituras.

Vou participar no desafio Mestre do Crime, criado pela Silvana do blogue Por detrás das palavras.

Tal como ela, eu também leio bastantes thrillers/policiais/livros de mistério/suspense e este desafio é ótimo para encaixar os livros dessas categorias.

Aqui está a explicação do desafio:


É um desafio por níveis e que pressupõe continuidade. Assim, o primeiro nível será ultrapassado depois de ter lido 3 livros e em que um desses livros foi escrito por uma mulher. O segundo nível será ultrapassado quando tiver lido 8 livros (3 do nível anterior + 5 livros). Uma das novas leituras deverá ser escrita por um escritor de nacionalidade portuguesa. Relativamente ao nível 3, o número de livros lidos sobe para 14 (8 do nível anterior + 6). Mais um vez, dentro destas novas leituras deverá estar um livro publicado em 2020. Por fim, o último nível é atingido ao fim de 20 livros lidos (14 do nível anterior + 6). Dentro destes seis últimos livros 3 deles deverão ser escritos por escritores de nacionalidade diferente da americana.

As categorias deverão ser preenchidas pelas novas leituras que pertencem ao nível em que se encontram. Por exemplo, se nas três primeiras leituras constar um livro escrito por um escritor francês, ele não pode ser usado para preencher a categoria do último nível.

Se também quiserem participar, passem no blogue dela e manifestem a vossa vontade!

sábado, 4 de janeiro de 2020

"A Rapariga que Veio do Frio" de Gilberto Pinto [Opinião]


Esta foi a minha última leitura de 2019 e fiquei muito contente por terminar o ano a conhecer mais um autor português.

A capa atraiu-me devido ao violino e à paisagem de neve, condizente com o título. Este também sugere uma história misteriosa, tendo suscitado a minha curiosidade.

Antes de mais, devo referir que a sinopse do livro é bastante enganadora. Se puderam, leiam o livro sem olhar para a sinopse, uma vez que ela poderá criar expectativas pouco realistas daquilo que irão encontrar.

A biografia do autor refere que este "é o seu primeiro romance policial". Na verdade, eu não incluo este livro dentro da categoria de romance policial, uma vez que a história se desenrola quase toda em torno de Leonardo, um jornalista, não havendo qualquer tipo de investigação criminal. Creio que seja mais adequado afirmar que este livro se trata de um thriller.

A ação deste livro decorre na cidade do Porto e um pouco mais no interior, junto às margens do rio Douro. Alterna igualmente entre presente e passado.
Os capítulos do passado são, na minha opinião, os mais interessantes. Dão-nos a conhecer uma família e os seus segredos, acabando, no fim, por se relacionar com os crimes de tráfico de mulheres que estão a ocorrer no presente. Estes crimes acabam por ter um foco mesmo muito pequeno e é neste aspeto que a sinopse poderá enganar.


Fiquei surpreendida com a escrita do autor, apelativa e cuidada. A primeira metade do livro quase não tem ação, é muito morna, e só continuei a insistir na leitura porque me sentia mesmo curiosa em relação à narrativa do passado. Felizmente, a parte final do livro ganha um pouco mais de dinamismo e até algum suspense, o que me permitiu ler quase cem páginas apenas numa tarde.

Confesso que não simpatizei muito com o protagonista, Leonardo. Além de ser obrigado a enfrentar os fantasmas do seu passado, também não tem o presente muito controlado. Achei incongruente o facto de estar numa relação com Júlia, embora com dificuldades em comprometer-se, ter ciúmes por a namorada se encontrar com outros homens e, ao mesmo tempo, sentir-se atraído por Aleksandra, uma hacker misteriosa.

Um aspeto que considero menos positivo neste livro é a existência de uma carta cujo conteúdo nunca é revelado. Leonardo encontra essa carta logo no primeiro capítulo, passa o livro todo com ela no bolso, pensando nela com frequência, o que me levou a acreditar que a carta desempenharia um papel importante na história. Mesmo que ele nunca tivesse lido o seu conteúdo, acho que o leitor merecia conhecê-lo. Senti-me enganada, uma vez que vi a minha curiosidade ser espicaçada a cada capítulo que lia, para no fim não receber respostas.

No geral, creio que o livro merece ser lido. A escrita é boa e a história cativante. Aproveitem o novo ano e explorem um bocadinho mais os autores portugueses!

Classificação: 3/5 estrelas

Mealheiro Literário 2019 [Balanço Final]

 
Em 2019 voltei a aderir à iniciativa de contabilizar os meus gastos e poupanças com os livros. Este foi o sexto ano consecutivo em que o fiz.

Registei todos os livros adquiridos em 2019 e reuni os resultados na tabela que se segue:

 
Este ano, em comparação com 2018, gastei um pouquinho mais em compras: adquiri 21 livros, mais 4 do que no ano passado. As minhas compras foram maioritariamente feitas na WOOK, no OLX e em Feiras do Livro.
O livro mais barato que comprei custou 3€ e o mais caro ficou por 14,20€.
A média de preços dos livros comprados foi de 7,35€, ligeiramente mais baixa do que no ano passado. Isto significa que, apesar de ter adquirido mais livros, gastei menos dinheiro em cada um. Como se pode ver, é possível ir compondo a estante sem gastar muito dinheiro por ano.

Assim, o valor total que gastei este ano em livros foi de 171,21€, sendo que 24,11€ correspondem ao que gastei nos CTT, a enviar livros ou a pagar portes de envio.
Em média, gastei 14€ por mês, o que é um valor extremamente baixo para uma amante da literatura!

Recebi também alguns livros de parcerias com editoras e outros emprestados. Ambos os valores foram inferiores aos de 2018. Renovo os meus agradecimentos à editoras que me me apoiam, bem como a duas grandes amigas que são as minhas melhores parceiras de empréstimo de livros.

Desta forma, o valor que poupei com os livros recebidos e emprestados foi de 358,75€, valor também muito inferior ao de 2018.

Para concluir, posso dizer que foi um ano muito positivo, sem grandes excessos e principalmente de procura por promoções e boas oportunidades!
Em 2020 tenciono continuar a fazer este registo!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

"O Cliente" de Vi Keeland [Opinião]


Conheci este ano a autora Vi Keeland quando me aventurei com um dos seus romances - O Boss. Na altura, soube-me muito bem lê-lo, uma vez que andava mesmo a precisar de um livro mais leve e divertido.

Esperava sentir o mesmo com este romance recentemente publicado pela Topseller. Nele conhecemos Layla, uma advogada, e Gray, um cliente que aparece na firma de advogados onde Layla trabalha, com a intenção de a reconquistar. Contudo, Gray já a magoou no passado e Layla não tenciona resistir aos seus encantos...

Antes de mais, devo dizer que este livro não tem um início tão divertido como O Boss, que é simplesmente hilariante. No entanto, uma vez que as personagens se conhecem e já tiveram uma história no passado, os capítulos iniciais estão cheios de discussões e picardias entre eles.

Talvez eu não estivesse com o humor certo para ler este livro, ou talvez ele seja um dos mais fracos da autora, mas a verdade é que não conseguiu cativar-me tanto como o anterior que li.

Achei o Gray demasiado convencido e, ao mesmo tempo, carente. A Layla é um pouco insegura, embora tenha motivos para isso.


Depois da relação de ambos entrar nos eixos, há sempre um bocadinho de drama que vem novamente pô-los à prova. Desta vez, achei o drama um pouco forçado, tendo em conta que ambos transferem para a sua relação o fracasso que sentem em relação aos pais.

Na segunda metade do livro surge uma doença e uma revelação inesperada, os dois ingredientes que acabaram por tornar a história bem mais cativante. Claro que o meu coração acabou por se derreter um bocadinho, mas tenho de concordar que a autora escolheu uma temática que facilmente desperta lágrimas.

Gostei imenso do facto de Layla escrever listas de prós e contras e de como estas foram importantes ao longo da narrativa.

No geral, este é um romance com um início picante e sexy e no qual poderão encontrar uma boa dose de humor e drama, perfeito para quem deseja passar uma tarde a relaxar!

Classificação: 3/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.