sexta-feira, 28 de junho de 2019

"A Última Vez que a Viram" de Harlan Coben [Opinião]


A Última Vez que a Viram foi um dos primeiros livros escritos por Harlan Coben, tendo passado já vinte e quatro anos desde a sua publicação original.

É o livro que dá início à série cujo protagonista é Myron Bolitar, um ex-desportista e atualmente agente desportivo.
Já tinha lido o quarto livro da série, Tacada Mortal, cuja história decorria no mundo do golfe. Este thriller, por sua vez, tem como cenário de fundo o futebol americano.

Myron encontra-se a representar o jovem Christian Steele, o seu mais valioso atleta. Contudo, este é surpreendido quando surgem pistas de que a sua namorada, desaparecida há mais de um ano e presumivelmente morta, pode afinal estar viva.

É desta forma que Myron se envolve numa investigação em busca da verdade, de tentar perceber o que aconteceu verdadeiramente a esta família.


Neste livro, já se nota perfeitamente o estilo que o autor viria a adotar nos seus futuros trabalhos, os diálogos rápidos, a ação constante e o suspense no final dos capítulos, atraindo-nos para continuar a ler. Os livros do autor tornam-se facilmente em page-turners, de tão dinâmicos que são.

Myron Bolitar é uma das personagens mais peculiares que já encontrei nos livros do autor. É divertido, mas de um modo parvo, e há sempre situações mais caricatas a envolvê-lo.

Confesso que este livro me custou um pouco a arrancar no início, talvez porque não gosto especialmente do mundo desportivo mas, assim que me embrenhei no mistério, a leitura avançou com mais rapidez.

Embora não seja um dos melhores livros do autor, é um livro bom para quando queremos adrenalina e mistério, sem nos depararmos com demasiado sangue à mistura, como é típico dos policiais. Não deixem de experimentar os livros deste autor!

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Palavras Sentidas


«Para mim, a ideia de um pseudónimo tinha este chamariz engraçado. De certa forma, transmitia a sensação de liberdade, como um alçapão secreto para onde pudesse escapar...» (...)
— Pensar em escrever sob um pseudónimo era como pensar em ser invisível.

A Metade Sombria
Stephen King

terça-feira, 25 de junho de 2019

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Já seguiu para casa da Silvana um novo livro para dar continuidade ao nosso projeto conjunto.

Aqui está o livro escolhido:


Motivos da minha escolha:

Este foi um livro que escolhi sem qualquer medo. Como já passou algum tempo desde que a Silvana leu o volume anterior da série, achei que estava na altura de lhe enviar um novo. Li-o há pouco tempo e achei-o soberbo, portanto tenho a certeza de que a Silvana também vai gostar imenso.

Que seja uma boa leitura, Silvana!

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Prémios Adamastor do Fantástico 2019


Os Prémios Adamastor do Fantástico são organizados pelo Colectivo Trëma e têm como objetivo destacar anualmente a produção nacional no género Fantástico, em vários formatos.

O processo de nomeação é aberto a todos os interessados, e a votação final e atribuição dos Prémios será feita durante o evento Fórum Fantástico, que este ano se realiza entre os dias 11 e 13 de outubro.

Estão em concurso 5 categorias:

– Grande Prémio Adamastor de Literatura Fantástica Portuguesa;

– Prémio Adamastor de Literatura Fantástica Estrangeira;

– Prémio Adamastor de Ficção Fantástica em Conto;

– Prémio Adamastor de Ficção Fantástica em Banda Desenhada;

– Distinção Personalidade Fantástica.

Venho pedir a vossa colaboração. Se leram e gostaram do conto que publiquei na antologia O Resto é Paisagem, ajudem-me com o vosso voto. Será uma forma de destacar o meu trabalho, tal como a antologia e a Editorial Divergência.

Preencham aqui o formulário.

Podem indicar outras obras que considerem que mereçam destaque, mas não se esqueçam de nomear o meu conto na categoria de Ficção Fantástica em Conto.


Muito obrigada a todos!
A vossa ajuda será muito importante!

sexta-feira, 21 de junho de 2019

"Pecados Santos" de Nuno Nepomuceno [Opinião]


Pecados Santos foi o livro que escolhi para junho, para o meu desafio de ler pelo menos um autor português por mês.

Tal como já referi numa opinião anterior, admiro imenso o trabalho e a persistência do Nuno e procuro sempre ler as entrevistas e textos onde ele explica como é o seu processo criativo, o qual se inicia com uma grande pesquisa e, sempre que possível, a visita aos locais onde a narrativa vai decorrer.

Pecados Santos é o seu quinto romance e apresenta-nos duas histórias, duas linhas narrativas: a primeira, no presente, quando ocorrem uma série de homicídios, todos eles recriando episódios bíblicos; a segunda, no passado, envolvendo um episódio da vida de Afonso Catalão.

Neste livro vamos reencontrar Afonso Catalão e Diana Santos Silva, personagens já nossas conhecidas do anterior romance, A Célula Adormecida.
Para quem decidiu estrear-se com este livro, não se preocupem por não conhecerem as personagens, uma vez que os livros podem ser lidos independentemente.

Afonso é um homem cuja vida está repleta de mistérios. Em Pecados Santos, recuamos treze anos para o acompanhar quando ele deu aulas em Cambridge e conheceu os gémeos Hannah e Jonathan. Esta linha narrativa agradou-me talvez um pouco mais do que a que decorreu no presente e mantive-me sempre curiosa por descobrir o que teria acontecido com os gémeos.

Este livro mostra-se igualmente cativante na medida em que o autor explorou a temática dos homicídios, não se coibindo de os descrever com bastantes detalhes, e apostando na sua interpretação através da ajuda de uma psicóloga criminal.

(Tomei a liberdade de incluir na fotografia um pequeno galho e uma flor de romãzeira, uma vez que a romã tem um significado especial no livro.)

A juntar a tudo isto, ao longo do livro vamo-nos apercebendo da extensa pesquisa feita pelo autor e de como ele domina os assuntos de que está a falar, nomeadamente as religiões. Enquanto, em A Célula Adormecida, nos falou do Islamismo, desta vez centra-se no Judaísmo e em vários aspetos relacionados com o surgimento desta religião. É um livro que não só entretém como também ensina, sem se tornar monótono.

O livro está estruturado em capítulos pequenos, que são dos meus preferidos e que mais facilmente impelem o leitor a ler mais e mais. Contudo, não senti que o livro me desse aquela vontade de ler compulsivamente e este é um dos aspetos que eu mais procuro num thriller. Quando pego num livro deste género, gosto de receber uma injeção de adrenalina, e este livro não me proporcionou isso. Precisava de um pouco mais de suspense, mas não significa que não seja muito bom de ler.

Gostaria, antes de terminar, de salientar dois aspetos que eu creio que mereciam mais atenção.
O primeiro é sobre a relação de Afonso e Diana. Quem leu o livro anterior, conhece as circunstâncias em que eles se conheceram. O final do livro não me deixou nenhuma pista de que eles estariam a apaixonar-se, pelo que foi uma surpresa encontrá-los juntos neste novo romance. Sei que o propósito do livro não era criar uma história de amor, mas não senti química entre ambos. Senti que estavam juntos por serem duas almas um pouco solitárias. Mesmo sendo um thriller, gostava de ter visto mais da faísca própria dos relacionamentos recentes.

O segundo aspeto prende-se por uma questão de revisão. Embora esta esteja bem feita, por diversas vezes apercebi-me do emprego exagerado da expressão "corpo seco" ou "físico seco" para caracterizar mais do que uma personagem. Provavelmente este aspeto passará despercebido à maior parte dos leitores, contudo, eu costumo fazer revisão de texto e talvez por isso tenha o olho mais apurado. Incomodou-me um pouco estar sempre a ler a mesma descrição quando, algumas delas, poderiam ser substituídas por adjetivos de significado similar.

Por fim, posso ainda referir que o final me surpreendeu mesmo muito. Eu não tinha nenhuma teoria acerca de quem seria o assassino e acabei por ficar boquiaberta com a revelação. É um final poderoso e difícil de esquecer!

Para concluir, deixo a minha recomendação caso procurem um thriller intenso e que aborda a temática da religião. Apostem nos autores portugueses e venham conhecer o trabalho de Nuno Nepomuceno!

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 20 de junho de 2019

"O Carrasco" de Daniel Cole [Divulgação]

Título Original: Hangman
Autor: Daniel Cole
Edição: 2019
Editora: Suma de Letras
Páginas: 392
PVP: 17,91€

UM THRILLER VERTIGINOSO ONDE O ASSASSINATO É UMA OBRA DE ARTE

«Cole não hesita em superar todos os limites, tanto nos assassinatos como nos diálogos. Os leitores que esperavam tremer de medo, mais ainda do que com Boneca de Trapos, ficaram satisfeitos.»
Publishers Weekly

«Aterrador, perturbador e diabolicamente excelente.»
Amazon

«Muito emocionante, como um bom filme!»
Lovely Books

«Daniel Cole traz-nos a sequela de Boneca de Trapos… e é uma aventura de adrenalina garantida.»
Goodreads

«Uma complexa teia de mentiras e manipulações que fará o leitor reflectir sobre como são criados os vilões. E, claro, muitas reviravoltas de que todos poderão desfrutar.»
The Mistery Blog

Sinopse:

A inspectora-chefe Emily Baxter é convocada para uma reunião com dois agentes americanos a agente especial Elliot Curtis, do FBI, e o agente especial Damien Rouche, da CIA que lhe mostram fotografias do mais recente homicídio: um cadáver contorcido numa posição familiar, pendurado na ponte de Brooklyn, com a palavra "ISCO" esculpida no peito.

Mediante a pressão dos meios de comunicação social, Baxter recebe ordens para ajudar na investigação e acaba por ter de visitar outro local de crime, descobrindo a mesma palavra esculpida no peito da vítima e, no peito do assassino, também morto, a palavra "FANTOCHE".

À medida que, nos dois lados do Atlântico, a espectacularidade e crueza dos homicídios aumenta, a equipa tenta desesperadamente apanhar os culpados. A única esperança é descobrir a quem se destina o "ISCO" e como são escolhidos os "FANTOCHES", mas, acima de tudo, quem está a puxar as cordas. 

Sobre o autor:

Aos 33 anos, DANIEL COLE já trabalhou como paramédico, foi oficial da Real Sociedade Protetora dos Animais e membro da Guarda Costeira Real, sempre imbuído do desejo de salvar pessoas — ou talvez movido pela culpa de ter matado tantas personagens nos seus textos.
Boneca de Trapos, o seu primeiro romance, escrito originalmente como piloto para uma série de TV, é um bestseller internacional e logo nos primeiros dias após o lançamento no Reino Unido, Itália, Alemanha, França e Holanda alcançou as principais listas de mais vendidos. Será publicado em 32 países e foi também finalista do prémio CWA John Creasy Award para primeiro romance, o prémio britânico mais prestigiado para thrillers.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Palavras Sentidas


"— Às vezes, a única coisa verdadeira na vida de uma pessoa é o seu corpo, por isso, faço o que posso por ele."

Perfume da Paixão
Jude Deveraux

terça-feira, 18 de junho de 2019

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Hoje venho responder ao desafio referente ao livro Perfume da Paixão, cuja leitura terminei há alguns dias.

DESAFIO:

O iceberg

Quando olhamos para um livro, inevitavelmente, criamos ideias em relação a ele. Seja pela observação da capa, pela leitura da sinopse ou pelo nome do escritor… há sempre algo que formamos em relação aos livros.
Após a leitura há todo um mundo novo de ideias e pensamentos.
Tal como o iceberg, o livro tem uma parte visível e uma outra parte invisível (que só ficamos a conhecer depois de o ler). Assim, os livros são muito mais do que os aspetos que vimos à primeira vista.
Neste desafio tens de nos mostrar o que para ti foi visível, identificando as ideias que formaste antes de ler o livro; e a parte submersa, aquilo que descobriste depois da leitura. 


A MINHA RESPOSTA:

Quando tive este livro nas mãos, o aspeto visível que logo me saltou à vista através da análise da sinopse foi que o livro me iria oferecer romance e algum mistério. Sabia que seria também uma leitura capaz de me distrair e relaxar, com uma linguagem simples que não exigiria muito de mim.

Ao longo da leitura, fui descobrindo diversas coisas. A escrita era realmente simples e diverti-me com algumas passagens caricatas. O que me custou mais, tal como referi na opinião, foi encontrar uma escrita tão simples após ter terminado um livro bem mais trabalhado a nível da escrita.
Encontrei o romance que esperava mas acabei por achá-lo um pouquinho previsível, apesar de ter apreciado a interação entre os dois protagonistas.
O mistério que o livro prometia também marcou presença; o que me desagradou foi a forma como ele foi concluído: diferente da forma como as personagens tinham planeado e acabou por ser tudo um bocado fácil.
Mesmo não tendo sido um livro que me tenha cativado tanto como eu esperava, não me fez perder a vontade de conhecer novos livros da autora.

Obrigada pelo desafio, Silvana. Que venha o próximo livro!

sexta-feira, 14 de junho de 2019

7º Aniversário do Blog


O tempo passa a correr! Parece que ainda à pouco estava a dar os primeiros passos e eis que, de repente, o Quando se abre um livro... já faz 7 anos de existência! Uau!

Estou muito orgulhosa de tudo o que partilhei convosco nos últimos 7 anos. A título de curiosidade, durante este período escrevi 389 opiniões de livros. Estas podem ser encontradas facilmente pelo blogue, seja através de pesquisa ou das etiquetas organizadas por autores e editores.

O acontecimento mais especial deste último ano, e que fiz questão de assinalar por diversas vezes no blogue, foi a publicação do meu conto A Maldição da Casa da Colina, na Antologia de fantasia rural intitulada O Resto é Paisagem, pela Editorial Divergência.

No início de 2019 comecei também a utilizar o instagram, onde partilho as opiniões de livros, assim como fotografias de temáticas diversas relacionadas com gostos pessoais e partes do meu dia-a-dia. Estão todos convidados a acompanhar-me por lá.

Quero agradecer de coração a todos os que continuam desse lado e que me leem diariamente.
Agradeço igualmente às editoras que me apoiam, oferecendo-me novidades editoriais e permitindo-me, dessa forma, conhecer novos autores e histórias extraordinárias.

Muito obrigada a todos e deixo os meus votos de que façam excelentes leituras!

quinta-feira, 13 de junho de 2019

"Perfume da Paixão" de Jude Deveraux [Opinião]


Perfume da Paixão é o terceiro volume da série passada em Edilean.

Depois de ter gostado imenso dos volumes anteriores, fiquei entusiasmada quando chegou a oportunidade de ler mais um livro desta série. No entanto, acabei por ter uma surpresa.

Iniciei a leitura deste livro logo após ter terminado Uma Mulher Respeitável, da Célia Correia Loureiro e, embora acreditasse que não estava a sofrer de nenhuma ressaca literária, mais tarde percebi que o livro da Célia me afetara de alguma forma.

Depois de ler um livro tão bem escrito, foi extremamente difícil pegar neste, cuja escrita é absolutamente simples. Pensei que me ajudaria a relaxar mas aconteceu o contrário. Era como se o meu cérebro se recusasse a cooperar e tivesse perdido a capacidade de ler algo mais simples.

Juntamente com este problema, não consegui sentir grande afinidade com as personagens. Interessou-me o mistério inicial e as situações caricatas que iam aparecendo mantiveram-me atenta à leitura.


O romance que foi surgindo entre Sara e Mike era um bocado previsível, mas gostei da forma como eles se foram aproximando. Porém, esta relação não é muito aprofundada e, a partir de um determinado momento, torna-se demasiado física, como se eles fossem incapazes de se largar.

Senti-me mais esperançada à medida que chegava ao final mas a desilusão atingiu-me mais uma vez. Os planos que as personagens fizeram e se fartaram de repetir acabaram por não acontecer e o livro teve um desfecho bem mais calmo do que eu esperava.

Foi uma leitura que me custou um pouco, talvez devido à escrita simples, ou talvez eu não estivesse com o estado de espírito ideal para ler este livro. Fiquei com pena, uma vez que tinha apreciado bastante os volumes anteriores da série. Não perdi, contudo, a vontade de explorar outros romances da autora e dar continuidade a esta série. O quarto volume volta a decorrer no passado e talvez seja mais capaz de me encher as medidas.

Classificação: 2/5 estrelas

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Palavras Sentidas


"Nem todos os erros merecem ser punidos. Por vezes, merecem apenas perdão."

A Ilusão de Merit
Colleen Hoover

quinta-feira, 6 de junho de 2019

"Traz-me de Volta" de B. A. Paris [Opinião]


Traz-me de Volta é o terceiro livro de B. A. Paris, autora que fez bastante sucesso com o seu romance Ao Fechar a Porta e me cativou completamente desde esse momento.
O seu segundo livro, À Beira do Colapso, não foi tão intenso como o primeiro, contudo, continuei com grandes expectativas assim que este foi publicado.

Antes de mais, deixo-vos um aviso: não leiam os agradecimentos da autora, uma vez que há lá uma frase que contém um pequeno spoiler que poderá fazer-vos adivinhar o final do livro e estragar-vos o prazer da leitura. Não sejam curiosos como eu!

A narrativa centra-se em Finn, um jovem cuja namorada, Layla, desapareceu. Passados 12 anos sem qualquer pista, Finn refez a sua vida e está prestes a casar com Ellen, irmã de Layla. No entanto, quando surgem pistas de que Layla poderá afinal estar viva, a vida de Finn é virada do avesso e ele é obrigado a confrontar os acontecimentos do seu passado.

Ao contrário dos livros anteriores, que foram escritos sob a perspetiva da protagonista feminina, desta vez a autora conta-nos a história através da visão de Finn, embora, a partir de uma determinada fase da narrativa, vá alternando com alguns capítulos que nos dão a perspetiva de Layla.
A narrativa alterna-se também entre o passado e o presente, o que nos permite conhecer melhor como toda a história se desenrolou. Admito que gosto imenso de encontrar estes saltos temporais nos livros, pois acredito que as histórias se tornam muito mais dinâmicas.



Este livro revelou-se um verdadeiro page-turner; li-o precisamente num momento em que os livros não me estavam a cativar e este veio dar-me ânimo. Ou, mais concretamente, fez-me ler como uma tola pela noite dentro. E quando um livro consegue distrair-me desta forma, permitindo-me ler compulsivamente, só por isso já merece pontos!

A narrativa apresenta alguns momentos de grande tensão. Ao mesmo tempo que Finn começa a receber uns e-mails estranhos, encontra também objetos simbólicos relacionados com Layla. Estes acontecimentos instalam um clima de desconfiança nas nossas personagens e isso acaba por passar também para o leitor.
Outro aspeto que adorei neste livro foi o facto da autora me conseguir fazer duvidar de todas as personagens.

Gostei bastante do final que não se mostrou totalmente inesperado para mim, uma vez que há uma frase nos agradecimentos da autora que me fez desconfiar do rumo que esta história levaria. Mesmo assim, não deixei de me sentir surpreendida com as últimas páginas.

Não posso dizer que este livro seja tão bom como o Ao Fechar a Porta, embora a comparação seja inevitável. Uma palavra que o caracteriza na perfeição é viciante; o livro é mesmo muito viciante e lê-se quase de uma assentada. Se apreciam thrillers psicológicos, não deixem de experimentar este livro!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Palavras Sentidas


"— Ler faz-nos sonhar, e, num mundo em que tantas portas nos estão fechadas, isso é tão perigoso quanto frustrante."

Uma Mulher Respeitável
Célia Correia Loureiro

sábado, 1 de junho de 2019

Aquisições: Maio

Agora que mais um mês chegou ao fim, estou pronta para fazer o habitual balanço das minhas aquisições literárias.
Vamos ver o que chegou cá a casa no mês de maio?

- No início do mês, recebi este livro emprestado pela Silvana, no âmbito do nosso projeto conjunto. Está a ser a minha leitura do momento e já não falta muito para o terminar.

EMPRÉSTIMO


- Esta foi a minha compra do Dia Mundial do Livro, onde aproveitei a promoção da WOOK. Devido a alguns atrasos, demorou três semanas a chegar, mas já cá está e já foi lido. Devorei-o em poucos dias!

COMPRA


Finalmente, por intermédio da Silvana, consegui este fabuloso livro através de uma troca. Há já algum tempo que não fazia trocas e considero que esta foi muito bem conseguida, uma vez que já li um livro do autor e fiquei desejosa de os ler todos.

TROCA


Como correu o vosso mês a nível de aquisições para a estante?