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sábado, 17 de novembro de 2018

"A Sombra do Vento" de Carlos Ruíz Zafón [Opinião]


Durante a leitura de A Sombra do Vento, tive curiosidade em ler algumas opiniões e constatei que curiosamente em muitas delas os leitores referiam que este livro precisava de uma altura certa para ser lido.
Isto fez-me pensar que devo ter escolhido o momento mais errado para o ler. E porquê? Porque foi necessário quase um mês e muita insistência da minha parte para o conseguir terminar.

Logo de início, deparei-me com a escrita maravilhosa do autor, escrita esta que deixa qualquer um a sentir-se impotente na forma como utiliza as palavras. Uma escrita riquíssima e, por essa razão, densa, dificultando o avançar da leitura.

A primeira parte do livro foi a mais complicada, avancei tão devagar que cheguei a sentir-me desesperada. A par disso, foi muito difícil manter-me motivada, embora aquele mistério me tivesse deixado curiosa desde as primeiras páginas.

Passada a primeira metade do livro, a leitura começou a correr melhor, apesar de eu nunca conseguir avançar muito de cada vez.
Senti-me cativada pela história dramática de Julian Carax, magnificamente bem contada. Por sua vez, gostava de ter visto mais da relação de Daniel e Bea, mas fiquei contente pela forma como acabou. Foi um final reconfortante.

Quero ainda dar destaque a Fermín, uma das personagens mais divertidas que encontrei na literatura nos últimos tempos. Posso mesmo afirmar que ele foi de uma grande ajuda  quando o meu aborrecimento ameaçava vir ao de cima, fazendo-me rir nos momentos em que mais precisava.

Uma leitura que recomendo, mas tenham em conta que é um livro denso e que talvez tenham de procurar a melhor altura para se perderem nele.
Vou certamente procurar mais obras do autor, mas apenas quando sentir que tenho mais disponibilidade mental para isso.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 9 de março de 2017

"Caçadores de Cabeças" de Jo Nesbø [Opinião]


Esta foi a minha primeira experiência com Jo Nesbø, autor que apenas conhecia de nome, portanto não tinha qualquer expectativa em relação a este livro.

O protagonista deste livro é Roger Brown, o caçador de cabeças mais bem sucedido da Noruega. Trabalha como recrutador, procurando e seleccionando altos quadros para as maiores empresas. Roger é um homem de sucesso: tem um emprego altamente remunerado, uma mansão luxuosa e uma mulher lindíssima que é dona de uma galeria de arte frequentada por pessoas de elite.
Contudo, por detrás desta fachada, Roger dedica-se ao perigoso jogo do roubo de obras de arte.

Roger é um protagonista incomum: é inteligente, calculista e com uma inabalável autoestima. Consegue ser desagradável, manipulador e ter atitudes nada dignas de respeito, mas isso não impede que o leitor simpatize com ele. Eu torci por ele e pela concretização dos seus objetivos.

O livro lê-se muito bem, tem uma boa estrutura e, embora o início seja lento, rapidamente a narrativa ganha ritmo e grandes doses de ação, suspense e perigo. Roger vê-se envolvido numa perseguição que o poderá levar à morte e tem de usar toda a sua inteligência para despistar este perseguidor.

O que mais gostei neste thriller foi o final e a forma como o autor nos manipulou. Leva-nos a ver os acontecimentos de uma forma e, posteriormente, apresenta um desfecho completamente diferente. Fiquei realmente boquiaberta com as reviravoltas deste livro!

Aconselho esta leitura a apreciadores do género e vou, certamente, procurar mais obras do autor para ler futuramente.

Classificação: 3/5 estrelas

domingo, 29 de março de 2015

"Morder-te o Coração" de Patrícia Reis [Opinião]

Li este livro em poucos dias, num daqueles momentos em que termino uma leitura e não sei o que me apetece ler a seguir. Assim, pus-me a percorrer os e-books que tinha disponíveis e esta capa acabou por me chamar a atenção.

Esta é uma história sobre encontros e desencontros e é contada por várias personagens. Gostei da escrita da autora, que permite uma leitura muito fluida, embora os diálogos estejam praticamente ausentes no texto.

Não me senti especialmente cativada pelas personagens, não encontrei características que as tornassem especiais nem me senti agarrada à história que as unia. O final também não me pareceu muito claro ou talvez tenha sido eu a não compreendê-lo bem.

No geral, foi uma leitura rápida e agradável (devido à escrita da autora) mas, excetuando este aspeto, não houve mais nada que me tivesse conquistado. Embora este livro não me tenha agradado, espero ter oportunidade de ler outros romances da autora.

Classificação: 2/5 estrelas

segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Memória das Minhas Putas Tristes" de Gabriel García Márquez [Opinião]

Este foi o primeiro livro de Gabriel García Márquez que tive oportunidade de ler.

Neste livro é-nos contada a história de um velho jornalista que, ao chegar aos seus noventa anos, decide oferecer a si mesmo uma noite de amor louco com uma adolescente virgem.
Rosa Cabarcas é a mulher que o apresenta à adolescente por quem ele virá a apaixonar-se.

Gostei do estilo de escrita do autor, no entanto acabei por não achar o livro muito cativante. Este romance acaba por ser uma reflexão acerca da velhice e do amor. O protagonista da história vai compreender que nunca se é velho de mais para amar e para viver as alegrias e as tristezas de uma paixão avassaladora. Esta jovem adolescente vai ensinar-lhe que um velho pode morrer mais depressa de amor do que de velhice.

Espero em breve poder ler outros livros deste autor, dado que esta foi uma leitura que não me deixou inteiramente satisfeita.

Classificação: 3/5 estrelas