sábado, 13 de julho de 2019

"Cell - A Chamada da Morte" de Stephen King [Opinião]


Este está a ser o ano em que estou a apostar em mais obras de Stephen King, sendo já a terceira que leio do autor.

Imaginem que, de repente, um vírus se propagava por todos os utilizadores de telemóveis, deixando as pessoas violentas e com comportamentos semelhantes aos de zombies. Na verdade, se isso acontecesse, estávamos todos tramados pois quem é que não tem um telemóvel nos dias de hoje?

É esta ideia que Stephen King explora em mais um dos seus romances. Transportou-nos para um mundo pos-apocalíptico onde uma estranha epidemia ataca as pessoas como se fosse um vírus a atacar o software de um computador.

Um conjunto de sobreviventes veem-se assim desesperados, no meio de uma civilização que, de um momento para o outro, ficou caótica.

Esta é também a história de Clay, um artista do Maine que, quando tudo começou, se encontrava em Boston. Acabara de assinar um contrato para um livro de banda desenhada que lhe permitiria finalmente sustentar a sua família fazendo arte.


Quando as pessoas começararam a ficar loucas, tudo aquilo em que ele pensava era em encontrar o seu filho. Assim, esta é uma história sobre um pai e a sua busca pelo seu filho num mundo rodeado pelo caos e pela carnificina.

Confesso que esperava que este livro fosse mais violento. A sinopse caracteriza-o como «avassalador, sangrento e fascinante» mas, na verdade, acabei por não ficar assim tão impressionada com a violência nem senti um fascínio fora do normal.

É um livro bom, mas não é excelente. Creio que tem um início muito interessante mas que depois acaba por esmorecer um pouco até ao final que também me soube a pouco.

Li metade do livro em apenas uma tarde, mas depois demorei mais de uma semana a terminar o restante, portanto algo neste livro falhou e não me cativou o suficiente.

Não deixo de recomendar a sua leitura, embora não seja, na minha opinião, dos melhores livros do autor. Até agora, ainda nenhum chegou aos calcanhares de Misery, porém sei que ainda tenho imensas obras por explorar.

Classificação: 3/5 estrelas

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