terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"O Teorema Katherine" de John Green [Opinião]


Após ter lido À Procura de Alaska e A Culpa é das Estrelas, o entusiasmo impeliu-me a procurar novos livros do tão falado John Green.

Encontrei O Teorema Katherine na biblioteca e li-o em cerca de uma semana. A verdade é que o livro não me cativou muito, fui lendo devagar e cheguei ao fim com uma sensação de desapontamento.

Para começar, torci o nariz logo com a sinopse. Basicamente, Colin é um ex-menino prodigío, viciado em anagramas e que sempre se apaixonou por Katherines. E, mais especificamente, 19 foi o número de Katherines que lhe deram com os pés.
Infeliz com o fim de mais um relacionamento, Colin vai fazer uma viagem de carro com o seu amigo Hassan e decide elaborar um teorema capaz de prever o futuro de um relacionamento.

Primeiramente, não me pareceu nada credível que ele se tivesse apaixonado 19 vezes, e rapidamente comprovei que a minha sensação estava correta. Não me parece que se possa chamar relação ou paixão a algo que durou três segundos ou cinco dias.

Mais tarde, à medida que ia conhecendo melhor o Colin, surgiu-me outra questão: será que ele alguma vez amou de verdade alguma dessas Katherines?
Colin é egocêntrico, carente e choramingas, o que acabou por me aborrecer. Tudo girava à volta dele, do facto de ter sido deixado por todas as Katherines e de se sentir incrivelmente triste, daí que eu me tenha questionado. Numa relação, não podemos ser egocêntricos nem egoístas; é importante pensar no outro, ouvi-lo, partilhar...
Outro aspeto de que não gostei no Colin foi o facto de ele ter comportamentos nada adequados ao seu grau de maturidade. 

Gostei do Hassan, das piadas e do final que ele teve, quando percebeu que era mais importante deixar de fazer piadas sobre tudo e todos e agir, fazer alguma coisa.
Também gostei da Lindsey, embora não me identificasse com algumas das suas ideias acerca do que queria para a sua vida.

O Teorema está presente ao longo de todo o livro e achei interessante todas as notas de rodapé que o autor foi introduzindo. Contudo, o final pareceu-me demasiado óbvio e nada extraordinário.

No geral, tenho gostado imenso das reflexões que o autor insere nos seus livros, do sentido de humor e da emoção, mas este livro não me conseguiu cativar, não me deixou a pensar nele, não me emocionou. Tenho de admitir que certas partes me divertiram, mas o balanço é negativo.
Penso que este não está entre os melhores livros de John Green e, embora recomende a leitura dos dois que mencionei acima, sinto mais reservas a recomendar este. Possivelmente outros leitores poderão gostar e, se for o vosso caso, gostava que partilhassem comigo o que mais vos agradou neste livro.

Classificação: 2/5 estrelas

2 comentários:

  1. Olá Denise.
    Por acaso já não é a primeira vez que leio uma desilusão de uma leitora com este livro. Não fico com vontade de lê-lo.
    Ainda bem que a minha estreia com este autor vai ser com "À procura de Alaska" para não desistir dele logo à partida.
    Beijocas e obrigada pela tua opinião

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    1. Olá Marisa!
      Quando comecei a ler o livro também tinha visto opiniões menos positivas, mas mesmo assim quis lê-lo.
      Acho que "À Procura de Alaska" é ótimo para te iniciares nas obras do autor. Foi o primeiro livro dele que li e gostei muito :)

      Beijinhos e boas leituras.

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