sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Dois Mundos, Uma Paixão" de Pedro Xavier [Opinião]

Num destes dias à noite, como não tinha nenhum livro na mesinha de cabeceira, peguei no telemóvel e escolhi um conto para ler. Decidi-me por esta história de Pedro Xavier, embora não tivesse lido a sinopse nem soubesse do que se tratava.
Ao começar a ler, apercebi-me de que afinal não era um conto, mas sim um livro e, mais especificamente, o primeiro volume da série Dois Mundos.

A minha maior surpresa ao iniciar esta leitura foi quando percebi que se tratava de literatura gay; nunca tinha lido nada do género, confesso que estranhei um pouco mas o meu interesse não diminuiu. É sempre bom conhecer e aventurarmo-nos em géneros novos.

Este livro inclui-se também no género fantasia e inicia-se quando Pedro é enviado numa viagem para outro mundo, no futuro, com a missão de descobrir informações acerca desse mundo.
Apesar de ter ordens para não interferir no rumo dos acontecimentos do mundo para onde viaja, ao conhecer Davis e apaixonar-se por ele, acaba por não ter escolha e interferir, de forma a ajudar a combater o mal.

As personagens deste livro são muito cativantes e a escrita é simples e bastante adequada ao público juvenil. Penso que a história só beneficiaria se a escrita fosse mais trabalhada, contudo é uma leitura agradável e que deixa o leitor curioso por saber o que vai acontecer a seguir.

Penso que o romance e a paixão entre Pedro e Davis foi um pouco apressado, mas acaba por estar bem enquadrado no sentido em que a própria história se passa em poucos dias e o Pedro tinha o prazo máximo de uma semana para concluir a sua missão.

O mundo que o autor criou é interessante e fiquei surpreendida com a criatividade que ele usou em algumas partes. O final deixou em aberto muitas pistas para as aventuras que se seguirão na vida deste casal e dos seus amigos.
Vou certamente ler o segundo volume e espero que outros leitores sintam curiosidade em ler os trabalhos deste autor.

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Booking Through Thursday | Leituras de clima frio


LEITURAS DE CLIMA FRIO

Quando o clima está frio e tempestuoso, preferes ler algo igualmente invernoso? Ou algo que te leve para o mais longe possível da neve?

Aqui na cidade onde vivo normalmente não neva, mas não deixa de estar imenso frio no inverno.
Habitualmente, não escolho as leituras consoante o estado do tempo lá fora, vou lendo o que me apetece e os livros que consigo emprestados.

Claro que sabe muito bem no inverno ler um livro passado numa ilha paradisíaca e com imensas descrições de praias. Quando leio este tipo de livros no inverno, o que acontece é que fico com uma vontade ainda maior de que chegue o verão!

E vocês, escolhem leituras específicas para o clima frio?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Palavras Sentidas


"Engraçado, quando por fim uma pessoa se dispõe a abrir os olhos, é espantoso como vê tudo com a maior clareza."

Gosta de Música, Gosta de Dançar
Mary Higgins Clark

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"O Teorema Katherine" de John Green [Opinião]


Após ter lido À Procura de Alaska e A Culpa é das Estrelas, o entusiasmo impeliu-me a procurar novos livros do tão falado John Green.

Encontrei O Teorema Katherine na biblioteca e li-o em cerca de uma semana. A verdade é que o livro não me cativou muito, fui lendo devagar e cheguei ao fim com uma sensação de desapontamento.

Para começar, torci o nariz logo com a sinopse. Basicamente, Colin é um ex-menino prodigío, viciado em anagramas e que sempre se apaixonou por Katherines. E, mais especificamente, 19 foi o número de Katherines que lhe deram com os pés.
Infeliz com o fim de mais um relacionamento, Colin vai fazer uma viagem de carro com o seu amigo Hassan e decide elaborar um teorema capaz de prever o futuro de um relacionamento.

Primeiramente, não me pareceu nada credível que ele se tivesse apaixonado 19 vezes, e rapidamente comprovei que a minha sensação estava correta. Não me parece que se possa chamar relação ou paixão a algo que durou três segundos ou cinco dias.

Mais tarde, à medida que ia conhecendo melhor o Colin, surgiu-me outra questão: será que ele alguma vez amou de verdade alguma dessas Katherines?
Colin é egocêntrico, carente e choramingas, o que acabou por me aborrecer. Tudo girava à volta dele, do facto de ter sido deixado por todas as Katherines e de se sentir incrivelmente triste, daí que eu me tenha questionado. Numa relação, não podemos ser egocêntricos nem egoístas; é importante pensar no outro, ouvi-lo, partilhar...
Outro aspeto de que não gostei no Colin foi o facto de ele ter comportamentos nada adequados ao seu grau de maturidade. 

Gostei do Hassan, das piadas e do final que ele teve, quando percebeu que era mais importante deixar de fazer piadas sobre tudo e todos e agir, fazer alguma coisa.
Também gostei da Lindsey, embora não me identificasse com algumas das suas ideias acerca do que queria para a sua vida.

O Teorema está presente ao longo de todo o livro e achei interessante todas as notas de rodapé que o autor foi introduzindo. Contudo, o final pareceu-me demasiado óbvio e nada extraordinário.

No geral, tenho gostado imenso das reflexões que o autor insere nos seus livros, do sentido de humor e da emoção, mas este livro não me conseguiu cativar, não me deixou a pensar nele, não me emocionou. Tenho de admitir que certas partes me divertiram, mas o balanço é negativo.
Penso que este não está entre os melhores livros de John Green e, embora recomende a leitura dos dois que mencionei acima, sinto mais reservas a recomendar este. Possivelmente outros leitores poderão gostar e, se for o vosso caso, gostava que partilhassem comigo o que mais vos agradou neste livro.

Classificação: 2/5 estrelas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Livro do Mês: Janeiro

O mês de janeiro terminou e chegou o momento de analisar as minhas leituras. Foi o mês em que me estreei a ler em inglês, o que se relevou uma experiência agradável. No total, conto com 7 leituras: 4 livros e 3 contos, um deles em inglês.
No que diz respeito aos géneros literários, três dos livros inseriam-se no romance contemporâneo e um no thriller; por seu lado, os contos inseriam-se no contemporâneo e um deles na ficção científica.

O livro que vou destacar pertence a uma autora que foi uma surpresa para mim e cujos trabalhos desejo continuar a ler.

LIVRO DO MÊS


domingo, 1 de fevereiro de 2015

"Olhos de Vidro", um conto de Carina Rosa [Opinião]

Li este conto no âmbito do desafio Português no Feminino, que está a ser promovido pela Silvana e pela Marta. Escolhi ler a mesma autora que elas, porém optei por ler este conto recentemente publicado na Smashwords.

Olhos de Vidro dá-nos a conhecer Amanda, uma atriz muito promissora que se prende tanto às suas personagens que acaba por chegar à loucura e não ser capaz de distinguir realidade de ficção.

Fiquei extremamente surpreendida com esta história; é trágica e tem contornos sombrios, o que me agradou imenso. Dá para perceber que a autora teve uma grande evolução na sua escrita e o conto, apesar de toda a carga dramática, é muito agradável de ler e deixa-nos a desejar mais.

A autora conseguiu transmitir com grande mestria o desespero de Amanda e torná-la numa personagem forte, perdida nas personagens que interpreta e perigosa para si própria. O desfecho é trágico e não poderia ser mais perfeito.

Recomendo vivamente a sua leitura, quer conheçam ou não os trabalhos anteriores de Carina Rosa.
Caso tenham curiosidade, leiam também esta entrevista que a Silvana e a Marta fizeram à autora.

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 31 de janeiro de 2015

Aquisições: Janeiro

O primeiro mês do ano contou com três aquisições de livros. O primeiro veio da biblioteca e já está lido; os outros dois foram emprestados e pertencem ambos a séries que iniciei no ano passado.

E o vosso ano começou bem a nível de aquisições?

BIBLIOTECA


EMPRÉSTIMOS

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Booking Through Thursday | Isto ou aquilo


Como esta semana não foi lançado tema, decidi responder a uma pergunta lançada em janeiro do ano passado, à qual ainda não tivesse respondido.

ISTO OU AQUILO

O que preferes ler:
1. Algo escrito por um homem ou uma mulher? 
2. Algo com protagonista masculino ou feminino?
3. Algo divertido ou algo trágico?
4. Algo curto ou algo longo com muitas partes?
5. Algo simples ou algo complexo?

1. Penso que não tenho preferência, tanto leio autores masculinos como femininos; contudo, se for ver as minhas estatísticas, facilmente constato que tenho lido mais livros escritos por mulheres.

2. Gosto muito mais de protagonistas femininos.

3. Depende. Normalmente gosto de histórias divertidas mas, por vezes, adoro romances mais trágicos e com finais tristes.

4. Nesta questão, entendo que algo curto é um livro individual e que algo longo com muitas partes é uma série. Assim, a minha resposta volta a ser depende. Gosto de livros que se possam ler individualmente mas também adoro acompanhar séries. O problema das séries é que nem sempre consigo adquirir todos os volumes para os ler por ordem.

5. Normalmente, gosto de histórias simples, embora com alguma complexidade.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Jardim de Alfazema" de Jude Deveraux [Opinião]

Este livro foi-me emprestado pela Silvana e, graças a ela, tive oportunidade de conhecer uma nova autora que conseguiu cativar-me bastante.

O livro conta a história de Jocelyn Minton, uma mulher a quem é deixada uma histórica mansão do séc. XVIII e uma carta com pistas para que ela desvende um mistério que remonta a 1941.
Quem lhe deixou a mansão foi a senhora Edilean Harcourt, que Joce conheceu quando era criança e se sentia muito só, após a morte da mãe. Edilean tornou-se assim uma grande amiga e uma mulher que Joce admirava.
Quando parte para Edilean, uma cidade da qual nunca ouvira falar, Joce apercebe-se de que todos os habitantes estavam à sua espera e parecem ter já a sua vida planeada, incluindo o homem com quem ela deverá casar. Mas Joce terá uma palavra a dizer a este respeito...

Foi muito interessante acompanhar a história de Joce, desde que recebeu a carta de Miss Edi até chegar à cidade de Edilean. Logo no primeiro dia, conhece dois homens - Ramsey, um advogado, e Luke, o jardineiro da mansão - que se tornam seus pretendentes e vão protagonizar cenas muito engraçadas.

O primeiro contacto de Joce com Luke não é nada agradável e adorei ver como embirraram tanto um com o outro. No entanto, Luke esconde um segredo (ou vários) que vai apaixonar as leitoras. Eu passei a encará-lo de outra forma quando descobri esse segredo que diz muito acerca do seu caráter.

Ao longo do livro, Joce vai descobrindo informações que desconhecia acerca da vida de Miss Edi. Os capítulos que a autora introduziu para contar o passado desta mulher foram um dos aspetos que mais adorei no livro. A história de como Edilean conheceu David, o seu grande amor, é simplesmente fabulosa... e também imensamente triste.
Gostava de ter lido muito mais sobre a vida desta senhora e espero que os próximos livros da série tragam mais pormenores. Afinal de contas, a autora não desvendou todos os mistérios e deixou-nos a curiosidade afiada mesmo nos últimos parágrafos do livro.

Jude Deveraux tem uma escrita cativante, fluida e consegue construir a história de forma a despertar a atenção do leitor. Este é um romance descontraído e divertido, embora também apele fortemente às emoções e, por isso, é uma ótima leitura para quem procura uma história envolvente.
Vou, sem dúvida, querer continuar a explorar esta série!

Classificação: 4/5 estrelas

domingo, 25 de janeiro de 2015

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Terminei a leitura do livro Jardim de Alfazema, que a Silvana me emprestou no âmbito deste nosso projeto conjunto.

Agora chegou o momento de vos mostrar o desafio que ela me enviou e dar a devida resposta.

Desafio:

Edilean, 15 de dezembro de 2014

Querida leitora Denise,

Então, como foi o seu passeio por esta vila tão especial que recebeu o nome igualmente especial de Edilean? Espero que tenha apreciado as vistas assim como todos os seus fantásticos habitantes!
Já se deve estar a perguntar quem teve a ousadia de lhe escrever! Satisfazendo a sua curiosidade, quem lhe escreve é o Luke, o famoso jardineiro que veio destabilizar a vida de Jocelyn. A minha querida Joce!!!
Pergunto-lhe como se deu com a escrita da pessoa mais fantástica do mundo, Jude Deveraux! Já pensou, sem ela teria sido impossível conhecer-me. Já pensou no que iria perder?!
Como já leu o livro, pode constatar que eu não tive uma vida muito fácil e daí algumas das minhas atitudes. Gostaria imenso de saber o que achou da minha pessoa. Consegui surpreendê-la em algum momento? Espero bem que sim.
Mas o livro não é apenas dedicado a mim. Existem outras personagens que de certeza a encantaram. Pode partilhar comigo a(s) pessoa(s) que gostou e porquê?
Sabe, Denise, foi uma grande aventura descobrir o passado da minha Joce. O que tem a dizer sobre esta história do passado?
Não quero parecer chato, mas ficou com vontade de voltar a Edilean? O que mais gostaria de encontrar por estas belas terras?
Despeço-me com amizade, sem antes referir que aguardo ansiosamente a sua resposta.
Quem sabe não nos voltamos a cruzar!

Um abraço,
Luke Adams

Antes de mais, devo dizer que adorei a forma original como a Silvana me apresentou este desafio! Adorei ler a carta do Luke, uma das personagens da história!
Isto coloca também uma fasquia mais alta nos próximos desafios que iremos enviar uma à outra!
Aqui fica então a resposta ao desafio.

Resposta:

Viana do Castelo, 25 de janeiro de 2015

Caro Luke, 

Foi uma grande surpresa para mim receber a sua carta e confesso que me deixou com um sorriso nos lábios.
De facto, se não fosse a escritora Jude Deveraux, eu nunca o teria conhecido, portanto tenho de agradecer à autora pela história tão bonita que criou.
Luke, conseguiu realmente surpreender-me por mais de uma vez e conhecer o seu passado fez-me vê-lo com outros olhos. A sua vida não foi fácil mas a forma como lidou com as dificuldades só prova que você é um homem íntegro.
A sua Joce é uma querida e fiquei encantada com todas as peripécias que aconteceram entre ambos; gostei de vos ver a derreterem-se nos braços um do outro!
Tal como referiu na sua carta, Edilean é verdadeiramente uma vila especial. Ao princípio, alguns dos habitantes pareceram-me demasiado intrometidos, contudo depois aprendi a conhecê-los, descobri as suas motivações e fui capaz de simpatizar com todos. Sabe, gostei muito da Tess, da sua personalidade irreverente e fartei-me de rir com a história do vestido vermelho!
Quanto à história do passado de Joce, que está ligada ao passado de Miss Edilean, só tenho a dizer que é uma história ternurenta, encantadora e que me fez vir as lágrimas aos olhos. Obrigada pela ajuda que deu a Joce na busca da solução destes mistérios.
Antes de terminar, devo dizer-lhe que quero certamente regressar a Edilean e voltar a encontrar-me com todos os habitantes e as suas histórias.
Obrigada pela sua carta e assim me despeço, com muita amizade. Espero mesmo que nos voltemos a cruzar!

Um beijinho,
Denise Luz

Espero que tenham gostado. Silvana, adorei responder a este teu desafio e, mais uma vez, muito obrigada por tão gentilmente teres partilhado este livro comigo!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"Coração Atómico", um conto de Manuel Alves [Opinião]

Ultimamente tenho andado a ler mais contos, que são uma boa forma de explorar novos autores.
Já tinha lido o conto Lili, de Manuel Alves, e desta vez peguei num ligeiramente diferente.

De acordo com a sinopse, a história passa-se durante a Revolução Industrial, quando o mundo se encontra próximo de importantes avanços tecnológicos. Um cientista criou dois autómatos, utilizando uma nova forma de energia. Contudo, esta criação, se for parar às mãos erradas, poderá destruir o mundo.

Achei o conto muito bem estruturado e escrito de forma agradável. Senti-me curiosa por saber mais acerca dos autómatos e sobre qual seria a sua finalidade. Acabei por simpatizar com eles e torcer para que saíssem vencedores na batalha contra aqueles que os queriam usar para o mal.
Um conto que nos deixa uma mensagem de amor e sacrifício.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Palavras Sentidas


"- O Pedro disse-te isto?
- O quê?
- Que não quer o teu amor...
- Não, nunca...
- Então faz tudo o que está ao teu alcance e lembra-te que o nosso alcance é sempre maior do que julgamos ser."

A Segunda Pele da Acácia Mimosa
Ana Gil Campos