sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

«O Ano da Dançarina» de Carla M. Soares [Opinião]


O Ano da Dançarina é um romance histórico de Carla M. Soares situado em Portugal, em 1918, e que acompanha a família Lopes Moreira.
 
O jovem tenente-médico Nicolau regressa da Frente Francesa. Ferido e traumatizado, vem para junto da família para recuperar com mais conforto.
Naquela altura, Portugal está marcado pelo esforço da 1.ª Guerra Mundial, pela eleição de Sidónio Pais e pela agitação social. Nicolau estará também em conflito com uma antiga amante que muita dor lhe provocou e que regressa agora para o atormentar.

Conhecemos também os irmãos de Nicolau: César é quem trata dos negócios da família; Bernarda luta por uma carreira na imprensa, numa altura em que as mulheres ainda não podiam votar; e Eunice, que deseja tornar-se enfermeira e juntar-se às enfermeiras portuguesa na Frente.

O país vai ainda passar por mais tormentas, uma vez que a gripe espanhola, espalhada pelo mundo, chega agora a Portugal. Nicolau e a família vão estar no meio desta pandemia e não escaparão ao sofrimento que ela provoca.

A escrita da Carla M. Soares não tem igual e talvez este tenha sido o livro que mais prazer me proporcionou nesse aspeto. É uma escrita trabalhada e cuidada, que cativa o leitor; embora o texto possa parecer denso, Carla torna a história apelativa e dá realmente vontade de ler sempre mais um bocadinho.
 
[Fotografia da minha autoria]

Nota-se que este livro teve um enorme trabalho de pesquisa. A autora transpôs para o papel o contexto social, económico e político. Transportou-nos para a Lisboa de 1918, e fê-lo muito bem.
Curiosamente, antes de ler este livro, tinha lido outro que também retratava a gripe espanhola, mas com uma abordagem diferente. Desta forma, adorei ler sobre a mesma temática, mas vê-la desenvolvida de outra forma e com um contexto diferente. Sinto que ambos os livros me ensinaram muito.

Na nota do autor, Carla refere que não é historiadora nem a tal aspira; por isso, este não é um livro de história, mas sim uma história de família, que a autora situou naquela época e que procurou que fosse autêntica. Ela pretendia que o leitor terminasse o livro com uma sensação de prazer e uma boa imagem da Lisboa de 1918.
No meu caso, posso afirmar que a autora cumpriu o seu objetivo. Foi uma leitura vívida, vi-me transportada para aquelas ruas e a história permanecia na minha cabeça, mesmo quando eu passava vários dias sem conseguir ler.

Recomendo vivamente esta história a qualquer leitor que deseje conhecer um bocadinho dos acontecimentos que marcaram a história do nosso país.

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

«Teatro de Fantoches» de M. W. Craven [Opinião]


«Um brutal e empolgante policial que se lê de um só fôlego.»
The Sun

Teatro de Fantoches foi o meu primeiro contacto com as obras de M. W. Craven. Senti curiosidade por este livro assim que foi publicado em Portugal.
É o primeiro livro de uma série que acompanha o Inspetor Washington Poe.

A contracapa deste livro pergunta-nos: «Haverá algo pior do que ser queimado vivo?»
Temos de admitir que é uma frase que causa alguns arrepios.

Neste policial intenso, um assassino em série rapta as suas vítimas, mutila-as e queima-as vivas. Não deixou nenhuma pista e a polícia está desorientada.
Washington Poe é um inspetor que se encontra suspenso devido a um erro que cometeu no passado. Vive isolado e não quer, de maneira nenhuma, envolver-se nesta investigação. Porém, quando o seu nome é encontrado nos restos carbonizados de uma das vítimas, rapidamente percebe que o assassino tem outros planos para ele.

Este policial cativou-me sobretudo pelas personagens. Poe é um inspetor que não gosta de seguir regras; é aquele que faz o que tem de ser feito, não se importando se vai acabar por aborrecer uma grande quantidade de pessoas.
A ele vai juntar-se Tilly Bradshaw, uma analista de dados extremamente inteligente, mas desprovida de competências sociais.
As interações entre Poe e Tilly são interessantes e com diversas peripécias divertidas. Embora seja um policial com crimes terríveis, acaba por nos oferecer algumas gargalhadas, à medida que eles investigam o passado das vítimas e novas pistas vão surgindo.

O final surpreendeu-me, bem como a identidade do assassino. Não foi a primeira vez que encontrei um assassino com estas características. É difícil escrever um policial completamente inovador, mas as suas motivações foram credíveis e o autor conseguiu manter-me agarrada até ao final.
A escrita não é muito gráfica e a medicina legal não tem um papel relevante. A investigação centra-se sobretudo na procura de pistas e na análise de dados (que conduzirão a outras pistas).

A história pessoal de Poe tem algumas nuvens negras, mas foram-nos dadas também novas pistas para os romances seguintes que acompanham esta personagem. Já tenho o segundo livro na minha estante e espero conseguir lê-lo ainda este ano.

Teatro de Fantoches é um policial intrigante que mantém o leitor colado desde as primeiras páginas. M. C. Craven é certamente um autor a acompanhar.

Classificação: 4/5 estrelas

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Desafio Mestre do Crime 2022

Pelo terceiro ano consecutivo, vou participar no desafio literário Mestre do Crime, criado pela Silvana, do blogue Por detrás das Palavras.

O objetivo do desafio consiste em ler livros de mistério/thriller e policiais


Os níveis do desafio são os seguintes:

Nível 1 - Ter 4 livros lidos e um deles ser escrito por uma mulher
Nível 2 - Ter 8 livros livros lidos e um deles escrito por um autor nunca lido
Nível 3 - Ter 12 livros lidos e um deles ter uma personagem principal feminina
Nível 4 - Ter 16 livros lidos e um deles ter sido publicado em 2021

Espero conseguir completar os 16 livros lidos!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Aquisições: Janeiro

Janeiro chegou ao fim com algumas peripécias, bastante trabalho e pouco tempo para ler. Mesmo assim, não foi um mês nada mau no que diz respeito a leituras e a aquisições.
 
Vamos ver o que chegou cá a casa?
 
COMPRAS
 
- Em dezembro, comprei em pré-venda o Ás de Espadas, o primeiro livro publicado pela Desrotina.
Perto do fim do mês, comprei ainda o mais recente livro do Nuno Nepomuceno numa sessão de autógrafos, em que também tive o prazer de conhecer o Nuno e conversar um bocadinho com ele.
Estou muito ansiosa por ler estas duas novidades!
 

EMPRESTADO
 
- Encontrei-me com a melhor amiga e ela trouxe-me este policial que estou ansiosa por ler. Despertou-me curiosidade logo desde a sua publicação!
 

E tu, tiveste um bom mês de aquisições literárias?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

«O Castigo dos Ignorantes» de Hjorth & Rosenfeldt [Opinião]


«Habilmente composto e cheio de suspense [...]. O Castigo dos Ignorantes termina com uma verdadeira reviravolta. Vai ser difícil conseguir esperar pelo próximo.»
Litteratursiden, Dinamarca

O Castigos dos Ignorantes é o quinto volume da série Sebastian Bergman, uma série que não tem perdido qualidade a cada novo volume e que deve ser lida por ordem.

Porque é que esta série é tão cativante?
Porque, em cada volume, nos apresenta um novo e surpreendente caso policial, ao mesmo tempo que vai desenvolvendo os acontecimentos de vida dos diversos elementos da Riksmord. Sebastian é a personagem mais controversa, devido à forma rude com que trata todos os que o rodeiam. Tem evoluído bastante ao longo da série, bem como as outras personagens, das quais destaco Vanja e Billy.

Neste livro, conhecemos um serial killer complexo que pretende combater a ignorância. Ele é da opinião de que programas como reality shows são fúteis e destacam a falta de educação e a ignorância que assolam as novas gerações. Assim, ele submete as suas vítimas a um teste de cultura geral, em que a reprovação é uma sentença de morte.

[Fotografia da minha autoria]

Os investigadores entram num jogo de caça ao homem, sabendo que não têm tempo a perder. Não só o assassino não pretende parar de matar, como ainda consegue desafiar a polícia e tornar-se mais ousado. Este é um assassino muito original e que se destacou de todos aqueles que já encontrei ao longo das minhas leituras dentro do género.
 
A narrativa é muito envolvente, prendendo-nos às suas páginas de tal forma que não vemos o tempo a passar. Os momentos de tensão são fortes e duram até às últimas linhas.

Todos os livros desta série costumam terminar com um cliffhanger, o que mantém o leitor em suspenso e desejoso de se atirar ao volume seguinte. Por mais que se pense que os autores não nos conseguem surpreender — estes momentos têm sido cada vez mais alucinantes conforme progredimos na série —, a verdade é que eles voltam a fazê-lo. E, neste livro, encontramos um dos finais mais angustiantes de toda a série. Estou impaciente por ter o volume seguinte nas minhas mãos!

Em conclusão, foi mais uma excelente leitura, de ritmo rápido e com um assassino extremamente inteligente. Vale muito a pena ler!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Palavras Sentidas


«Dizem-nos vezes sem conta, na nossa sociedade, para não julgarmos um livro pela capa, para não acharmos que sabemos o que está lá dentro antes de o lermos. Porém, os seres humanos avaliam e fazem suposições sobre outros seres humanos atendendo à forma como eles se parecem várias vezes ao dia. Prejulgamos seres vivos complexos de formas que nunca fazemos com objetos inanimados.»
 
Castas: As Origens do Nosso Descontentamento
Isabel Wilkerson

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Esta publicação sai com algum atraso, uma vez que já recebi este livro da Silvana em novembro. Mais um livro para dar continuidade ao nosso projeto de empréstimo surpresa, uma partilha que adoramos.

Tenho tido mais disponibilidade mental para ler e estava recetiva a qualquer livro que ela decidisse enviar-me.

Este foi o livro que chegou cá a casa:


Fiquei muito contente! Como entretanto já passaram dois meses, já terminei a leitura (embora tenha terminado apenas ontem) e espero conseguir trazer a opinião em breve.

Obrigada, Silvana! Foi uma excelente leitura!
Passa no blogue dela e fica a conhecer os motivos por detrás desta escolha.

sábado, 15 de janeiro de 2022

«Castas: As Origens do Nosso Descontentamento» de Isabel Wilkerson [Opinião]


Não consegui ficar indiferente a este livro.
É doloroso, devastador, completamente revoltante.
 
Com base numa extensa pesquisa, a autora explica-nos o sistema de castas da Índia e compara-o com a América no período da escravatura e com a Alemanha nazi. Raramente a autora utiliza o termo «racismo», uma vez que é pouco abrangente.
 
O Holocausto é uma pequena porção de horror, se o compararmos com os 250 anos de escravatura na América e com as barbaridades que os afro-americanos sofreram (e ainda sofrem).
 
Este livro dói. Custa muito. Algumas descrições impressionam, por isso deixo o alerta para os leitores mais sensíveis. Porém, fica a recomendação: é uma leitura fundamental.

Classificação: 5/5 estrelas

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Mealheiro Literário 2021 [Balanço Final]


Todos os anos, no início do ano, gosto de fazer o balanço do meu mealheiro literário do ano anterior.
2021 foi o oitavo ano consecutivo em que aderi à iniciativa de contabilizar os meus gastos e poupanças com os livros.

Registei todos os livros adquiridos em 2021 e agrupei os resultados na seguinte tabela:


Comparando 2021 com o ano anterior, gastei quase o mesmo valor em livros. Como vendi alguns livros, consegui recuperar algum dinheiro, o que diminui o valor gasto. Foi um ano em que continuei a tentar ser mais controlada nas compras e a não comprar livros por impulso. A minha prioridade continua a ser ler tudo o que tenho na estante, embora seja difícil resistir às novidades.

Assim, em 2021 adquiri 23 livros, menos 5 do que no ano anterior.
O mês em que gastei mais foi setembro (curiosamente, tal como no ano anterior) e aquele em que gastei menos foi agosto (não comprei nenhum livro, apenas gastei nos CTT).

Conforme se pode ver no seguinte gráfico, fiz as minhas compras maioritariamente na WOOK, seguindo-se a Bertrand. Comprei 18 livros novos e 5 em segunda mão.


O livro mais barato que comprei custou 3,96 € e o mais caro ficou por 19,50 €.
O preço médio dos livros comprados foi de 10,49 €, valor bastante superior ao do ano passado. Isto significa que, embora tenha comprado menos livros, gastei mais dinheiro em cada um, uma vez que comprei muitos livros novos (sobretudo novidades). Mesmo assim, este valor médio continua muito baixo em comparação com o preço normal dos livros. Se esperarmos por promoções, conseguimos adquirir livros a preços bem mais simpáticos para a carteira.

Desta forma, o valor total que gastei em 2021 em livros foi de 268,63 €. Como recuperei 30,50 € em vendas, o valor baixa para 238,13 €. Dentro deste valor, 27,30 € corresponde ao que gastei nos CTT, a enviar livros ou a pagar portes de envio.
Em média, gastei cerca de 19,80 € por mês, um valor muito simpático para uma apaixonada por livros.

Recebi ainda alguns livros de parcerias com editoras, outros emprestados e alguns recebidos como prenda. Foram 14 livros recebidos e 8 emprestados, ambos inferiores aos valores do ano passado.

Assim, o valor que poupei com os livros recebidos e emprestados foi de 347,33 €, valor também muito inferior ao de 2020.

Para concluir, posso dizer que estou muito contente com o meu desempenho e por ser bem ponderada com as compras. Adoro aproveitar promoções e boas oportunidades de livros em segunda mão.
Em 2022 tenciono continuar este registo e tentar ser ainda mais poupada!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Palavras Sentidas


«O medo saudável do mundo é o que nos mantém vivos.»


A Última Vítima
Tess Gerritsen 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Balanço de leituras e Top 10 - 2021

2021 foi um ano que me ofereceu algumas mudanças boas e novas experiências. A juntar a tudo isso, um acontecimento menos bom ajudou também a diminuir a minha vontade de ler, o que se traduziu num decréscimo de leituras durante o segundo semestre do ano. Felizmente, tudo ficou bem e estou pronta para um novo ano, sempre rodeada de livros.

Com o ano quase a dizer adeus, chegou o momento do habitual balanço de leituras e de eleger o meu Top 10 de melhores leituras do ano.
 
Sentindo-me contente por ter conseguido ler 38 livros em 2020, decidi propor-me a ler 35 livros. Tudo corria bem, até que chegaram os quatro últimos meses do ano e as minhas leituras descarrilaram. Mesmo no final do ano, acabei por baixar o meu desafio para 34 livros para o conseguir cumprir. Foi uma pequenina batota que não me parece de todo grave! Deixo um livro meio lido, que será para terminar em janeiro.

 
Assim, em 2021, consegui ler 34 livros.
Li bastante mais no 1.º semestre — 21 livros, o correspondente a cerca de 60 % das minhas leituras.

Aqui estão a minha leitura mais curta e a mais longa:


Este ano li apenas 1 livro em e-book.

No total, contei 11 997 páginas lidas, valor inferior ao do ano passado, uma vez que também li menos livros.
Li 6 livros que considerei calhamaços — com mais de 500 páginas —, tendo ultrapassado o número de 2019 (5 livros).
O número de páginas que li dá uma média de 32 páginas por dia, valor inferior aos anos anteriores. Nos últimos quatro meses do ano, tal como já tinha referido, as minhas leituras descarrilaram e não consegui manter o hábito de ler todos os dias.

A média de pontuação (1 a 5) atribuída aos livros no Goodreads foi de 3,9 — valor que se manteve exatamente igual ao do ano passado.
Atribuí 5 estrelas a 7 livros, o que significa que me cruzei com leituras realmente boas.
Não atribuí 1 estrela a nenhum livro, embora, para ser sincera, tenha lido pelo menos três livros que a mereciam. Acabei por não atribuir essa pontuação por razões que não vou agora explicar.

Relativamente aos géneros literários, mantém-se em primeiro lugar o policial/thriller, seguindo-se o romance contemporâneo. Também li fantasia, distopia, clássicos, ficção científica, não ficção, entre outros. Foi um ano de leituras diversificadas.

Conheci 14 novos autores, valor inferior ao do ano passado. Mais de metade das minhas leituras foram de autores já conhecidos, o que significa que optei muito por autores que me trazem conforto.
Este ano, li maioritariamente livros escritos por mulheres.

Li apenas 8 autores portugueses, valor igual ao de 2020, mas que me deixa triste porque gostava de ter apostado mais em literatura nacional. Tentarei esforçar-me um pouco mais no novo ano.
Os autores portugueses que li este ano pela primeira vez foram: Lourenço Seruya, M. G. Ferrey, Marcelino Rodrigues e Vânia Silva.

Tal como tem sido habitual, também repeti alguns autores: li 4 livros de Hjorth & Rosenfeldt e 2 da Samanta Schweblin e da Tess Gerritsen.

No que diz respeito à proveniência dos livros, li 15 livros comprados, 8 emprestados e 7 oferecidos, tanto por editoras como por autores. Foi também o ano em que regressei à biblioteca, tendo lido 1 livro emprestado.

De seguida, apresento um gráfico onde se vê o progresso de leitura dos livros da minha estante. Prestei mais atenção aos livros adquiridos em 2021 e acabei por esquecer os livros mais antigos, o que, de certa forma, me deixa bastante desiludida. Mesmo assim, li 24 livros meus, valor que subiu em comparação com o ano passado. O objetivo de ler os livros da estante manter-se-á no próximo ano.


2021 foi ainda o ano em que comecei a investir com mais força na revisão de texto. Trabalhei com alguns clientes particulares e, perto do fim do ano, iniciei uma colaboração com uma editora, algo que considero uma importante conquista!

Finalmente, deixo-vos o meu habitual Top 10 de melhores leituras, sem ordem de preferência.
 

TOP 10 — 2021


Resta-me desejar-vos um extraordinário ano de 2022 com muito sucesso pessoal e profissional. Que nunca falte na vossa vida amor, amizade, saúde, trabalho e, claro, livros!

Aquisições: Dezembro

Estamos prestes a dizer adeus a 2021. Chegou o momento de mostrar o que chegou cá a casa este mês.

Vamos ver o que chegou à estante?

TROCA

- Mais ou menos a meio do mês troquei um dos meus livros e recebi este de volta, de uma autora que muito aprecio.


PRENDA NATAL
 
- É sempre ótimo receber livros no Natal e ainda mais interessante ver que livros as pessoas escolhem a pensar em nós. Fiquei surpreendida por receber o mais recente livro do José Rodrigues dos Santos; provavelmente eu não o compraria, mas já me sinto curiosa por conhecer esta história. Será uma das primeiras leituras do ano.


E desse lado, como correu o teu mês no que diz respeito a aquisições literárias?