segunda-feira, 6 de março de 2017

"O Intestino Também Sente" de Leonor Martín [Opinião]


Hoje venho falar-vos de um livro que foge um pouco ao meu género habitual de leituras.
Tudo começou quando, no final de janeiro, tive uma crise de prisão de ventre (se é que lhe posso chamar assim). Andava com fortes dores de barriga e dores nos rins, algo que nunca me tinha acontecido, embora sofra de prisão de ventre ocasionalmente.
Num desses dias, recebi por e-mail uma newsletter da Editorial Presença a apresentar as novidades para o mês de fevereiro. Entre diversos livros, estava O Intestino Também Sente. Li a sinopse e acreditei que era o universo a dar-me um sinal, por isso decidi comprá-lo.

Entretanto a prisão de ventre foi melhorando e, quando recebi o livro, dediquei-me de imediato à sua leitura. Posso já adiantar que o livro está muito bem estruturado e apresenta a informação de forma bem sucinta e interessante.

A autora, Leonor Martín, é licenciada em Enfermagem e tem uma pós-graduação em Medicina Holística. É terapeuta em hidroterapia do cólon e tem mais de 33 anos de experiência no âmbito da medicina natural e holística. Dedica a sua vida a melhorar a saúde das pessoas.

Leonor começa por explicar que o intestino é um órgão vital, ao qual prestamos muito pouca atenção. É um dos órgãos mais importantes do corpo humano e que é constantemente sobrecarregado devido aos erros alimentares que cometemos diariamente. O intestino não é apenas fundamental pela sua função biológica, mas também porque reflete as nossas emoções mais íntimas. É por esta razão que se diz que o intestino é o cérebro das emoções.

O intestino e o cérebro estão intimamente ligados (formaram-se ambos a partir do mesmo tecido neuronal e possuem uma estrutura orgânica semelhante), o que significa que as nossas emoções estão diretamente relacionadas com os processos digestivos, e vice-versa. Desta forma, um mau funcionamento intestinal vai comprometer as nossas emoções, assim como emoções negativas vão ter consequências a nível físico.

A autora dá-nos a conhecer o seu método de desintoxicação para o bem-estar físico e emocional, do qual fazem parte três etapas: a avaliação global, a detoxificação e a regeneração. Não me vou alongar a explicar em que consiste cada uma destas etapas, até porque será bem mais interessante se forem vocês próprios a ler.

Vou apenas mencionar um dos tópicos que considero mais fulcral: a importância de mantermos uma alimentação alcalina. O nosso organismo tende a procurar naturalmente um equilíbrio entre a acidez e a alcalinidade. O problema são os nossos padrões de vida atuais, principalmente a alimentação, que nos faz "acidificar". Esta acidez está na base de todas as doenças, incluindo as doenças degenerativas e o cancro. Já está cientificamente provado que as células cancerígenas se desenvolvem num ambiente ácido e sem oxigénio suficiente. Assim, a dieta alcalina ajuda a prevenir o cancro, entre muitas outras doenças.

Dá que pensar, não dá? Os alimentos ácidos são aqueles que estão presentes na nossa alimentação diária: os açúcares, a carne, o leite e seus derivados, os produtos de pastelaria e padaria, a cafeína, o álcool e o tabaco.

Todos os dias surgem novos casos de cancro e os números não param de aumentar. Segundo as notícias mais recentes, prevê-se que, dentro de 20 anos, uma em cada três pessoas venha a sofrer de cancro.

É assustador, não é?
E se estiver nas nossas mãos fazer algo para mudar esta realidade? Certamente que podemos começar com pequenas mudanças alimentares, podemos ler mais e procurar mais informação acerca dos alimentos que nos são prejudiciais.

No geral, acredito que este livro é uma leitura interessante e muito importante devido aos conteúdos que apresenta. São informações que nos deixam inevitavelmente a refletir. Esta leitura deixou-me ávida por procurar mais informações e ler mais acerca da temática.

Também já introduzi algumas mudanças na minha alimentação e já noto que isso tem ajudado o meu trânsito intestinal. Há duas semanas que o meu corpo funciona melhor, o que obviamente se reflete no meu bem-estar. Penso que quando se trata de mudanças, o que custa mesmo é começar, mas se queremos sentir-nos melhor e mais saudáveis, o caminho está na mudança.

Classificação: 5/5 estrelas

Sem comentários:

Enviar um comentário