sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

"Há Sempre um Amanhã" de Anita Notaro [Opinião]

Este romance de Anita Notaro centra-se na vida de duas irmãs gémeas, Alison e Lily. Tudo começa com uma tragédia: Alison afoga-se e deixa o seu filho Charlie, de 3 anos, à responsabilidade de Lily.

Enquanto tenta retomar aos poucos a sua vida, Lily conhece 4 homens que, de alguma forma, estavam ligados a Alison e, assim, começa a compreender que a sua irmã levava uma vida secreta.

Logo no primeiro capítulo, fiquei curiosa com a história e bastante esperançada de que o livro pudesse corresponder às minhas expectativas. Na verdade, normalmente fico um pouco de pé atrás com os livros demasiado longos (este tem quase 500 páginas) pois ou a história é muito boa ou tem muita palha.

Depois do capítulo introdutório, são-nos apresentados os 4 homens e as suas vidas atuais. A partir daqui a história vai alternando entre capítulos dedicados à Lily e aos diversos homens.

Gostei bastante da forma com a autora estruturou o texto, com capítulos pequenos e dedicados a diferentes personagens. No início é difícil assimilar os nomes de todos e as suas vidas, mas acaba por tornar-se mais interessante à medida que os conhecemos melhor.

A vida secreta de Alison é-nos revelada logo nos primeiros capítulos, mas Lily só perto do final é que compreende tudo. Gostava que a autora não tivesse revelado ao leitor este pormenor logo no início, mantendo o suspense por mais tempo. Para mim, a revelação mais surpreendente do livro foi descobrir a identidade do pai de Charlie.

Apesar da escrita da autora ser simples e permitir uma boa leitura, acho que nem todas as personagens estavam bem caracterizadas, principalmente os homens, que só pensavam em arranjar uma forma de levar Lily para a cama. Gostei do Daniel, que surgiu mais para fim; pareceu-me o mais interessante de todos e gostava de o ter conhecido melhor. Gostei igualmente do Charlie, uma criança amorosa!

De acordo com as críticas da contracapa, este livro prometia ser "dolorosamente comovente" (The Big Issue) e "uma montanha-russa emocional" (Patricia Scanlan). Infelizmente, não achei o livro assim tão poderosamente comovente nem repleto de emoções. Elas estão lá nas diferentes vidas das personagens, nos seus dramas e dificuldades, mas penso que não foram bem transmitidas. Tenho pena de não ter gostado mais; queria mesmo que este livro tivesse sido mais especial para mim.

Apesar da minha opinião, não deixem de o ler e de conhecer estas histórias! Como sabemos, os gostos são subjetivos; quem sabe se vocês não poderão gostar mais deste livro?

Classificação: 3/5 estrelas

2 comentários:

  1. Denise este livro ainda não sei se gostei ou não? não foi comovente nem arrebatador, não foi uma leitura penosa mas é dificil de classificar....lol

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Há livros assim, que não mexem muito connosco mas que também não nos surpreendem. Não gosto quando fico indecisa sobre que classificação lhe dar.
      Tente comparar o livros com outros livros do género, talvez ajuda a classificar melhor.

      Beijinho
      Boas leituras

      Eliminar