sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"A Rua Onde Vivem" de Mary Higgins Clark [Opinião]

"A Rua Onde Vivem" é o quarto policial que leio desta autora tão conceituada na literatura policial.

O livro conta-nos a história de Emily Graham, uma brilhante advogada em Nova Iorque que, além de ter passado por um traumático divórcio, foi perseguida por um homem que a considera responsável pela absolvição do assassino da sua mãe. Após estes acontecimentos, Emily compra uma mansão vitoriana em Spring Lake, onde espera poder refugiar-se durante uns tempos. Contudo, a construção de uma piscina na mansão levam a uma descoberta macabra: um esqueleto de uma mulher que desapareceu na vila há alguns anos e, num dos seus dedos, é encontrado um anel pertencente à família de Emily.

À semelhança da obra "Onde Estarás?", neste livro a autora também criou uma grande diversidade de personagens que vão sendo apresentadas ao longo dos primeiros capítulos. Um pouco confusas no início, mas rapidamente começam a interagir e a tornar a história mais misteriosa.

Neste policial, somos confrontados com crimes que aconteceram há cem anos e que estão novamente a acontecer no presente. Tendo em conta que um dos temas abordados na obra é a reencarnação, a autora deixa-nos constantemente com uma questão em mente: será que o assassino que cometeu os crimes há cem anos poderá ter reencarnado? Ou será que se trata apenas de um imitador?

A par destes assassinatos que deixam os habitantes de Spring Lake em constante preocupação (porque o assassino vai voltar a atacar), o misterioso perseguidor de Emily volta a aparecer para a atormentar.

Posso desde já dizer que este livro me desiludiu um pouco, na medida em que esperava sentir mais suspense, mais adrenalina e apanhar alguns sustos. Infelizmente, isso não aconteceu, embora o livro se leia muito bem e rapidamente. Além disso, a frase inscrita na capa do livro - "A perseguição aterradora de um psicopata pode levar à loucura..." - promete algo que acaba por ser enganador. Em primeiro lugar, o livro não é unicamente sobre a perseguição aterradora de um psicopata (eu diria que este é um aspeto secundário do livro); em segundo, a perseguição tem pouco de aterrador; e, em terceiro, a personagem perseguida não chega nem perto da loucura.

Esta frase fez-me esperar um thriller arrepiante mas, ao invés, acabei por ler um policial leve, com uma pitada de mistério e momentos imprevisíveis. Não foi, pelas razões que mencionei, uma leitura inesquecível, mas tenho a certeza que me esperam obras bem melhores desta autora.

Classificação: 3/5 estrelas

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