quinta-feira, 20 de junho de 2013

"Lições de Desejo" de Madeline Hunter [Opinião]

Este é o segundo livro da série sobre os Irmãos Rothwell, que se iniciou com "As Regras da Sedução".
Pessoalmente, prefiro ler as séries por ordem, mas acabei por só ter oportunidade de ler este livro após ter lido o primeiro e o terceiro da série.

Em "As Regras da Sedução", conhecemos a história de Hayden Rothwell; por sua vez, "Lições de Desejo" apresenta-nos o seu irmão, Lord Elliot e a excêntrica Phaedra Blair.
Phaedra é uma mulher que está à frente no seu tempo, tanto a nível da sua beleza e estilo, como a nível intelectual. Enquanto ela persegue um sonho e deseja descobrir informações acerca da vida da sua mãe, Elliot procura evitar que Phaedra publique um manuscrito que ameaça destruir o bom nome da sua família. Ambos vão acabar por debater-se com as regras de uma sociedade rígida, assim como com sentimentos intensos e contraditórios.

Ao contrário de outros livros da autora cuja ação decorre em Londres, este destaca-se de forma diferente nesse aspeto, dado que grande parte da história decorre durante uma viagem a Nápoles, onde os protagonistas se encontram. Esta mudança de espaço agradou-me imenso, pois foi possível imaginar outras paisagens e fugir um pouco aos bailes e aos mexericos da sociedade londrina.

Em relação à escrita da autora não há muito mais a acrescentar, continua cativante e envolvente, proporcionando uma boa leitura para descontrair. Gosto de intercalar este género de livros com outras leituras.

A história destas duas personagens é interessante e divertida em algumas das peripécias que acontecem mas, a nível emocional, não foi das que mais me cativou. Gostava de ter sentido uma ligação mais forte entre Phaedra e Elliot.

Brevemente, vou ler o último livro desta série, referente a Lord Easterbrook, a personagem que mais curiosidade me tem suscitado. Espero não me desiludir!

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 14 de junho de 2013

1º Aniversário

Hoje é o 1º Aniversário aqui do meu cantinho literário!

Lembro-me tão bem do dia em que o criei, parece que foi ontem. Estava a trabalhar na minha tese de mestrado, já tinha terminado as tarefas que a orientadora me pedira e estava a aguardar uma reunião com ela. Sem essas tarefas corrigidas, não podia avançar no trabalho, pelo que me encontrava num momento de impasse.
E foi assim que nasceu este blog, onde tenho partilhado as opiniões dos livros que leio!

Ainda somos poucos, mas estou muito contente pelas vossas visitas e participação. Espero que este blog continue a crescer, não só em visitantes, mas principalmente em leituras. Afinal de contas, o que nos une é a nossa paixão pelos livros!

Resta-me desejar a todos umas ótimas leituras e já sabem que quero continuar a ver-vos desse lado!

terça-feira, 11 de junho de 2013

"Demência" de Célia Correia Loureiro [Opinião]

Demência proporcionou-me a oportunidade de conhecer uma nova autora portuguesa. Ultimamente tenho tentado dar mais atenção à literatura nacional que tem vindo a crescer imenso e a trazer-nos boas novidades e surpresas.

Posso dizer que este livro, que nos transporta para uma aldeia beirã, me deixou curiosa desde o início. Estranhei um pouco a escrita durante as primeiras páginas, mas isso deveu-se unicamente ao facto da minha leitura anterior ser mais fluida. Quando se inicia um livro logo após se terminar outro, é necessário algum tempo de adaptação à escrita do novo livro, o que é normal, pelo menos para mim.

Como referi, apesar de ter estranhado a escrita no início, acabei por ler o livro em poucos dias. É bastante descritivo, mas a história não tem momentos parados, pelo que essas descrições são muito bem-vindas. A escrita é muito cuidada e dá para perceber que a autora está bastante à-vontade com as palavras.

A organização da história cativou-me principalmente pela forma como a autora foi alternando entre o presente e o passado. Estas mudanças temporais não geram qualquer confusão e foram inseridas no texto com grande habilidade. Foi um dos aspetos que mais despertou a minha admiração.

Gostei também das temáticas escolhidas a demência e a violência doméstica ambas muito atuais e nada fáceis de trabalhar. A violência doméstica é sempre um tema complicado e devo dar os parabéns à autora pela carga dramática que inseriu no seu livro.

As personagens estão muito bem construídas e de forma bem credível, tanto as principais como as mais secundárias. Gostei muito da Letícia, da sua força e determinação; das meninas Luz e Maria, tão amorosas; e do Sebastião, um velhote encantador. A história dele e da Olímpia comoveu-me imenso!
Depois existem as outras personagens, os habitantes da aldeia que, com toda a sua mesquinhez, chegavam a tornar-se irritantes. Infelizmente, na realidade atual, ainda existem pessoas com este tipo de mentalidade.

Em jeito de conclusão, esta é uma história sobre amor incondicional e sobrevivência, sobre amizade e perdão, sobre coragem e fé nas segundas oportunidades. O livro foi uma grande surpresa e merece absolutamente ser lido!
Parabéns à autora pela sua obra e eu cá estarei para acompanhar o seu percurso literário!

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 8 de junho de 2013

"Lotaria" de Patricia Wood [Opinião]

"As pessoas preocupam-se muito com o futuro. A avó também me dizia o mesmo, mas eu acho que o futuro vem de qualquer maneira, quer a gente se preocupe ou não. Se não vier, então estamos mortos e já não precisamos de nos preocupar." (p.100)

Este foi um daqueles livros que adicionei à minha lista de livros para ler por ele existir na biblioteca que frequento. Há uns dias decidi requisitá-lo e ainda bem que o fiz!

Lotaria é o romance de estreia de Patricia Wood e conta-nos a história de Perry L. Crandall, um homem com o seu QI de 76, um ponto acima daquilo que seria considerado limitação cognitiva. A avó sempre o convenceu que ele não era atrasado, era apenas um pouco lento, e ensinou-lhe o essencial para ele lidar com essa sua desvantagem.
Quando, aos 31 anos, perde a avó e ganha a lotaria, os seus familiares, que até ao momento nunca se interessaram por ele, começam a aparecer atraídos pela sua súbita riqueza. Mas Perry aprendeu bem as lições da avó e era capaz de distinguir as verdadeiras motivações dos outros.

Antes de mais, devo dizer que este livro transparece ternura em cada uma das suas palavras. Está muito bem escrito e proporciona uma leitura encantadora, apaixonante, extremamente fluida, mas com grande capacidade para nos fazer refletir.

Perry é uma personagem fantástica e que adorei conhecer, bem como Keith, pela amizade verdadeira que ele tinha com Perry! Achei maravilhosa a forma como a autora nos apresenta Perry e a sua visão do mundo que, apesar de parecer simples e até um pouco ingénua, creio que nos revela inúmeros ensinamentos. A citação que transcrevi mais acima demonstra isso muito bem, que na maior parte das vezes temos tendência a complicar a forma como olhamos para a vida e para os problemas, o que nos torna pessoas constantemente preocupadas. Mas, se adotássemos uma visão mais simplista da vida e acreditássemos no lado bom de todas as situações, certamente teríamos muito a ganhar.

Este livro fala do poder do amor, da amizade genuína, do sofrimento, das motivações humanas, de generosidade, de inteligência emocional e de esperança. É um livro para ler e reler. É um livro para guardar num cantinho especial da nossa estante mas principalmente para guardar com carinho no nosso coração.
Recomendo absolutamente a sua leitura e tenho a certeza de que me vou lembrar destas personagens durante muito tempo. Foi um dos melhores livros que li este ano!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Verão na Riviera" de Elizabeth Adler [Opinião]

Verão na Riviera foi a minha estreia com a autora Elizabeth Adler, que conta já com uma grande variedade de romances publicados pela Quinte Essência.

Adoro as capas portuguesas dos livros desta autora! Em particular, esta do Verão na Riviera é linda e extremamente apelativa!

Neste romance, conhecemos Lola Laforêt, a proprietária do Hotel Riviera, um pequeno e acolhedor refúgio situado no sul de França, voltado para o Mediterrâneo.
Lola é casada com Patrick, um encantador francês que, um certo dia, desaparece sem deixar rasto.
Seis meses depois, Lola conhece Jack Farrar, um americano que viaja pelo mundo no seu barco e que lança âncora na enseada do Hotel Riviera. A atração entre os dois é inevitável mas Lola sente algum receio de voltar a envolver-se, principalmente depois do que sucedeu com Patrick.
Quando a polícia a começa a interrogar acerca do paradeiro do marido e pessoas suspeitas reclamam a posse do Hotel Riviera, Lola e Jack unem-se para descobrir o paradeiro de Patrick e desvendar todo o mistério.

Segundo opiniões que li de outros livros da autora, e segundo a própria biografia dela, é consensual que as suas histórias englobam três ingredientes principais: mistério, amor e destinos de sonho.
De facto, neste romance encontramos todos esses ingredientes. A atração e o amor que surge entre Lola e Jack; o mistério do desaparecimento de Patrick e as belíssimas descrições do sul de França. A juntar a isto temos ainda a gastronomia francesa, que é algo que me agrada muito neste tipo de livros.

Confesso que as minhas expectativas para este livro eram bastante elevadas e acabei por me desiludir um pouco. As personagens principais podiam ter sido melhor devolvidas pois sinto que não me afeiçoei a nenhuma em particular. O mistério acabou por não ser a parte mais surpreendente do livro, mas conseguiu prender-me um pouco a atenção e, mais para o fim, até houve algumas cenas de mais ação.
Relativamente à relação entre Lola e Jack, ficou muito aquém do que eu esperava. Em vez de um romance intenso e arrebatador, foi apenas um romance com alguma ternura e muita atração sexual.
O que, na minha opinião, deu um pouco mais de vida ao livro, foram as paisagens e as descrições da autora, que nos deixam completamente deliciados.

Talvez este não seja o melhor livro da autora e tenciono ler mais alguns dos seus romances. Espero que os próximos me surpreendam um pouco mais!

Classificação: 3/5 estrelas

sábado, 1 de junho de 2013

"Prometo Amar-te..." de Melissa Hill [Opinião]

A minha estreia com Melissa Hill deixou-me deveras surpreendida!

A sinopse deste livro promete uma história repleta de peripécias: Ethan e Gary, dois desconhecidos, encontram-se em Nova Iorque, na Tiffany's, a comprar lembranças para as namoradas. Ethan compra um anel de noivado, enquanto Gary compra uma pulseira.
Quando, pouco depois, Gary é atropelado, Ethan vai em seu auxílio e, acidentalmente ou por obra do destino, os seus sacos de compras são trocados.
O que irá acontecer quando cada uma das mulheres receber o seu presente?

Já referi aqui no blogue que fico sempre um pouco reticente em relação a estes romances longos (com mais de 400 páginas), pois tenho receio que a história se prolongue demasiado e a leitura se torne aborrecida. Felizmente, com este romance isso não aconteceu.

Gostei imenso da escrita de Melissa Hill, com muitos diálogos, algumas descrições e até uma pitada de suspense para deixar o leitor curioso. Este romance proporciona de facto uma leitura muito agradável e divertida; o leitor vai soltar umas boas gargalhadas mas também vai ficar com a lágrima no canto do olho.

Um dos aspetos de que mais gostei nesta história foi a presença de inúmeras peripécias, o que me manteve sempre cativada e agarrada ao livro. Depois existe ainda o suspense, também constante ao longo da leitura, e os segredos que a autora esconde muito bem e só revela no momento oportuno.

Em relação às personagens, gostei imenso do Ethan e da sua filha Daisy, uma criança extremamente amorosa. Não gostei do Gary, dos seus modos rudes e da sua personalidade egocêntrica e insensível. Também não gostei do final que a autora lhe deu, nem da súbita transformação que ele teve, mas compreendo a intenção da autora.

Em suma, acho que este romance dava uma boa comédia romântica para ser vista no grande ecrã e, como leitura, podem esperar algumas horas de descontração, muitas gargalhadas, momentos mágicos e emoção. Recomendo e pretendo ler mais romances desta autora!

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 25 de maio de 2013

"Desaparecida" de Katy Gardner [Opinião]

O primeiro livro que li de Katy Gardner foi "O Presságio da Sereia", já há vários anos e confesso que mal me lembrava que o tinha lido. Assim, foi muito bom ter a oportunidade, graças a um empréstimo, de ler um novo livro da autora.

Antes de mais, devo dizer que esta capa não me parece muito apropriada para o livro. As capas são sempre, ou na maior parte das vezes, o primeiro contacto que temos com um livro e nem sempre elas retratam na perfeição a história que vem lá dentro.
No caso deste livro, a capa super fofa e com tons de cor-de-rosa esconde, na verdade, uma história muito excitante, um thriller que provoca arrepios e emoções fortes.

Em relação à história, tudo começa quando Poppy, filha de Mel, desaparece enquanto ambas jogam às escondidas. Poppy é uma criança de sete anos que viu a sua vida mudar radicalmente: a mãe voltou a casar-se, mudaram para uma nova casa e Poppy tem ainda de se adaptar à nova escola e ao irmão recém-nascido.
No momento do desaparecimento, testemunhas viram um carro familiar a afastar-se do local, com Simon, o padrasto de Poppy, ao volante.
Para a polícia, este caso é uma luta contra o tempo; para Mel, é uma questão de vida ou de morte.

A história é-nos contada na primeira pessoa, na perspetiva de Mel, o que nos permite sentir mais empatia e compreender melhor os receios e preocupações desta mãe, que deseja desesperadamente ter a sua filha de volta. A narrativa divide-se entre o presente e o passado, desde que Mel conheceu e se apaixonou por Simon. Paralelamente, vamos conhecendo também o ponto de vista do inspetor responsável pelo caso.

A autora criou um enredo que prende o leitor do princípio ao fim; o suspense é constante e há muito mistério nesta história, onde tudo nos leva a acreditar que Simon é o raptor. O final é surpreendente e capaz de provocar alguns arrepios.

Fiquei muito surpreendida com este livro e com a escrita da autora (já não me lembrava de que ela escreve de forma tão cativante) e tenciono continuar a ler os seus romances.

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 18 de maio de 2013

"A Rainha Branca" de Philippa Gregory [Opinião]

O grande alarido à volta dos livros de Philippa Gregory foi o que me levou a querer estrear-me na obra da autora. Decidi começar por ler "A Rainha Branca", o primeiro volume de uma trilogia sobre a "Guerra entre Primos", passada em plena Guerra das Rosas.

Esta é a história de Isabel Woodville, uma plebeia que ascende à realeza e que revela estar à altura de todas as exigências da sua posição social. Enquanto luta fortemente pelo sucesso da sua família, esta rainha vai estar no centro de um intrigante mistério: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre.

Neste livro encontramos uma grande vertente histórica e cultural, mas também alguns elementos ficcionais e explicações inventadas pela autora, tal como ela explica na nota no final do livro.
A escrita da autora é muito cativante e o facto da história ser contada na primeira pessoa torna a leitura mais envolvente. Gostei muito de conhecer esta rainha e vê-la a ser retratada com uma personalidade tão forte, o que não era comum na época retratada no livro.

Além das muitas batalhas, conspirações e intrigas, este livro apresenta também uma linda história de amor entre Eduardo e Isabel, bem como o amor e preocupação de Isabel pela sua família e o grande companheirismo que tem com a sua mãe. A juntar a tudo isto, existe ainda o mistério do desaparecimento dos seus filhos na Torre e um aspeto mais ficcional, nomeadamente a introdução da magia e da lenda de Melusina.

Atribuir apenas 3 estrelas a este livro pode parecer um pouco injusto, mas a verdade é que, talvez por ter grandes expectativas, o livro não me prendeu tanto como eu esperava. Tenho de admitir que Philippa Gregory é uma boa contadora de histórias, mas o livro acabou por não me fascinar daquela forma especial nem cativar-me a ponto de eu querer ler sem parar.
Claro que isto não me vai impedir de ler mais romances da autora, até porque tenciono continuar a ler esta série. Uma coisa boa foi que a autora me deixou muito curiosa em relação às personagens que são abordadas nos livros seguintes. Quem sabe se os próximos livros não me prenderão um pouco mais?

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 15 de maio de 2013

"E Depois..." de Guillaume Musso [Opinião]

Estreei-me nas obras de Guillaume Musso no ano passado, com o romance "Salva-me", que me deixou agradavelmente surpreendida e desejosa de conhecer os seus restantes livros.

Assim, não hesitei quando me deparei com este título na biblioteca.
A sinopse é, desde logo,  muito cativante, apresentando-nos Nathan, um dos advogados mais brilhantes de Nova Iorque, que teve uma experiência de quase-morte aos 8 anos e agora a sua vida está prestes a mudar pela segunda vez.
Um certo dia, Nathan é abordado por um reputado médico que se diz capaz de prever a morte e que tem a missão de acompanhar aqueles que vão morrer, ajudando-os a deixar a vida em paz consigo mesmos.
Perturbado, Nathan compreende que os seus dias de vida estão a chegar ao fim e tentará, numa corrida contra o tempo, reparar os erros do passado e reconquistar o amor da sua vida.

Guillaume Musso brinda-nos com uma escrita agradável, sem grandes divagações e capaz de conquistar o leitor logo desde os primeiros capítulos. Devido ao facto de a escrita ser muito fluida, o livro lê-se compulsivamente.

Este romance aborda, como já vem sendo hábito nas obras do autor, o tema da vida e da morte. A grande questão que este livro coloca é: por que razão estamos nós aqui? E de que forma aproveitaríamos os últimos dias da nossa vida? Creio que, independentemente do leitor gostar mais ou menos desta leitura, não deixará de meditar neste tema e de se colocar no papel da personagem principal.

Confesso que o livro não me cativou tanto como eu esperava, principalmente depois de me ter sentido arrebatada com o anterior romance que li do autor. A história é muito bonita e, apesar do suspense constante e das reviravoltas que me surpreenderam imenso, esperava emocionar-me mais com este livro.

No entanto, a minha vontade de continuar a acompanhar este autor não esmoreceu e, assim que for possível, tenciono embrenhar-me em mais uma das suas histórias!

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Memória das Minhas Putas Tristes" de Gabriel García Márquez [Opinião]

Este foi o primeiro livro de Gabriel García Márquez que tive oportunidade de ler.

Neste livro é-nos contada a história de um velho jornalista que, ao chegar aos seus noventa anos, decide oferecer a si mesmo uma noite de amor louco com uma adolescente virgem.
Rosa Cabarcas é a mulher que o apresenta à adolescente por quem ele virá a apaixonar-se.

Gostei do estilo de escrita do autor, no entanto acabei por não achar o livro muito cativante. Este romance acaba por ser uma reflexão acerca da velhice e do amor. O protagonista da história vai compreender que nunca se é velho de mais para amar e para viver as alegrias e as tristezas de uma paixão avassaladora. Esta jovem adolescente vai ensinar-lhe que um velho pode morrer mais depressa de amor do que de velhice.

Espero em breve poder ler outros livros deste autor, dado que esta foi uma leitura que não me deixou inteiramente satisfeita.

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Livro do Mês: Abril

Chegou ao fim mais um mês e agora é o momento de fazer o balanço e escolher um livro para destacar.
Este mês mantive um ritmo bastante lento de leituras, tendo conseguido, mais uma vez, ler 6 livros. Em relação aos géneros literários, li três romances, dois policiais e um romance young-adult.
O livro que pretendo destacar é, de novo, um policial, desta vez de um dos meus autores preferidos de policiais: Harlan Coben.

LIVRO DO MÊS


A rubrica voltará no próximo mês! Até lá, boas leituras para todos!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Uma Mulher Misteriosa" de Barbara Delinsky [Opinião]

Não tinha grandes expectativas quando comecei a ler este livro, que adquiri através de uma troca. Como não conhecia a autora, o título e a sinopse é que acabaram por despertar a minha atenção.

Tal como se pode ler na sinopse, esta história passa-se em Lake Henry, uma pequena e pacata localidade, onde Heather vive com Micah e as suas duas filhas.
Tudo começa numa manhã em que o FBI aparece e leva Heather presa sob a acusação de ter cometido um homicídio quinze anos antes.
Esta notícia surpreende os habitantes de Lake Henry, deixando-os consternados ao se aperceberem de que afinal nada sabem sobre o passado de Heather.

Na minha opinião, a sinopse deste livro, apesar de estar correcta em relação ao conteúdo, engana o leitor na identificação da personagem principal do romance.
Este livro faz parte de uma série denominada "Blake Sisters" e cada livro é sobre uma das irmãs Blake. Elas são três: Lily, Poppy e Rose. O primeiro livro, "O Lago da Paixão" aborda a história de Lily, enquanto o segundo, "Uma Mulher Misteriosa", nos conta a história de Poppy.
Estive a pesquisar e creio que ainda não foi publicado o terceiro livro; não sei se a autora estará com intenções de o escrever, visto que já passaram dez anos desde que o segundo foi publicado.

Após esta contextualização do livro, já é fácil perceber o que eu queria dizer ao afirmar que a sinopse não revela a personagem principal desta história: Poppy Blake.
Heather não deixa de ser uma personagem importante, pois é a sua detenção que desencadeia todos os acontecimentos. Ela não tem um papel muito ativo na história, acaba por passar quase todo o livro detida, no entanto, é uma personagem omnipresente, isto é, fala-se nela constantemente e o mistério presente no livro está relacionado com a vida dela.

Poppy é a melhor amiga de Heather e pretende ajudá-la a todo o custo pois não acredita que a amiga tenha sido capaz de matar alguém, mesmo no seu passado desconhecido. Esta personagem foi uma grande surpresa para mim. Poppy é uma mulher paraplégica; teve um acidente há doze anos e encontra-se numa cadeira de rodas sendo, no entanto, um grande pilar desta comunidade. É uma mulher de uma força imensa e que, apesar das suas limitações, consegue levar uma vida normal.
Neste livro, Griffin Hughes (que é uma personagem do primeiro livro) vai reaparecer na vida de Poppy e desempenhar um papel importante na descoberta dos acontecimentos do passado de Heather. Vai igualmente oferecer o seu amor a Poppy e ajudá-la a enfrentar alguns dos seus fantasmas.

A autora aborda neste romance temas como o amor, a perda e a entreajuda numa comunidade. A sua escrita é extremamente apelativa e consegue cativar-nos com descrições de problemas reais.
A imprensa tem elogiado imenso Barbara Delinsky, que já escreve há vários anos, e fiquei surpreendida por nunca ter ouvido falar dela. Esta é uma história muito comovente e um pouco dramática acerca das atitudes e opções que fazemos na vida e de como as suas consequências podem voltar, mesmo muitos anos depois, a perturbar a nossa vida, limitando a possibilidade de sermos felizes.

Esta é uma leitura que recomendo e espero poder vir a ler no futuro mais romances da escritora.

Classificação: 3.5/5 estrelas