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segunda-feira, 25 de março de 2013

"A Clínica do Terror" de Mary Higgins Clark [Opinião]

O primeiro livro de Mary Higgins Clark que li foi "A Hora do Mocho", já há vários anos e confesso que pouco recordo da história.
Obtive "A Clínica do Terror" através de uma troca e, tendo lido muito boas opiniões acerca deste livro, foi com grande expectativa que iniciei a sua leitura.

Logo no início, conhecemos Kate DeMaio, uma promotora de justiça que vai parar ao hospital após um acidente de carro. Nessa noite, a partir da janela do quarto, ela avista alguém a colocar o cadáver de uma mulher grávida na mala de um automóvel.
Algum tempo depois, é encontrado o corpo de Vangie Lewis, que aparentemente cometeu suicídio. O marido de Vangie começa a ser visto como suspeito, à medida que vão surgindo outras mortes de pessoas que poderiam dar alguma luz a esta investigação.

Apesar de sabermos durante todo o tempo quem é o assassino, o livro não deixa de ter interesse. O factor surpresa não está na identidade do assassino, mas sim na forma como a história se irá desenvolver e nas reviravoltas que poderão surgir.
Confesso que me foi muito difícil pousar o livro, tal é a mestria da autora em escrever com clareza e envolver o leitor numa grande aura de suspense.

Os capítulos vão mostrando o ponto de vista de várias personagens numa mesma situação, o que ajuda a compreender todos os pormenores da trama. De facto, é de aplaudir a imaginação da autora e a forma tão organizada como nos conta a história.

Este livro aborda temas como a gravidez indesejada, o aborto, a fertilização in vitro, bem como a negligência médica, temas que ainda hoje são muito atuais e que irão cativar os leitores interessados nestas temáticas.
Pessoalmente, achei esta história surpreendente e muito viciante e tenciono, no futuro, procurar mais livros da autora e continuar, espero eu, a sentir-me cativada com os seus policiais.

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 15 de junho de 2012

"O Processo" de Franz Kafka [Opinião]


Tinha este livro em casa há imenso tempo mas só agora é que me decidi a lê-lo. Antes de o iniciar, li um pouco sobre o autor, Franz Kafka, e achei curioso que ele tenha pedido no seu testamento que a sua obra fosse destruída. Esta obra é uma entre três que ele deixou inacabadas e que posteriormente o tornaram famoso.

Creio que este livro pode ser analisado de muitas perspetivas e tem certamente inúmeras interpretações. Sinceramente, apesar de ter compreendido a essência da história, houve muitos pormenores que me passaram ao lado.

Josef K., o protagonista, é surpreendido, certo dia, com a instauração de um processo contra ele, não existindo qualquer fundamento para esta acusação. Incrédulo, no início, tenta ignorar e manter-se descansado, pois tem consciência de que está inocente. No entanto, à medida que vai conhecendo um pouco mais a justiça e as leis, começa a aperceber-se de que toda a gente com quem se encontra tem uma ligação à justiça. O tempo vai passando e K. acaba por entrar em desespero, não só por não ver o desenvolvimento do seu processo, mas também por ninguém lhe dar oportunidade de defesa.

Este livro não é fácil de se ler; apesar da linguagem ser acessível, algumas partes tornam-se demasiado maçadoras, dado que a história se dá unicamente em torno daquele processo infindável. As personagens são todas muito frias e duras, pelo que não é fácil gostar de alguma delas ou mesmo sentir empatia.
O livro aborda imenso os temas da justiça, corrupção e um pouco a religião, áreas que não me deixam à vontade para análises e interpretações mais complexas.
Em suma, não posso dizer que gostei, mas também não detestei. Recomendo a leitura a quem se interessar por justiça e leis.

Classificação: 2/5 estrelas