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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Palavras Sentidas


"Eu queria que o amor vencesse tudo, mas o amor não pode vencer nada. Não pode fazer nada só por si.
Depende de nós para vencermos em nome dele."

A Cada Dia
David Levithan

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Palavras Sentidas


"Apaixonares-te por alguém não significa que passas a saber como ele ou ela se sente. Só significa que sabes como te sentes tu."

A Cada Dia
David Levithan

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Palavras Sentidas


"A bondade liga a quem somos, ao passo que a simpatia liga a como queremos ser vistos."

A Cada Dia
David Levithan

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

"A Cada Dia" de David Levithan [Opinião]


Quando terminei o segundo volume de Erik Axl Sund, este livro veio mesmo a calhar. Estava a precisar de uma leitura mais leve e descontraída depois de uma leitura tão densa.

A Cada Dia trouxe-me isso mesmo: uma história cativante, com uma premissa que logo me chamou a atenção e que devorei em poucos dias.

A. é um jovem  que todos os dias acorda num novo corpo, numa nova vida. Sempre viveu assim e, por isso tem algumas regras:  Não se apegar muito, evitar ser notado e não interferir.
No entanto, tudo muda quando, um dia, acorda no corpo de Justin e conhece a sua namorada, Rhiannon. As regras deixam de se aplicar quando ele percebe que é com ela que quer estar a cada dia, todos os dias.

Penso que nunca tinha lido nada com esta premissa e, por essa razão, achei a ideia muito boa. O autor soube-a aproveitar muito bem e dava comigo, ao longo da leitura, a querer saber mais, a tentar perceber como era viver sendo A., sem um corpo fixo, sem poder ter uma família e sem tudo aquilo que nós geralmente tomamos como garantido.

A. mostra-nos como é viver em diversos tipos de corpos e pessoas, sejam rapazes ou raparigas, magros ou gordos, brancos ou negros, sejam pessoas boas ou más, pessoas com problemas mentais ou tendências suicidas, jovens com diferentes orientações sexuais.
É interessante na medida em que retrata o adolescente que não se sente bem no próprio corpo, bem como outras temáticas que afetam os jovens nestas idades.

Apesar de ter compreendido o conceito logo desde as primeiras páginas e de nunca ter achado a leitura confusa, acho que o autor passou logo para a mudança, sem nunca nos ter mostrado como era a normalidade da vida de A. Estes aspetos eram-nos contados aos poucos, mas nunca chegamos a ver o A. bem comportado; apenas conhecemos aquele que, de um momento para o outro, começou a desrespeitar todas as regras por si impostas.

Não me senti muito cativada pela história de amor que, na minha opinião, aconteceu muito depressa. Este amor tinha tudo para ser trágico, logo à partida, e acho que foi isso o que mais gostei: ver as formas que A. arranjava para ir encontrar-se com Rhiannon e perceber se haveria alguma forma de ficarem juntos.
O final não foi exatamente o que imaginei mas, para ser sincera, ainda não sei bem que final gostava de ter lido. Acho que precisava de mais respostas, de compreender melhor a condição de A., para poder imaginar um final que me fizesse mais sentido.

No geral, foi uma leitura interessante, que nos fala de empatia e que ajuda a quebrar alguns preconceitos. Recomendo a sua leitura tanto ao público juvenil como adulto.

Classificação: 3/5 estrelas