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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Palavras Sentidas


"Esse é o problema quando perdemos alguém; temos a tendência para nos lembrarmos de todas as observações descuidadas, mesmo aquelas feitas na brincadeira."

Traz-me de Volta
B. A. Paris

quinta-feira, 6 de junho de 2019

"Traz-me de Volta" de B. A. Paris [Opinião]


Traz-me de Volta é o terceiro livro de B. A. Paris, autora que fez bastante sucesso com o seu romance Ao Fechar a Porta e me cativou completamente desde esse momento.
O seu segundo livro, À Beira do Colapso, não foi tão intenso como o primeiro, contudo, continuei com grandes expectativas assim que este foi publicado.

Antes de mais, deixo-vos um aviso: não leiam os agradecimentos da autora, uma vez que há lá uma frase que contém um pequeno spoiler que poderá fazer-vos adivinhar o final do livro e estragar-vos o prazer da leitura. Não sejam curiosos como eu!

A narrativa centra-se em Finn, um jovem cuja namorada, Layla, desapareceu. Passados 12 anos sem qualquer pista, Finn refez a sua vida e está prestes a casar com Ellen, irmã de Layla. No entanto, quando surgem pistas de que Layla poderá afinal estar viva, a vida de Finn é virada do avesso e ele é obrigado a confrontar os acontecimentos do seu passado.

Ao contrário dos livros anteriores, que foram escritos sob a perspetiva da protagonista feminina, desta vez a autora conta-nos a história através da visão de Finn, embora, a partir de uma determinada fase da narrativa, vá alternando com alguns capítulos que nos dão a perspetiva de Layla.
A narrativa alterna-se também entre o passado e o presente, o que nos permite conhecer melhor como toda a história se desenrolou. Admito que gosto imenso de encontrar estes saltos temporais nos livros, pois acredito que as histórias se tornam muito mais dinâmicas.


[Fotografia da minha autoria]

Este livro revelou-se um verdadeiro page-turner; li-o precisamente num momento em que os livros não me estavam a cativar e este veio dar-me ânimo. Ou, mais concretamente, fez-me ler como uma tola pela noite dentro. E quando um livro consegue distrair-me desta forma, permitindo-me ler compulsivamente, só por isso já merece pontos!

A narrativa apresenta alguns momentos de grande tensão. Ao mesmo tempo que Finn começa a receber uns e-mails estranhos, encontra também objetos simbólicos relacionados com Layla. Estes acontecimentos instalam um clima de desconfiança nas nossas personagens e isso acaba por passar também para o leitor.
Outro aspeto que adorei neste livro foi o facto da autora me conseguir fazer duvidar de todas as personagens.

Gostei bastante do final que não se mostrou totalmente inesperado para mim, uma vez que há uma frase nos agradecimentos da autora que me fez desconfiar do rumo que esta história levaria. Mesmo assim, não deixei de me sentir surpreendida com as últimas páginas.

Não posso dizer que este livro seja tão bom como o Ao Fechar a Porta, embora a comparação seja inevitável. Uma palavra que o caracteriza na perfeição é viciante; o livro é mesmo muito viciante e lê-se quase de uma assentada. Se apreciam thrillers psicológicos, não deixem de experimentar este livro!

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 3 de novembro de 2018

Livro do Mês: Outubro

Chegamos ao fim de mais um mês, portanto chegou o momento de analisar as minhas leituras.

Estes foram os livros que me acompanharam ao longo do mês de outubro:


O mês começou muito bem com o livro da B. A. Paris, que devorei em três ou quatro dias. Depois iniciei A Sombra do Vento e, quando dei por isso, tínhamos chegado ao penúltimo dia do mês e eu ainda a lutar para terminar o livro. Foi uma leitura densa que, após muito insistir, lá me cativou de verdade. Pelo meio, ainda consegui ler um livro de um autor português.

Vou destacar o livro que consegui ler de um fôlego e que surgiu numa altura em que precisava mesmo de uma leitura assim viciante!

LIVRO DO MÊS


sábado, 20 de outubro de 2018

"À Beira do Colapso" de B. A. Paris [Opinião]


Depois do grande sucesso do seu primeiro livro, Ao Fechar a Porta, B. A. Paris regressa com um novo título bem chamativo. Mal soube da sua publicação em Portugal, não resisti a comprá-lo de imediato.

Numa noite de tempestade, Cass vê uma mulher dentro de um carro estacionado no bosque. No dia seguinte, descobre que essa mulher foi assassinada e que ela nada fez para a ajudar. Agora, atormentada pela culpa, Cass vai viver momentos bem difíceis...

Gostei imenso da forma como a autora construiu a Cass. A história é toda contada na perspectiva dela e por isso temos acesso a todas as suas preocupações, aflições e ao sentimento de culpa que a consome à medida que o tempo passa.
A par disso, ficamos a saber que a mãe dela teve demência e morreu muito jovem. Cass tem medo de vir a sofrer da mesma doença que a mãe e, de facto, o seu receio aumenta quando ela começa a esquecer-se das coisas mais básicas.

Este foi um dos aspetos que considerei mais interessantes no livro. Não é uma personagem em quem possamos facilmente confiar tendo em conta que a vemos fazer determinada coisa e, mais tarde, percebemos que aconteceu algo diferente e ela esqueceu-se. É difícil acreditar nela perante tantas incongruências.

[Fotografia da minha autoria]

O mistério deste livro não é tão surpreendente como o do anterior mas, para mim, manteve-se viciante desde o início. Não cheguei a suspeitar do final, o que tornou a leitura ainda mais atrativa para mim, no entanto, quando tudo foi revelado, percebi que até não era nada de extraordinário. Ou seja, com uma ideia aparentemente simples, a autora conseguiu estruturar o livro de forma bem interessante.

É possível que alguns leitores descubram rapidamente o final e o achem muito óbvio, daí que muitas opiniões considerem que este livro não é tão bom como o anterior. De facto, é muito difícil a autora conseguir igualar o seu romance de estreia.

Apesar de tudo, é um excelente thriller psicológico que não deixo de recomendar, quer conheçam ou não o trabalho anterior da autora. Espero que gostem!

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"Ao Fechar a Porta" de B. A. Paris [Opinião]


Ouvi tantas coisas boas acerca deste livro que a minha curiosidade ficou espicaçada e tentei adquiri-lo assim que me foi possível.

Este é um daqueles livros que se lê de uma assentada. Eu não o fiz, mas vontade não me faltou. Ainda assim, despachei-o em três ou quatro noites.

A história inicia-se com um jantar de convívio entre amigos, onde ficamos a conhecer Jack e Grace, um casal aparentemente perfeito. Mas neste livro nada é o que parece. Ao fim de poucas páginas, o leitor começa a aperceber-se de que algo não está bem e rapidamente entra no horror que é a vida de Grace.

A história alterna entre presente e passado, sempre contada na voz de Grace. Vamos conhecendo como Jack e Grace se conheceram, como foi o início do casamento de ambos e como pretendiam tomar conta de Millie, irmã de Grace e portadora de Síndrome de Down.
Milli teve um papel muito importante nesta história e sempre foi quem deu força e esperança a Grace. Gostei imenso de ver como elas se davam tão bem e como Grace era maternal para com a irmã.

Este livro não é gráfico, não há cenas violentas de sangue nem mutilação de cadáveres. O terror é todo psicológico, e consegue ser tão ou mais perturbador quanto a violência física.

É um livro que não dá descanso ao leitor. Não há momentos parados, não há tempo para pausas. Assim que começa a ganhar intensidade, mantém-se intenso até à última página, impossível de largar.

Durante a leitura, senti-me entusiasmada, surpreendida, repugnada e até aterrorizada com a violência que Grace estava a sofrer. Torci durante todo o tempo para que ela se conseguisse soltar, embora fosse difícil imaginar como.

O final está muito bom e deixou-me com um sorriso um nadinha perverso. Aliás, tudo neste livro está perfeito, adorei mesmo e recomendo absolutamente a sua leitura. Foi, sem dúvida, uma das minhas melhores leituras de 2017.

Classificação: 5/5 estrelas