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sábado, 3 de junho de 2017

"A Mãe Eterna" de Betty Milan [Opinião]


Agradeço desde já à editora Objectiva (Penguin Random House Grupo Editorial) por me ter dado a oportunidade de ler uma autora que não conhecia.

A Mãe Eterna é um pequeno livro que permite grandes momentos de reflexão.
Está escrito em forma de diário, onde a filha vai relatando as peripécias do dia-a-dia com a sua mãe,  ao mesmo tempo que desabafa por se encontrar no papel de mãe da sua mãe.

É um livro extremamente atual, dado que cada vez mais as pessoas vivem mais tempo, e muitas vezes com pouca qualidade de vida, acabando por ficar dependentes dos filhos e de outros cuidadores.
É um relato impressionante o desta filha que sente a falta da mãe que fazia o papel de mãe e que agora não pode ser deixada sozinha por não ser capaz de cuidar de si própria.

É um livro que angustia e nos deixa a pensar na ordem natural da vida: um dia seremos nós a ter de cuidar dos nossos pais.

São também abordados temas como a relação mãe-filha, mãe e irmãos, bem como a morte e a forma como a medicina tenta prolongar ao máximo a vida dos idosos quando eles, na opinião desta narradora, já morreram uma vez.

Uma leitura interessante e comovente, que recomendo a quem desejar ler algo que nos deixe a pensar e a refletir.

Classificação: 3/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 3 de março de 2017

"A Mãe Eterna" de Betty Milan [Divulgação]

Título Original: A Mãe Eterna
Autora: Betty Milan
Edição: 2017
Editora: Objectiva
Páginas: 128
PVP: 14,90€

Nas livrarias a 1 de março.

“Um relato espantoso que narra a passagem de filha para mãe da mãe”.
Fernanda Torres

O livro será apresentado no Sky Bar do Hotel Tivoli, em Lisboa. Apresentação de Teolinda Gersão e da psicóloga Maria Belo, com leituras de Paula Guedes. Dia 28 de Abril, às 17h.

A autora estará em Lisboa de 22 a 30 de Abril e está disponível para entrevistas.

Sinopse:

A filha está cansada de ver a mãe definhar, esgotada. Aos 98 anos, com a saúde debilitada, a mãe mal ouve e quase não vê. A filha, que se vê no papel de mãe da própria mãe, questiona os médicos, as religiões, tudo. Para quê manter vivo alguém que já não vive?

Num relato comovente, em forma de diário, a filha descreve as peripécias do dia-a-dia com a mãe; ao mesmo tempo, este diário é um escape, um desabafo e um apelo à mãe — a mãe imaginária, a que tinha e já não tem, a que lhe lia, que a escutava e acalentava. A mãe que fazia o papel de mãe.

Um livro forte, uma reflexão gritante de tão actual, A Mãe Eterna apresenta-nos um dilema que mói a alma e nos faz questionar a vida, a morte e a relação mãe-filha.

Sobre a autora:

BETTY MILAN é paulista. Autora de romances, ensaios, crónicas e peças de teatro. Colaborou nos principais jornais brasileiros e foi colunista do Folha de S. Paulo, da Veja e da Veja.com, onde escreve actualmente.

Trabalhou para o Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, França. Foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris em 1998 e em 2015. Em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional do Livro de Miami.

Antes de se tornar escritora, formou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo, especializou-se em Psicanálise, em França, com Jacques Lacan, e fundou o Colégio Freudiano do Rio de Janeiro. Visite a autora em: www.bettymilan.com.br