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sexta-feira, 26 de abril de 2024

«A Cicatriz» de Maria Francisca Gama [Opinião]


História muito bem escrita e com uma boa estrutura. Foi o primeiro trabalho que li da autora e fiquei impressionada, com vontade de continuar a conhecer os seus livros.
 
O temática é dura, contada sem filtros, com partes cruéis que podem sensibilizar alguns leitores. Senti-me extremamente triste ao longo desta leitura e ainda mais com o final. É duro. Não consigo nem imaginar uma situação destas, pelo que faço só uma pequena ideia de como deve ter sido para a autora pôr-se no papel desta personagem.
Terminada a leitura, só consigo pensar que a personagem podia (e devia) ter pedido ajuda. Tal como a autora nos mostrou o caminho para a direita e para a esquerda, acho que poderia ter havido um outro caminho se a personagem tivesse só um bocadinho mais de força para pedir ajuda.
 
Creio que entendo o que o autora pretendia com este livro, mas teria sido uma boa oportunidade para salientar a importância da ajuda psicológica.

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 15 de março de 2024

«Uma Família Quase Normal» de Mattias Edvardsson [Opinião]


«Com uma reviravolta chocante, este é um thriller jurídico intenso que consegue, com sucesso, ser realista e emocionante.»
Booklist
 
Uma Família Quase Normal apresenta-nos uma premissa muito interessante. «Até onde seria capaz de ir se a sua filha fosse acusada de assassinato?»
Iniciei este livro sem expetativas; não conhecia o autor, não conhecia o livro, não sabia nada sobre ele. E a verdade é que fiquei agarrada logo nos primeiros capítulos. Acabei por devorar este livro em poucos dias.
 
A história apresenta-nos uma família perfeitamente normal. Adam, o pai, é um pastor da Igreja da Suécia. Ulrika, a mãe, é uma advogada de defesa. Ambos têm uma filha adolescente, a Stella.
Quando a Stella é acusada de assassinar brutalmente um homem bastante mais velho do que ela, a vida desta família sofre uma reviravolta completa.
 
Este livro foi estruturado de forma muito interessante. Está dividido em três partes, e cada parte é-nos contada na perspetiva de um membro da família. Primeiro, o pai, que nos dá uma visão do que é querer fazer tudo pela sua filha e sentir-se impotente ao ver a sua família completamente devastada. Além disso, permite-nos reflexões acerca do que é certo e do que é errado, do que é a verdade e do que é a mentira, bem como o que alguém estaria disposto a fazer pelos seus filhos.
Segue-se a perspetiva da Stella, a filha, que nos conta a história do seu ponto de vista, e com ela vamos perceber porque é que se envolveu em determinados comportamentos, e vamos ver que é adolescente normal com as suas dificuldades, as suas dúvidas, os seus sonhos.
Por fim, a perspetiva da mãe foi aquela que mais me agradou porque, sendo ela advogada de defesa, toda esta última parte se passa no tribunal, pelo que temos aqui um pouco de thriller jurídico. Gosto muito de livros com partes passadas em tribunal, embora na verdade não leia tantos quantos gostaria.
 
O livro é surpreendente, viciante de início ao fim, com capítulos pequenos que permitem uma leitura rápida. Não senti que houvesse partes mortas nem palha lá pelo meio; a história é mesmo muito dinâmica, está sempre qualquer coisa a acontecer. Conforme avançamos na história, só queremos desvendar estas teias de mentiras, encontrar a verdade, perceber quem é que afinal matou Christopher Olsen.
 
Passamos todo o livro a questionar tudo e todos e só muito perto do fim é que vamos ter a verdade completa nas nossas mãos.
 
Gostei mesmo muito deste thriller. Estava indecisa entre dar 4 ou 5 estrelas, mas, devido à estrutura diferente e original, com a pitada de thriller jurídico, acabei por decidir atribuir as 5 estrelas. Encontrei neste livro todos os ingredientes que aprecio num thriller: ação, reviravoltas e um ritmo frenético.
 
Mattias Edvardsson é mais um autor que tenciono continuar a acompanhar.

Classificação: 5/5 estrelas

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

«Enquanto o Fim Não Vem» de Mafalda Santos [Opinião]


Não vou revelar muito acerca deste livro, porque acho que quanto menos o leitor souber sobre ele, melhor.
Posso dizer que foi o primeiro trabalho que li da Mafalda Santos e que ela nos apresenta uma ideia ousada e surpreendente.
 
Neste livro, o inspetor Lobo está a investigar a morte de uma jovem, a Laura. Depois temos outra personagem, o Afonso, um escritor cansado de obedecer ao que a editora quer que ele escreva, e que só deseja escrever algo mais ao seu gosto.
 
Este livro funcionou muito bem, prendeu-me desde o primeiro capítulo. Acho que a história está bem estruturada e é extremamente viciante. Se pudesse, tê-lo-ia lido todo numa tarde, porque o livro nos agarra de verdade. A cada novo capítulo, eu só queria saber mais, e começaram a surgir reviravoltas incríveis que me faziam querer desvendar tudo.
 
A verdade é que nada neste livro é o que parece e a ideia está muito fora da caixa. Tenho de dar os parabéns à autora por isso.
 
Contudo, escrevo esta opinião e classifico este livro ignorando o último capítulo. Depois de tanta emoção, aquele final não resultou de todo comigo. Terminei a leitura e senti que algo ficou a faltar. Foi um final abrupto, que eu percebi, mas ao mesmo tempo não percebi. Esperava qualquer coisa diferente e mais bem explicada. Depois havia ainda um epílogo que não senti que fosse necessário.
 
Não quero que a minha opinião se baseie apenas na desilusão que foi o final, uma vez que tudo o resto funcionou e o livro cumpriu o seu propósito e me manteve entretida e a ansiar sempre por mais uma página. Embora o final não tenha funcionado comigo, acredito que possa ser surpreendente para outros leitores.
 
Ficou a vontade de ler outros trabalhos de autora!

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

«O Elevador» de Filipa Fonseca Silva [Opinião]


O Elevador foi uma surpresa muito boa. Numa escrita fresca e cativante, a autora prende o leitor desde a primeira página, tal como prende as suas personagens num elevador.
 
A premissa deste livro não é propriamente original; recordo-me de já ter lido um outro livro todo passado num elevador.
 
Desta forma, um casal fica preso quando o elevador avaria. Estando insatisfeitos com a sua relação (mais ela do que ele), e uma vez que têm pela frente algumas horas de espera, vão ter de se confrontar com o estado da relação.
 
A autora alterna capítulos de diálogos entre o casal com narrativa em que conhecemos um pouco da vida de cada personagem, como se conheceram, como foram ali parar...
 
É um livro pequeno, lê-se perfeitamente numa tarde. A história, de certa forma, deixa-nos a pensar naquilo que faz falta numa relação. Quando as pessoas são diferentes e parecem ter muito pouco em comum, será que o amor basta para manter uma relação. Será que o amor poder ser mais forte do que tudo?
 
Gostei bastante e ficou a vontade de conhecer outros trabalhos da autora.

Classificação: 3/5 estrelas

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

«Shore Desvendado» de M. G. Ferrey [Opinião]


Shore Desvendado é uma crónica do mundo Aquorea que nos conta a perspetiva de Kai em relação aos acontecimentos do primeiro livro.
Depois de ter adorado Aquorea, fiquei muito contente com o lançamento deste novo livro. Tal como a autora sempre refere, só faz sentido ler este livro depois da leitura de Aquorea.

Este livro não é uma continuação. Acompanhamos os principais acontecimentos desde a chegada de Arabela a Aquorea, mas vamos conhecer os pensamentos de Kai, o que ele sente por Ara e por que razão é tão rude com ela. Vamos entrar na cabeça de Kai.

Considero que este livro tem uma ou duas surpresas, acontecimentos que ficamos a conhecer agora e que anteriormente não sabíamos, o que me entusiasmou.
No geral, o livro lê-se muito bem e a escrita da autora é cativante. Ao contrário de Aquorea, aqui os capítulos são pequenos.

Apesar de tudo, o que senti foi que por vezes a história era muito apressada, como se fosse um resumo rápido e superficial de Aquorea. Algumas semanas antes, eu tinha relido Aquorea para ter os acontecimentos mais frescos na minha memória, contudo, sinto que isso não me ajudou, pois pareceu-me tudo muito repetitivo.

É uma leitura interessante para os fãs da obra, com algumas surpresas, mas infelizmente não senti que tivesse acrescentado grande coisa.
Quero que chegue rapidamente a continuação porque essa, sim, valerá mais a pena!

Classificação: 3/5 estrelas

terça-feira, 8 de março de 2022

«O Homem das Castanhas» de Søren Sveistrup [Opinião]


«Excelente. Uma mistura sagaz de policial, thriller político e drama doméstico.»
The New York Times
 
O Homem das Castanhas inicia-se com um primeiro capítulo arrepiante e cujas descrições gráficas não serão adequadas aos leitores mais suscetíveis. Embora os diversos cenários de crime que encontramos ao longo do livro não sejam descritos com muita exaustão, são intensos e impressionam, pelo que deixo esta chamada de atenção aos leitores que não apreciam descrições tão gráficas e violentas.

A premissa do livro é bastante interessante: num subúrbio de Copenhaga, uma mulher é encontrada brutalmente assassinada, e falta-lhe uma das mãos. Junto ao corpo, é encontrado um pequeno boneco feito com castanhas. A pista mais interessante neste cenário é o boneco, que parece estar ligado a uma menina que desapareceu um ano antes e foi dada como morta.

Esta menina desaparecida é a filha da ministra Hartung, que regressa agora ao trabalho e agita a comunicação social.
Desta forma, este livro vai misturar investigação policial com drama familiar e alguma intriga política.

Naia Thulin é a detetive responsável pelo caso e a ela vai juntar-se Mark Hess, um investigador que acabou de ser temporariamente afastado da Europol e que vai trazer algum mistério à narrativa. A interação entre ambos acabará por ser difícil ao início, dado que ambos têm os seus motivos para não quererem estar ali e acaba por não ser fácil trabalharem juntos.
Há outras personagens importantes para a trama e que acabarão por ter a sua ligação aos crimes.

Considero que este é um romance policial de início lento, com uma grande variedade de personagens, podendo tornar-se confuso enquanto o leitor não se familiariza com todas elas.
Os capítulos são curtos (pormenor me agrada muito), o que incentiva a uma leitura rápida. Penso também que este livro será para ler de seguida, sem muitas pausas. Durante a leitura, acabei por estar uma semana sem conseguir pegar nele e, ao retomar a leitura, sentia-me ligeiramente perdida e sem me recordar das ligações entre algumas personagens.
Assim, recomendo a leitura deste livro quando tiverem mais disponibilidade.

A trama torna-se mais intensa à medida que nos aproximamos do final e as ligações entre as personagens começam a fazer sentido. Diria que as últimas cinquenta páginas são de leitura imparável.

O Homem das Castanhas vem provar a grande qualidade das obras literárias que nos chegam dos países nórdicos e considero que seja uma leitura obrigatória para os fãs deste género literário, desde que se sintam à vontade com as descrições mais gráficas e violentas.

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

«O Castigo dos Ignorantes» de Hjorth & Rosenfeldt [Opinião]


«Habilmente composto e cheio de suspense [...]. O Castigo dos Ignorantes termina com uma verdadeira reviravolta. Vai ser difícil conseguir esperar pelo próximo.»
Litteratursiden, Dinamarca

O Castigos dos Ignorantes é o quinto volume da série Sebastian Bergman, uma série que não tem perdido qualidade a cada novo volume e que deve ser lida por ordem.

Porque é que esta série é tão cativante?
Porque, em cada volume, nos apresenta um novo e surpreendente caso policial, ao mesmo tempo que vai desenvolvendo os acontecimentos de vida dos diversos elementos da Riksmord. Sebastian é a personagem mais controversa, devido à forma rude com que trata todos os que o rodeiam. Tem evoluído bastante ao longo da série, bem como as outras personagens, das quais destaco Vanja e Billy.

Neste livro, conhecemos um serial killer complexo que pretende combater a ignorância. Ele é da opinião de que programas como reality shows são fúteis e destacam a falta de educação e a ignorância que assolam as novas gerações. Assim, ele submete as suas vítimas a um teste de cultura geral, em que a reprovação é uma sentença de morte.

[Fotografia da minha autoria]

Os investigadores entram num jogo de caça ao homem, sabendo que não têm tempo a perder. Não só o assassino não pretende parar de matar, como ainda consegue desafiar a polícia e tornar-se mais ousado. Este é um assassino muito original e que se destacou de todos aqueles que já encontrei ao longo das minhas leituras dentro do género.
 
A narrativa é muito envolvente, prendendo-nos às suas páginas de tal forma que não vemos o tempo a passar. Os momentos de tensão são fortes e duram até às últimas linhas.

Todos os livros desta série costumam terminar com um cliffhanger, o que mantém o leitor em suspenso e desejoso de se atirar ao volume seguinte. Por mais que se pense que os autores não nos conseguem surpreender — estes momentos têm sido cada vez mais alucinantes conforme progredimos na série —, a verdade é que eles voltam a fazê-lo. E, neste livro, encontramos um dos finais mais angustiantes de toda a série. Estou impaciente por ter o volume seguinte nas minhas mãos!

Em conclusão, foi mais uma excelente leitura, de ritmo rápido e com um assassino extremamente inteligente. Vale muito a pena ler!

Classificação: 4/5 estrelas

terça-feira, 18 de maio de 2021

"A Menina Silenciosa" de Hjorth & Rosenfeldt [Opinião]


«Um romance trepidante que não foge do pesado custo emocional da culpa e da perda.»
Sunday Times (Reino Unido)

A Menina Silenciosa é o quarto volume da série Sebastian Bergman. Nunca é demais repetir que esta série deve ser lida por ordem, uma vez que dá uma grande ênfase à vida das personagens.

Não entendo como passei vários anos com dois livros desta série na estante, sem nunca lhes ter dedicado um tempinho. A verdade é que agora me sinto completamente viciada nesta trama, que se tem tornado mais empolgante a cada livro.

O volume anterior apresentava um caso policial pouco interessante e que não me encheu as medidas. Felizmente, neste livro houve uma grande melhoria.

A Riksmord é chamada a investigar o caso de uma família que foi brutalmente assassinada em casa, em plena luz do dia. Descobrem que há uma testemunha, uma menina de 9 anos, completamente traumatizada e que deixou de falar, apenas comunicando através de desenhos.
Enquanto tentam romper a sua parede de silêncio, terão de a proteger, dado que o assassino está disposto a tudo para garantir que ela permanece calada.

[Fotografia da minha autoria]

Não obstante a brutalidade destes crimes, o livro não apresenta descrições excessivamente violentas. Tal como já referi no passado, estes livros são pouco procedimentais. Não encontramos uma investigação muito aprofundada nem autópsias macabras.

A investigação está muito bem conduzida, com as dificuldades associadas, com tensões entre as diversas forças policiais e com o aparecimento de novas pistas. A criança que testemunhou o crime foi talvez o que tornou este livro novamente num dos meus preferidos da série.
 
Gostei da relação que Sebastian estabeleceu com a menina, mas gostaria de ter visto um maior desenvolvimento do seu mutismo e de como a terapia a poderia ajudar. Esta criança foi importante, na medida em que ajudou Sebastian a confrontar os acontecimentos do seu passado. Ainda não sei se é desta que ele conseguirá finalmente alguma paz de espírito, mas pelo menos senti uma evolução.

O final deste livro não é tão chocante como o do anterior, mas é igualmente surpreendente, uma vez que nos traz uma revelação chocante e a promessa de um segredo que irá ser revelado. Creio que agora estou ainda mais desejosa de ler o volume seguinte!

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 5 de abril de 2021

"O Homem Ausente" de Hjorth & Rosenfeldt [Opinião]


«Aqueles que leram os primeiros romances correrão para a livraria mais próxima para comprar o terceiro livro. Mais uma vez, impossível parar de ler.»
NDR Kultur (Alemanha)
 
O Homem Ausente é o terceiro volume da empolgante série Sebastian Bergman. Já referi anteriormente mas é importante relembrar que esta série deve ser lida por ordem, uma vez que a história tem uma grande continuidade na vida das personagens.

O enredo deste livro é composto por várias histórias paralelas que, no início, não parecem ter nada em comum. Por um lado, seis corpos são encontrados enterrados no meio da neve nas montanhas de Jämtland e a Riksmord é chamada para investigar. Num outro local, uma mulher afegã, a viver na Suécia, procura respostas para o mistério do desaparecimento do seu marido, alguns anos antes. E há ainda um jornalista disposto a investigar a sua história.

O caso policial presente neste livro não é dos mais interessantes. Como sempre tem acontecido, a equipa depara-se com falta de pistas e inúmeras dificuldades. Confesso que o caso só se tornou cativante nas últimas cem páginas, quando todas as histórias paralelas se começaram a interligar.
 
[Fotografia da minha autoria]
 
Ao contrário do que seria de esperar, Sebastian não contribui quase nada para esta investigação. No entanto, continua a ter um papel de destaque no livro, uma vez que alimenta os acontecimentos paralelos que mantêm o leitor preso às páginas deste livro.
Se no livro anterior eu estava a sentir pena e empatia por Sebastian, agora começo a sentir uma certa perplexidade tendo em conta os seus comportamentos, alguns muito graves, que trazem sérias consequências para as pessoas que o rodeiam.

Se avaliarmos este livro unicamente como um policial, ele não será dos melhores. É tudo pouco procedimental, sem descrições macabras ou autópsias repletas de detalhes. Pessoalmente, prefiro policiais mais ricos, mais estimulantes.
Contudo, estou completamente viciada no drama que envolve estas personagens e é por elas que eu faço questão de querer ler todos os livros.

Quando ao final, o que posso dizer? Que fiquei boquiaberta, completamente em estado de choque! Detesto quando os escritores terminam capítulos daquela forma, mas terminar assim um livro é imperdoável! Porém, dado que se trata de uma série, os autores não poderiam arranjar final mais explosivo para deixar o leitor a desejar ler o volume seguinte de imediato. Estou desejosa de o fazer!

Classificação: 4/5 estrelas

domingo, 7 de fevereiro de 2021

"O Discípulo" de Hjorth & Rosenfeldt [Opinião]


«Uma ação trepidante, um thriller eficiente e extremamente rápido. Os autores sabem o que estão a fazer.»
Borås Tidning (Suécia)

O Discípulo é o segundo volume da série Sebastian Bergman. Esta é uma série que deve ser obrigatoriamente lida por ordem cronológica. Os livros tratam casos independentes mas, no restante, a história tem continuidade.

Ao iniciar esta leitura, já não torci o nariz por ter à minha frente quase 700 páginas. Geralmente desconfio e receio que policiais deste tamanho tenham alguma palha à mistura. No entanto, fiquei muito surpreendida com o primeiro volume e este segundo arrebatou-me completamente.

Este livro aborda um tema que acaba por ser desenvolvido por muitos autores de policiais e que me agrada bastante: os imitadores. Nesta história, são encontradas mulheres brutalmente assassinadas, cujos homicídios apresentam semelhanças aos cometidos por Edward Hinde, um assassino em série preso há 15 anos.
Sem terem mais pistas, os investigadores vão precisar de recorrer à ajuda de Sebastian, que na altura era o maior especialista e o responsável por colocar este assassino atrás das grades.

Os livros desta dupla de autores suecos são livros pouco procedimentais a nível policial, ou seja, não há grandes descrições dos crimes, das cenas de crime, não há autópsias detalhadas nem uma investigação policial muito forte a nível de procedimentos.
Se gostas de livros extremamente gráficos com descrições violentas, este não será exatamente o que procuras.

[Fotografia da minha autoria]

Então, o que podemos encontrar nestas quase 700 páginas? Encontramos sobretudo um grande desenvolvimento das personagens, muito drama, mentira, segredos, traições. É quase como se fosse uma novela (e não digo isto em sentido pejorativo) com crimes pelo meio. Acompanhamos a vida daquelas personagens enquanto elas investigam um crime; assistimos a todas as suas frustrações, dificuldades, becos sem saídas, procura por pistas, pequenas vitórias. E nem sempre a equipa se dá bem, daí que surjam muitos conflitos.

Sebastian Bergman é o homem que dá o nome a esta série. É uma daquelas personagens completamente detestáveis, mas simultaneamente intrigantes. Em tempos, já foi um excelente profiler criminal mas perdeu o rumo depois da morte da mulher e da filha. Sente-se perdido e camufla a sua dor sendo repugnante e rude com as pessoas, fazendo com que ninguém suporte a sua presença. Por um lado, sentimos pena dele, por outro, uma certa aversão. Além disso, ele tem uma particularidade interessante: dorme com todas as mulheres que lhe aparecem pela frente! Este aspeto vai ser especialmente importante neste livro, uma vez que todas as mulheres assassinadas têm uma ligação a Bergman.

Posso dizer que este livro me agradou muito mais que o anterior. Em Segredos Obscuros, encontrei alguns momentos mais calmos e que me aborreceram. Em contrapartida, este livro foi uma injeção de adrenalina do início ao fim!
Adorei acompanhar o desenvolvimento da vida das personagens, bem como conhecer Edward Hinde, o manipulador assassino em série.

Em conclusão, embora seja um policial pouco procedimental, não lhe falta ação, adrenalina e perigo, tendo deixado pistas no final que nos fazem querer ler de imediato o volume seguinte. Mal posso esperar!

Classificação: 5/5 estrelas

segunda-feira, 9 de março de 2020

"Segredos Obscuros" de Hjorth & Rosenfeldt [Opinião]


«Um thriller extraordinariamente inteligente.»
De Telegraaf (Holanda)

Apesar de ter na estante três volumes da série de Sebastian Bergman, escrita por uma dupla de autores suecos, ainda não tinha tido oportunidade de lhes dar a devida atenção. Assim que a minha melhor amiga me emprestou o primeiro volume da série, não tive como escapar e atirei-me avidamente a esta leitura.

Deixem-me apenas confessar-vos que tenho uma pequena mania de fazer cara feia aos policiais com mais de 500 páginas. Não tenho qualquer problema em ler livros volumosos; apenas fico com receio de que um livro deste género, com tantas páginas, possa vir a arrastar-se e ter alguma palha. Provavelmente este é apenas um preconceito meu, que não se mostrará verdadeiro em muitos livros.

De facto, os meus receios eram completamente descabidos. Segredos Obscuros é um policial muito bem construído e estruturado, com uma interessante diversidade de personagens e bem equilibrado a nível de investigação policial.

Tudo começa com o desaparecimento de Roger, um jovem de 16 anos que, mais tarde, é encontrado morto, com o corpo mutilado e o coração arrancado do peito. Isto dá início a uma investigação que irá desvendar imensos segredos.

Nos primeiros capítulos, o livro não é muito dinâmico mas a verdade é que acaba por agarrar o leitor e mantê-lo curioso até ao fim. Está sempre a acontecer alguma coisa e, embora no início os investigadores tenham dificuldade em prosseguir na investigação, as pistas vão surgindo e, pouco a pouco, vai sendo montado o quadro deste crime.

[Fotografia da minha autoria]

Como referi acima, conhecemos bastantes personagens. Há espaço para uma boa caracterização de todas elas, o que nos permite sentir afinidade por umas e antipatia por outras.

Gostava de falar de Sebastian Bergman, um psicólogo que trabalhava como profiler para a Polícia em casos de assassinos em série. Um tsunami levou-lhe a mulher e a filha e, desde aí, ele nunca mais foi o mesmo. Deixou de trabalhar e transformou-se num homem à deriva.
Sebastian é de facto uma personagem intrigante. É brusco, rude e convencido nas suas interações com os outros, o que por diversas vezes me fez sentir uma certa antipatia por ele. Contudo, não passa de um homem que perdeu tudo e que, volvidos alguns anos, ainda não consegue ainda lidar com aquela tragédia. A dor dele é palpável.

Também gostei do inspetor Thomas Haralsson. Não sei se gostar será o termo certo, uma vez que passei todo o livro a sentir pena dele. Tudo lhe corria mal. Foi afastado da investigação quando uma equipa externa foi chamada para investigar este homicídio, mas nunca desistiu de provar o seu valor como detetive. O problema é que nunca conseguia fazer nada acertadamente. A juntar a tudo isso, tinha de lidar com a mulher que andava a fazer tratamentos de fertilidade e estava desesperada por engravidar. Nem no final do livro as coisas melhoraram, por isso espero que este homem possa vir a ter alguma sorte nos volumes seguintes da série.

O final foi bastante surpreendente e achei aquelas últimas linhas incríveis. Mas que revelação bombástica! Só me deixou ainda mais curiosa por ler a próxima aventura de Sebastian Bergman.

Para quem é fã de policiais e, especificamente, de literatura nórdica, aqui está uma sugestão a não perder. Em Portugal, a Suma de Letras já publicou cinco volumes desta série.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 4 de julho de 2019

"O Carrasco" de Daniel Cole [Opinião]


No ano passado, a Suma de Letras deu-nos a conhecer Boneca de Trapos, o primeiro thriller do autor inglês Daniel Cole. Agora, chegou a Portugal a sua continuação: O Carrasco.
Deixo o meu agradecimento à Suma de Letras (Penguin Random House Grupo Editorial) pela generosa oferta deste exemplar para leitura e partilha de opinião.

Antes de prosseguir com a minha opinião, deixo-vos um conselho: leiam a série por ordem. Embora os livros se possam ler independentemente, O Carrasco tem imensas referências ao Boneca de Trapos, incluindo um encontro com o assassino. Serão capazes de melhor usufruir desta leitura se conhecerem o livro anterior.

O Carrasco tem como protagonista a inspetora Emily Baxter, ainda não totalmente recuperada dos assassínios da Boneca de Trapos, apesar de já se terem passado 18 meses.
Desta vez, vai ser convocada para uma reunião com dois agentes americanos - Elliot Curtis, do FBI, e Damien Rouche, da CIA, e acabará por ser obrigada a participar numa investigação a homicídios que estão a ser cometidos em Nova Iorque e Londres.

Daniel Cole não teve medo de nos surpreender com homicídios extremamente cruéis e imaginativos. Alguns capítulos deixaram-me boquiaberta e houve uma cena, em especial, tão bem descrita que quase me deixou doente. Neste aspeto, posso mesmo afirmar que o autor se superou!

[Fotografia da minha autoria]

Em relação às personagens, adoro a inspetora Baxter. Já a conhecia do anterior romance, mas agora tive oportunidade de a conhecer melhor. Ela é rude, resmungona, sarcástica e com pouca paciência para respeitar a autoridade. Confesso que, por diversas vezes, dei por mim a rir à gargalhada da forma como ela tratava as outras pessoas. Contudo, por detrás deste mau feitio, esconde-se uma pessoa preocupada com aqueles que ama e também a tentar lidar com as suas fragilidades. Não consegue facilmente confiar nos outros e isso acaba igualmente por trazer novos constrangimentos.

Outra personagem de que gosto muito é o Edmunds, que já me tinha surpreendido no livro anterior. A participação dele deixou-me deveras empolgada, assim como o rumo que ele decidiu dar à sua vida.

Em comparação com o Boneca de Trapos, creio que este segundo romance está ainda melhor. Senti-me agarrada logo nos primeiros capítulos, li metade do livro em apenas uma tarde e o autor conseguiu surpreender-me a cada página. O final é intenso, embora tenha sentido falta de algumas explicações um pouco mais detalhadas.

Estou igualmente ansiosa que o terceiro volume chegue a Portugal, uma vez que acabei de ler a sinopse e já me sinto a salivar!
No geral, recomendo vivamente este thriller intenso de leitura viciante e onde a ação impera da primeira à última página.

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

"O Carrasco" de Daniel Cole [Divulgação]

Título Original: Hangman
Autor: Daniel Cole
Edição: 2019
Editora: Suma de Letras
Páginas: 392
PVP: 17,91€

UM THRILLER VERTIGINOSO ONDE O ASSASSINATO É UMA OBRA DE ARTE

«Cole não hesita em superar todos os limites, tanto nos assassinatos como nos diálogos. Os leitores que esperavam tremer de medo, mais ainda do que com Boneca de Trapos, ficaram satisfeitos.»
Publishers Weekly

«Aterrador, perturbador e diabolicamente excelente.»
Amazon

«Muito emocionante, como um bom filme!»
Lovely Books

«Daniel Cole traz-nos a sequela de Boneca de Trapos… e é uma aventura de adrenalina garantida.»
Goodreads

«Uma complexa teia de mentiras e manipulações que fará o leitor reflectir sobre como são criados os vilões. E, claro, muitas reviravoltas de que todos poderão desfrutar.»
The Mistery Blog

Sinopse:

A inspectora-chefe Emily Baxter é convocada para uma reunião com dois agentes americanos a agente especial Elliot Curtis, do FBI, e o agente especial Damien Rouche, da CIA que lhe mostram fotografias do mais recente homicídio: um cadáver contorcido numa posição familiar, pendurado na ponte de Brooklyn, com a palavra "ISCO" esculpida no peito.

Mediante a pressão dos meios de comunicação social, Baxter recebe ordens para ajudar na investigação e acaba por ter de visitar outro local de crime, descobrindo a mesma palavra esculpida no peito da vítima e, no peito do assassino, também morto, a palavra "FANTOCHE".

À medida que, nos dois lados do Atlântico, a espectacularidade e crueza dos homicídios aumenta, a equipa tenta desesperadamente apanhar os culpados. A única esperança é descobrir a quem se destina o "ISCO" e como são escolhidos os "FANTOCHES", mas, acima de tudo, quem está a puxar as cordas. 

Sobre o autor:

Aos 33 anos, DANIEL COLE já trabalhou como paramédico, foi oficial da Real Sociedade Protetora dos Animais e membro da Guarda Costeira Real, sempre imbuído do desejo de salvar pessoas — ou talvez movido pela culpa de ter matado tantas personagens nos seus textos.
Boneca de Trapos, o seu primeiro romance, escrito originalmente como piloto para uma série de TV, é um bestseller internacional e logo nos primeiros dias após o lançamento no Reino Unido, Itália, Alemanha, França e Holanda alcançou as principais listas de mais vendidos. Será publicado em 32 países e foi também finalista do prémio CWA John Creasy Award para primeiro romance, o prémio britânico mais prestigiado para thrillers.

sábado, 30 de março de 2019

"O Dia em que Perdemos a Cabeça" de Javier Castillo [Opinião]


No início deste ano, a Suma de Letras apresentou-nos o primeiro romance de Javier Castillo, numa campanha que certamente terá chamado a atenção de muitos leitores. A editora lançou o desafio: atreve-te a descobrir o mistério do ano sem perder a cabeça.

A campanha publicitária funcionou comigo. Fiquei imediatamente curiosa e comprei o livro. E esse foi o dia em que perdi a cabeça.

O livro apresenta-nos uma premissa promissora. A pequena introdução de duas páginas deixa-nos completamente agarrados. Como é possível resistir à imagem de um homem nu, a caminhar pelas ruas, transportando uma cabeça decepada nas mãos?

Tenho de admitir que o livro é realmente viciante no início. Li as primeiras 200 páginas quase de um só fôlego. Contudo, depois do entusiasmo inicial, comecei a aperceber-me de imensas coisas que não faziam sentido neste livro.

A história tem o seu início num centro psiquiátrico, o que me pareceu desde logo uma ideia ambiciosa. O Dr. Jenkins é o psicólogo que dirige o local e vai ser ajudado por Stella Hyden, uma agente do FBI especializada em perfis criminais.
Desde este momento que o autor revela que não se deu sequer ao trabalho de investigar o que é a psicologia, como funciona um hospital psiquiátrico, como se faz um perfil criminal e, muito menos, o que é uma avaliação psicológica.

Temos um psicólogo rude, que maltrata os seus funcionários e que não faz mais nada além de ameaçar que vai aplicar terapia de choques até o alegado assassino decidir começar a falar. E depois temos a especialista em perfis criminais que quase desata a chorar só de estar frente a frente com o temível homem que segurava a cabeça decepada.

Cheguei a ler uma opinião que dizia que é um livro de ficção, logo os procedimentos não têm de ocorrer tal como são na realidade. Não concordo. Nota-se num livro quando o autor pesquisou, falou com profissionais e procurou fazer uma abordagem mais real dos temas.
Eu, tal como certamente muitos outros leitores, gosto de ler procedimentos policiais corretos, gosto de livros que me possam ensinar alguma coisa, seja sobre um determinado tema ou sobre a época em que se inserem.
Este é um livro contemporâneo, por isso pareceu-me um pouco ridículo quando o autor começou a fantasiar. Se eu quisesse ler fantasia, teria procurado outro livro.

[Fotografia da minha autoria]

O livro vai alternando entre três espaços temporais: o presente, o passado (dezassete anos) e o passado recente (um dia antes). A mim não me fez muita confusão e até gostei desta estrutura, mas é necessário alguma ginástica mental para acompanhar, principalmente para quem for ler o livro de forma compulsiva.

As personagens estão mal construídas e apresentam comportamentos completamente incongruentes. Não senti qualquer afinidade com nenhuma das personagens e muito menos fui capaz de compreender as suas motivações para os crimes que aconteceram neste livro.

Os diálogos são risíveis. Todas as personagens falam exatamente da mesma maneira, não importando se é um advogado, um psicólogo, uma criança de 8 anos ou uma adolescente. Não há falas distintivas nem que separem os seus traços de personalidade. Muitos dos diálogos parecem até não servir para nada, a não ser para revelar alguma informação necessária naquele exato momento.

Como referi acima, a primeira metade do livro lê-se num ritmo alucinante. No entanto, a segunda metade do livro perde o ritmo e precisei de um pouco mais de esforço para me determinar a chegar ao final, esperando que este fosse suficientemente recompensador.

O final foi certamente um dos piores finais que já encontrei num thriller. É completamente ridículo e nada credível. Algumas coisas são explicadas de forma muito tosca e outras são deixadas em aberto. Há um segundo livro (que já está publicado em Espanha) que dá continuidade a esta história e que eu não tenciono ler nem que seja o último livro disponível à face da Terra.

Muitos destes aspetos que referi ao longo da minha opinião até se perdoariam num livro lançado em edição de autor - que foi o que aconteceu a este livro antes de ser publicado numa editora. Já não é tão compreensível que, depois de o autor ter trabalhado com editores, estes tenham achado que este livro teria potencial.

O que me arreliou mais foi o ter ido comprar o livro de imediato, acreditando que seria incrível, conforme nos prometia a campanha publicitária. Devia ter sido mais ponderada, ter ido pesquisar opiniões primeiro, para não apanhar uma desilusão tão grande.

Eu respeito o trabalho dos autores, sei o que custa, sei que são necessárias horas de dedicação. Mas também não gosto de cair em publicidades enganosas. E este livro fez-me sentir insultada. É um daqueles caso em que apenas interessa vender, mesmo que a qualidade seja quase inexistente.

Peço desculpa se a minha opinião soou um pouco mais agressiva, mas gosto de ser honesta e sinto-me muito mais aliviada e com uma sensação de liberdade depois de ter escrito estas palavras. Continuo interessada em conhecer as vossas opiniões, que podem obviamente ser diferentes da minha. Espero até que tenham tido uma experiência de leitura mais agradável do que a que eu tive.
Classificação: 1/5 estrelas

terça-feira, 18 de setembro de 2018

"Uma História Negra" de Antonella Lattanzi [Divulgação]

Título Original: Una storia nera
Autores: Antonella Lattanzi
Edição: 2018
Editora: Suma de Letras
Páginas:234
PVP: 16,90€

UM ROMANCE OBSCURO, QUE NOS INCITA A PENSAR SOBRE A AMBIGUIDADE E A VIOLÊNCIA DO AMOR

«Um ritmo vertiginoso, marcado por acção e diálogos de primeira.»
La Republica

«Um romance tão convincente quanto um incrível thriller
Vanity Fair

«Cada vez que lerem sobre uma bofetada ou um murro dado a uma mulher, as palavras de Antonella Lattanzi voltarão à vossa cabeça. Uma história negra impossível de esquecer.»
Roberto Saviano

Sinopse:

Carla e Vito casaram-se muito novos. Eram a grande paixão um do outro. Amavam-se muito, mas o amor de Vito era obsessivo e violento. Um sorriso no rosto de Carla ou um vestido mais curto eram o suficiente para o fazer perder a cabeça e levantar-lhe a mão.

Assim que os filhos mais velhos, Nicola e Rosa, saem de casa, Carla consegue divorciar-se e muda-se com Mara, a filha mais nova, para um bairro operário nos subúrbios. No entanto, Vito continua a atormentá-la, a persegui-la e a ameaçá-la.

No terceiro aniversário de Mara, cedendo à insistência da filha, Carla convida Vito para o jantar. Como não acontecia há muito tempo, a família está reunida e a noite corre surpreendentemente bem. Depois... Vito desaparece.

Sobre a autora:

ANTONELLA LATTANZI nasceu em Bari, em 1979, e vive em Roma.

Publicou dois romances antes de Uma História Negra e uma das suas histórias foi publicada numa antologia dos melhores novos autores italianos. Para além de colaborar com diversos meios de comunicação, também escreve para cinema e televisão.

Uma História Negra será publicado em mais de dez países e levado ao grande ecrã.

sábado, 8 de setembro de 2018

"O Castigo dos Ignorantes" de Hjorth & Rosenfeldt [Divulgação]

Título Original: De Underkända
Autores: Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt
Edição: 2018
Editora: Suma de Letras
Páginas: 512
PVP: 21,90€

O QUINTO VOLUME
DA SAGA SEBASTIAN BÉRGMAN

«Uma série brilhante e tremendamente viciante, graças a uma mistura de histórias engenhosamente arquitetadas e personagens realistas.»
El Periódico, Espanha

«O Castigo dos Ignorantes pode muito bem ser o thriller do outono! A dupla de autores representa qualidade garantida.»
Verdens Gang, Noruega

«Que os autores conhecem bem a sua profissão é evidente. [...] São especialistas em criar suspense e permitir que o leitor seja surpreendido por novos acontecimentos e pistas na investigação policial.»
DAST Magazine, Suécia

Sinopse:

A estrela de um reality show é encontrada morta numa escola, com um tiro na cabeça. Amarrado a uma cadeira de sala de aula, posicionado de frente para um canto, com orelhas-de-burro. Um exame longo, de várias páginas, pregado na parte de trás da cadeira. A julgar pelo número de respostas erradas, a vítima falhou no teste mais importante da sua vida.

Esta morte será o primeiro de uma série de assassinatos contra várias personalidades dos media. O Departamento de Investigação Criminal é chamado. Lutam para encontrar provas e, finalmente, Sebastian Bergman descobre pistas em chats e cartas anónimas publicadas em jornais. O autor das cartas opõe-se à falta de educação entre os modelos da nova geração e fala muito sobre os assassinatos. Sebastian desafia-o e fica claro que o seu oponente sem rosto tem informações sobre os assassinatos a que ninguém, além da polícia — e do assassino —, tem acesso.

Neste novo caso Sebastian Bergman enfrenta um serial killer complexo e tortuoso que ameaça a existência da equipa.

Sobre os autores:

MICHAEL HJORTH nasceu em 1963 em Visby. Sempre amou filmes e livros e hoje é um dos guionistas e produtores mais talentosos da Escandinávia. É um dos fundadores da produtora de sucesso Tre Vänner, responsável pela primeira comédia de grande sucesso da Suécia assim como por alguns dos guiões dos filmes da série Wallander, de Henning Mankell.

HANS ROSENFELDT nasceu em 1964 em Borås. Trabalhou como tratador de leões-marinhos, motorista, professor e actor até 1992, quando começou a escrever para a televisão. Escreveu guiões para mais de 20 séries e já foiapresentador de programas de rádio e televisão. É o criador da série sueca de maior sucesso - a premiada série policial Bron (“The Bridge”), reproduzida em mais de 170 países e com remakes nos EUA, com o mesmo nome, e em França (“The Tunnel”).

Outros títulos publicados:



sábado, 11 de agosto de 2018

"Monteperdido" de Agustín Martínez [Divulgação]

Título Original: Monteperdido
Autor: Agustín Martínez
Edição: 2018
Editora: Suma de Letras
Páginas: 541
PVP: 21,90€

"Agustín Martínez é um especialista no romance policial, desvia as nossas suspeitas e oferece inúmeras surpresas"
Sächsische Zeitung

"Uma atmosfera perturbadora, personagens convincentes e reviravoltas fascinantes - uma revelação!"
Bitacora de Lecturas



Sinopse:

Um thriller psicológico absorvente e de ritmo cinematográfico.

Ana e Lúcia, duas amigas de onze anos de uma pequena aldeia dos Pirenéus, abandonam a escola e vão para suas casas. Mas nunca chegam ao seu destino. Ninguém mais as vê.

Cinco anos mais tarde, entre os despojos de um acidente de carro, num desfiladeiro próximo a Monteperdido, aparecem o corpo de um homem e uma adolescente gravemente ferida e desorientada. É Ana, uma das meninas que desapareceu há muito tempo. Enquanto toda a aldeia tenta assimilar o rumo dos acontecimentos, o caso é reaberto. Quem é o homem morto? Quem está por trás do sequestro das meninas? Onde está Lúcia? E, o mais importante, ainda estará viva?

As respostas a estas perguntas escondem actos terríveis que muitos habitantes de Monteperdido lutam desesperadamente para manter em segredo.

Sobre o autor:

AGUSTÍN MARTÍNEZ nasceu em Lorca, Múrcia, em 1975. Formado em Imagem e Som pela Universidade Complutense de Madrid, iniciou a sua carreira profissional em publicidade, mas a escrita de guiões de ficção para televisão logo se cruzou no seu caminho. Actualmente, alterna este trabalho com a direção de programas e colaborações na rádio. Desde 1999, ano em que escreveu o seu primeiro guião, participou em muitas séries, às vezes como criador, outras como guionista.

O seu primeiro romance, Monteperdido - A Vila das Meninas Desaparecidas, foi uma estreia deslumbrante com excelentes críticas em todos os países onde já foi publicada - os direitos foram vendidos para mais de dez países. O seu segundo romance Mala Hierba também já está a ser traduzido para várias línguas.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

"O Que Fica Somos Nós" de Jill Santopolo [Opinião]


Começo por agradecer à Suma de Letras pela oferta deste exemplar que me permitiu conhecer uma nova autora e uma história incrível.

Gabe e Lucy conhecem-se na universidade por altura da 11 de setembro de 2011, a data do acontecimento que mudou o mundo.
Este dia mudou também a vida destas duas personagens que queriam encontrar um significado para as suas vidas, deixar uma marca no mundo.

Quando Lucy e Gabe se conheceram estavam cheios de sonhos. Lucy começou a sua carreira a trabalhar num programa para crianças. Por sua vez, Gabe acabou por se tornar repórter no Médio Oriente, o que conduziu à separação de ambos.

Lucy ficou destroçada e a autora soube mostrar na perfeição o que sentimos quando terminamos um relacionamento.

O Que Fica Somos Nós é escrito quase em formato de carta. Lucy escreve para Gabe a recordar toda a história de ambos e as decisões que se seguiram à sua separação.

Não sei se terá sido devido a esta forma de narrativa mas o certo é que este livro é maravilhoso de se ler. Nota-se na escrita da autora uma doçura e sensibilidade que não se encontra facilmente noutros livros. Diria também que dá para perceber a importância que o tema do primeiro amor tem para a autora, ou pelo menos tinha na altura em que escreveu este livro.

À medida que ia conhecendo as personagens, ia também ganhando mais afinidade por umas do que por outras. Sempre gostei de Lucy mas não posso dizer o mesmo de Gabe. Achei-o um pouco egoísta, contudo, compreendo que tinha todo o direito de seguir o seu sonho e, assim, abdicar de um relacionamento.
Acabei por gostar muito mais de Darren, da forma como ele ajudou Lucy a sair do buraco negro deixado por Gabe e de como, mais tarde, se tornou tão importante para ela, embora Lucy nunca tenha deixado de comparar os dois em todas os acontecimentos e decisões da sua vida.

O final deste livro é de quebrar o coração e certamente os leitores ficarão com os olhos marejados de lágrimas. Confesso que, à medida que progredia na leitura, ia-me preparando para algo importante no final, mas tenho de admitir que nada me preparou para o choque que senti com aquele acontecimento devastador.

Espero sinceramente que possam ler esta história maravilhosa que nos faz recordar o nosso primeiro amor e, em simultâneo, acreditar que um dia vamos encontrar um amor assim poderoso que também nos faça sentir invencíveis e infinitos. Leitura absolutamente recomendada!

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

"O Céu é Nosso" de Luke Allnutt [Divulgação]

Título Original: We own the sky
Autor: Luke Allnutt
Edição: 2018
Editora: Suma de Letras
Páginas: 390
PVP: 18,80€

Nas livrarias a 3 de julho.

"Terno e cru. Direto como a confissão sincera de um amigo, com reviravoltas tão inesperadas como a própria vida."
Publishers Weekly

"Prepare-se: esta história cheia de emoções vai arrebatar-lhe o coração."
Mirror

"Uma história linda e extremamente emocional. Ainda que precise definitivamente de lenços, é a sensação de esperança que ficará por muito tempo depois de terminar de ler."
The Sun

"Um romance sobre amor, perda e esperança. Uma estreia vívida e emocionante."
Library Journal

"Esta representação delicada do amor de um pai pelo seu filho é de partir o coração e ficará consigo muito depois de ter terminado o livro."
The Express

Sinopse:

Quando tudo está perdido, temos sempre o amor.

Rob Coates não acredita na sua sorte. Tem Anna, a sua incrível mulher e, o mais precioso de tudo, Jack, o filho, que faz de todos os dias uma aventura extraordinária. Rob sente que ganhou a lotaria da vida. Até o dia em que Anna se apercebe de que há algo errado com Jack e tudo muda.

É então que o mundo de Rob começa a desmoronar-se. De repente, encontra-se sozinho, procura consolo em fotografar os arranha-céus e os penhascos que ele e Jack costumavam visitar. E, quando parece que toda a esperança está perdida, Rob embarca na mais inesquecível das jornadas para encontrar o caminho de volta à vida e ao perdão.

O Céu é Nosso é um romance terno e comovente sobre o amor. A estreia literária de Luke Allnutt é um estímulo e um convite à reflexão, que nos mostra, através do despertar do protagonista, que, quando tudo está perdido, o que resta é o amor.

Sobre o autor:

LUKE ALLNUTT é escritor e jornalista e autor de Unspoken, um livro de não-ficção sobre a morte do seu pai.

O seu romance de estreia, O Céu é Nosso, será publicado em mais de 30 países.

Cresceu no Reino Unido, mas vive e trabalha atualmente em Praga.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

[Especial 6º Aniversário] Passatempo Suma de Letras


Para festejar o 6º aniversário do blog, preparei alguns presentes para vocês.
Em parceria com a Suma de Letras, tenho para oferecer o thriller Boneca de Trapos, de Daniel Cole.
Podem encontrar a minha opinião aqui.

Para se habilitarem a ganhar este livro, basta preencherem corretamente o formulário, tendo em conta as seguintes regras:
- O passatempo termina às 23h59min do dia 25 de junho;
- Cada partilha nas redes sociais dá direito a uma entrada extra;
- Podem participar uma vez por dia, desde que divulguem;
- Participações com dados incompletos serão anuladas;
- O vencedor será escolhido aleatoriamente, através do Random;
- O vencedor será publicado no blogue e contactado por email, tendo 48h para responder, indicando a morada para envio do prémio;
- Só são aceites participações de Portugal;
- O envio do prémio ficará a cargo da editora.