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sexta-feira, 22 de junho de 2012

"A Valsa Inacabada" de Catherine Clément [Opinião]


Depois de ter lido e gostado tanto do livro “Dez Mil Guitarras”, decidi pesquisar outros romances da mesma autora; a escolha caiu sobre este que me chamou logo a atenção pela sinopse e por se tratar da história de um amor proibido.

Logo no primeiro capítulo, são-nos apresentadas duas personagens que se preparam para o Grande Baile de Máscaras de Viena, em 1874, ela ajudada pela sua dama de companhia, e ele pela mãe. Ela levava um dominó amarelo e uma máscara negra e ele, nada de particular. Ela era Elisabeth, Imperatriz da Áustria e ele, Franz Taschnik, redator da Corte no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Conheceram-se no baile e, ao longo da noite, dançaram três valsas, ele beijara-a e ela acabara por fugir, sem nunca deixar cair a máscara e revelar a sua identidade. Franz não chegou, assim, a descobrir quem era aquela bela mulher vestida com um dominó amarelo.

Após esta primeira parte, o livro permite-nos acompanhar a vida destes dois personagens. Vamos conhecendo o seu dia-a-dia, os seus amigos, as suas atividades, ao mesmo tempo que nos são dados a conhecer alguns aspetos históricos como a guerra da Bósnia, a sífilis que infestou Viena, os refugiados e os escândalos.
E, durante todo o tempo, Elisabeth e Franz correspondem-se e trocam poemas.

Só passados sessenta anos, em 1934, é que Franz soube a verdade acerca daquela mulher. Para este romance, Catherine Clément inspirou-se num episódio autêntico da vida da Imperatriz Elizabeth, nomeadamente o baile e o jovem que ela lá conheceu. Por seu lado, Franz, os seus amigos e a sua família são personagens imaginárias.

Para mim, não foi um dos romances históricos que mais me cativou. Achei-o sempre muito calmo e a própria narrativa não me prendeu muito. Acabou por ser bom para ler meia dúzia de páginas antes de adormecer, portanto a leitura prolongou-se por várias semanas.
No entanto, apesar de não me ter convencido totalmente, a história é muito bonita e não deixo de recomendar o livro aos fãs de romances históricos e com uma curiosidade especial pela Imperatriz Elizabeth.

Classificação: 3/5 estrelas

sexta-feira, 15 de junho de 2012

"Dez Mil Guitarras" de Catherine Clément [Opinião]


E se D. Sebastião, o rei português desaparecido durante a batalha de Alcácer-Quibir, tivesse sobrevivido e tido uma vida diferente, mesmo não tendo voltado para Portugal? Foi este desaparecimento que a autora quis explorar neste romance histórico.

Não conhecia a autora e foi com muita curiosidade que comecei a ler este livro, que me conquistou logo desde o prólogo. E porquê? O que é que eu achei de tão especial neste romance? O rinoceronte.
Conhecemos uma grande variedade de personagens históricas, começando por D. Sebastião e o seu desejo pela cruzada, os reis de Espanha, o imperador Rodolfo de Habsburgo e as guerras religiosas e ainda a rainha Cristina da Suécia.

O rinoceronte, inicialmente vivo, e depois apenas o seu corno, atravessa todo o romance e vai-nos narrando, não só a sua história, mas também tudo o que vê e ouve na presença de todos estes soberanos.

Um livro muito interessante e de leitura agradável, com episódios de ficção, mas claramente com uma base histórica muito bem fundamentada. É um bom livro para os amantes de romances históricos!

Classificação: 4/5 estrelas