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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Palavras Sentidas


"O passado define-nos, mas é quase sempre o instrumento da nossa destruição, se não o ultrapassarmos."

Conta-me o Teu Segredo
Dorothy Koomson

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Palavras Sentidas


"O problema de se tentar obter o perdão de alguém que magoámos é estarmos a magoar de novo a pessoa, ao exigirmos mais dela. Se lamentas, diz que lamentas, pede desculpa, diz-lhe que percebeste a enormidade que cometeste, que não voltarás a fazê-lo, mas deixa as coisas por aí. Não esperes mais nada da pessoa. Não lhe exijas que te diga que te perdoa só para te sentires melhor. Não esperes que ultrapasse a coisa tão depressa como tu queres nem que pondere no assunto. (...) Deixa que seja a pessoa a decidir se te perdoa ou não."

Conta-me o Teu Segredo
Dorothy Koomson

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Palavras Sentidas


"Conseguia ficar horas a olhar para o mar. Está sempre a mudar, mas, ao mesmo tempo, mantém-se constante. Por vezes, ficava de costas para o mar só para o poder cheirar, ouvir e sentir as deslocações de ar."

Conta-me o Teu Segredo
Dorothy Koomson

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Palavras Sentidas


"Consegue ver-se tudo nos olhos de uma pessoa: as qualidades, os defeitos, a dor, as verdades e as mentiras. E a outra pessoa consegue ver o mesmo em nós."

Conta-me o Teu Segredo
Dorothy Koomson

terça-feira, 19 de novembro de 2019

"Conta-me o Teu Segredo" de Dorothy Koomson [Opinião]


Fiquei curiosa com esta novidade da Dorothy Koomson assim que a capa portuguesa foi divulgada. Gosto imenso dos livros da autora, mas tenho adorado principalmente a sua vertente mais direcionada para o thriller, ou não fosse este o meu género de eleição.

Neste romance encontramos duas personagens principais ligadas pelo mesmo homem: "O Assassino da Venda".
Pieta, há 10 anos, foi raptada por ele e conseguiu sobreviver a um fim de semana de abusos e maltratos. Nunca contou o seu segredo a ninguém, decidindo prosseguir com a sua vida como se nada tivesse acontecido.
Jody é polícia e, 15 anos antes, cometeu um erro que permitiu que esse criminoso continuasse em liberdade. Quando descobre que Pieta sobreviveu a um ataque desse homem, percebe que talvez tenha encontrado uma forma de finalmente o apanhar.

Se quiseres sobreviver, este fim de semana... terás de fazer apenas uma coisa: ficar de olhos fechados...
Esta é a frase de abertura do livro e também uma das primeiras frases que o assassino diz às suas vítimas. Uma frase arrepiante, que me deixou imediatamente presa à história.

[Fotografia da minha autoria]

A narrativa vai alternando entre Pieta e Jody, permitindo-nos acompanhar a perspetiva destas duas mulheres. Achei-as muito diferentes e incrivelmente bem caracterizadas. Por um lado, temos uma polícia que nunca se perdoou pelo seu erro e que está disposta a tudo para apanhar o assassino. Por outro, temos aquela que foi vítima e que, sabe-se lá como, arranjou forma de prosseguir com a sua vida.

Como é se que continua com a vida normal depois de se ser raptada e violada incontáveis vezes? Como é que se vive após um momento de tamanho terror?

A autora, com todo o seu talento, coloca-nos na pele destas duas personagens, fazendo-nos compreender os seus pensamentos, os medos e os receios, nomeadamente como se sente uma vítima quando o seu mundo organizado a muito custo está prestes a ser novamente abalado.

"Conta-me o Teu Segredo" é um thriller que aborda temas como a violação, o aborto, o bullying, a vingança e o racismo. Os capítulos pequenos e com uma boa dose de suspense transformam este livro numa leitura prazerosa e viciante, fazendo com que se torne muito difícil de pousar.
O final é surpreendente e angustiante, tendo-me mexido com as emoções ao ponto de me deixar vários dias a pensar na história.

Dorothy Koomson volta a surpreender. Uma leitura que recomendo sem reservas!

Classificação: 5/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Palavras Sentidas


"Eu conheço o pânico.
Sei como nos altera. Como nos impede de pensar e de sentir convenientemente. Como distorce emoções insignificantes, conferindo-lhes proporções gigantescas, como transforma o ar que respiramos numa gaiola de arame farpado que nos mutila o próprio ser."

A Sereia de Brighton
Dorothy Koomson

terça-feira, 23 de julho de 2019

"A Sereia de Brighton" de Dorothy Koomson [Opinião]


Ler Dorothy Koomson é ter a certeza de que irei encontrar uma história cativante e envolvente.
E foi isso mesmo que aconteceu com este romance, que é já o oitavo que leio da autora.

Esta história começa em 1993, quando as adolescentes Nell e Jude descobrem o corpo de uma jovem abandonada na praia. Como ninguém consegue identificar esta vítima, ela passa a ser conhecida como A Sereia de Brighton.
Três semanas mais tarde, Jude desaparece e Nell fica ainda mais desamparada.

A narrativa vai alternando entre passado e presente. Nell, atormentada pelo passado, decide pedir uma licença no emprego para se dedicar unicamente a descobrir o que realmente aconteceu naquele fatídico verão, 25 anos antes.

Senti-me agarrada a este mistério logo desde os primeiros capítulos. Estes são curtos e, devido à alternância temporal, tornam-se muito apelativos e de leitura rápida. Eu gosto imenso de livros que nos fazem viajar entre o presente e o passado.

[Fotografia da minha autoria]

Gostei bastante da Nell, apesar da sua personalidade peculiar. Tanto ela como a irmã Macy foram muito afetadas pelo que sucedeu à sua família durante a adolescência e isso está bem patente na forma como elas se comportam na vida adulta. Nell é reservada e tem dificuldade em se abrir com as pessoas que lhe são próximas. Macy tem uma grande necessidade de ter a vida controlada, acabando por desenvolver um distúrbio obcessivo-compulsivo nos momentos de mais stress.

A autora é conhecida pelas suas histórias carregadas de drama, contudo, ultimamente tem vindo a adicionar-lhes um toque de mistério, o que me agrada sobremaneira, uma vez que o meu género atual de eleição é o thriller.

Um tema que adorei ver abordado neste livro foi o tema do DNA e das árvores genealógicas. Confesso que é algo que me desperta bastante curiosidade. São ainda abordadas as temáticas do racismo, preconceitos e problemas sociais, temas estes que são comuns praticamente a todos os seus romances.

A autora soube dosear muito bem o mistério e, a certa altura, começou a lançar as bombas e já não fui capaz de parar de ler. O final trouxe-me ainda umas lágrimas aos olhos.

Uma leitura que recomendo vivamente. Se por acaso ainda não leram nenhum livro da autora, deviam mesmo dar-lhe uma oportunidade!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Palavras Sentidas


"Com o amor, às vezes, há uma surpresa ao virar de cada esquina, uma oportunidade de crescer, aprender e descobrir que, afinal, somos perfeitos tal como somos."

Os Muitos Nomes do Amor
Dorothy Koomson

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Palavras Sentidas


"Todos os pais mentem, mas rezam para que nunca saibamos a verdade sobre as omissões estampadas no tecido das suas personalidades, manchas indeléveis que lhes recordam que antes de serem pais eram seres humanos e, como tal, cometiam erros."

Os Muitos Nomes do Amor
Dorothy Koomson

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Palavras Sentidas


"As fotografias são como momentos cristalizados da nossa história que não podemos simplesmente refrescar para encontrar o melhor ângulo, para procurar uma versão mais de acordo com as nossas sensibilidades. Uma fotografia tem o poder de nos abrir os olhos para as nossas virtudes e imperfeições num dado momento."

Os Muitos Nomes do Amor
Dorothy Koomson

sábado, 12 de maio de 2018

"Os Muitos Nomes do Amor" de Dorothy Koomson [Opinião]

De vez em quando gosto de pegar num romance de Dorothy Koomson, pois é uma daquelas leituras que nos dá realmente prazer. Este foi-me emprestado pela Silvana, no âmbito do projeto Empréstimo Surpresa.

Os Muitos Nomes do Amor aborda o tema da adoção, contando-nos a história de Clemency Smittson que foi adotada em bebé e a única lembrança que tem da sua mãe biológica é um berço de papel decorado com borboletas pintadas à mão.
Após uma grave traição, Smitty decide mudar de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu. Contudo, não imagina que é lá que vai descobrir a verdadeira história dos seus pais biológicos.

Além do tema da adoção, este interessante romance aborda outros temas, tais como a família, a traição, o racismo, a vida e a morte, a eutanásia e os recomeços.


Gostei muito de conhecer Clemency e a sua força, tendo em conta tudo o que lhe aconteceu. A autora mostrou muito bem todas as inseguranças, as dúvidas e curiosidades que certamente todas as pessoas adotadas vivenciam. Foi muito interessante conhecer as duas famílias de Clemency e ver como ela interagia com cada uma delas.

Gostei imenso do Tyler e estava a adorar a sua relação com Clemency, mas acabei por me sentir frustrada com o triângulo amoroso e a resolução que a autora lhe deu. Senti que o Tyler teve pouca importância e só serviu para conhecermos melhor Seth, e provavelmente teria sido tudo igual se ele não existisse nesta história.
Em contrapartida, adorei o papel da Nancy, embora me tenha sentido indignada com todas as maldades que ela fez a Clemency.

Este não foi um dos romances da autora que mais me prendeu, embora não saiba muito bem explicar a razão. Senti-me cativada pela história e apreciei até aquele bocadinho de suspense no final, mas não foi uma leitura que me tenha arrebatado.

O final acabou por ser pouco entusiasmante, se compararmos com o que a autora já nos presenteou em outros dos seus romances. Parece-me que ficou um bocado em aberto, com um final ainda pouco estável para Clemency.

Em conclusão, não foi o livro que mais me apaixonou, mas pretendo continuar a explorar com grande entusiasmo outros trabalhos da autora.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Palavras Sentidas


"A dor não desaparece, mas torna-se mais fácil viver com ela. Deixa de ser algo que ameaça consumir-nos a qualquer momento, dia após dia. Atenua-se um pouco."

Os Aromas do Amor
Dorothy Koomson

terça-feira, 4 de abril de 2017

"Os Aromas do Amor" de Dorothy Koomson [Opinião]


Este livro estava na minha estante há mais de um ano e finalmente achei que seria ótimo voltar aos romances de Dorothy Koomson.

Em Os Aromas do Amor conhecemos Saffron, uma mulher que viu a sua vida mudar de um dia para o outro com a morte do marido. Joel foi assassinado e o culpado nunca foi descoberto.
Passados 18 meses, a vida de Saffron recuperou alguma normalidade, até que uma revelação chocante vem abalar a sua relação com a filha de 14 anos. Ao mesmo tempo, começa também a receber cartas misteriosas que lançam novas pistas sobre a morte de Joel.

O romance cativou-me desde o início com o que a filha de Saffron revelou, e mais tarde, vi a minha curiosidade mais espicaçada com o mistério que a autora criou à volta do homicídio de Joel.

A autora misturou ingredientes tais como a dor pela morte de um ente querido, as complicações da adolescência, amor e bastante suspense. Enquanto assistimos às dificuldades da vida presente de Saffron, recebemos alguns vislumbres das alegrias que ela vivenciou no passado e tomamos conhecimento dos seus receios em relação ao futuro.

Relativamente às personagens, gostei muito do Joel, uma personagem muito importante no enredo; e diverti-me imenso com as peripécias da tia Betty. De resto, mais nenhuma personagem me ficou assim marcada de forma mais especial.

Não sei o que faltou neste livro, mas a verdade é que não me prendeu como outros que já li da autora. Cativou-me bastante no início, mas a certa altura senti que se estava a tornar bastante previsível. Conhecemos desde cedo a identidade do assassino do Joel, o que faz com que o mistério acabe por perder alguma da sua força, embora Saffron esteja em perigo e receba ameaças constantes.

Não gostei muito da forma como a autora resolveu a situação da filha de Saffron; senti que, como não eram capazes de tomar uma decisão, a autora escolheu um desfecho mais rápido.

No geral, foi uma leitura com bastante drama, como eu gosto, mas não o suficiente para me apaixonar. Não deixo de recomendar este livro e gostaria de saber as vossas opiniões em relação a ele.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Palavras Sentidas


"Aquele breve momento em que senti a pele dele na ponta dos dedos aqueceu-me por dentro. Não me tinha dado conta do frio que sentia dentro de mim durante todos estes anos até tocar numa pessoa normal."

O Outro Amor da Vida Dele
Dorothy Koomson

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Palavras Sentidas


"Sabes qual é o teu problema? Queres que alguém te salve. Queres ser salva, em vez de te salvares a ti própria. E não consegues aproveitar uma boa oportunidade nem quando ela te bate à porta."

Um Erro Inocente
Dorothy Koomson

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Palavras Sentidas


"Nunca mais poderei falar com ela. E só percebemos a quanto tempo equivale a eternidade quando já nada podemos fazer."

A Filha da Minha Melhor Amiga
Dorothy Koomson

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Palavras Sentidas


"Esse é que é o problema, não é? Sempre encontrei no meu coração lugar para amar aqueles que me magoam."

Um Erro Inocente
Dorothy Koomson

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Palavras Sentidas


"Às vezes viver com ele é como dizerem-me que é uma questão de vida ou morte suster a respiração, sem no entanto me dizerem quando posso voltar a respirar. Não sei o que é melhor: respirar fundo e sofrer as consequências ou continuar a suster a respiração independentemente do que isso possa fazer-me."

O Outro Amor da Vida Dele
Dorothy Koomson

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Palavras Sentidas


"Quando deixamos tudo em espera para perseguir a única coisa que julgamos que nos vai trazer felicidade, tornamo-nos infelizes até lá chegar, e quando lá chegamos corremos o risco de descobrir que aquilo que queríamos não nos faz tão feliz como esperávamos. Ou pior, que nos esquecemos completamente de como ser felizes."

O Outro Amor da Vida Dele
Dorothy Koomson

sábado, 12 de dezembro de 2015

"A Filha da Minha Melhor Amiga" de Dorothy Koomson [Opinião]

Este ano tenho-me dedicado a descobrir algumas obras de Dorothy Koomson, uma autora que me surpreende a cada livro seu. Consegui este livro emprestado e isso permitiu-me deliciar-me com mais uma das suas histórias.

A Filha da Minha Melhor Amiga retrata a amizade de duas mulheres - Kamryn e Adele - e como esta é arrasada por uma traição, da qual nasce uma criança. Anos depois, Adele está a morrer e implora a Kamryn que adote a sua filha, Tegan. A partir deste momento, a vida despreocupada de Kamryn muda completamente. Estará ela preparada para os desafios que a esperam?

É sempre bom voltar à escrita de Dorothy Koomson, uma escrita fluida que rapidamente cativa o leitor e lhe transmite emoções muito variadas. A autora escreve sempre com muito humor, embora não deixe de nos provocar lágrimas e sorrisos.

Esta história aborda um tema bastante doloroso: o cancro, nomeadamente a leucemia, uma doença que, infelizmente, é muito comum nos dias de hoje. Juntamente com a doença vem a devastação que esta provoca no próprio doente, nos amigos e nos familiares. É um tema duro que não consegue deixar ninguém indiferente.

Kamryn já tinha sofrido com a traição da amiga e agora está prestes a perder Adele pela segunda vez, desta vez para sempre, e ganhar uma nova responsabilidade: cuidar da sua filha Tegan. Nada disto será fácil para Kamryn que terá não só de lidar com a sua própria dor como também com a dor de uma criança que acabou de perder a mãe.
Além disso, isto mexe igualmente com os planos que Kamryn tinha para a sua vida, planos estes que envolviam a decisão de não ter filhos e poder dedicar-se inteiramente à sua carreira. Com a chegada de Tegan, tudo isto muda.

Achei Kamryn uma mulher com uma força extraordinária por tudo aquilo com que teve de lidar. Não foi fácil e teve os seus momentos de desespero, mas conseguiu ultrapassar todas as situações com muito coragem.

Gostei muito do final deste livro; acho que a autora conseguiu dar um desfecho muito bom e era aquele pelo qual eu estava a torcer.

Esta é uma história muito tocante, realista e com um enredo cativante. Quer sejam ou não fãs da autora, é uma leitura que eu recomendo vivamente.

Classificação: 4/5 estrelas