Mostrar mensagens com a etiqueta Marcador. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marcador. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de maio de 2019

"Uma Mulher Respeitável" de Célia Correia Loureiro [Opinião]


Uma Mulher Respeitável é o segundo romance histórico de Célia Correia Loureiro e surge no seguimento do livro A Filha do Barão. O romance retoma um mistério que ficou em aberto no final do livro anterior embora, na minha opinião, possa ser lido individualmente.

Li o primeiro livro em 2016 e confesso que, volvidos três anos, já não me recordo inteiramente de muitos pormenores da história. Recordo-me, sim, de ter demorado quase um mês a concluir a leitura, uma vez que é um livro bastante denso. Por essa razão, receava que este novo livro me tomasse também todo esse tempo.
Deixem-me dizer-vos que não há qualquer problema em demorar duas, três ou quatro semanas a ler um livro. Pessoalmente, não gosto de demorar muito tempo, pois fico com a sensação de que, quanto mais tempo passa, mais me sinto desligada da história e das personagens.

Felizmente, nada disso aconteceu com este livro que, logo desde o primeiro capítulo, me surpreendeu por ser tão cativante e por me deixar imediatamente interessada.

A única desvantagem deste livro é a letra exageradamente pequena, o que poderá dificultar a leitura a algumas pessoas. No meu caso, ultrapassei rapidamente essa dificuldade e não demorou muito tempo até me sentir transportada para dentro destas páginas.


Mariana de Albuquerque e Turner regressa passados 50 anos. E que bom que foi reencontrar esta personagem! Desta vez, recebe uma pista de que uma reclusa que se encontra na prisão poderá ser a filha que ela perdeu em 1809.
Determinada a descobrir a verdade, Mariana tudo fará para conseguir que esta mulher fale e lhe revele a sua história.

O livro está organizado em capítulos curtos, que apelam à leitura, e é através de avanços e recuos no tempo que vamos descobrindo tudo acerca de Leonor Sanches, ou Evelyn St. Clair. Adorei a forma como a autora nos apresentou a história; aprecio imenso estas viagens entre presente e passado, permitindo-nos descobrir um acontecimento de cada vez e, desta forma, manter a curiosidade mais viva do que nunca.
Acredito que para alguns leitores poderá ser confuso estar sempre a saltar no tempo, mas este é um aspeto que me agrada nos livros, principalmente se houver organização, o que é totalmente o caso deste livro.

Leonor Sanches é uma personagem incrível. Embora, à primeira vista, na prisão, nos pareça apática e desinteressante, mais tarde compreendemos que isso se deve a tudo o que passou na sua vida. E não foi pouco! As desgraças e o sofrimento que vivenciou fizeram dela uma mulher implacável e movida por um insaciável desejo de vingança.
Tenho de confessar que adoro a temática da vingança nos livros e, por essa razão, senti esta história com outra intensidade.
O final não foi feliz e deixou-me com um sentimento melancólico, porém a realidade é que a vida também tem os seus momentos negros, e este livro mostra-nos as consequências graves que os desencontros podem ter nas relações humanas.

Li que este livro é o segundo de uma trilogia, mas não tenho a certeza se a autora vai mesmo escrever um terceiro livro. Contudo, deixo aqui a minha dica: adorava conhecer melhor o Victor St. Clair.

Ontem, dia 22 de maio, comemorou-se o Dia do Autor Português. Deixo-vos esta sugestão de leitura, um livro realmente bom, com uma escrita soberba e adequada à época, de uma das melhores autoras que temos atualmente na geração mais jovem. Por favor, leiam os livros da Célia Correio Loureiro! Apoiem o que é português!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

"Inverno de Sombras" de L. C. Lavado [Opinião]


Apaixonei-me pelo trabalho desta autora quando li Inverso, em edição de autor. Fiquei fascinada pela história e, desde aí, tem-se mantido o meu desejo de ler outros trabalhos da autora.

Inverno de Sombras é um verdadeiro calhamaço; são quase 600 páginas repletas de aventura e magia. Trata-se de um romance de fantasia urbana e a acção decorre maioritariamente em Lisboa, embora nos transporte também para Paris.

É com uma escrita cativante e envolvente que a autora leva os leitores numa viagem alucinante, numa caça ao tesouro onde os perigos são reais e não é fácil perceber as motivações das personagens. Quem são os bons? Quem são os maus? Que segredos escondem?

Embora seja um livro grande, lê-se bastante bem e os capítulos pequenos dão uma ajuda e tornam a leitura compulsiva, em certos momentos. Não me apercebi de haver momentos mais parados, há sempre alguma coisa a acontecer, bastante ação, suspense e reviravoltas, pelo que a leitura não se torna maçadora.

As personagens formam um leque bastante diversificado, são complexas, bem trabalhadas e todas diferentes umas das outras. A evolução delas está presente ao longo da narrativa e é fantástico assistir ao seu crescimento.

No geral, gostei imenso desta leitura e adoraria ler uma continuação. Sem dúvida que vale a pena acompanhar e apoiar os autores portugueses, que nos entretêm com excelentes histórias! Uma leitura que recomendo aos fãs de fantasia urbana, e fantasia no geral, e a todos os que desejem aventurar-se por um género literário diferente.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 21 de abril de 2016

"A Filha do Barão" de Célia Correia Loureiro [Opinião]


A Filha do Barão é o primeiro romance histórico publicado por Célia Correia Loureiro, autora dos romances Demência e O Funeral da Nossa Mãe.

Tinha muita curiosidade em ver como se sairia a autora a escrever um livro diferente do género com que se deu a conhecer, mas sempre acreditei que ela seria capaz de surpreender os leitores. E creio mesmo que o fez!

A ação deste romance decorre em Portugal, no período das invasões francesas. A história começa a ser narrada em 1805, prolongando-se depois por vários anos em que acompanhamos o desenrolar dos acontecimentos.
Percebe-se que houve uma pesquisa exaustiva por parte da autora, que conseguiu caracterizar na perfeição este momento histórico. Durante a leitura, somos transportados para aquela época, conseguimos vivenciá-la como se nós próprios fossemos uma personagem. Achei tudo muito bem explicado e, embora o livro seja denso, a leitura não se torna maçadora.

As personagens são muito diversas e todas elas apresentam características bem vincadas, portanto é fácil o leitor sentir empatia por umas e acabar por odiar outras. Além disso, elas vão mudando, vão-se desenvolvendo e, tal como acontece na vida, não são perfeitas e cometem erros. Estes erros e as motivações que levam as personagens as fazer o que fazem são muito bem explicados ao longo da narrativa.

No que diz respeito à escrita da autora, esta mostra-se claramente mais desenvolvida e trabalhada, e o vocabulário está adequado de forma excelente à época em que o livro se insere. Apesar do livro ser denso e necessitar de muitas horas de leitura, a escrita da Célia torna esta leitura prazerosa. Não é um livro para ler de forma compulsiva, mas sim para ler devagar e de forma concentrada, enquanto saboreamos cada palavra.

Senti-me indecisa entre atribuir 4 ou 5 estrelas; acabei por me decidir pelas 4, embora seja da opinião que ele merece as 5 estrelas. Quando avalio um livro, tento avaliar sempre a forma como ele me fez sentir e, na verdade, senti-me um pouco mais tocada e conquistada pelos anteriores romances contemporâneos da autora. É, contudo, inegável que a autora tem um grande talento e conseguiu demonstrá-lo em dois géneros literários diferentes.

Em conclusão, este é um excelente romance histórico que devia chegar ao maior número possível de leitores. O facto de retratar um período da história de Portugal torna-o ainda mais especial.
O final foi, de certa forma, de cortar a respiração e acredito que o livro que se seguirá será igualmente bom. Recomendo este romance a todos os apreciadores do género e a quem desejar apostar em ler autores portugueses.

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

"Encontro em Itália" de Liliana Lavado [Opinião]

Este livro veio-me parar às mãos de uma forma muito especial e divertida. O meu mais-que-tudo enfrentou a sua aversão a livros, entrou numa livraria e escolheu um livro "que eu certamente não teria" para me oferecer no meu aniversário. Quando fui ter com ele, a certa altura resolvi mostrar-lhe o livro que eu tinha levado para ler na viagem de autocarro, livro esse que me tinham emprestado uns dias antes. Ele ficou esquisito e começou a fazer-me perguntas acerca do livro, o que eu achei desde logo estranho dado que ele nunca me faz perguntas sobre livros. Não foi preciso muito para eu perceber que, de entre centenas ou milhares de livros existentes na livraria, ele tinha-me comprado exatamente o que eu estava a ler naquele momento.
Acabamos por decidir trocar e, desta vez, ficou a meu cargo escolher o livro. Assim, escolhi um que já queria desde a sua publicação e que certamente não me iria desiludir. E pronto, esta é a história de como Encontro em Itália ganhou um lugar especial na minha estante.

Passando agora à opinião propriamente dita, admito que parti para a leitura deste livro com expectativas elevadas. Tinha lido no ano passado Inverso e adorei a forma como a autora construiu aquele mundo mágico e personagens tão cativantes.

Encontro em Itália mistura um pouco de romance contemporâneo com uma pitada de fantasia urbana e parece-me adequado tanto para jovens como para adultos.
As personagens deste livro não são adolescentes, mas sim jovens adultos: Henrique terminou os estudos universitários em Literatura Inglesa e Sara é uma aspirante a escritora. Ambos chegaram a um período de indecisão e procuram qualquer pretexto que lhes permita adiar decisões importantes e contornar o futuro.

Depois de tantos anos separados, uma viagem a Itália volta a juntar estes dois amigos de infância. Porém, Sara está muito mudada, já não é a mesma criança e jovem doce que Henrique amou mas, apesar da sua rebeldia, o Henrique não desiste de tentar perceber o que se passa com a amiga.
É nesta viagem que ambos vão iniciar uma aventura que mudará as suas vidas e tudo começa quando encontram um livro misterioso e lhes aparece um gato falante e com um estranho sentido de humor.

Esta história está muito bem construída e a maior parte dos capítulos são curtos, o que leva o leitor a querer ler sempre mais um. A escrita da Liliana é fluida, cativante e bastante madura para uma escritora tão jovem. É uma escrita dinâmica, com suspense e emoção nos momentos certos.

A personagem que mais me cativou foi Henrique, pela sua personalidade ajuizada, por ser certinho e pela forma como reage ao ser apanhado no meio de um turbilhão de problemas. Sara é louca, temperamental, rebelde e conseguiu irritar-me diversas vezes, até que compreendi o porquê de toda aquele rebeldia. Sara vive atormentada, escondendo segredos das pessoas que mais ama, com esperança de que isso não as faça sofrer.
Depois temos Haari, a gata guardiã do Livro que eles encontram em Itália, e que é o animal mais fantástico que já conheci. Adorei o seu sentido de humor e todos os momentos em que ela aparecia na história. Eu adoro gatos e livros, portanto como poderia não adorar este romance?

Houve um pormenor que me deixou com alguma pena de não ter sido mais desenvolvido: o Livro concede habilidades ao seu portador, porém Henrique acabou por não explorar muitas dessas habilidades. Fiquei com pena; gosto bastante de fantasia e adorava ter descoberto mais algumas dessas habilidades.

No geral, e para concluir, foi uma leitura muitíssimo agradável e viciante. Neste livro encontramos amizade, amor, conflitos, ciúmes, reviravoltas, momentos doces e outros mais emocionantes, ação, humor e uma grande dose de fantasia. É um livro que recomendo, quer conheçam ou não as obras desta promissora autora portuguesa!

Classificação: 4/5 estrelas

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Prometo Falhar" de Pedro Chagas Freitas [Divulgação]

Título: Prometo Falhar
Edição: 2014
Páginas: 384
Editora: Marcador
ISBN: 9789897540769
PVP: 17,50€

Disponível a partir de 15 de abril.

Sinopse:
Prometo Falhar é um livro de amor.
O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. O amor.

No seu estilo intimista, quase que sussurrado ao ouvido, Pedro Chagas Freitas leva o leitor aos estratos mais profundos do que sente. E promete não deixar pedra sobre pedra.

Mergulhe de cabeça numa obra que mostra sem margem para equívocos porque é que é possível sair ileso de tudo. Menos do amor.

«O AMOR ACONTECE QUANDO DESISTIMOS
DE SER PERFEITOS»