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sexta-feira, 13 de outubro de 2023

«A Coroa» de Kiera Cass [Opinião]


A Coroa termina a história da série A Seleção, após cinco volumes desta distopia com uma premissa tão cativante e divertida de acompanhar.
 
Neste livro, Eadlyn vai finalmente ter de fazer a sua escolha, e mostrar que está pronta para se tornar rainha e governar o seu povo.
Ela acabará por descobrir que a escolha não é tão fácil como parecia e que é muito mais importante do que imaginava.
 
O final é muito amoroso. Esta é uma história de princesas, de reis e rainhas, e naturalmente o leitor sabe que terá direito a um final feliz.
 
Volto a referir que esta série é ideal para ser lida por jovens que queiram começar a ler. Embora eu já seja mais crescida e aprecie outro tipo de livros mais maduros, gostei muito de acompanhar a série e fiquei até curiosa por ler outros trabalhos da autora.

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

«A Herdeira» de Kiera Cass [Opinião]


Embora o género jovem-adulto (YA) já não me cative tanto atualmente, tenho gostado bastante de acompanhar esta série, uma vez que acho a premissa muito gira.
 
Este é o quarto volume; nos livros anteriores, acompanhamos a seleção para casar o príncipe Maxon. Este livro decorre 20 anos depois, com a filha de ambos: a princesa Eadlyn, para a qual vai ser feita uma nova seleção.
 
Adorei ver a seleção numa nova perspetiva, ou seja, do ponto de vista da princesa. Ela tem uma personalidade muito teimosa, muito independente, e não quer casar, sente que não precisa de um companheiro para governar. Por conseguinte, vai dar luta durante todo este processo.
 
Em suma, esta é uma série perfeita para jovens que queiram começar a ler. São livros simples, fáceis de ler e que cativam logo desde a primeira página.

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

«A Seleção» de Kiera Cass [Opinião]


«Personagens de temperamento forte, a recordação de um amor proibido deixado para trás e um triângulo amoroso que nos toca o coração.»
Publishers Weekly
 
Gosto bastante de distopias. Não hesitei perante a oportunidade de ler A Seleção.
 
Em Illéa, existe uma espécie de concurso, em que 35 raparigas do povo são selecionadas para ir viver para o palácio real, para que o príncipe possa escolher uma noiva.
Enquanto para muitas raparigas isto é a oportunidade de uma vida, para America Singer é um pesadelo, uma vez que significa que terá de virar costas ao rapaz por quem nutre uma paixão secreta.
 
Neste primeiro volume da série, conhecemos alguns aspetos deste mundo, ao qual posso chamar futurístico dado que existiu uma Terceira Guerra Mundial que deu origem a novos países.
O mundo não está ainda muito bem explicado. Apenas o sistema de castas está bem desenvolvido, na minha opinião, porque logo desde o início conseguimos perceber que a monarquia é a casta Um, e que as castas Seis, Sete e Oito são as mais pobres da população.
Espero que nos próximos volumes nos sejam dadas mais informações acerca do modo de funcionamento deste mundo.
 
Depois de alguns capítulos introdutórios, a narrativa ganha mais dinamismo quando America é selecionada e vai viver para o palácio. Aí, acompanhamos o seu dia a dia, a sua convivência com as outras raparigas (e todo os conflitos que naturalmente surgem) e a sua aproximação do príncipe.
 
Achei o conceito bastante interessante e esse aspeto fez-me quase devorar o livro. A escrita é acessível e por isso lê-se muito bem. Posso ter-me irritado algumas vezes com as atitudes das jovens, mas não o suficiente para perder o interesse.
Há ainda um triângulo amoroso, que estou desejosa por ver como se vai resolver, uma vez que a protagonista ainda se mostrou demasiado indecisa neste primeiro volume.
 
No geral, é uma história cativante para quem desejar uma leitura mais relaxante, que não exija muito esforço. Será boa para intercalar com leituras mais densas ou difíceis.
Da minha parte, vou sem dúvida continuar a acompanhar a série.

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

«Fica Comigo» de Noelia Amarillo [Opinião]


Este pequeno livro de Noelia Amarillo, uma escritora espanhola, foi uma boa surpresa para mim.
Não conhecia nada acerca do livro e, antes de iniciar a leitura, apenas estava um pouco reticente por ele ser tão pequeno (menos de 200 páginas).

Este livro conta a história de Jared, um sem-abrigo que caminha pelas ruas de Madrid à procura de uma oportunidade que lhe possa proporcionar um futuro melhor. Vai encontrar Dolores, um idosa disposta a ajudá-lo, embora contra a vontade da sua neta Nuria, que está desconfiada das intenções dele.

Gostei muito de ver a evolução de Jared neste livro porque ele é muito recatado, muito inseguro, com uma autoestima muito baixa, e acredita que não passa de lixo e que ninguém é digno da sua presença. Porém, quando pequenas oportunidades lhe começam a surgir, ele agarra-as com força e consegue realmente construir algo melhor para si mesmo.

Este foi um dos pormenores de que mais gostei neste livro, dado que nunca tinha encontrado nenhum livro em que uma das personagens principais fosse um sem-abrigo. Embora o livro seja pequeno, a autora conseguiu mostrar muito bem algumas das dificuldades por que passam os sem-abrigo, não só o problema de viver na rua e dormir ao frio, como também os preconceitos que sofrem por parte das outras pessoas.

Há um romance que se vai desenvolvendo entre Jared e Nuria, e creio que este foi o aspeto que me cativou menos na narrativa. Uma vez que o livro é pequeno, o romance também é rápido e não consegui sentir aquele crescimento entre as personagens, a química, a paixão a surgir.
 
Posso afirmar que a autora, em poucas páginas, conseguiu uma história bem estruturada, com uma personagem diferente, que se destaca de todos os homens que geralmente encontramos nos livros. Isto merece um grande ponto positivo para a autora.

Por fim, quero acrescentar que, além das personagens principais, temos mais algumas secundárias que dão o seu contributo para a história. Não são muito desenvolvidas, mas dá para perceber que são bastante reais, cativantes, bem caracterizadas no pouco que a autora fez.
 
Fiquei com curiosidade suficiente para vir a ler outras obras da autora, contudo, infelizmente não há mais nenhum livro da autora traduzido para português.

Classificação: 4/5 estrelas

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

«O Ano da Dançarina» de Carla M. Soares [Opinião]


O Ano da Dançarina é um romance histórico de Carla M. Soares situado em Portugal, em 1918, e que acompanha a família Lopes Moreira.
 
O jovem tenente-médico Nicolau regressa da Frente Francesa. Ferido e traumatizado, vem para junto da família para recuperar com mais conforto.
Naquela altura, Portugal está marcado pelo esforço da 1.ª Guerra Mundial, pela eleição de Sidónio Pais e pela agitação social. Nicolau estará também em conflito com uma antiga amante que muita dor lhe provocou e que regressa agora para o atormentar.

Conhecemos também os irmãos de Nicolau: César é quem trata dos negócios da família; Bernarda luta por uma carreira na imprensa, numa altura em que as mulheres ainda não podiam votar; e Eunice, que deseja tornar-se enfermeira e juntar-se às enfermeiras portuguesa na Frente.

O país vai ainda passar por mais tormentas, uma vez que a gripe espanhola, espalhada pelo mundo, chega agora a Portugal. Nicolau e a família vão estar no meio desta pandemia e não escaparão ao sofrimento que ela provoca.

A escrita da Carla M. Soares não tem igual e talvez este tenha sido o livro que mais prazer me proporcionou nesse aspeto. É uma escrita trabalhada e cuidada, que cativa o leitor; embora o texto possa parecer denso, Carla torna a história apelativa e dá realmente vontade de ler sempre mais um bocadinho.
 
[Fotografia da minha autoria]

Nota-se que este livro teve um enorme trabalho de pesquisa. A autora transpôs para o papel o contexto social, económico e político. Transportou-nos para a Lisboa de 1918, e fê-lo muito bem.
Curiosamente, antes de ler este livro, tinha lido outro que também retratava a gripe espanhola, mas com uma abordagem diferente. Desta forma, adorei ler sobre a mesma temática, mas vê-la desenvolvida de outra forma e com um contexto diferente. Sinto que ambos os livros me ensinaram muito.

Na nota do autor, Carla refere que não é historiadora nem a tal aspira; por isso, este não é um livro de história, mas sim uma história de família, que a autora situou naquela época e que procurou que fosse autêntica. Ela pretendia que o leitor terminasse o livro com uma sensação de prazer e uma boa imagem da Lisboa de 1918.
No meu caso, posso afirmar que a autora cumpriu o seu objetivo. Foi uma leitura vívida, vi-me transportada para aquelas ruas e a história permanecia na minha cabeça, mesmo quando eu passava vários dias sem conseguir ler.

Recomendo vivamente esta história a qualquer leitor que deseje conhecer um bocadinho dos acontecimentos que marcaram a história do nosso país.

Classificação: 5/5 estrelas

quinta-feira, 23 de maio de 2019

"Uma Mulher Respeitável" de Célia Correia Loureiro [Opinião]


Uma Mulher Respeitável é o segundo romance histórico de Célia Correia Loureiro e surge no seguimento do livro A Filha do Barão. O romance retoma um mistério que ficou em aberto no final do livro anterior embora, na minha opinião, possa ser lido individualmente.

Li o primeiro livro em 2016 e confesso que, volvidos três anos, já não me recordo inteiramente de muitos pormenores da história. Recordo-me, sim, de ter demorado quase um mês a concluir a leitura, uma vez que é um livro bastante denso. Por essa razão, receava que este novo livro me tomasse também todo esse tempo.
Deixem-me dizer-vos que não há qualquer problema em demorar duas, três ou quatro semanas a ler um livro. Pessoalmente, não gosto de demorar muito tempo, pois fico com a sensação de que, quanto mais tempo passa, mais me sinto desligada da história e das personagens.

Felizmente, nada disso aconteceu com este livro que, logo desde o primeiro capítulo, me surpreendeu por ser tão cativante e por me deixar imediatamente interessada.

A única desvantagem deste livro é a letra exageradamente pequena, o que poderá dificultar a leitura a algumas pessoas. No meu caso, ultrapassei rapidamente essa dificuldade e não demorou muito tempo até me sentir transportada para dentro destas páginas.

[Fotografia da minha autoria]

Mariana de Albuquerque e Turner regressa passados 50 anos. E que bom que foi reencontrar esta personagem! Desta vez, recebe uma pista de que uma reclusa que se encontra na prisão poderá ser a filha que ela perdeu em 1809.
Determinada a descobrir a verdade, Mariana tudo fará para conseguir que esta mulher fale e lhe revele a sua história.

O livro está organizado em capítulos curtos, que apelam à leitura, e é através de avanços e recuos no tempo que vamos descobrindo tudo acerca de Leonor Sanches, ou Evelyn St. Clair. Adorei a forma como a autora nos apresentou a história; aprecio imenso estas viagens entre presente e passado, permitindo-nos descobrir um acontecimento de cada vez e, desta forma, manter a curiosidade mais viva do que nunca.
Acredito que para alguns leitores poderá ser confuso estar sempre a saltar no tempo, mas este é um aspeto que me agrada nos livros, principalmente se houver organização, o que é totalmente o caso deste livro.

Leonor Sanches é uma personagem incrível. Embora, à primeira vista, na prisão, nos pareça apática e desinteressante, mais tarde compreendemos que isso se deve a tudo o que passou na sua vida. E não foi pouco! As desgraças e o sofrimento que vivenciou fizeram dela uma mulher implacável e movida por um insaciável desejo de vingança.
Tenho de confessar que adoro a temática da vingança nos livros e, por essa razão, senti esta história com outra intensidade.
O final não foi feliz e deixou-me com um sentimento melancólico, porém a realidade é que a vida também tem os seus momentos negros, e este livro mostra-nos as consequências graves que os desencontros podem ter nas relações humanas.

Li que este livro é o segundo de uma trilogia, mas não tenho a certeza se a autora vai mesmo escrever um terceiro livro. Contudo, deixo aqui a minha dica: adorava conhecer melhor o Victor St. Clair.

Ontem, dia 22 de maio, comemorou-se o Dia do Autor Português. Deixo-vos esta sugestão de leitura, um livro realmente bom, com uma escrita soberba e adequada à época, de uma das melhores autoras que temos atualmente na geração mais jovem. Por favor, leiam os livros da Célia Correio Loureiro! Apoiem o que é português!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

"Inverno de Sombras" de L. C. Lavado [Opinião]


Apaixonei-me pelo trabalho desta autora quando li Inverso, em edição de autor. Fiquei fascinada pela história e, desde aí, tem-se mantido o meu desejo de ler outros trabalhos da autora.

Inverno de Sombras é um verdadeiro calhamaço; são quase 600 páginas repletas de aventura e magia. Trata-se de um romance de fantasia urbana e a acção decorre maioritariamente em Lisboa, embora nos transporte também para Paris.

É com uma escrita cativante e envolvente que a autora leva os leitores numa viagem alucinante, numa caça ao tesouro onde os perigos são reais e não é fácil perceber as motivações das personagens. Quem são os bons? Quem são os maus? Que segredos escondem?

Embora seja um livro grande, lê-se bastante bem e os capítulos pequenos dão uma ajuda e tornam a leitura compulsiva, em certos momentos. Não me apercebi de haver momentos mais parados, há sempre alguma coisa a acontecer, bastante ação, suspense e reviravoltas, pelo que a leitura não se torna maçadora.

As personagens formam um leque bastante diversificado, são complexas, bem trabalhadas e todas diferentes umas das outras. A evolução delas está presente ao longo da narrativa e é fantástico assistir ao seu crescimento.

No geral, gostei imenso desta leitura e adoraria ler uma continuação. Sem dúvida que vale a pena acompanhar e apoiar os autores portugueses, que nos entretêm com excelentes histórias! Uma leitura que recomendo aos fãs de fantasia urbana, e fantasia no geral, e a todos os que desejem aventurar-se por um género literário diferente.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 21 de abril de 2016

"A Filha do Barão" de Célia Correia Loureiro [Opinião]


A Filha do Barão é o primeiro romance histórico publicado por Célia Correia Loureiro, autora dos romances Demência e O Funeral da Nossa Mãe.

Tinha muita curiosidade em ver como se sairia a autora a escrever um livro diferente do género com que se deu a conhecer, mas sempre acreditei que ela seria capaz de surpreender os leitores. E creio mesmo que o fez!

A ação deste romance decorre em Portugal, no período das invasões francesas. A história começa a ser narrada em 1805, prolongando-se depois por vários anos em que acompanhamos o desenrolar dos acontecimentos.
Percebe-se que houve uma pesquisa exaustiva por parte da autora, que conseguiu caracterizar na perfeição este momento histórico. Durante a leitura, somos transportados para aquela época, conseguimos vivenciá-la como se nós próprios fossemos uma personagem. Achei tudo muito bem explicado e, embora o livro seja denso, a leitura não se torna maçadora.

As personagens são muito diversas e todas elas apresentam características bem vincadas, portanto é fácil o leitor sentir empatia por umas e acabar por odiar outras. Além disso, elas vão mudando, vão-se desenvolvendo e, tal como acontece na vida, não são perfeitas e cometem erros. Estes erros e as motivações que levam as personagens as fazer o que fazem são muito bem explicados ao longo da narrativa.

No que diz respeito à escrita da autora, esta mostra-se claramente mais desenvolvida e trabalhada, e o vocabulário está adequado de forma excelente à época em que o livro se insere. Apesar do livro ser denso e necessitar de muitas horas de leitura, a escrita da Célia torna esta leitura prazerosa. Não é um livro para ler de forma compulsiva, mas sim para ler devagar e de forma concentrada, enquanto saboreamos cada palavra.

Senti-me indecisa entre atribuir 4 ou 5 estrelas; acabei por me decidir pelas 4, embora seja da opinião que ele merece as 5 estrelas. Quando avalio um livro, tento avaliar sempre a forma como ele me fez sentir e, na verdade, senti-me um pouco mais tocada e conquistada pelos anteriores romances contemporâneos da autora. É, contudo, inegável que a autora tem um grande talento e conseguiu demonstrá-lo em dois géneros literários diferentes.

Em conclusão, este é um excelente romance histórico que devia chegar ao maior número possível de leitores. O facto de retratar um período da história de Portugal torna-o ainda mais especial.
O final foi, de certa forma, de cortar a respiração e acredito que o livro que se seguirá será igualmente bom. Recomendo este romance a todos os apreciadores do género e a quem desejar apostar em ler autores portugueses.

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

"Encontro em Itália" de Liliana Lavado [Opinião]

Este livro veio-me parar às mãos de uma forma muito especial e divertida. O meu mais-que-tudo enfrentou a sua aversão a livros, entrou numa livraria e escolheu um livro "que eu certamente não teria" para me oferecer no meu aniversário. Quando fui ter com ele, a certa altura resolvi mostrar-lhe o livro que eu tinha levado para ler na viagem de autocarro, livro esse que me tinham emprestado uns dias antes. Ele ficou esquisito e começou a fazer-me perguntas acerca do livro, o que eu achei desde logo estranho dado que ele nunca me faz perguntas sobre livros. Não foi preciso muito para eu perceber que, de entre centenas ou milhares de livros existentes na livraria, ele tinha-me comprado exatamente o que eu estava a ler naquele momento.
Acabamos por decidir trocar e, desta vez, ficou a meu cargo escolher o livro. Assim, escolhi um que já queria desde a sua publicação e que certamente não me iria desiludir. E pronto, esta é a história de como Encontro em Itália ganhou um lugar especial na minha estante.

Passando agora à opinião propriamente dita, admito que parti para a leitura deste livro com expectativas elevadas. Tinha lido no ano passado Inverso e adorei a forma como a autora construiu aquele mundo mágico e personagens tão cativantes.

Encontro em Itália mistura um pouco de romance contemporâneo com uma pitada de fantasia urbana e parece-me adequado tanto para jovens como para adultos.
As personagens deste livro não são adolescentes, mas sim jovens adultos: Henrique terminou os estudos universitários em Literatura Inglesa e Sara é uma aspirante a escritora. Ambos chegaram a um período de indecisão e procuram qualquer pretexto que lhes permita adiar decisões importantes e contornar o futuro.

Depois de tantos anos separados, uma viagem a Itália volta a juntar estes dois amigos de infância. Porém, Sara está muito mudada, já não é a mesma criança e jovem doce que Henrique amou mas, apesar da sua rebeldia, o Henrique não desiste de tentar perceber o que se passa com a amiga.
É nesta viagem que ambos vão iniciar uma aventura que mudará as suas vidas e tudo começa quando encontram um livro misterioso e lhes aparece um gato falante e com um estranho sentido de humor.

Esta história está muito bem construída e a maior parte dos capítulos são curtos, o que leva o leitor a querer ler sempre mais um. A escrita da Liliana é fluida, cativante e bastante madura para uma escritora tão jovem. É uma escrita dinâmica, com suspense e emoção nos momentos certos.

A personagem que mais me cativou foi Henrique, pela sua personalidade ajuizada, por ser certinho e pela forma como reage ao ser apanhado no meio de um turbilhão de problemas. Sara é louca, temperamental, rebelde e conseguiu irritar-me diversas vezes, até que compreendi o porquê de toda aquele rebeldia. Sara vive atormentada, escondendo segredos das pessoas que mais ama, com esperança de que isso não as faça sofrer.
Depois temos Haari, a gata guardiã do Livro que eles encontram em Itália, e que é o animal mais fantástico que já conheci. Adorei o seu sentido de humor e todos os momentos em que ela aparecia na história. Eu adoro gatos e livros, portanto como poderia não adorar este romance?

Houve um pormenor que me deixou com alguma pena de não ter sido mais desenvolvido: o Livro concede habilidades ao seu portador, porém Henrique acabou por não explorar muitas dessas habilidades. Fiquei com pena; gosto bastante de fantasia e adorava ter descoberto mais algumas dessas habilidades.

No geral, e para concluir, foi uma leitura muitíssimo agradável e viciante. Neste livro encontramos amizade, amor, conflitos, ciúmes, reviravoltas, momentos doces e outros mais emocionantes, ação, humor e uma grande dose de fantasia. É um livro que recomendo, quer conheçam ou não as obras desta promissora autora portuguesa!

Classificação: 4/5 estrelas

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Prometo Falhar" de Pedro Chagas Freitas [Divulgação]

Título: Prometo Falhar
Edição: 2014
Páginas: 384
Editora: Marcador
ISBN: 9789897540769
PVP: 17,50€

Disponível a partir de 15 de abril.

Sinopse:
Prometo Falhar é um livro de amor.
O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. O amor.

No seu estilo intimista, quase que sussurrado ao ouvido, Pedro Chagas Freitas leva o leitor aos estratos mais profundos do que sente. E promete não deixar pedra sobre pedra.

Mergulhe de cabeça numa obra que mostra sem margem para equívocos porque é que é possível sair ileso de tudo. Menos do amor.

«O AMOR ACONTECE QUANDO DESISTIMOS
DE SER PERFEITOS»