Mostrar mensagens com a etiqueta Torey Hayden. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Torey Hayden. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Palavras Sentidas


"Se conhecermos as pessoas, não vemos que são diferentes. Só vemos como somos parecidos."

A Luz de um Novo Dia
Torey Hayden

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Palavras Sentidas


"No fundo do meu coração, desejava imenso ser o tipo de pessoa (...) que mudava o mundo através do amor. Achava que era crucial manter essas ideias vivas, continuar a acreditar que o bem triunfaria sobre o mal, que o amor conquistava tudo, que ninguém era um caso desesperado, porque, embora na verdade o mundo talvez não fosse assim, a única hipótese de mudança era nós acreditarmos que sim."

A Luz de um Novo Dia
Torey Hayden

segunda-feira, 20 de julho de 2015

"A Luz de um Novo Dia" de Torey Hayden [Opinião]

Este já é o sexto livro que leio de Torey Hayden, uma das minhas autoras preferidas e que me fascina a cada livro que leio pelo seu excelente trabalho com crianças problemáticas.

Neste livro, Torey relata-nos mais um ano escolar, que certamente será um dos mais desafiantes da sua carreira. Da turma de educação especial que lhe foi atribuída, fazem parte quatro meninos: Billy, um rapaz que transborda agressividade, Shane e Zane, dois gémeos afetados pela síndrome alcoólica fetal, e Jesse, um menino que sofre de síndrome de Tourette.
Por fim, existe ainda Venus Fox, uma menina de sete anos que parece estar alheia a tudo. Não fala nem reage a qualquer estímulo e permanece num estado catatónico a maior parte do tempo. As suas únicas reações são de agressividade quando sente o seu espaço ameaçado podendo, nesses momentos, tornar-se um perigo para si própria e para os que a rodeiam.

Com estas crinças, Torey terá realmente um ano desafiante. No início, é bastante complicado pois os quatro rapazes provocam o caos completo e é muito exaustivo para Torey controlá-los. Terá de fazer muitas tentativas até conseguir desenvolver uma rotina com eles e, nos momentos livres, tenta de tudo para fazer Venus reagir.

Estas crianças tocaram-me de forma especial porque desde logo senti interesse pelas suas problemáticas. Gosto da forma como a autora introduz estes problemas para ficarmos a compreender do que se tratam, sem nunca se tornar maçadora. Penso que os livros da Torey não têm nada de maçador e leem-se muito bem, apesar dos acontecimentos chocantes que eventualmente possamos encontrar.

Fui lendo, fascinada com os progressos, por vezes muito lentos, que a autora ia fazendo com os meninos e senti-me sensibilizada por ver que, apesar de toda aquela agressividade, eles conseguiam ser amorosos, generosos uns com os outros e fazer amizades.

Venus acabou por ter um maior destaque devido ao seu problema. Vinha de uma família extremamente desestruturada e confesso que me arrepiei nos momentos em que Torey visitava a pobre caravana onde ela morada com a mãe, o padrasto e alguns irmãos. Contudo, e apesar de saber que muitas destas crianças sofrem abusos, nunca se está preparado para descobrir a verdade. E a verdade por detrás do comportamento de Venus é demasiado chocante.

Se, por um lado, adoro ler a autora e sinto-me inspirada pelas suas práticas e com vontade de aprofundar mais estes temas, por outro lado, estas leituras costumam deixar-me muito abalada. São histórias verídicas e, por essa razão, tornam-se mais impressionantes.
Apesar de tudo, as obras de Torey Hayden são extremamente ricas  e recomendo a sua leitura nomeadamente a profissionais que trabalhem com crianças.

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Livro do Mês: Junho

Junho chegou ao fim e agora é o momento para fazer o balanço das minhas leituras. Este mês li 6 livros, mais um que no mês anterior mas, devido a serem livros mais pequenos, resultou num menor número de páginas lidas. Mesmo assim, foi um mês de leituras muito envolventes!
Li variados géneros, nomeadamente fantasia, romance contemporâneo, policial, não-ficção e thriller.

O livro que pretendo destacar é da autoria de Torey Hayden e foi um livro que me emocionou por diversas vezes e cuja leitura recomendo vivamente.

LIVRO DO MÊS


terça-feira, 24 de junho de 2014

"Vozes Silenciosas" de Torey Hayden [Opinião]

Os primeiros livros que li de Torey Hayden eram histórias de não-ficção, baseadas em casos verídicos de crianças ou jovens emocionalmente perturbados com quem ela trabalhou.

Vozes Silenciosas é um dos seus romances de ficção e o primeiro que tenho oportunidade de ler. Esta é a história de Conor, um menino de nove anos que chega ao consultório do pedopsiquiatra James Innes com o diagnóstico de autismo. A sua mãe, Laura, é uma romancista famosa e enigmática que não consegue lidar com o filho. O seu pai, Alan, quer impedi-lo de ser enviado para uma instituição. E a sua irmã, Morgana, começa aos seis anos a demonstrar comportamentos preocupantes.

Após o primeiro contacto com Conor, James decide conversar individualmente com os pais do menino, dado que, em psicologia, é muito importante analisar a dinâmica familiar quando se trabalha com qualquer criança ou jovem. Desta forma, o terapeuta recebe informações valiosas que o ajudam a construir um quadro dos problemas da criança, enquanto cimenta a relação com os pais, que muitas vezes se sentem desamparados por não serem capazes de lidar com os filhos.

Embora inicialmente hesitante quanto à terapia, Laura acaba por concordar e é então que James começa a perceber que Laura é uma mulher muito imaginativa e que a sua mente alberga um mundo tão envolvente que parece real.

A partir daqui, o livro centra-se muito em Laura, que começa a relatar a sua história de vida, desde a infância. Paralelamente, vamos lendo também excertos escritos por ela do seu mundo imaginário. Isto faz com que encontremos uma história de fantasia dentro de uma história de ficção.

Apesar de se notar que este não é o registo habitual de Torey (a narrativa está escrita na terceira pessoa e a autora não é a terapeuta), o livro não deixa de ser interessante e perto do fim melhora muito.
Esta é sobretudo uma história sobre a realidade e a imaginação, o que é real e o que não é, e os perigos que podem surgir quando ambas se confundem.

Os últimos capítulos são de leitura compulsiva devido a todo o suspense presente nas páginas que explicam o que originou o problema de Conor. O livro termina de forma surpreendente e deixou-me com a cabeça a andar à roda!

Se são fãs de Torey Hayden, e embora esta não seja uma história verídica, eu recomendo a leitura, que irá certamente fazer-vos pensar.

Classificação: 4/5 estrelas

domingo, 15 de junho de 2014

"A Criança Que Não Queria Falar" de Torey Hayden [Opinião]

Torey Hayden é já uma das minhas autoras de eleição pelo trabalho que faz com crianças emocionalmente perturbadas.

Nesta que é a sua primeira obra, Torey dá-nos a conhecer a história verídica da sua relação com Sheila, uma criança de seis anos, violenta, insociável, abandonada por uma mãe adolescente e que até então só conheceu um mundo de sofrimento, onde foi severamente abusada e maltratada.
Sheila é colocada na classe especial de Torey, onde já se encontram outras oito crianças, por ser considerada uma ameaça que nenhum pai ou professor querem por perto de outras crianças.

Inicialmente, Sheila não fala, não obedece e desata aos gritos, pelo que Torey não consegue facilmente aproximar-se desta criança, que se comporta como um verdadeiro monstrinho. Contudo, aos poucos, Torey vai quebrando a forte carapaça de Sheila, que revela uma menina que consegue ser dócil e que precisa de ser amada incondicionalmente.

Esta é uma história extremamente comovente e terrível, tendo em conta o sofrimento atroz que Sheila vivenciou. Torey escreve de forma simples e direta, conseguindo chocar por diversas vezes, embora o que mais me arrepia é ter conhecimento de que existem seres humanos capazes de tamanhas crueldades. Tal como Torey refere no prólogo desta obra: "Este livro não foi escrito para despertar piedade. Nem para elogiar o trabalho de uma professora. Nem tão-pouco para deprimir aqueles que encontraram a paz na ignorância". Assim, esta obra pretende mostrar como, muitas vezes, o trabalho psiquiátrico pode ser frustrante.

Apesar das suas duzentas e poucas páginas, este livro dá-nos a conhecer uma grande variedade de personagens: as crianças, cada uma com as suas características e necessidades; o Anton, um trabalhador imigrante que nunca tinha trabalhado com crianças e cuja proximidade com estas crianças tão especiais o levou a querer ir para a universidade e tornar-se professor; Chad, o namorado de Torey, que teve um papel importante no processo judicial de Sheila; o pai de Sheila, que, apesar dos problemas com a bebida, amava a filha e demonstrou que se estava a esforçar; e por fim alguns professores da escola e o próprio diretor, que também tiveram a sua participação nesta história verídica.

Este é um livro que recomendo principalmente a psicólogos, a educadores que trabalhem com crianças problemáticas, bem como a outros interessados pelo tema, dado que o trabalho e a dedicação de Torey são verdadeiramente uma inspiração!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Livro do Mês: Setembro e Outubro

Dou por terminadas as leituras do mês de outubro, visto que não irei terminar nenhum livro até amanhã. Sendo assim, juntei os meses de setembro e outubro e vou escolher  um dos 9 livros lidos nestes dois meses.
Os géneros literários foram diversos, embora tenham prevalecido as leituras atrevidas; assim,  li três romances de época/históricos sensuais, um romance erótico, dois livros de temas da psicologia, um policial, um romance mágico e um livro de não-ficção.

O livro que pretendo destacar pertence a uma autora inspiradora, a Torey Hayden.

LIVRO DO MÊS

A rubrica voltará no próximo mês, ou no seguinte, consoante o número de livros lidos!
Desejo-vos umas ótimas leituras!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"Filhos do Abandono" de Torey Hayden [Opinião]

Já anteriormente li "Uma Criança em Perigo" e "A Prisão do Silêncio", livros que me deixam cada vez mais fascinada pelas obras desta autora.

Em "Filhos do Abandono", Torey conta-nos a sua experiência de trabalho num hospital civil, na unidade de pedopsiquiatrica. Ocupou-se de duas crianças: a Cassandra e o Drake.
Cassandra é uma menina que aos seis anos foi raptada pelo pai, só regressando a casa dois anos depois. O seu comportamento, ora agressivo ora apresentando momentos de silêncio, leva a supor que tenha sido vítima de abusos graves.
Por outro lado, Drake é um menino encantador, muito cativante e cheio de carisma mas, sem que se compreenda porquê, não fala, a não ser com a mãe..

Torey ocupou-se ainda de uma senhora idosa que, após um AVC, refugiou-se na depressão e na solidão e deixou de falar.

São três histórias que a autora vai descrevendo aos poucos, à medida que vai desvendando o que se esconde por detrás daqueles silêncios, o que nem sempre é tarefa fácil. Torey também se depara com situações frustrantes em que não sabe o que fazer para melhor compreender estes casos.

Como já referi numa opinião anterior, esta autora fascina-me e inspira-me, não só a desejar estudar e aprofundar os temas e problemáticas que ela aborda, como também a retirar dos seus livros técnicas de intervenção que poderão ajudar-me a melhorar enquanto profissional.

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 27 de junho de 2012

"A Prisão do Silêncio" de Torey Hayden [Opinião]


Este foi o segundo livro que li da Torey Hayden, uma escritora que me tem cativado imenso com as suas experiências enquanto técnica de educação especial.

Habituada a cuidar de crianças problemáticas, desta vez Torey vai contar-nos a história de um jovem de 15 anos, o Kevin, que não fala a passa todo o tempo barricado debaixo de uma mesa. Rapidamente, Torey se apercebe de que este jovem sente um pânico imenso do mundo exterior e tem passado muitos anos fechado numa instituição, num mutismo voluntário. Foi muitas vezes considerado um caso perdido e a própria Hayden, durante as intervenções que fez com ele, compreendeu que só um milagre o faria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta.

Ao longo da narrativa, Torey dá-nos a conhecer todas as tentativas que fez para que este jovem voltasse a falar e para que, aos poucos, começasse a ultrapassar os seus medos. Mas o verdadeiro problema de Kevin está na sua infância, marcada por uma história de violência e abandono, bem como por um segredo tenebroso que Torey, mais tarde, descobre.

Mais uma vez, Torey Hayden comove-nos com a história de um jovem abandonado, deixando-nos entre um misto de sentimentos. Por um lado, a curiosidade de compreender toda a história deste jovem e, por outro, a repulsa e a indignação para com os familiares que o maltrataram. E é com um carinho especial que vemos este jovem, aos poucos, a perder os seus medos, a ganhar confiança em si próprio e a lutar para recomeçar uma vida mais feliz.

Classificação: 4/5 estrelas