quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Palavras Sentidas


"A grande barreira a ultrapassar para se começar a escrever é o próprio autor, as suas incertezas, os seus receios."

Como Publicar o Seu Livro
Rita Canas Mendes

sábado, 26 de outubro de 2019

"Não Desistas" de Harlan Coben [Opinião]


Harlan Coben é aquele autor que consegue pôr-me a ler quando passo semanas desanimada com os livros e sem vontade de olhar para letras.

Este é o seu mais recente thriller traduzido para português, comprei-o no início do mês e não esteve sequer dez dias na estante antes de me apetecer pegar nele. Aliás, foi o próprio livro que chamou por mim. Nunca tiveram a sensação de que, por vezes, não são vocês que escolhem os livros, mas sim eles que vos escolhem a vós?

E foi assim que eu mergulhei nesta empolgante história e consegui vencer a apatia literária que me andava a consumir.

Neste thriller, conhecemos Nap Dumas, um detetive de Nova Jérsia que, no final da adolescência, perdeu o irmão gémeo. Ao mesmo tempo, a sua namorada Maura também desapareceu sem qualquer explicação. Passaram-se 15 anos, mas Nap nunca deixou de procurar Maura nem de tentar perceber por que morreu o seu irmão. Agora irá finalmente descobrir a verdade...


Este livro inicia-se com um prólogo cativante, escrito em terceira pessoa. Posteriormente, todo o restante livro é narrado em primeira pessoa, na voz de Nap, dirigindo-se ao irmão que perdeu, Leo. É como se o livro fosse uma grande carta ao irmão.

O autor tem uma mão de mestre em conduzir-nos pelo meio de toda a investigação, dos segredos, das descobertas e de intermináveis reviravoltas. E há sempre a viagem ao passado, típica de todos os livros do autor. Todas as suas histórias se baseiam em acontecimentos que marcaram o passado das personagens.

Gostei imenso de Nap e da sua personalidade. Por vezes é um pouco bruto, mas tem o coração bondoso e, claro, ainda sofre com a perda do irmão e da mulher que amava. Gosto muito da sensibilidade que o autor tem para abordar os temas da perda e da saudade.

Pelo meio do livro, ainda encontramos Myron Bolitar, uma personagem que tem toda uma série de livros só sua, e a investigadora Loren Muse, que já apareceu noutros romances do autor.

Em conclusão, se procuram um livro empolgante para devorar em duas tardes, este é uma ótima escolha. É já o 15º thriller que leio do autor, por isso já podem ter uma ideia do quanto o aprecio como escritor.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

"The Roommate" de Patricia Morais [Opinião]


The Roommate é um conto da autora portuguesa Patricia Morais, autora de Sombras e Chamas, publicados pela Coolbooks.
Recordo-me de ter lido no blogue dela que ela o escreveu em inglês para que os seus amigos estrangeiros tivessem oportunidade de ler um trabalho seu.

O conto é uma leitura adequada para a época do Halloween, uma vez que a história decorre durante esta quadra.

Conhecemos Melissa, uma estudante que se muda para uma nova universidade nos finais de outubro, enquanto tenta lidar com os fantasmas do seu passado. A sua nova colega de quarto - Shiobban - é misteriosa e demasiado protetora. Quando dois estranhos homícidios ocorrem no campus, Melissa acredita que Shiobban poderá estar em perigo.

Gostei bastante do conto. A ação vai alternando com algumas explicações acerca do Halloween e é interessante conhecer alguns factos sobre esta tradição. A história é dinâmica e lê-se muito bem.
Achei o final um bocadinho previsível, uma vez que tinha as minhas suspeitas praticamente desde o início, e fiquei com vontade de mais, embora esta sensação aconteça quase sempre nos contos.

Aproveitem a época do Halloween que se aproxima e leiam este conto da Patricia Morais!

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Palavras Sentidas


"A vida nunca muda de facto quando não se é da família. Para os amigos, mesmo os chegados, é como ver um filme triste comove-nos sinceramente e sofremos e depois chega-se a um ponto em que já não se quer sentir mais essa tristeza; por isso deixa-se que o filme acabe e volta-se para casa.
Só a família é obrigada a suportar."

Invasão de Privacidade
Harlan Coben

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Palavras Sentidas


"— Cheire o livro — instruiu-o Sophie.
Ele levou o livro ao nariz e inalou.
— A que é que cheira? — perguntou Sophie.
— A couro e a tinta?
Ela negou com a cabeça.
— A Felicidade! É esse o cheiro dos livros. Felicidade. Por isso é que eu sempre quis ter uma livraria. Existe alguma coisa melhor na vida do que vender felicidade?"

Acordo com o Marquês
Sarah MacLean

terça-feira, 15 de outubro de 2019

"Como Publicar o Seu Livro" de Rita Canas Mendes [Opinião]


Como Publicar o Seu Livro é um livro que nos dá a conhecer, de forma muito acessível, o mundo editorial por dentro e por fora.
Rita Canas Mendes trabalha há vários anos no mundo dos livros, tendo ocupado diferentes cargos em editoras de referência. Atualmente trabalha em regime independente como consultora e tradutora.

Este livro encontra-se dividido em cinco partes. A primeira apresenta-nos os principais Prémios e Concursos para Obras Inéditas, fazendo menção às vantagens e desvantagens destes prémios e apresentando ainda a experiência de três autores.
A segunda parte aborda a Edição Tradicional, explicando como é uma editora por dentro, qual o percurso de um livro desde que é proposto à editora até chegar às mãos do público, como o autor se deve preparar, como preparar o original, as vantagens e desvantagens da edição tradicional e a experiência de três autores.
A terceira parte trata da Autopublicação, mencionando os quatro grandes tipos de autopublicação, os cuidados a ter, a forma como se deve proceder, vantagens e desvantagens e, por fim, a experiência de três autores.
A quarta parte faz referência ao mundo Para lá da Publicação, abordando as temáticas do marketing e da comunicação, da relação com o público e com os parceiros.
Por fim, a quinta parte apresenta os Direitos e Deveres do autor.

Achei este livro bastante interessante e informativo. É sobretudo aconselhável a quem nunca publicou e gostaria de conhecer um pouco mais o mercado editorial.

Publicar um livro pode ser um processo muito empolgante mas, por vezes, a falta de informação leva as pessoas a escolher as vias que nem sempre são as mais adequadas para o seu caso. Enquanto na edição tradicional, o autor tem o acompanhamento de uma equipa, na autopublicação quase tudo fica ao critério do autor. Contudo, para quem opta por este tipo de publicação, é muito importante ponderar todos os prós e contras e investir no seu livro, ou seja, contratar profissionais que o ajudem, nomeadamente revisores de texto.

A autora apresenta dicas e conselhos importantes para que não sejamos ingénuos em relação a estas questões. Publicar um livro na realidade não acontece tal como a ideia romantizada que temos dele.

Uma leitura que recomendo, independentemente da fase de escrita do livro em que se encontrem.

Classificação: 4/5 estrelas

domingo, 13 de outubro de 2019

Antologia | "O Resto é Paisagem" - 1 Ano


Não podia deixar de assinalar a data em que a antologia O Resto é Paisagem completa o seu primeiro ano de existência.

Já por várias vezes referi que esta foi uma experiência muito boa, tendo sido extremamente interessante acompanhar o livro nas diversas fases de publicação.
O conto A Maldição da Casa da Colina surgiu quase como uma brincadeira, em que me permiti escrever sem filtros, sem esperar nada em troca, e quando dei por mim estava a ser selecionada para integrar a antologia. Sei que parece um cliché mas é mesmo formidável a sensação de segurarmos nas mãos um livro físico com o nosso nome, com algo que escrevemos.

Agradeço a toda a equipa da Editorial Divergência pelo empenho em apostar e dar a conhecer novos autores portugueses e pelo carinho que coloca em cada livro!
Obrigada a todos os que festejaram comigo e manifestaram o seu apoio e a todos os leitores que compraram, leram e partilharam a antologia!
Obrigada também àqueles que constantemente me incentivam a continuar a escrever e me mostram que acreditam em mim muito mais do que por vezes eu própria acredito.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Antologia | "Steampunk Internacional" de Vários Autores [Opinião]


As antologias são uma ótima forma de conhecer novos autores, sejam eles nacionais ou internacionais. São igualmente boas para ler acerca de uma determinada temática que não conhecemos tão bem.

A Editorial Divergência tem no seu catálogo diversas antologias de boa qualidade que merecem ser lidas.

Steampunk Internacional reúne 9 autores de três países: Finlândia, Reino Unido e Portugal. Foi traduzida e publicada em simultâneo nestes três países.

De seguida, apresento a minha opinião a cada um dos contos:

FINLÂNDIA

"O Chapéu Cilíndrico" de Anne Leinonen
Um estranho chapéu que parece ter vontade própria é o protagonista deste conto. Através do ponto de vista de diversas personagens vamos acompanhando as perigosas viagens deste chapéu cilíndrico. Gostei muito, achei o conto bastante intrigante e é daqueles que nos deixa a cabeça em alvoroço.

"Augustine" de J. S. Meresmaa
Augustine é uma jovem com problemas de audição que quer muito tornar-se engenheira, embora não seja apoiada pelo tio, com quem vive desde que os pais morreram num acidente. Num conto mais longo, de ritmo lento mas que se lê muito bem, vamos acompanhando esta jovem enquanto descobre a verdade sobre o seu passado e tenta salvar a oficina que tanto adora.

"Isaac, o Homem Alado" de Magdalena Hai
Este é um dos meus contos preferidos da antologia. Apresenta-nos Isaac, um estranho homem com asas mecânicas, e Monorelha, a jovem que o ajuda quando o encontra ferido. Contudo, à sua volta há guerra, morte e dor e estas são duas almas que já muito sofreram. Um conto que resultou muito bem e que combina elementos de fantasia, ficção científica e uma dose de drama.


REINO UNIDO

"O Jantar Ateniense" de Derry O'Dowd
O conto que menos me cativou. É sobre um grupo de amigos que se junta num jantar, inalam clorofórmio e começam a debater questões relacionadas com partos e formas seguras de fazer uma cesariana. Consigo perceber porque é que não me cativou, este não é propriamente o meu tema de eleição! Embora não tenha encontrado aspetos relacionados com a temática steampunk, achei curiosa a nota final que nos explica que o conto se baseia em acontecimentos e personalidades verídicas.

"Quatro Estações de Wither" de George Mann
George Mann tornou-se conhecido pelos seus romances Newbury & Hobbes, histórias steampunk de detetives passadas na era Vitoriana. Neste conto, oferece-nos uma nova história com essas personagens. Quando Alfred Wither morre, o detetive Newbury convence-se de que algo na sua história ficou por contar. Num conto dividido em quatro partes, cada uma referente a uma estação do ano, vamos desvendar o mistério da morte de Wither.

"Engenharia Imprudente" de Jonathan Green
Este é o conto de mais um autor de steampunk conhecido no Reino Unido. Não foi um dos meus contos preferidos, embora tenha gostado de conhecer Ulysses Quicksilver. É um conto com bastante dinamismo e que me fez lembrar os Transformers.

PORTUGAL

"Videri Quam Esse" de Anton Stark
Um conto cuja ação decorre em 1513, quando um rinoceronte trazido da Índia para a corte portuguesa morre. Será Garcia de Resende, camareiro do rei, quem terá de resolver o problema, uma vez que o animal era um presente para o papa. Um conto pequenino e muito bem escrito, que nos deixa curiosos pelo final.

"Coração de Pedra" de Diana Pinguicha
Um dos meus contos preferidos de entre os três portugueses. Conta-nos a história de Alirvi e a sua luta contra os Evolucionistas. Achei o conto muito criativo e acho sempre interessante todos aqueles conceitos futuristas. É um conto de leitura compulsiva que os fãs de ficção científica vão adorar!

"A Aranha" de Pedro Cipriano
Este conto apresenta-nos Ana, uma jovem espia cuja missão é roubar segredos militares. É um conto intenso, com muito suspense e que não se consegue parar de ler até descobrirmos se a Aranha será bem sucedida nesta missão tão perigosa. Conseguirá ela regressar com vida?
Este conto ganhou, em 2018, o Prémio Adamastor de Ficção Fantástica em Conto.

No geral, posso afirmar que esta antologia foi uma surpresa muito positiva, com contos diferentes e criativos, que me permitiram familiarizar um pouco mais com a temática do steampunk, da qual ainda tinha lido pouco ou quase nada. Embora naturalmente uns me tenham agradado mais do que outros, toda a antologia está bastante equilibrada. Um livro que merece ser apreciado e reconhecido!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Palavras Sentidas


"Gostava quando os nossos pés estavam alinhados, esquerdo com esquerdo, e batiam no chão ao mesmo tempo, deixando pegadas na areia, às quais desejava regressar, em segredo, e colocar os pés onde os seus tinham deixado uma marca."

Chama-me pelo Teu Nome
André Aciman

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

"Chama-me pelo Teu Nome" de André Aciman [Opinião]


As minhas expectativas em relação a este livro estavam elevadas desde que li duas opiniões muito boas no instagram. Como as encontrei com poucos dias de diferença e uma delas fazia referência ao facto de ser um bom livro para ler no verão, achei que era um sinal e aproveitei os primeiros dias de setembro para me iniciar nesta leitura.

Demorei algum tempo a embrenhar-me na história mas rapidamente percebi que não é um daqueles livros de ler compulsivamente. Tem uma escrita trabalhada e muito bonita, o que significa que o próprio livro nos convida a ler devagar e a saborear a leitura.

Não sei dizer-vos o que correu mal entre mim e este livro. Não posso afirmar que o problema seja inteiramente meu, uma vez que me parece que o livro peca na forma como a história é contada.


Toda a história nos é contada por Elio através da sua visão dos acontecimentos daquele verão em que conheceu Oliver. Conhecemos os seus pensamentos, os seus receios, angústias, momentos de tristeza e felicidade.
Há muito pouco diálogo e foi difícil conhecer mais de Oliver que, na minha opinião, era a personagem mais interessante do livro.

Apesar de ter um pouco de dramatismo (algo que eu até aprecio), este é um livro muito introspetivo, muito virado para os pensamentos e talvez tenha sido essa a razão por que não funcionou comigo. Descobri que, aparentemente, não tenho paciência para este tipo de narrativas, preferindo aquelas mais dinâmicas e que puxam por mim.

Acabou por se tornar difícil terminar o livro pois, embora quisesse saber como iria terminar, ao fim de meia dúzia de páginas, sentia-me terrivelmente aborrecida, pelo que a leitura se prolongou mais tempo do que eu desejava.

Apesar de tudo, admito que é um livro interessante, muito bem escrito e com uma temática forte. Decidi atribuir-lhe 3 estrelas pois reconheço que tem qualidade e, embora não tenha resultado comigo, não significa que outros leitores não o possam adorar.

Não deixem de o ler! Depois partilhem a vossa opinião.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Palavras Sentidas


"Ter medo é permitirmo-nos que o medo controle a nossa vida, permitir que este nos impeça de fazer o que queremos. Ter medo e enfrentá-lo é corajoso."

O Boss
Vi Keeland

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Momentos WOOK

Os Momentos WOOK estão de volta para alegrar o início do mês de outubro!

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Depois partilha comigo as tuas escolhas.

Boas compras!