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quinta-feira, 27 de abril de 2017

"Raptada na Noite" de Patricia MacDonald [Opinião]


Raptada na Noite é já o sexto romance de Patricia MacDonald que tenho oportunidade de ler.

A narrativa inicia-se durante umas divertidas férias em família. Tudo estava a correr bem até Tess, de 9 anos, presenciar o rapto brutal da sua irmã Phoebe, de 13 anos. Dias depois o corpo da adolescente é encontrado, apresentando marcas de violação. Lazarus Abott é identificado como o autor do crime, sendo condenado à morte e executado.

O segundo capítulo avança vinte anos no tempo. Surgem novas provas que sugerem que Lazarus não foi o assassino. Será que Tess foi a responsável pela execução de um inocente?

O regresso de Tess à cidade onde tudo aconteceu reabre as feridas que a sua família tentou sarar durante todos estes anos.
A autora é muito boa a retratar a dinâmica familiar, a dor das recordações e da perda e a tensão constante a que todos estão sujeitos com a reabertura deste caso.

Surgem novas situações de perigo, agora que Tess decide também investigar por si própria.

A leitura é bastante dinâmica, não há descrições exageradas e a ação decorre a bom ritmo. Não foi um dos meus preferidos da autora (possivelmente começo a ficar mais exigente com os thrillers), mas não deixa de ser uma leitura que entretém e nos espicaça a vontade de desvendar o caso.

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"O Último Refúgio" de Patricia MacDonald [Opinião]


O Último Refúgio é já o terceiro livro de Patricia MacDonald que leio este ano. Comparando com todos os livros dela que já tive oportunidade de ler, penso que este foi um dos que me cativou menos.

A história dá-nos a conhecer Dena, que espera o seu primeiro filho de Brian, um namorado recente. Dena e Brian amavam-se mas, de um momento para o outro, Brian mudou bruscamente. Começou a beber e a maltratar Dena, levando a jovem mulher a fugir para se proteger.
Entretanto, uma amiga de Dena é encontrada assassinada e o medo aumenta.

Confesso que este livro não me prendeu tanto como outros da autora. Não senti o suspense muito presente e, em grande parte da história, a ação decorria lentamente, tornando a leitura aborrecida.

Nenhuma personagem se revelou particularmente interessante e as ações do chefe da polícia revoltaram-me por diversas vezes. Estas ações, mais tarde, foram justificadas, mas mesmo assim não consegui perdoar aqueles comportamentos e a forma como levaram as investigações.

O final acabou por me cativar um pouco mais, embora se mostrasse previsível. Gostava que a autora tivesse abordado de forma mais aprofundada os motivos do assassino e os tivesse relacionado com o prólogo.
O assassínio da amiga de Dena também ficou muito mal explicado, o que considero um erro grave por parte da autora. Gostava mesmo de ter compreendido como tudo aconteceu com esta personagem.

Em conclusão, apesar deste livro não ser um dos melhores da autora, continuo a acreditar que vale a pena explorar a sua vasta obra.

Classificação: 2/5 estrelas

sábado, 18 de junho de 2016

"Um Estranho em Casa" de Patricia MacDonald [Opinião]


Um Estranho em Casa foi o segundo livro de Patricia MacDonald que li este ano. Embora o livro tenha sido publicado pela primeira vez em 1983, continua a ter uma temática bastante atual: o desaparecimento de uma criança.

O início da história é angustiante, quando Paul, um menino de 4 anos, desaparece do jardim dos pais, sem deixar qualquer rasto. Todas as tentativas de busca são vãs.

O que torna este livro diferente é que a ação principal da história decorre onze anos depois, quando o menino, já adolescente, é devolvido aos pais. Só neste momento é que se coloca verdadeiramente o enigma do rapto.

Esta história não se prende tanto por uma investigação policial, centrando-se antes na vida desta família, destroçada pelo desaparecimento do filho mais velho, e que mais tarde precisa de se adaptar ao reaparecimento do mesmo. Tudo isto causa mudanças importantes e nada fáceis dentro de um núcleo familiar, e a autora conseguiu retratar muito bem esta dinâmica e as relações familiares.

As personagens estão também extremamente bem construídas. Anna é a mãe que nunca desistiu de procurar o seu filho; apesar da sua personalidade forte, percebem-se as fragilidades inerentes à perda de uma criança. Aquando do reaparecimento do filho, Anna mostra-se superprotetora, o que a leva por vezes a dar menos atenção à restante família.
O pai de Paul, sempre foi mais cético, convencendo-se de que o filho nunca mais iria voltar.
Assim, temos nestes dois adultos duas formas distintas de ver a mesma situação.
Por fim, a filha mais nova do casal - Tracy - parece-me ter uma caracterização menos congruente. É-nos dito que ela tem cerca de 2 anos quando o irmão desaparece portanto, 11 anos depois, ela terá 13 anos.  A autora deu-lhe uma personalidade bem afincada, o que não é normal no início da adolescência. Além disso, além das discussões com a mãe, já tem experiência com drogas e trabalha numa clínica veterinária. Isto parece-me bastante precoce, daí achar que a caracterização da jovem não está muito realista.

Em conclusão, este é um thriller empolgante, de leitura compulsiva e repleto de suspense psicológico. Com um final de cortar a respiração, acredito que é uma ótima escolha para os apreciadores deste género literário. Leitura recomendada!

Classificação: 4/5 estrelas

sábado, 20 de fevereiro de 2016

"Teia de Mentiras" de Patricia MacDonald [Opinião]


Este livro figurava na minha estante há mais de um ano e, após ter lido Casada com um Desconhecido e Imperdoável, achei que chegara o momento de pegar noutra obra da autora. E foi uma boa decisão, dado que o livro me envolveu de início ao fim e passou a ser o meu preferido desta escritora.

A história gira à volta da família de Lillie Burdette; tudo parece correr sem sobressaltos no dia a dia, até que a sua filha é assassinada. Cega pela dor, Lillie procura a todo o custo a verdade por trás da morte da filha, contudo, neste percurso, vai ver-se enredada numa teia de segredos e mentiras.

Este é um thriller com grande ênfase nas relações familiares e na dor e desespero desta mãe. Enquanto ela procura a verdade, o seu marido e o filho mais velho parecem estar conformados com a situação, acreditando que devem continuar a sua vida normal. Estas atitudes começaram de imediato a irritar-me e a ser motivo de desconfiança.

Com o aparecimento de algumas pistas e desenvolvimentos, fui tentando desvendar este crime, porém a minha imaginação não foi tão fértil quanto a da autora. O final surpreendeu-me imenso e deixou-me agarrada até à última página. Os motivos deste crime revelaram-se aterradores, tendo em conta a identidade do assassino, e aquele final foi forte, dramático e, por fim, presenteou-nos com um último fio de esperança.

Esta é uma história intrigante, onde impera o suspense psicológico, e que promete agarrar o leitor até às últimas páginas. Recomendo vivamente a sua leitura e, pela minha parte, estou desejosa de conhecer mais romances da autora!

Classificação: 4/5 estrelas

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Imperdoável" de Patricia MacDonald [Opinião]

Depois de ter lido "Casada com um Desconhecido", a minha curiosidade pelas obras desta autora aumentou. Adquiri este livro através de uma troca, inseri-o logo nas minhas leituras e tive assim a minha segunda experiência com a autora.

Infelizmente, "Imperdoável" não correspondeu de todo às minhas expectativas.
Maggie é uma ex-presidiária que cumpriu uma pena de doze anos por um crime que não cometeu: o homicídio do homem que amou.
Assim que saiu em liberdade, mudou-se para uma ilha pacata ao largo da costa da Nova Inglaterra, de forma a iniciar uma nova vida num local onde ninguém conhecesse o seu passado.

Um aspecto de que gosto bastante nesta autora é o facto das histórias avançarem rapidamente. Neste livro, logo nos capítulos iniciais, o leitor apercebe-se de que a personagem principal, Maggie, está a ser vigiada por um sujeito desconhecido. No entanto, só mais tarde é que a identidade desse sujeito nos é revelada.

O suspense está presente em grande parte do livro, embora eu gostasse de ter sentido uma maior intensidade nas descrições. Gostava de me ter agarrado mais ao livro.

Nesta história existe também um envolvimento amoroso entre Maggie e Jess, um habitante da ilha. Confesso que este romance se iniciou demasiado rápido para o meu gosto, no entanto, acabou por ser bem desenvolvido ao longo da narrativa.

Em suma, esta provavelmente não é a melhor obra da autora, mas não diminuiu a minha curiosidade por continuar a ler os seus livros.

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"Casada com um Desconhecido" de Patricia MacDonald [Opinião]

Esta autora chamou a minha atenção quando li uma opinião de um dos seus livros. Assim que chegou a oportunidade, não hesitei em trazer comigo este livro da biblioteca.

Emma Hollis é uma psicóloga que trabalha num centro de crise para adolescentes. Além de amar o seu trabalho, está também apaixonada por David Webster, um jornalista sedutor que conheceu há pouco tempo.
Após engravidar, Emma e David casam rapidamente e vão passar um fim de semana numa cabana rústica nos montes isolados de New Jersey. E é aqui que começam os problemas.
Enquanto David vai cortar lenha para a lareira, um atacante mascarado, empunhando um machado, aproxima-se de Emma, com o objetivo de a matar.

Tudo isto acontece rapidamente nos primeiros capítulos. Após este brutal ataque, Emma é levada para o hospital e David é considerado o principal suspeito. Ela recusa-se a acreditar que o seu marido a quisesse morta, mas a verdade é que não o conhece assim tão bem. E nós também não, pelo que começamos a desconfiar dele.

Enquanto Emma se sente apavorada em ficar sozinha, ela e a polícia vão descobrindo pormenores intrigantes que não abonam nada a favor de David, como segredos e mentiras.
Entretanto, surge outro possível suspeito relacionado com o trabalho de Emma, o que se torna também bastante interessante.

Este livro oferece muito suspense e alguns momentos assustadores. Criei bastante empatia com Emma, devido ao facto de ser psicóloga e eu também estar nessa área. Por várias vezes, senti o medo dela, quando ficava sozinha em casa e se aterrorizava só de ouvir uma porta bater. E, nesses momentos, dava comigo agarrada ao livro, na ânsia de descobrir mais.

Passei praticamente todo o livro a desconfiar do marido dela. Não sabia nada acerca dele, as mentiras iam surgindo e o homem parecia-me um grande sonso. Mas seria ou não ele o atacante de Emma?

Gostei muito da escrita de Patricia MacDonald, intrigante e que proporciona uma leitura compulsiva. O final é surpreendente e estava totalmente longe das minhas teorias. O meu jeito para detetive é praticamente nulo mas nunca na vida eu teria desvendado este caso.

Só acho que no fim ficaram por explicar alguns pormenores; eu deduzi que eles tivessem acontecido de determinada forma mas, como não foram explicados, ainda estou na dúvida.

Esta é uma leitura que recomendo aos amantes de policiais e vou certamente procurar mais livros da autora!

Classificação: 4/5 estrelas