sábado, 31 de agosto de 2013

Livro do Mês: Agosto

Agosto chegou ao fim e dou por terminadas as leituras deste mês. Ao contrário do mesmo mês do ano passado (em que li 13 livros), este mês foi bem mais calmo e apenas li 6 livros. Conheci três novos autores e li outros três livros de autores que já conhecia. Relativamente aos géneros literários, posso dizer que foi um mês com bastante diversidade, uma vez que li um policial, um romance contemporâneo, um livro de fantasia, um thriller, um romance histórico e um livro de autoajuda. O livro que pretendo destacar este mês é da autoria de Dan Wells. Cá está ele!

LIVRO DO MÊS


A rubrica voltará no próximo mês; até lá, boas leituras!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Palavras Sentidas


“Quanto mais Concha o ouvia, mais se comovia com a história dele. Era uma história parecida com a dela. E parecida com a de tantas crianças. Ele dava-lhe a mão e sorria muito, porque se sentia muito feliz ao lado dela. Ela sabia que os rapazes só sorriem muito quando estão apaixonados e, pela primeira vez, desejou que isso acontecesse.”

A rapariga que perdeu o coração
Margarida Rebelo Pinto

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"A Casa na Praia" de Anita Shreve [Opinião]

A minha relação com os romances de Anita Shreve já é longa e esta é uma autora que figura na lista dos meus preferidos. Até ao momento, já li "A Praia do Destino", "Luz na Neve", "Tudo o Que Ele Sempre Quis", "Casamento em Dezembro" e, por último, "A Casa na Praia".
Se ainda não leram nenhuma das obras da autora ou se desejam dar-lhe uma nova oportunidade, eu recomendo sem reservas "A Praia do Destino". Para mim, foi uma história intensa e arrebatadora e que jamais esquecerei. Por outro lado, o livro que, até agora, menos me agradou, foi o "Casamento em Dezembro".

"A Casa na Praia" conta-nos a história de Sydney, uma jovem mulher divorciada do primeiro marido e viúva do segundo, que aceita um emprego de verão na costa do New Hampshire.
Enquanto acompanha Julie, a filha adolescente da proprietária da casa, Sydney vai acabar por se apaixonar por um dos dois irmãos mais velhos de Julie, sem imaginar que o amor ainda lhe reserva muitas surpresas.

Este livro tornou-se extremamente fácil de ler, devido à forma como está escrito. Não cheguei a perceber porque é que a autora espaçou tanto os parágrafos, dando a sensação de que estava a escrever pequenas cenas separadas, mas a verdade é que funcionou muito bem.

Ao contrário de "Casamento em Dezembro", que apresentava uma narrativa lenta e descritiva, este romance mostrou-se mais fluido e cativante. As emoções humanas estão sempre bem presentes nos romances da autora e este foi particularmente bom a esse respeito, tendo em conta que a protagonista já foi casada duas vezes e se encontra desencantada com a vida. Desta forma, o leitor não fica indiferente ao turbilhão de sentimentos que assolam Sydney ao longo de toda a narrativa.

Gostava ainda de destacar a adolescente Julie; foi a personagem que mais me surpreendeu neste livro e adorei a forma como ela e Sydney se relacionavam.

Em jeito de conclusão, esta é mais uma obra da autora que eu recomendo, no entanto, leiam primeiro "A Praia do Destino", caso ainda não o tenham feito.

Classificação: 4/5 estrelas

terça-feira, 27 de agosto de 2013

"Uma Vida ao Teu Lado" de Nicholas Sparks [Divulgação]

Título Original: The Longest Ride
Edição: 2013
Páginas: 448
Editora: ASA
ISBN: 9789892324418

Nas livrarias a 10 de setembro

Sinopse
Quando Sophia Danko conhece Luke, algo dentro dela muda para sempre. Luke é muito diferente dos homens ricos e privilegiados que a rodeiam. Através dele, Sophia conhece um mundo mais genuíno e puro do que o seu, mas também mais implacável. Ela tem uma vida protegida. Ele vive no limite. À medida que se descobrem e apaixonam, Sophia encara a possibilidade de um futuro diferente do que tinha imaginado. Um futuro que Luke tem o poder de reescrever... se o segredo que o atormenta não os destruir a ambos.
Não muito longe, algures numa estrada escura, um desconhecido está em apuros. Ira Levinson tem 90 anos e acabou de sofrer um acidente de carro. Ao tentar manter-se consciente, Ira sente a presença de Ruth, a sua mulher que morreu há 9 anos, materializar-se a seu lado. Ela encoraja-o a lutar pela vida, relembrando a história de amor que os uniu. Ira sabe que Ruth não pode estar no carro com ele mas agarra-se às suas delicadas memórias, revivendo as tristezas e alegrias que definiram a sua paixão.

Ira e Ruth. Sophia e Luke. Dois casais com pouco em comum, cujas vidas vão cruzar-se com uma intensidade inesperada nesta celebração do poder do amor e da memória.
Uma viagem extraordinária aos limites mais profundos do coração humano pela mão de Nicholas Sparks.

A capa lá fora

[É com grande ansiedade que aguardo o lançamento do novo livro do Nicholas Sparks, um autor que é muito querido para mim. Estou curiosa com a história pois desta vez o autor incluiu dois casais.
Pessoalmente, não gosto da capa portuguesa, é demasiado chamativa para o meu gosto; sempre preferi as capas escolhidas pela Editorial Presença, devido à sua sobriedade.]

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

De regresso...

O blog esteve sem publicações durante uma semana porque fui passar uns dias maravilhosos com o meu mais-que-tudo e não quis deixar posts agendados. Mas agora estou de volta e pronta a retomar o funcionamento normal do blog!

Cá está o livro que me acompanhou durante estes dias!
Em breve será publicada a opinião; fiquem atentos!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Série Irmãos Rothwell

A primeira série completa que li da autora Madeline Hunter foi a dos Irmãos Rothwell. São livros bons para descontrair, onde encontramos histórias repletas de aventura, segredos, traições, amor e muita sensualidade. Recomendo!

domingo, 18 de agosto de 2013

"Não sou um Serial Killer" de Dan Wells [Opinião]

"Não sou um Serial Killer" é a primeira obra de Dan Wells e admito que me cativou desde o início, com a sua escrita simples e imensas passagens repletas de humor negro.

A história é contada na primeira pessoa por John Wayne Cleaver, um jovem de 15 anos bastante diferente dos outros miúdos da sua idade. Apesar de ser bem-comportado e muito tímido, é incapaz de sentir empatia e de compreender as pessoas que o rodeiam, apresentando alguns traços de sociopatia. Ele é um jovem potencialmente perigoso e está bem consciente das suas características invulgares, pelo que tenta a todo o custo impedir-se a si mesmo de matar.

Nos primeiros capítulos, compreendemos bem as regras que ele criou para se manter controlado. Mas estas regras vão ser postas à prova quando um assassino começa a aterrorizar a sua pacata vila.

Tal como já referi, a escrita do autor é muito apelativa, impelindo o leitor a não largar o livro, desejoso de saber o que vai acontecer a seguir. Dan Wells combinou ainda vários géneros, tais como o thriller, o mistério/crime e o sobrenatural.
Gostei igualmente que o autor tivesse incluído na história um psicólogo, que ajuda tanto o John como o leitor a compreender muitos dos seus comportamentos.

Existem mais dois livros que dão continuação a este e estou desejosa de ter oportunidade de os ler, de forma a conhecer o desenvolvimento desta história!

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Palavras Sentidas


"As pessoas veem aquilo que querem ver. E, na maior parte dos casos, aquilo que lhes dizem para ver."

O Circos dos Sonhos
Erin Morgenstern

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Incarceron" de Catherine Fisher [Opinião]

"E enquanto ardia dentro dele, falou no mais baixo dos murmúrios, como o sussurro do pó nos corredores desertos, o roçar das cinzas no coração do fogo." (pág. 182)

Incarceron foi a minha estreia com a autora Catherine Fisher. Este livro chamou-me a atenção pela sinopse e por se inserir no género da fantasia/ficção científica.

A história passa-se num mundo futurista; por um lado, temos a Prisão viva, que vê e controla tudo e que abrange galerias, masmorras, cidades em ruínas e bosques de metal; por outro lado, temos uma sociedade vigiada por um sofisticado sistema de inteligência artificial, mas concebida à semelhança de um cenário do século XVII.

Na Prisão encontra-se Finn, um prisioneiro sem memórias mas que não aceita pertencer àquele lugar. No Exterior, encontra-se Claudia, condenada a um casamento de conveniência que não lhe agrada. Ambos se vão conhecer quando encontram um dispositivo - uma chave - que lhes vai permitir comunicar e traçar um plano de fuga.

Gostei muito da escrita da autora, cativante, sem grandes descrições e usando alguma perícia com as palavras; agradou-me especialmente a frase que transcrevi mais acima!

Em relação a este mundo e à Prisão, o livro exige que o leitor esteja concentrado e faça um grande esforço, não só a tentar visualizar os locais, como a imaginar todas as cenas. Além disso, embora haja ação e o final tenha sido bastante emocionante, a autora deixou por explicar muitos aspetos importantes ao longo do livro. Por exemplo, a Prisão é composta por diferente alas onde vivem grupos de prisioneiros, como os Cívicros e os Comitatus. No entanto, estes e outros conceitos aparecem sem uma definição que nos permita perceber quem são e o que fazem, o que dificulta a compreensão deste mundo tão complexo.

Resumidamente, gostei da história e o final deixou-me com uma pontinha de curiosidade acerca do próximo volume. Espero ter oportunidade de o ler em breve!

Classificação: 3/5 estrelas

domingo, 11 de agosto de 2013

Desafio Arco-Íris

Há já algum tempo que vi o Desafio Arco-Íris no blog Algodão Doce para o Cérebro e finalmente decidi participar e mostrar-vos uma pilha de livros da cor do arco-íris!
Vamos ver as minhas escolhas?


Vermelho: Dei-te o Melhor de Mim - Nicholas Sparks
Laranja: O Último Papa - Luís Miguel Rocha
Amarelo: Um Refúgio para a Vida - Nicholas Sparks
Verde: Harry Potter e o Príncipe Misterioso - J. K. Rowling
Azul: A Agência - Ally O'Brien
Indigo: Pecados Escondidos - Emma Wildes
Violeta: O Aprendiz - Tess Gerritsen

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"A Rua Onde Vivem" de Mary Higgins Clark [Opinião]

"A Rua Onde Vivem" é o quarto policial que leio desta autora tão conceituada na literatura policial.

O livro conta-nos a história de Emily Graham, uma brilhante advogada em Nova Iorque que, além de ter passado por um traumático divórcio, foi perseguida por um homem que a considera responsável pela absolvição do assassino da sua mãe. Após estes acontecimentos, Emily compra uma mansão vitoriana em Spring Lake, onde espera poder refugiar-se durante uns tempos. Contudo, a construção de uma piscina na mansão levam a uma descoberta macabra: um esqueleto de uma mulher que desapareceu na vila há alguns anos e, num dos seus dedos, é encontrado um anel pertencente à família de Emily.

À semelhança da obra "Onde Estarás?", neste livro a autora também criou uma grande diversidade de personagens que vão sendo apresentadas ao longo dos primeiros capítulos. Um pouco confusas no início, mas rapidamente começam a interagir e a tornar a história mais misteriosa.

Neste policial, somos confrontados com crimes que aconteceram há cem anos e que estão novamente a acontecer no presente. Tendo em conta que um dos temas abordados na obra é a reencarnação, a autora deixa-nos constantemente com uma questão em mente: será que o assassino que cometeu os crimes há cem anos poderá ter reencarnado? Ou será que se trata apenas de um imitador?

A par destes assassinatos que deixam os habitantes de Spring Lake em constante preocupação (porque o assassino vai voltar a atacar), o misterioso perseguidor de Emily volta a aparecer para a atormentar.

Posso desde já dizer que este livro me desiludiu um pouco, na medida em que esperava sentir mais suspense, mais adrenalina e apanhar alguns sustos. Infelizmente, isso não aconteceu, embora o livro se leia muito bem e rapidamente. Além disso, a frase inscrita na capa do livro - "A perseguição aterradora de um psicopata pode levar à loucura..." - promete algo que acaba por ser enganador. Em primeiro lugar, o livro não é unicamente sobre a perseguição aterradora de um psicopata (eu diria que este é um aspeto secundário do livro); em segundo, a perseguição tem pouco de aterrador; e, em terceiro, a personagem perseguida não chega nem perto da loucura.

Esta frase fez-me esperar um thriller arrepiante mas, ao invés, acabei por ler um policial leve, com uma pitada de mistério e momentos imprevisíveis. Não foi, pelas razões que mencionei, uma leitura inesquecível, mas tenho a certeza que me esperam obras bem melhores desta autora.

Classificação: 3/5 estrelas

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Palavras Sentidas

“Sempre que nos falta alguma coisa, temos de preencher esse vazio. Contudo, quando nos falta o amor, não há nada que realmente chegue.”

Desculpa, mas vou chamar-te amor
Federico Moccia