terça-feira, 22 de março de 2022

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]

 
O primeiro livro do ano já seguiu para a casa da Silvana.

Este foi o escolhido:


Motivos da minha escolha:

Desta vez, ela pediu algo de leitura leve e fácil. Não tenho ainda muitos livros disponíveis desde que mudei de casa, mas consegui escolher um que acredito que ela poderá gostar.
Espero que seja uma leitura relaxante, Silvana!
 
Boa leitura!

sábado, 19 de março de 2022

«Ás de Espadas» de Faridah Àbíké-Íyímídé [Opinião]

 
«Um thriller acelerado e sinuoso que envolve muito mais do que um simples mistério.»
Alice Oseman, autora bestseller da série premiada Heartstopper
 
A Niveus é uma escola privada para alunos de elite. No seu último ano, Devon Richards e Chiamaka Adebayo são selecionados para delegado de turma e líder estudantil, respetivamente. São cargos de responsabilidade, apenas atribuídos aos melhores alunos. Para estes dois estudantes, o ano escolar está a começar da melhor forma.
Contudo, algum tempo depois, uma personagem misteriosa intitulada «Ases» começa a enviar mensagens a todos os alunos da escola, expondo segredos íntimos de Devon e Chiamaka.

Esta não é apenas uma história sobre dois alunos que se veem envolvidos em mexericos. É muito mais do que isto. Ao início, a revelação dos segredos parecia uma brincadeira de mau gosto; porém começa a tornar-se mais grave, obscura e com contornos até perigosos.

Posso afirmar que, na primeira metade do livro, me sentia curiosa por descobrir quem é que estaria por detrás do «Ases». Ao progredir mais na leitura, o «quem» passou para segundo plano e o «porquê» ganhou mais destaque. Ou seja, não me parecia tão relevante descobrir quem seria capaz de tamanha maldade, mas sim por que razão alguém estava a ser tão cruel com estes dois estudantes.

Por várias vezes, este livro me deixou perplexa e indignada com o que estava a ser feito às personagens. Era demasiado doentio mas, infelizmente, não tão descabido quanto isso na sociedade atual.

Classificando-se como um thriller YA, o livro começa por dar mais destaque à vertente YA e, aos poucos, vai intensificando o suspense. Embora me tenha sentido sempre curiosa por desvendar este enigma, senti que faltava qualquer coisa na forma como o livro me prendia. O suspense estava lá mas eu conseguia parar de ler sempre que queria. Estou habituada a ler thrillers e são o meu género preferido, e acho fundamental quando um livro me faz não querer parar de ler.

Ás de Espadas aborda temáticas muito atuais, como o racismo, a homofobia, o bullying, o elitismo, a discriminação, a diferença entre classes sociais, entre outras. Será uma leitura muito interessante para jovens, tendo em conta a vertente YA, bem como para todos os adultos que se interessem pelo tema.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 16 de março de 2022

Palavras Sentidas


«O que tornava a presença de um cão tão confortável? Talvez o facto de não precisarmos de esconder dele o que sentimos, de ele nunca nos exigir um sorriso falso.»

A Última Vítima
Tess Gerritsen 

quarta-feira, 9 de março de 2022

Palavras Sentidas


«[...] talvez seja necessário estar longe dos lugares do nosso quotidiano, das pessoas, para sentir falta das coisas que tomamos por certas. Para tomarmos como qualidade a sua distorção.»


O Ano da Dançarina
Carla M. Soares 

terça-feira, 8 de março de 2022

«O Homem das Castanhas» de Søren Sveistrup [Opinião]


«Excelente. Uma mistura sagaz de policial, thriller político e drama doméstico.»
The New York Times
 
O Homem das Castanhas inicia-se com um primeiro capítulo arrepiante e cujas descrições gráficas não serão adequadas aos leitores mais suscetíveis. Embora os diversos cenários de crime que encontramos ao longo do livro não sejam descritos com muita exaustão, são intensos e impressionam, pelo que deixo esta chamada de atenção aos leitores que não apreciam descrições tão gráficas e violentas.

A premissa do livro é bastante interessante: num subúrbio de Copenhaga, uma mulher é encontrada brutalmente assassinada, e falta-lhe uma das mãos. Junto ao corpo, é encontrado um pequeno boneco feito com castanhas. A pista mais interessante neste cenário é o boneco, que parece estar ligado a uma menina que desapareceu um ano antes e foi dada como morta.

Esta menina desaparecida é a filha da ministra Hartung, que regressa agora ao trabalho e agita a comunicação social.
Desta forma, este livro vai misturar investigação policial com drama familiar e alguma intriga política.

Naia Thulin é a detetive responsável pelo caso e a ela vai juntar-se Mark Hess, um investigador que acabou de ser temporariamente afastado da Europol e que vai trazer algum mistério à narrativa. A interação entre ambos acabará por ser difícil ao início, dado que ambos têm os seus motivos para não quererem estar ali e acaba por não ser fácil trabalharem juntos.
Há outras personagens importantes para a trama e que acabarão por ter a sua ligação aos crimes.

Considero que este é um romance policial de início lento, com uma grande variedade de personagens, podendo tornar-se confuso enquanto o leitor não se familiariza com todas elas.
Os capítulos são curtos (pormenor me agrada muito), o que incentiva a uma leitura rápida. Penso também que este livro será para ler de seguida, sem muitas pausas. Durante a leitura, acabei por estar uma semana sem conseguir pegar nele e, ao retomar a leitura, sentia-me ligeiramente perdida e sem me recordar das ligações entre algumas personagens.
Assim, recomendo a leitura deste livro quando tiverem mais disponibilidade.

A trama torna-se mais intensa à medida que nos aproximamos do final e as ligações entre as personagens começam a fazer sentido. Diria que as últimas cinquenta páginas são de leitura imparável.

O Homem das Castanhas vem provar a grande qualidade das obras literárias que nos chegam dos países nórdicos e considero que seja uma leitura obrigatória para os fãs deste género literário, desde que se sintam à vontade com as descrições mais gráficas e violentas.

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 2 de março de 2022

Palavras Sentidas


«[...] a tristeza é um amor que ficou sem casa, e temos de aprender a viver com ela e a seguir em frente.»


O Homem das Castanhas
Søren Sveistrup 

terça-feira, 1 de março de 2022

Aquisições: Fevereiro

O mês de fevereiro chegou ao fim e parece-me ter passado a correr.
Foi um mês recheado de trabalho e de boas leituras.
 
Vamos ver o que chegou cá a casa?
 
BIBLIOTECA
 
- No início do mês trouxe este thriller da biblioteca, que já há muito tempo me estava a despertar curiosidade. Terminei-o mesmo no último dia do mês e em breve trarei a opinião.
 
 
E a ti, como te correu o mês no que diz respeito a aquisições literárias?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Palavras Sentidas


«Por isso estou a fazê-lo por ti, porque é assim que as pessoas se deviam comportar: deviam preencher as lacunas umas das outras.»
 
Acorda Para a Vida, Chloe Brown
Talia Hibbert

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

«O Ano da Dançarina» de Carla M. Soares [Opinião]


O Ano da Dançarina é um romance histórico de Carla M. Soares situado em Portugal, em 1918, e que acompanha a família Lopes Moreira.
 
O jovem tenente-médico Nicolau regressa da Frente Francesa. Ferido e traumatizado, vem para junto da família para recuperar com mais conforto.
Naquela altura, Portugal está marcado pelo esforço da 1.ª Guerra Mundial, pela eleição de Sidónio Pais e pela agitação social. Nicolau estará também em conflito com uma antiga amante que muita dor lhe provocou e que regressa agora para o atormentar.

Conhecemos também os irmãos de Nicolau: César é quem trata dos negócios da família; Bernarda luta por uma carreira na imprensa, numa altura em que as mulheres ainda não podiam votar; e Eunice, que deseja tornar-se enfermeira e juntar-se às enfermeiras portuguesa na Frente.

O país vai ainda passar por mais tormentas, uma vez que a gripe espanhola, espalhada pelo mundo, chega agora a Portugal. Nicolau e a família vão estar no meio desta pandemia e não escaparão ao sofrimento que ela provoca.

A escrita da Carla M. Soares não tem igual e talvez este tenha sido o livro que mais prazer me proporcionou nesse aspeto. É uma escrita trabalhada e cuidada, que cativa o leitor; embora o texto possa parecer denso, Carla torna a história apelativa e dá realmente vontade de ler sempre mais um bocadinho.
 
[Fotografia da minha autoria]

Nota-se que este livro teve um enorme trabalho de pesquisa. A autora transpôs para o papel o contexto social, económico e político. Transportou-nos para a Lisboa de 1918, e fê-lo muito bem.
Curiosamente, antes de ler este livro, tinha lido outro que também retratava a gripe espanhola, mas com uma abordagem diferente. Desta forma, adorei ler sobre a mesma temática, mas vê-la desenvolvida de outra forma e com um contexto diferente. Sinto que ambos os livros me ensinaram muito.

Na nota do autor, Carla refere que não é historiadora nem a tal aspira; por isso, este não é um livro de história, mas sim uma história de família, que a autora situou naquela época e que procurou que fosse autêntica. Ela pretendia que o leitor terminasse o livro com uma sensação de prazer e uma boa imagem da Lisboa de 1918.
No meu caso, posso afirmar que a autora cumpriu o seu objetivo. Foi uma leitura vívida, vi-me transportada para aquelas ruas e a história permanecia na minha cabeça, mesmo quando eu passava vários dias sem conseguir ler.

Recomendo vivamente esta história a qualquer leitor que deseje conhecer um bocadinho dos acontecimentos que marcaram a história do nosso país.

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

«Teatro de Fantoches» de M. W. Craven [Opinião]


«Um brutal e empolgante policial que se lê de um só fôlego.»
The Sun

Teatro de Fantoches foi o meu primeiro contacto com as obras de M. W. Craven. Senti curiosidade por este livro assim que foi publicado em Portugal.
É o primeiro livro de uma série que acompanha o Inspetor Washington Poe.

A contracapa deste livro pergunta-nos: «Haverá algo pior do que ser queimado vivo?»
Temos de admitir que é uma frase que causa alguns arrepios.

Neste policial intenso, um assassino em série rapta as suas vítimas, mutila-as e queima-as vivas. Não deixou nenhuma pista e a polícia está desorientada.
Washington Poe é um inspetor que se encontra suspenso devido a um erro que cometeu no passado. Vive isolado e não quer, de maneira nenhuma, envolver-se nesta investigação. Porém, quando o seu nome é encontrado nos restos carbonizados de uma das vítimas, rapidamente percebe que o assassino tem outros planos para ele.

Este policial cativou-me sobretudo pelas personagens. Poe é um inspetor que não gosta de seguir regras; é aquele que faz o que tem de ser feito, não se importando se vai acabar por aborrecer uma grande quantidade de pessoas.
A ele vai juntar-se Tilly Bradshaw, uma analista de dados extremamente inteligente, mas desprovida de competências sociais.
As interações entre Poe e Tilly são interessantes e com diversas peripécias divertidas. Embora seja um policial com crimes terríveis, acaba por nos oferecer algumas gargalhadas, à medida que eles investigam o passado das vítimas e novas pistas vão surgindo.

O final surpreendeu-me, bem como a identidade do assassino. Não foi a primeira vez que encontrei um assassino com estas características. É difícil escrever um policial completamente inovador, mas as suas motivações foram credíveis e o autor conseguiu manter-me agarrada até ao final.
A escrita não é muito gráfica e a medicina legal não tem um papel relevante. A investigação centra-se sobretudo na procura de pistas e na análise de dados (que conduzirão a outras pistas).

A história pessoal de Poe tem algumas nuvens negras, mas foram-nos dadas também novas pistas para os romances seguintes que acompanham esta personagem. Já tenho o segundo livro na minha estante e espero conseguir lê-lo ainda este ano.

Teatro de Fantoches é um policial intrigante que mantém o leitor colado desde as primeiras páginas. M. C. Craven é certamente um autor a acompanhar.

Classificação: 4/5 estrelas

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Desafio Mestre do Crime 2022

Pelo terceiro ano consecutivo, vou participar no desafio literário Mestre do Crime, criado pela Silvana, do blogue Por detrás das Palavras.

O objetivo do desafio consiste em ler livros de mistério/thriller e policiais


Os níveis do desafio são os seguintes:

Nível 1 - Ter 4 livros lidos e um deles ser escrito por uma mulher
Nível 2 - Ter 8 livros livros lidos e um deles escrito por um autor nunca lido
Nível 3 - Ter 12 livros lidos e um deles ter uma personagem principal feminina
Nível 4 - Ter 16 livros lidos e um deles ter sido publicado em 2021

Espero conseguir completar os 16 livros lidos!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Aquisições: Janeiro

Janeiro chegou ao fim com algumas peripécias, bastante trabalho e pouco tempo para ler. Mesmo assim, não foi um mês nada mau no que diz respeito a leituras e a aquisições.
 
Vamos ver o que chegou cá a casa?
 
COMPRAS
 
- Em dezembro, comprei em pré-venda o Ás de Espadas, o primeiro livro publicado pela Desrotina.
Perto do fim do mês, comprei ainda o mais recente livro do Nuno Nepomuceno numa sessão de autógrafos, em que também tive o prazer de conhecer o Nuno e conversar um bocadinho com ele.
Estou muito ansiosa por ler estas duas novidades!
 

EMPRESTADO
 
- Encontrei-me com a melhor amiga e ela trouxe-me este policial que estou ansiosa por ler. Despertou-me curiosidade logo desde a sua publicação!
 

E tu, tiveste um bom mês de aquisições literárias?