segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Desafio Literário Ataque à Estante 2020 [Balanço Final]

Este ano criei o Ataque à Estante, um desafio literário que tinha como objetivo controlar as compras e incentivar à leitura dos livros da nossa estante.


Por cada livro comprado em 2020, o objetivo seria ler 2 livros da estante que tivessem sido adquiridos até ao final de 2019.
Os livros comprados este ano não contariam para o desafio.
 
Fazendo agora uma análise aos meus resultados, posso afirmar que não cumpri o objetivo a que me propus. Comprei 25 livros (mais três que ofereci e que por isso não constam da tabela) e apenas consegui ler 13 livros antigos da minha estante. Para este volume de compras, deveria ter lido 50 livros, um número bastante ambicioso para mim.
A verdade é que adoro aproveitar promoções e comprar livros em segunda mão e, em certas alturas, não foi nada fácil resistir a um livro novo. Contudo, também não considero que tenha comprado demasiados livros.
Marcados a laranja estão os livros adquiridos em 2020 que também já estão lidos, o que significa que não me limitei a comprar e acumular. No total, li 22 livros meus, o que equivale a mais de metade das minhas leituras deste ano.

No próximo ano vou manter o objetivo de ler o máximo possível de livros da minha estante e continuar a controlar as compras e a ser mais poupada.

De seguida, apresento a tabela preenchida e a lista dos livros comprados e lidos.

C = Compra; L = Leitura da estante


C1 - A Morte do Papa [Nuno Nepomuceno]
     L1 - Verity [Colleen Hoover]
     L2 - O Carrasco do Medo [Chris Carter]
C2 - O Prof [Vi Keeland]
     L3 - Lembranças Macabras [Tess Gerritsen]
     L4 - O Homem dos Sussurros [Alex North]
C3 - Messias [Boris Starling]
     L5 - A Bela e o Vilão [Julia Quinn]
     L6 - A Agência [Ally O'Brien]
C4 - Não Fujas Mais [Harlan Coben]
     L7 - Carrie [Stephen King]
     L8 - Escrito na Água [Paula Hawkins]
C5 - A Corrente [Adrian McKinty]
     L9 - O Evangelho Segundo Jesus Cristo [José Saramago]
     L10 - O Predador da Noite [Chris Carter]
C6 - Os Pássaros [Célia Correia Loureiro]
     L11 - A Única Filha [Anna Snoekstra]
     L12 - Seita Maldita [Tess Gerritsen]
C7 - Por Amor à Língua [Manuel Monteiro]
     L13 - Antecedentes Perigosos [Tami Hoag]
C8 - Diário de uma Obsessão [Claire Kendal]
C9 - Sempre Tu [Colleen Hoover]
C10 - A Maldição de Hill House [Shirley Jackson]
C11 - As Filhas de Eva [Louise O'Neill]
C12 - As Últimas Linhas Destas Mãos [Susana Amaro Velho]
C13 - Atirar a Matar [Harlan Coben]
C14 - O Atleta Desaparecido [Harlan Coben]
C15 - Perto Demais [Colleen Oakley]
C16 - Quarta Campa Debaixo dos Meus Pés [Darynda Jones]
C17 - A Espia do Oriente [Nuno Nepomuceno]
C18 - O Regresso [Nicholas Sparks]
C19 - Não Fales com Estranhos [Harlan Coben]
C20 - Inspeção [Josh Malerman]
C21 - A Última Vítima [Tess Gerritsen]
C22 - A Menina dos Doces [Pedro Cipriano]
C23 - Promete-me [Harlan Coben]
C24 - Morrer Duas Vezes [Tess Gerritsen]
C25 - Kentukis [Samanta Schweblin]

domingo, 27 de dezembro de 2020

Desafio Mestre do Crime 2020 [Balanço Final]

Este desafio foi criado pela Silvana do blogue Por detrás das palavras e tinha como objetivo ler thrillers/policiais/livros de mistério. Soube de imediato que teria de participar, uma vez que este tipo de livros está entre os meus preferidos.

Foi, sem dúvida, o desafio que melhor me correu este ano! Não atingi os 20 livros - ficaram a faltar-me os 3 de escritores não americanos - mas estou extremamente satisfeita com o meu desempenho. Metade das minhas leituras de 2020 inseriram-se no meu género preferido, por isso posso afirmar que o balanço foi muito positivo.
 
De seguida, deixo a lista de todos os livros que li para cada nível e as respetivas opiniões.


Nível 1:
1. Verity [Colleen Hoover] ---» escrito por uma mulher
2. O Carrasco do Medo [Chris Carter]
3. Louca [Chloé Esposito]

Nível 2:
4. Lembranças Macabras [Tess Gerritsen]
5. O Homem dos Sussurros [Alex North]
6. Segredos Obscuros [Hjorth & Rosenfeldt]
7. Não Fujas Mais [Harlan Coben]
8. A Morte do Papa [Nuno Nepomuceno] ---» autor português

Nível 3:
9. A Corrente [Adrian McKinty] ---» publicado em 2020
10. A Paciente Silenciosa [Alex Michaelides]
11. Escrito na Água [Paula Hawkins]
12. O Predador da Noite [Chris Carter]
13. A Única Filha [Anna Snoekstra]
14. [Chloé Esposito]

Nível 4:
15. Os Passageiros [John Marrs]
16. Seita Maldita [Tess Gerritsen]
17. Antecedentes Perigosos [Tami Hoag]

sábado, 26 de dezembro de 2020

"Antecedentes Perigosos" de Tami Hoag [Opinião]


«Um thriller arrepiante com um toque romântico.»
New York Daily News
 
Na tentativa de continuar a dar atenção aos livros da minha estante, decidi pegar neste que tinha sido adquirido numa troca, em 2014. 
Já me tinha cruzado com vários trabalhos da Tami Hoag na época em que o meu pai era sócio da Círculo de Leitores, mas nunca lera nada da autora.

Este é o terceiro livro de uma série protagonizada pelos detetives Sam Kovak e Nikki Liska. Embora tenha também o primeiro livro da série, apeteceu-me começar por este simplesmente por ser versão de bolso e mais leve de manusear.

Se puderem, não leiam a sinopse. Na minha opinião, ela revela demasiado, incluindo um acontecimento que só ocorre depois de trezentas páginas. Senti que aquilo foi um pequeno spoiler; à medida que ia lendo, estava sempre à espera que aquilo acontecesse.

O que precisam de saber acerca desta história é o seguinte: após um terrível assassínio, a juíza Carey recusa-se a condenar Karl Dahl, o homem que todos acreditam ser o culpado. As provas não são conclusivas e a juíza não quer condená-lo apenas com base nos seus antecedentes. Contudo, isto gera uma onda de protestos na comunidade, deixando várias pessoas furiosas. Nesse mesmo dia, a juíza é atacada no parque de estacionamento e os detetives são chamados para descobrir o atacante.
 
[Fotografia da minha autoria] 

Gostei de conhecer estes dois detetives, embora não tenha acompanhado a sua história desde o primeiro volume. Consegui perceber que Sam tem dificuldade em ter uma vida amorosa, o que é um cliché bastante comum nestes livros, e que é muito dedicado aos casos em que trabalha.

A juíza Carey é-nos mostrada como uma mulher dura, quase sem compaixão. É assim que as pessoas a vêem. No entanto, o seu trabalho como juíza, em que necessita de ser imparcial, não é tão preto no branco. Após ser atacada, vemos uma mulher frágil, que também tem sentimentos e inseguranças.

Confesso que encontrei vários clichés neste livro, mas não deixou de ler uma leitura interessante e que me envolveu. Temos vários suspeitos que guardam rancor à juíza e qualquer um deles poderá ser o culpado do brutal ataque. E depois temos o prisioneiro que foge da prisão e lança o pânico na cidade.
 
Creio que a autora conseguiu distribuir bem o suspense e alternar a narrativa por várias personagens, de forma a manter o leitor sempre atento.

Gostei de conhecer o trabalho desta autora e fiquei com vontade de ler o outro livro que também tenho dela. Será mais um antigo da estante que pretendo ler em breve!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Mensagem de Natal


Neste ano tão atípico, em que sentimos tanta falta dos abraços e dos afetos, precisamos ainda mais que a magia do Natal nos envolva e nos traga esperança para o novo ano que se aproxima.

Deixo os meus mais sinceros votos de um Feliz Natal a todos os leitores que me acompanham diariamente, amigos e seguidores que partilham esta paixão pelos livros. Felicito também as editoras parceiras que continuam a permitir-me ler algumas novidades literárias e partilhá-las com os leitores.
 
Espero que vivam um Natal doce e aconchegante com aqueles que amam e que os vossos corações se encham de paz e esperança.
 
Desejo-vos igualmente um excelente ano de 2021, com saúde, amor, amigos, sucesso pessoal e profissional e, claro, muitas boas histórias para ler!
 
Votos de Festas Felizes para todos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

"O Prof" de Vi Keeland [Opinião]


Vi Keeland é aquela autora cujos livros são assim uma espécie de corta sabores, ou seja, são livros ótimos para intercalar com leituras mais pesadas. Depois de ler alguns thrillers, fiquei com vontade de um romance mais fofinho e escolhi este que estava na minha estante.

Já tinha lido O Boss e O Cliente, achei o primeiro hilariante e o segundo agradável. Agora, O Prof foi o meu preferido no que diz respeito à história do passado das personagens.

A Rachel e o Caine não se conhecem propriamente da forma mais simpática. Ela está num bar, um bocado bêbada, confunde-o com outra pessoa e vai insultá-lo rudemente. No dia seguinte, descobre que ele é o professor de uma disciplina em que ela vai lecionar como professora assistente. Um início que logo ali promete momentos bem engraçados!

As interações entre os dois nem sempre são simpáticas, o que naturalmente se traduz em momentos de gargalhadas para o leitor.

Rachel vai descobrir algumas coisas acerca de Caine, contudo, ao tentar abordar o assunto, ele mostra-se reservado, como se estivesse a esconder algo. É aqui que a narrativa viaja para o passado, dando-nos a conhecer o jovem Caine e os acontecimentos que o moldaram na sua vida adulta.

[Fotografia da minha autoria]
 
Gostei muito de conhecer estes dois protagonistas. Rachel é aquela jovem toda despachada que tenta conciliar um trabalho num bar enquanto termina o doutoramento. Nunca consegue chegar com pontualidade a lado nenhum e é extremamente resmungona!
Por sua vez, Caine é o tipo de homem que afirma já ter destruído todos os seus relacionamentos anteriores e que por isso não é digno de estar com alguém. Embora sinta uma enorme atração por Rachel, acha que não devia envolver-se com ela porque, mais cedo ou mais tarde, vai acabar por estragar tudo e magoá-la.

Mas o que será que Caine esconde? Será assim tão grave? Será que cometeu um erro assim tão imperdoável no passado?
Eu li este livro muito depressa. Sentia-me extremamente curiosa e, quando percebi o que unia estas personagens e como o passado se relacionava com o presente, fiquei surpreendida e de coração derretido, pois achei a parte final da história muito bonita e ternurenta.

Este é um livro que fala sobre perdão, principalmente a capacidade de nos perdoarmos a nós próprios. Por vezes, acontecem coisas ruins na nossa vida, que deixam marcas, mas em que a culpa não é nossa. Isso deixa-nos com uma grande sensação de culpa mas a verdade é que, se voltássemos atrás, não conseguiríamos mudar a forma como aconteceu. É importante perdoarmo-nos para podermos seguir em frente.

Em conclusão, O Prof é uma história bonita, com algum erotismo, muitos momentos engraçados e ótima para intercalar com leituras mais morosas. Para os leitores mais românticos e a precisar de ler qualquer coisa diferente, este livro será uma boa escolha para uma tarde relaxada no sofá!

Classificação: 4/5 estrelas

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Palavras Sentidas


"Nunca sabemos quando é o nosso último dia com alguém. O último momento. A última palavra. [...] Nunca sabemos. Por um lado, isso priva-nos de um sofrimento por antecipação. Todavia, o que se segue não é melhor. Tantas vezes pensei que deveríamos, na vida, ser forçados a dizer aos nossos, todos os dias e sem excepção, que os amamos."

O Bairro das Cruzes
Susana Amaro Velho

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Hoje venho responder, com algum atraso, ao desafio que a Silvana me propôs para o livro Anna e o Beijo Francês. Confesso que demorei um pouquinho mais porque o cansaço e a falta de inspiração não têm dado tréguas, levando-me a realizar as tarefas com mais lentidão.
 
Contudo, acabei por gostar bastante de escrever este desafio. Vamos ver?
 
DESAFIO:
 
Paris e Anne pelos meus olhos
 
És uma turista em Paris. Um turista que decidiu ir sozinha à cidade do amor. Está um lindo dia de Primavera e tu, depois de muito caminhar, decides sentar-te num banco de jardim para descansar. Enquanto descansas vês Anne e o seu grupo de amigos. Pegas no caderno e começas a registar aquilo que vês.
 
Mostra-nos a página do teu diário de viagens.
 
A MINHA RESPOSTA:
 
Estou sentada num banco de jardim, a comer um gelado e a descansar as pernas dos vários quilómetros que percorri hoje pelo centro de Paris, de máquina fotográfica na mão e mochila às costas.
 
Esteve um sol radiante o dia todo e agora, por volta das 18h, consigo sentir uma leve brisa percorrer-me a pele. Hoje estará uma noite mais fresca.
 
Aqui sentada, divirto-me a observar tudo ao meu redor. Uma senhora idosa passeia o seu pequeno caniche, um casal caminha de mãos dadas e sorriso nos lábios, crianças brincam junto ao lago sob a supervisão dos adultos, e vários grupos de jovens conversam e soltam gargalhadas.
 
Não sei exatamente porque reparei naquele grupo em especial. Talvez o riso fosse mais espontâneo, ou simplesmente o sotaque me tenha parecido diferente. Estão a fazer um piquenique. Oiço alguém chamar Étienne, um nome que me é familiar. Foco a minha atenção. Ao lado dele encontra-se uma bela jovem, que lhe sorri com muita ternura. Só pode ser Anna. Partilham a toalha com a Meredith, a Rashmi e o Joshua. Oiço algumas das suas frases. Terminou mais um ano letivo e fazem planos para o futuro. Conversam acerca da universidade e dos projetos para o verão. Prometem que, aconteça o que acontecer, se vão encontrar uma vez por ano e celebrar a sua amizade.
 
Sorrio.
 
Terminei o meu gelado. Sinto-me mais relaxada e um maior alívio nos pés. Estou pronta para continuar a explorar a cidade.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Palavras Sentidas


"Por vezes, era muito mais fácil lidar com a emoção do ódio. Ardia com intensidade e acabava por desaparecer. O amor perdurava."


Uma Mulher em Fuga
Lesley Pearse 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Top Ten Tuesday | Novos autores lidos em 2020


Há dois anos que não respondo a nenhuma temática do Top Ten Tuesday e decidi regressar com um top de novos autores. Este tópico só está previsto para janeiro, mas prefiro fazer esta lista no último mês do ano.

Vou eleger o Top Ten de novos autores que li pela primeira vez em 2020.
Até ao momento, li 16 novos autores (número inferior em relação aos anos anteriores) e apresento-vos de seguida os 10 de que mais gostei, sem uma ordem em particular.

1. Svetlana Alexievich                            2. Chloé Esposito

3. Alex Michaelides                            4. John Marrs


5. Susana Amaro Velho                           6. Manuel Monteiro


7. Stephanie Perkins                         8. Louise O'Neill


9. Adrian McKinty                          10. Hjorth & Rosenfeldt


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

"Seita Maldita" de Tess Gerritsen [Opinião]


A série Rizzoli & Isles, de Tess Gerritsen, é uma das poucas séries literárias que faço questão de ler por ordem. Todos os livros escritos até ao momento (12 no total) estão traduzidos e publicados em Portugal e, embora alguns sejam mais difíceis de encontrar por já estarem esgotados, tem sido entusiasmante pesquisar e adquirir um de cada vez.

Os dois livros anteriores - O Clube Mefisto e Lembranças Macabras - centraram-se principalmente na investigação de um caso, havendo pouca evolução das histórias pessoais das protagonistas.

Seita Maldita é um livro que nos dá frio, uma vez que praticamente toda a narrativa se passa no meio da neve.
Desta vez acompanhamos Maura Isles, que vai assistir a uma conferência médica no Wyoming, onde encontra um antigo colega da faculdade. Num impulso, aceita o convite que ele lhe faz e decide passar o dia seguinte numa estância de esqui, com ele, a filha e um casal amigo.

Maura é uma mulher organizada e ponderada, com todos os pormenores da sua vida totalmente controlados. No entanto, está a passar por uma fase difícil na sua vida amorosa e, naquele momento, decide fazer algo impulsivo, sem planeamento.
Contudo, as coisas começam a correr mal quando o carro onde eles viajam fica preso na neve. Sem possibilidades de pedirem ajuda, encontram abrigo numa aldeia chamada Kingdom Come, estranhamente desabitada. Mas os seus problemas estão apenas a começar...
 
[Fotografia da minha autoria]
 
Eu diria que este livro está dividido em duas partes: a primeira centra-se em Maura e no grupo com quem ela viaja; a segunda altera um pouco o rumo, concentrando-se sobretudo na investigação de um crime.

Fiquei completamente agarrada ao livro na primeira metade, tendo lido quase duzentas páginas numa tarde de domingo. Sentia-me assoberbada pela história e incapaz de parar. Sofri imenso com os infortúnios do grupo de Maura e houve uma situação em particular que me deixou agoniada.
 
Mas o livro acabou por seguir um rumo diferente do que eu esperava e, embora isso me tivesse provocado alguma frustração, não fez diminuir o meu interesse pela história.

Posso referir que este é um livro empolgante acerca de sobrevivência. É também abordada a temática das seitas religiosas, do fanatismo e de como as pessoas obedecem cegamente ao seu líder, anulando todos os seus pensamentos e opiniões.

Estava com dúvidas sobre se deveria atribuir 4 ou 5 estrelas, tendo em conta que a segunda parte não correspondeu exatamente às minhas expectativas (por minha culpa, pois imaginei algo diferente) mas decidi-me pelas 5 pois o livro é muito bom e encontrei reviravoltas interessantes no final.

Pretendo, em breve, dar continuidade a esta incrível série. Tess Gerritsen é realmente uma autora a não perder!

Classificação: 5/5 estrelas

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Palavras Sentidas


"É possível que o lar seja uma pessoa e não um lugar?"


Anna e o Beijo Francês
Stephanie Perkins 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

"As Intermitências da Morte" de José Saramago [Opinião]


As Intermitências da Morte foi o segundo livro de Saramago que li este ano e estou muito satisfeita com a minha decisão de começar a conhecer a vasta obra deste autor.

Eu diria que este livro é uma espécie de distopia, passado num determinado país onde, de repente, as pessoas deixam de morrer. Achei a premissa extremamente interessante e, logo no primeiro capítulo, somos atirados para o meio deste estranho acontecimento. Bastaram alguns parágrafos para o autor me deixar a refletir.
A morte é um acontecimento natural; embora isto seja um gigante cliché, a morte é a única certeza que temos na vida. Por muito que doa e nos custe perder um ente querido, a verdade é que a morte é natural e importante. Estamos acostumados a ela, por isso não deixa de ser estranho imaginar o que aconteceria se de repente ninguém morresse.

O autor retrata esta situação de forma excelente: os hospitais ficariam completamente cheios de idosos e pessoas doentes que, por um lado, não recuperariam das suas doenças mas, por outro, também não morreriam, ficando eternamente a ocupar camas. Os lares de idosos passariam a ser poucos para a procura existente. As agências funerárias ficariam mergulhadas numa terrível crise. E nem a Igreja Católica escaparia, uma vez que sem morte não há ressurreição.
 
[Fotografia da minha autoria]
 
A primeira metade do livro centra-se nestes aspectos, envolvendo também os políticos e a forma como eles têm de lidar imediatamente com esta situação de calamidade.
 
Sensivelmente a meio do livro há uma parte um pouco monótona e que me custou a ler. Pensei que o problema fosse meu (uma vez que tenho por hábito ler à noite e senti dificuldades em concentrar-me na escrita de Saramago) porém, após ler algumas opiniões, descobri que outros leitores relataram a mesma dificuldade. Há, de facto, uns capítulos mais chatos, mas vale totalmente a pena fazer um esforço e prosseguir até à segunda metade do livro.

Aqui surge uma personagem nova: a morte (que insiste em que o seu nome seja escrito com letra minúscula). Foi delicioso de se ler! Há muito humor, muita ironia, a forma magnífica como o autor fala da morte, nos mostra como ela é e como se comporta, até que, pouco a pouco, a vai tornando mais humana. O final é incrível e eu fiquei completamente embasbacada a olhar para o livro, sem saber como o interpretar. Comecei a formular teorias na minha cabeça mas ainda sinto necessidade de discutir aquele final com outros leitores.

Se leste este livro, partilha comigo os teus pensamentos em relação ao final!

Sem dúvida que tenciono continuar a explorar o mundo que Saramago nos deixou e só me arrependo de não ter começado mais cedo.

Classificação: 4/5 estrelas